Elemental 6 - A Luz Contra As Trevas
14 Dark Kiara
Notas iniciais
Esse eu escrevi botando bastante emoção e espero ter alcançado meu objetivo: boa leitura! ^^
Aquele momento foi um dos mais agonizantes da vida da Kiara: No momento em que Sybria a jogou para dentro daquele poço, havia sentido como se seu corpo tivesse sido jogado dentro de lava, pois o sentia arder em chamas, além do peso sobre si, que a parecia sugar até o fundo daquele maldito poço. Mas por algum motivo, também se sentia como se estivesse sendo coberta; como se houvesse algum pano cobrindo-a e deixando ela confortável... Algo inexplicável. Sua vontade era de gritar ou pedir socorro, mas parecia que quanto mais tentava gritar, maior era o silencio que vinha de sua garganta; como se tivesse se tornado muda. Ela encolhia-se sentindo a energia das trevas rodearem seu corpo, como uma presa cercada pelos caçadores, e também podia ver sua visão embasar-se por alguns segundos, como se sua própria visão também estivesse mudando. Kiara sentia a magia lhe alterando por completo, mas não tinha forças para reagir: O medo a consumiu naquele momento. Tudo pareceu uma eternidade para ela, até que a jovem maga ouviu uma voz sombria, parecendo vir do nada, dizendo:
- Sente isso? ... É o seu destino!
Então ela percebeu que do seu corpo saia uma energia sombria, que pareceu tomar conta do lugar do calor escaldante para o frio agonizante. Kiara soube deste o começo, mas não podia reagir a... “Ele”. Ainda sentia vontade de gritar ou pedir ajuda, mas sentiu como se sua mente estivesse “se embasando”, assim como havia acontecido com sua visão. Aquilo não era normal, mas à medida que ela ia sentindo “aquilo”, foi se tornando... Natural. O rosto de pânico e a vontade de gritar foram dando lugar aos poucos a um maligno sorriso sarcástico e uma insana raiva.
***
Após algumas horas é que Vy finalmente havia acordado após aquele pesadelo com a Kiara. A cena que ele via parecia ser uma verdadeira cena de Fim de Mundo: Tudo onde ele estava eram completas ruínas do que deveria ser uma floresta; Árvores e animais carbonizados, o cheiro das cinzas no ar, ou até alguns locais ainda com labaredas acesas em um céu acinzentado pelas cinzas do que deveriam ser grandes e poderosas chamas.
- Como isso foi possível? – Ele disse a si mesmo, aflito. – Isso é tudo culpa nossa! A raiva nos consumiu, encorajando-nos a fazer esse ato impensável que foi invadir as minas! É melhor irmos logo atrás dela!
***
Assim que finalmente acordou o resto do grupo, eles foram correndo (ou até voando para quem tinha asas) seguindo o rastro de destruição, até chegarem a Xaia. Outrora uma grande cidade, agora estava o caos havia se instalado, como se houvesse uma invasão no local. Assim que chegaram aos portões, puderam ver um soldado apoiado nos muros dos portões da cidade, arfando de dor, tentando estancar as feridas que sangravam com as mãos.
-... Calma aí! Eu posso te ajudar! – Disse Ruth se aproximando, formando uma concha com as mãos e, com magia, criou uma “água curativa”, para ajudar a limpar e estancar os ferimentos.
- Você sabe dizer o que houve aqui? Parece até uma invasão... – Perguntou Pepper, observando a destruição, até que descobriu por conta própria.
Dentro da cidade, ele podia ter até os melhores magos de lutando ferozmente contra Kiara... Mas não era exatamente ela ali: No lugar das roupas e cabelos brancos e docilmente arrumados, estavam cores pesadas no lugar: O preto e o roxo, escuro e profundo. Os olhos azuis-marinhos agora também eram roxos e dela, vibrava uma aura negra, muito mais forte que a sua original.
- Aquela... É ela? – Ele disse, apontando surpreso.
- Sim... A Kiara enlouqueceu! – Disse o soldado, após ter sido tratado por Ruth. – Ela chegou aqui, a praça principal... De surpresa, em um vulto negro, alegando que Xaia e todas as cidades de Ossíria estavam condenadas a morte e que começaria por nós. A princípio... Estranhamos ela aparecer assim, do nada, chamando a atenção do povo, até que ela atacou... Chicoteando as correntes em cima de vários cidadãos que se aglomeravam no local.
- E vocês não perceberam nada de errado nela? – Disse Vy, pondo a mão no rosto.
- Na verdade, nem suspeitávamos: Ela parecia completamente normal; só depois que ela atacou, ela se revelou nessa forma e entramos em alerta, mas nada parece detê-la... Já até conseguimos evacuar os sobreviventes através das Rocas ou de rotas marítimas... – Terminava o soldado, aflito.
(NDA: Até onde eu sei, Rocas são aves gigantes mitológicas. No caso de Ossíria, seriam aves gigantes, capazes de carregar de uma a três pessoas, que são comumente usadas como montarias aéreas)
-... Aquele filho da puta do Soul... Ainda pego ele! – Esbravejou Vy, culpando o cavaleiro pelo incidente.
***
Kiara já tinha praticamente derrotado a todos ali na cidade, principalmente os melhores soldados e magos de Xaia, mas ainda sentia aquela insana vontade de matar e destruir: Havia se tornado uma máquina assassina. Ela ainda tinha aquela impressão de que tinha mais o que destruir, mas parecia até tranquila, andando pela cidade em ruínas e chamas (afinal, algumas coisas pegam fogo com eletricidade). Enquanto ela andava, Sybria e Soul chegaram por trás, também calmos.
- Wow, calma Kiara! Tá na TPM? – Sybria fez uma piada da situação do local com ela, mas Kiara pareceu ter ignorado a piada, simplesmente virando a cabeça para ela.
- Então... Já temos energia mais que suficiente com toda essa destruição, devo dizer... – Soul continuou, parando apenas para sacolejar os braços, com seu sorriso cínico estampado no rosto. – Melhor parar por aqui, não acha?
Kiara pausou por um instante, ao ouvir Soul falando, como se estivesse pensando no que ele disse. Então, após alguns rápidos minutos, ela virou para os dois e se aproximou ainda séria, apenas como se tivesse concordado com eles; mas assim que chegou bem perto dos dois, sussurrou para ambos:
- Tolos... Ele não quer mais de vocês...
Os dois mal tiveram tempo de reagir a aquela resposta dela; assim que abriram a boca para responderem ao insulto, Kiara colocou a mão nos dois, mas de forma diferente: Assim que ela tocou neles, sentiram rapidamente suas energias se esgotarem, serem sugados até a última gota, sem chances de regeneração. Aquela energia sombria, na qual eles tanto julgavam ser preciosos, agora estava esgotada em seus corpos; Kiara havia sugado tudo que eles tinham e simplesmente ido embora, atrás dos seus outros “colegas”, deixando-os desacordados no chão.
***
Enquanto Vy, Ruth, Pepper e o nobre soldado andavam pelas cidades (aproveitando que Kiara parecia ter se tranquilizado, mas ao mesmo tempo se arriscando) para ver se achavam mais pessoas que poderiam ajudar, mas nem sinais de corpos achavam: Era como se todos tivessem desaparecidos. Ambos todos se mantinham em estado de alerta, preparados para qualquer movimento, atacarem imediatamente. Mas nem todo aquele preparo do grupo, contra qualquer inesperado, foi páreo para a velocidade da Kiara, que avançou vorazmente em Vinícius, com um golpe certeiro nas costas com o cajado, carregado de eletricidade. O rapaz caiu capotando e sentiu uma imensa dor durante o impacto (e principalmente na queda) e até sentiu seu automail sobrecarregar-se com a eletricidade, mas ainda assim funcionava; mesmo com toda dor, ele levantou-se, mesmo tremulo pela batida, mostrando que não se intimidava com ela. Logo, os dois já estavam em uma luta corpo-a-corpo: Vy, com seus punhos (e sempre usando o seu automail para defender) e Kiara, com o seu cajado, agora com a eletricidade menor. Vinícius, sempre que era atingido por ela, soltava um rápido gemido: Aquela eletricidade, mesmo sendo fraca, por algum motivo, ainda era mais forte do que parecia, foram que a ponta do cajado, agora, funcionava como uma lança, que cortava não só o corpo como o ferro do automail, fora que os punhos e a luta em si contra ela parecia ser em vão, já que nunca conseguia atingi-la.
- Essa luta já está perdida, Vinícius! – Disse Kiara, com um sorriso cínico, chamando o amigo pelo nome completo.
- É o que nós veremos! – Ele respondeu a ela.
Logo em seguida a essas falas, Vy tentou acertar um “Soco Flamenjante” nela, mas se surpreendeu ao ver que sua adversária se esquivou com tanta facilidade do golpe e ainda aproveitou a lentidão dele para acertar as correntes na cintura dele, assim que ele ficou de costas para ela. Quando os elos bateram nas costas do rapaz, novamente foi uma dor insuportável, mas desta vez, foi maior devido à descarga elétrica, que pareceu ter aumentado o nível, chegando a deixar ele paralisado no chão. Os outros três companheiros olharam a situação assustados: A luta havia sido rápida, mas ela conseguiu derrotar o rapaz (que era um dos mais desafiadores do grupo).
- Com certeza, vai ser uma luta difícil! – Disse Pepper.
- Vai, mas ainda podemos fazer isso juntos... – Ruth tentou elevar.
Kiara vagarosamente se virou para os outros dois companheiros, com um olhar cerrado e impiedoso. Enquanto ela parecia ir calmamente à direção deles, Vy se levantou atrás dela, mesmo machucado, sangrando e trêmulo pela eletricidade.
-... Aonde... Pensa que vai? – Ele disse, arfando. -... Eu ainda não caí!
A maga cerrou o olhar no amigo, mas quando partiu para atacá-lo, Ruth e Pepper aproveitaram a chance: Com tiros certeiros em cima dela enquanto corria, Kiara caiu ajoelhada no chão, largando o cajado para tentar alcançar as costas. Vinícius aproveitou o momento para dar um soco certeiro no rosto dela, fazendo-a cair definitivamente no chão, com a boca sangrando e acabou sendo imobilizada no pelo mesmo. Enquanto Kiara tentava se libertar, Ruth (que chegou ao local junto com Pepper e o guarda (que se manteve um pouco mais distante) segundos depois) começou a falar com ela, tentando acalmá-la:
- Kiara, pare com isso! Tenho certeza que são esses poderes que estão controlando você! Saí dessa! Você consegue!
Kiara olhou nos olhos da amiga profundamente, ainda cerrando um olhar violento. Por um instante, parecia que as falas de Ruth haviam surtido algum efeito, pois ela havia parado de se mexer, a fim de se libertar do amigo. Sentindo-se mais autoconfiante, ela arriscou-se até a chegar perto dela, quase olhando olho por olho, e continuar:
-... Eu sei que você consegue! Eu te conheço, Kiara!
Ambas se olharam por mais um pequeno tempo: Sérias, uma tentando convencer a outra sobre a situação, até que Kiara pareceu ter levantado novamente aquele terrível sorriso, parentesco àquele assombroso sorriso de Soul, e ter dito ainda olhando profundamente Ruth:
- Acha mesmo que conseguirá fácil assim? Preste bem atenção...
E naquele exato momento, Ruth pareceu ter visto uma “visão”: A aura da Kiara, por um instante, pareceu ter tomado à forma de um dragão, se levantando dela e, assim que a pirata olhou nos olhos daquela “sombra”, ele a atacou, fazendo Ruth afastar-se do grupo, assustada. Enquanto os outros olharam para a aliada assustada, sem entender ao certo a situação, Kiara conseguiu levantar-se segurando no braço de Vinícius, empurrar ele e ainda jogá-lo para cima dos três. Ao ver eles se levantando se armando, a maga riu baixinho, pegando novamente o cajado que estava jogado no chão, não temendo eles; até que ela pausou e levantou a cabeça repentinamente, como se tivesse levando um susto. Quando todos prestaram atenção e olharam para quem estava atrás dela, também se surpreenderam: Encontraram Soul enraivecido, bufando e cerrando as mãos na espada e o olhar fixo na garota. Kiara virou a cabeça para ele, voltando a sorrir, enquanto Soul levantou também um sorriso, talvez tão macabro quanto o dela.
- Eu tenho certeza que você quer isso... Só quer enquanto pode! – O rapaz disse.
- É o que nós vamos ver... Já estava mais do que na hora de provar do próprio remédio! – Kiara respondeu, levantando o tom nas últimas frases.
Assim que aquelas palavras foram ditas por ambos, a batalha começou entre eles: Tão violenta quanto às outras, Kiara e Soul usavam magias, golpes ou até combinações para se acertarem. Soul sempre era o mais violento: Jogava Kiara com voracidade usando a espada (ou até o próprio corpo, em alguns casos), fazendo-a se prensada contra paredes e muros, sempre saindo machucada e sangrando, mas sempre se regenerando com a energia sombria, assim como Makeuy fazia. Enquanto ela apelava mais para a magia: Os raios canalizados eram bastante versáteis, já que o cavaleiro usava muitos materiais que atraiam e conduziam eletricidade.
- Achei que seria mais forte nessa batalha... Achei que me esquartejaria a essa altura... Mas vejo que você é fraco... – Kiara disse uma hora, enquanto se levantava de outro golpe e se regenerava.
Enquanto ela fazia isso, a maga olhava o rapaz já em situações piores: Roupas rasgadas e manchadas de sangue, devido aos profundos cortes espalhados pelo corpo: Só agora ele via o quão era afiada a ponta do cajado dela e o quanto poderia ser usada como uma lança, sendo também boa condutora de eletricidade para as magias dela. Soul apenas encarou Kiara, sério, e disse:
- Como se você estivesse fazendo o mesmo...
A maga rangeu os dentes ao ouvir aquilo e partiu para o ataque novamente, talvez tão enraivecida quanto nos últimos momentos. Soul conseguiu defender-se boa parte dos ataques com a grossa e afiada espada, mas como seu peso o deixava mais lento, no menor erro, ele foi acertado com o cajado envolto de eletricidade no tórax; ele ainda conseguiu se afastar, mas conseguiu sentir o sangue escorrer ainda mais pelo local.
- Eu não quero lhe machucar... Mas não vejo muitas escolhas... – Ele, arfando enquanto segurava a dor.
- Mas é exatamente por isso que você é um covarde! – Gritou a maga insanamente, enquanto corria para acertar mais um ataque frontal.
Quando ele ouviu a maga gritando enquanto corria, ele só teve tempo de pensar em mais uma coisa, mais uma tentativa: Tentar sugar parte da energia corrompida para dar uma chance a ela de se recompor. A energia excessiva fez ele se transformar em um guerreiro bestial, mas ele podia dar conta de parte dela. Assim que ela se aproximou o suficiente, Soul conseguiu enganá-la: Quando Kiara se curvou para dar o golpe, o cavaleiro conseguiu agarrá-la por baixo (especificamente, na barriga) e sugar uma parte da energia corrompida que rodeava o corpo dela. Só que, ao fazer isso, ele teve uma estranha sensação, como se toda a luz irradiada pelas labaredas que consumiam a cidade tivessem se iluminado, a ponto de cegá-lo e ele se viu, em poucos segundos, como se tivesse parado em algum “mundo paralelo”; era uma visão. E dentro dessa visão, ele viu uma sombra em familiar, rondando Kiara em uma região escura dentro daquele local iluminado que parecia ser “infinito”, mas que estava sendo tomado rapidamente pela escuridão que rondava ela. A maga estava presa por correntes no chão que pareciam lhe apertar e doer até o fundo da alma. Enquanto ela chorava cabisbaixa, parecendo ter perdido as esperanças naquele infame lugar, ela levantou a cabeça, vendo Soul à distância, olhando-a sem reação.
- Soul... Eu não aguento mais! – Ela gritou, em um tom de súplica com a voz rouca.
- Eu ainda posso ajudá-la! – Ele disse, tentando ir até ela, arriscando-se a entrar naquela região macabra na qual ela estava presa.
- Não faça isso! Fuja! – Ela berrou desesperada, fazendo o rapaz parar nas beiradas da região e afastar-se. -... Eu não consigo mais me controlar, não tem outra alternativa...
- O que? O que está insinuando? Você não quer que-- – Ele disse, quase cerrando a espada que estava na mão, até que foi interrompido por outro grito desesperado da menina:
- Sim! Me mate! ... Não posso mais aguentar isso!
Assim que ela disse isso, a sombra que a rodava apertou-lhe ainda mais as correntes presas no corpo dela, fazendo-a soltar um grito agonizante de dor, enquanto o mesmo pedia silêncio por parte dela. Quando Soul ouviu aquele grito dela, viu novamente tudo passar rápido; desta vez, como se um flash tivesse vindo à visão dele e ele tivesse novamente voltando a Xaia, na batalha contra sua amiga, agora possuída. As frases da maga na sua visão ainda lhe assombravam: Agora, Soul pareceu ter adquirido um rosto ocioso, pois tinha medo de tentar aquilo, mas ele via que não tinha alternativa: Tentar controlá-la era impossível devido ao seu estado de voracidade naquele momento, e se livrar da energia corrompida só o faria voltar ao seu estado anterior, possuído e sobre o controle de Uragi. Ele não sabia definir se ela estava sendo controlada por ele ou não, mas não teve outro jeito para aquela situação: Com todos os outros aliados observando a distância as ferozes lutas viram o final dela quase passar em câmera lenta. Ao que Kiara dá um impulso com as correntes elétricas para cima de Soul, ele levanta a espada no momento certo, passando-a pelo coração da menina, que ficou paralisada na mesma posição em que estava com os olhos assustados devido a imensa dor. Soul a olhou enquanto abaixava a espada, dividido entre o arrependimento de tê-la matado e o alívio de ter feito o sofrimento dela acabar. Assim que ele arrancou a arma do peito dela, o corpo caiu no chão, com todo o peso possível. Aos poucos, as roupas delas mudaram aos seus tons normais, mas a garota permanecia imóvel, calada, desfalecida. Ninguém escutou seu último anilo, mas assim que Soul a pegou, ela nem mais respirava. Havia morrido de olhos abertos, mas ele sentiu que ela estava agradecendo-o naquele exato momento, com aquele dócil sorriso que ela dava quando estava feliz, enquanto todos ainda olhavam para aquela cena, assustados, tristes, sem conseguirem acreditar ou terem uma reação ao momento. A chuva começou a cair vagarosamente dos céus de Xaia, fazendo o fogo que antes consumia a cidade, diminuir até se desfazer. Soul fechou os olhos dela com os dedos da mão direita, suja pelo sangue de ambos, quanto segurava o corpo da menina ajoelhado, em uma falsa esperança que ela se levantasse e o abraçasse.
É assim, que a história termina?
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