Notas iniciais
NOTA: Para o pessoal que está esperando um novo capítulo, só irei postá-lo na Quarta-Feira, porque estou mudando oficialmente a data das atualizações da fic.

Enquanto isso, fiz umas pequenas (bem pequenas mesmo; quase imperceptíveis) alterações no capítulo 1, para ficar mais coerente ao próximo capítulo, que só irei postar depois! ^^

Já fazia alguns meses deste que Vy se uniu a Kiara e Soul, Ruth e Pepper se uniram contra eles (especificamente, dois meses). Os ataques eram constantes e, em alguns raros casos, causavam prejuízo às cidades (mas graças às economias, as alianças e as tréguas entre as cidades, estavam se recuperando rapidamente). Nenhuma cidade parecia direcionar a atenção para eles: Não que estivessem sendo ignorados, mas como se fossem “fantasmas” para os cidadãos; eles (aparemente) não conseguiam vê-los ou ouvi-los. Só que, mesmo com todos as buscas e ataques, não havia nenhum sinal de Sybria, a guerreira da terra. Matiloa havia sentido que só informações mágicas não eram necessárias: Talvez precisasse de informações históricas ou cotidianas da cidade de Xiao-Mei. Matiloa chegou até Kiara, em um momento a sós e perguntou:

– Kiara... Você poderia me fazer um favor?

– O que seria?

-... Preciso que você passe uns dias em Xiao-Mei com Vy... E colete informações sobre qualquer pista de onde Sybria esteja.

–... Uma missão difícil... Mas posso tentar se Vy concordar!

– Claro que concordo! – Disse Vinícius, aparecendo repentinamente do nada.

– Ah, nya! – Kiara gritou, quase caindo, mas não caiu. Ela parou, tomou ar e respondeu:

-... Ok então!

***

Ao chegarem pelos céus de Xiao-Mei, tanto Kiara quanto Vy ficaram espantados com a diferença das mudanças da cidade: O que antes era uma cidade em que a cultura exótica era o principal elemento de atração dos estrangeiros (e chegava até a mover o comércio local), agora era uma verdadeira fortaleza. Os dois sentiram-se estranhos ao entrarem na nova cidade: A maioria das casas adquiriram características de todas as cidades: Xaia, Kiru, Acquarium... Poucas ainda eram as residências com estilo natural e cultural de Xiao-Mei. Os dois andavam pelas ruas devagar entre os cidadãos, olhando tudo. Aquela cidade havia se tornado novo para eles, novamente. Vinícius disse baixo, para Kiara:

– O que houve com a antiga Xiao-Mei?

– Talvez a “entrada de estrangeiros” aqui tenha sido maior que o previsto...

Vy continuava andando quando pausou e continuou falando com Kiara baixo:

– Ouvi rumores em Kiru, que está tendo uma série de assassinatos em Xiao-Mei a homens... Melhor sermos cuidadosos...

Kiara pausa, ri baixinho e diz, sem resistir à piada:

– Você quis dizer... VOCÊ se cuidar, né?

– Não enche! – Disse Vy, franzindo o rosto.

Kiara e Vy continuaram andando pela cidade. Kiara olhava para todos os lados, curiosa com a “nova-antiga” cidade, quando focou o olhar na capa de um jornal em uma banca:

Uma assassina sedutora

“A milícia suspeita que uma Serial esteja por trás de várias ações e assassinatos aos cidadãos de Xiao-Mei. Amigos e parentes das vítimas dão um retrato-falado da assassina, aparentemente coincidente (...)”

Quando Kiara focou seus olhos na foto, uma surpresa: O retrato-falado se encaixava perfeitamente as feições de Sybria, mas havia um detalhe diferente: Parecia estar de cabelo solto. Ela puxou seu amigo e mostrou a notícia, um tanto impressionada. Ele, por sua vez, ficou surpreso e um tanto ocioso: Era homem, forte e era irmão mais velho da Sybria. Ele poderia ser a próxima vítima se continuasse naquela cidade (pois nunca se sabe o que um irmão pode fazer ao outro em Ossíria). Ambos sabiam que Sybria se vestia e mudava sua aparência variadas vezes e isto poderia ser mais um de seus novos “looks”; só não esperavam que fosse com o cabelo um tanto... Despojado. Eles continuaram lendo, mas Vinícius parou em mais um trecho, analisando melhor a situação:

“De acordo com os relatos coletados, a mulher se passava por namorada dos rapazes e tentava seduzi-los com sua beleza e marcava um encontro com eles, onde os matava. O mais estranho da história, é que não há nenhum indício de tentativa de assassinato ou envenenamento nos corpos, de acordo com as necropsias, pois não havia veneno no sangue e nenhum sinal de espancamento ou ferimento nos corpos. (...)”

Ele estranhou, pois uma guerreira da terra (com certeza) teria espancado aos rapazes. Kiara leu ao mesmo trecho segundos depois e também estranhou. Enquanto os dois se perguntavam quem era a possível “farsante”, uma garotinha da faixa dos oitos anos comprava ao mesmo jormal e, assim que leu, saiu correndo chamando a irmã:

– Irmã! Irmã! Cadê você?

Kiara ouviu a garota e se virou para vê-la: A menina de olhos e cabelos castanhos usava um vestido longo e branco com várias fitas e laços azuis-claros, com um bufão azul escuro na cabeça. Por algum motivo, aquela garotinha que saiu correndo soou familiar a Kiara.

–... Quem era aquela garota? – Ela se perguntou.

Vy mexe os ombros e responde, achando que era com ele a pergunta:

– Vai saber: É só mais uma nessa cidade grande...

Kiara ficou parada, pensativa com a menina, enquanto Vy já adiantava o passo. Ele parou alguns segundos depois e tentou chamar a atenção dele:

– Ei! Volta para Ossíria, menina!

Kiara voltou a si logo em seguida e seguiu o rapaz. Ambos conseguiram achar um contato que Matiloa havia indicado: Uma garota chamada Pho-Seyk, que mantinha muitas amizades com imortais, mesmo sendo mortal. Mesmo estranhando o fato de ela poder enxergá-los e ouvi-los perfeitamente, ela não ligou em abrigá-los em uma de suas casas (NDA: acredite: Ela tem uma casa em cada cidade), o que para eles (ou ao menos a Vinícius) era o que importava. E afinal, Pho-Seyk já estava acostumada a receber “visitantes” por ali. Ela mostrou o quarto dos hospedes e deixou-os confortáveis.

– Obrigado por ter nos acolhido em sua casa, Pho-Seyk. – Agradeceu Kiara.

– Não há de que agradecer... E me chame apenas de Seyk: Este é meu apelido!

– Ok, Seyk! Mas se não se importa, vamos passar uns dias aqui. – A maga continuou.

– Está brincando? Isto é ótimo! Vocês não sabem o quanto é chato ter uma casa enorme assim sem gente dentro!

Eles riam e conversavam (e aproveitavam para se atualizar das principais situações), e nem percebiam o tempo passar, distraídos. Quando viram, já era tarde da noite e precisavam dormir para os “a fazeres” do dia seguinte. Todos foram dormir em suas camas naquele momento; Pho-Seyk foi dormir em seu quarto, Vy se deitou na cama ao lado de Kiara, mas ela adormeceu mais rápido que ele.

***

Naquela noite, Kiara teve um estranho sonho: Ela parecia estar em uma rua deserta á noite. O local lhe era familiar, mas ao mesmo tempo, desconhecido. Estava chovendo e ela podia ouvir o choro de uma criança. Quando ela se virou, viu a mesma garotinha da banca chorando, com um bonequinho do que deveria ser um dragão branco nas mãos. Ela deu uns passos até perto da garota e perguntou:

– Por que você está chorando? Estás triste?

A garota fala, interrompendo com soluços e suspiros:

- Não, não... É que... Minha irmã mais velha... Vem sendo muito malvada com os meninos: Ela... Faz de conta que gosta dele... E depois... E depois... Abandona eles...

A garota pega uma anágua de sua saia para enxugar as lágrimas e continua:

– Eu não choro de tristeza... Choro de preocupação... De medo... Tenho medo... De ela fazer isso comigo!

Kiara sentia medo e pena da garota: Medo pelo cenário em que ela se encontrava e pena pela situação dela. Só que antes dela fazer qualquer ato, acordou com Vinícius lhe chamando.

***

– Ei... Kiara... Acorda! Já está na hora! – Ele dizia, cutucando levemente a menina sentado ao seu lado.

–... Uh?

– Acorda que já tá na hora!

–... Ah! Dormi demais?

– Dormiu! – Ele respondeu com um sorriso um tanto irônico.

Nem precisou dizer mais palavras: Na mesma hora, Kiara deu um salto da cama, apressada: Ela sempre dormia além da conta. Depois de toda aprontada, finalmente relaxou um pouco e se lembrou de seu estranho sonho. Suspeitava que aquilo fosse alguma visão. Vinícius notou Kiara distraída novamente: Já não aguentava mais chamar a atenção dela e acabou falando nervoso:

– Oh menina, pare de viajar!

– Ah, Vy! Desculpe-me: É que, hoje à noite... Pensei ter tido uma visão...

Ele pausa e se vira para Kiara, surpreso. Kiara nunca pensava em sonhos á toa: Na maioria dos casos, sempre tinha algo por trás. Perguntou:

– E o que tinha nessa visão?

Kiara explica o que aconteceu em seu sonho para Vy. E a isto, ela continua:

– Acho que aquela garota é algum tipo de “pista” para encontrarmos Sybria!

– Bem... Ontem, ela saiu atrás da irmã mais velha...

- Mas antes, é melhor consultarmos nossa “especialista”... – Disse Vinícius, sacolejando os braços com um sorriso folgado, indo atrás dela. Quando os dois perguntaram a Pho-Seyk sobre o possível paradeiro da Sybria, ela respondeu um tanto surpresa e ociosa pela descrição da garota:

- Bem, Sybria? É alguma amiga de vocês? Ela... Não é... A assassina?

- Mas deve haver um explicação lógica por esses atos bárbaros: Por isso estamos atrás dela.

- Espero que vocês consigam fazer algo contra isso, então; porém, eu não tenho informações sobre o paradeiro dela...

Ambos suspiraram em um ar de decepção: Viram que a única alternativa era ir atrás dela. Como sabia que Sybria adorava as regiões mais altas e distantes da cidade (onde, para ela, “não tinha que competir por espaço com outras pessoas”), foram procurar primeiramente nas regiões mais distantes da cidade. Nas regiões mais arborizadas, distante da cidade, mais próximo das belas florestas temperadas típicas da região norte de Ossíria, eles finalmente encontraram uma pequena clareira onde havia uma silhueta familiar: Sybria (ou era pelo menos o que aparentava) havia entrado pelo jardim, pela cerca de pedra baixa de forma tranquila de uma casa simples, e ido direto para dentro dela. A casa não era decadente, mas era bem simples, relembrando aqueles clássicos casarões do século XVIII na terra. Ao pousarem perto do local, notam a menina do dia anterior no quintal: Quase camuflada, deitada entre as flores azuladas do quintal, ela levantou-se ao ver os dois pousando. Assim que eles se aproximaram da certa, a menina, com um sorriso inocente no rosto, foi em direção a eles e perguntou:

– O que fazem aqui?

-... Bem, viemos... Visitar sua...

- Irmã? – A menina riu. – Novidade: Ela sempre recebe visitas. Só nunca outra menina... Ela é o que de você, moço? – Ela terminou, perguntando para Vy quem seria Kiara.

- Ela é... Uma amiga minha. – Ele disse, quase sem graça, ao ver a inocência da menina (e pelo fato dela ter chamado-o de “moço”).

A garota então abre a pequena porta que divide a certa, e leva eles para dentro do jardim. Enquanto Kiara olhava para a menininha, encanta com seu jeito meigo, Vinícius continuava a andar com sua feição séria até chegar para dentro da casa. O local por dentro, remedia ainda mais a uma época antiga: Quadros e pinturas formosas, móveis clássicos e uma aparência até aconchegante as visitas. Ao que sobem as escadarias para o andar de cima, seguindo um pequeno corredor até uma porta de madeira no final, com detalhes feitos a mão e uma maçaneta dourada, também trabalhada, a menina bate na porta e logo, escutam uma voz familiar responder de dentro do quarto:

– Pode entrar!

Kiara e Vy, ao que escutam a voz um pouco diferente, começam a sussurrar entre si:

– Essa é a voz da Sybria?

– Não me parece muito: Jurava que a voz dela era sempre mais melodiosa...

– Eu também tenho essa impressão...

Ao que os dois entram com garota na frente, se deparam no quarto com a tal “guerreira”: Era bem parecida com a Sybria nas feições e no corpo, mas as roupas eram diferentes. Eram mais coladas ao corpo e com menos enfeites, laçinhos e não eram curtas, como o costumeiro. O cabelo, completamente solto e liso, como se tivesse feito uma bela Progressiva. Os olhos, no pese ainda fosse os costumeiros olhos castanhos, eles tinham um olhar profundo, chegando a pôr um pouco de medo, junto o sinistro sorriso. E nas mãos, ela não segurava seus pandeiros (NDA: Aquela arma da Super Gatinha amarela, não?), e sim, tinha um par de garras prateadas, longas um tanto grossas, aparentando ser cada ponta separada entre os dedos. Esta garota de aparência física familiar estava debruçada na varanda do quarto (que estava totalmente bagunçada). Ela se virou devagar para os três e disse:

– Já não era sem tempo: Os visitantes chegaram... Por favor, Poon-Chan, é que eu quero ter uma conversa á sós com eles: Poderia nos dar licença?

– Ok!

A garotinha saiu do quarto, direto para o jardim para brincar. Sybria deu dois passos para frente de Kiara e Vy e começou a conversar:

– Por que demoraram tanto para me procurar? Achei que não me queriam mais por perto!

– Err, Não é que não queríamos você por perto... Ficamos presos em selos ou tivemos que nos retirar de nossas cidades...

– Ah, e tantas coisas aconteceram comigo: Finalmente consegui voltar a Xiao-Mei... Mas uma visita inesperada me fez mudar tudo, afinal...

– Seria a garotinha?

– Ela também, mas falo de uma visita muito maior... Alguém que já tentou me matar... Uma história irônica, para falar a verdade...

Kiara, ao ouvir Sybria falando aquilo, pareceu ter finalmente se lembrado de quem seria a dona daquela legítima voz (agora, um tanto distorcida), chutado:

– K-Kaya... ?

Ao que Kiara diz isso, os olhos daquela garota começam a brilhar a um roxo-púrpuro forte e sua voz muda por completo, para definitivamente, um tom meio rouco:

-... Exatamente!

– M-mas como? Nós tínhamos te matado! Há séculos atrás! – Disse Kiara, retrucando ao baque. Kaya era uma antiga inimiga do grupo, chegando a desfigurar membros do grupo em lutas.

– Mas vocês não se livraram da minha alma! E com isso, achei a Sybria a alguns anos no selo dela e resolvi “pegar emprestado” o corpo dela!

– E por que está matando os rapazes de Xiao-Mei? E como consegue matá-los sem tocar um dedo neles?

– É simples: Preciso de almas “mortais” para conseguir restaurar meu corpo por completo! Eu simplesmente retiro a alma deles do corpo, mas eu gosto de “brincar” um pouquinho com esses “brinquedinhos”. Então... – A palavras saiam da boca dela em um tom um tanto irônico.

“Bingo”, ambos Kiara e Vy pensaram. A maligna guerreira continuou o discurso, fazendo uma ameaça a eles, levantando as garras em posição de ataque:

–... E só falta apenas uma alma para eu recuperar meu corpo! Quem sabe vocês possam ser um desses! Não importa qual sexo seja: Apenas o sexo masculino que me era mais fácil de conseguir!

Quando ouviram isso, logo se armaram para a batalha. Kaya começou, dando impulso para cima de Kiara e levantando a garra contra ela. A maga se defendeu com o cajado, ficando ambas paradas jogando o peso de uma contra a outra. Vinícius, aproveitando-se do momento, levantou o punho mecânico e socou-a com todo gosto, jogando-a contra a parede e fazendo um buraco nela, parando no outro quarto. Kiara, ao ver aquilo, disse:

– Não a mate! Lembre-se que ela está usando o corpo da Sybria!

Vy entendeu perfeitamente o que Kiara disse e resolveu se afastar, fazendo menção de que, caso ela contra-atacasse, ele pudesse se defender. Kaya permaneceu alguns segundos dentro do buraco, até que finalmente saiu, dizendo:

– É só isso? Achei que você fosse mais forte!

Vy se sentiu desafiado, mas ao invés de atacar corpo-a-corpo, começou a criar bolas de fogo com as mãos (mais ou menos do tamanho do seu punho) e a mirar em Kaya, que se esquivava de boa parte delas. Kiara, não queria interromper Vy, mas ao ver que ele começou a criar chamar, Kiara gritou:

- Assim, você incendeia a casa!

- Estou nem aí! — Ele retrucou indiferente: Queria apenas derrotar aquela bruxa e recuperar a sanidade de sua irmã mais nova.

Kaya ia se esquivando na medida em que podia dos ataques de Vinícius, mas logo Kiara tentou ajudar o amigo para acabar com aquilo mais rápido e, no timing certo, acertou um raio em Kaya, fazendo-a capotar em meio ao frenesi da luta. Chegou a tal ponto que Vy, ao ver a rival ajolheda no chão tentando se levantar após o impacto do raio, desferiu outro golpe nela: Um soco certeiro no seu tórax, fazendo-a ser jogada pela janela do quarto direto para o jardim; porém, Kaya tirou proveito do fato de estar no corpo de uma pessoa que controla a terra, fazendo levantar uma cortina de poeira quando caiu, dificultado a visão da maga e do guerreiro. Os dois desceram até o jardim pela janela do quarto e esperaram a poeira abaixar. Assim que puderam enxergar o que tinham e sua frente, eles ficaram pasmos: Kaya havia se aproveitado da poeira para agarrar Poon-chan. Ameaçando com a garra no pescoço dela, a bruxa gritou:

– Abaixem as armas! Ou a garota morre!

A menina se remexia e se contorcia para tentar se livrar dos braços de Kaya, que a seguravam com uma força sufocante. Ambos Kiara e Vy ficaram parados, indecisos: Se atacassem Kaya, ela matava Poon-chan; Se abaixassem as armas, ela poderia atacá-los ou até mentir atacando a garota, se aproveitando da situação. Ela ficou olhando para os dois, aproximando a garra devagar na cabeça da garota. Cansando-se de esperar, Kaya gritou:

– Se não se decidirem, vou matar ela de uma vez!

Eles já não sabiam mais o que fazer. Vinícius, já cansado de tanta pressão, avançou com um impulso em cima de Kaya, que se esquivou com facilidade dele: Sabia que ele era ruim de curvas devido ao peso do automail. Kiara ainda tentou pará-lo, com medo de ela atacar a garota: Por algum motivo, sentia que aquela menina tinha algo importante, muito além de uma simples pista para achar Sybria. Ele conseguiu frear e voltar o olhar para Kaya, mas já era tarde demais: Kaya abriu as garras, mostrando sua mão real, tentado sugar a alma da garota. Poon-chan se contorcia aos berros e tentava persistir na luta. Kaya reclama:

- Vamos garota: Se renda... Dê-me o que tens de mais precioso!

Kiara, ao ver a garota gritar de dor, avançou em cima de Kaya (num movimento quase involuntário) e acertou o cajado, coberto por eletricidade, na cabeça dela, fazendo-a ficar atordoada e cair no chão, largando a garotinha. Kiara chega até ela, desesperada:

–... Você está bem?... Reaja amiguinha!

Poon-chan logo reagiu: Depois de uma crise de tosse, ela falou:

– Ai... O que houve?

–... Nada demais, ainda bem!

Kiara levou a garota para um pouco mais afora da clareira voando e voltou para ajudar o amigo na batalha, deixando a menina apenas oculta entre as àrvores, longe da casa que o fogo se espalhava por ela: Mas agora, Vy e Kaya lutavam no ar. Ela olhou a situação e pensou primeiramente: “A Sybria não pode voar, mas a Kaya é uma bruxa poderosa...”. Entre socos e evasivas, Kiara levantou voo para acima das nuvens, chamando a atenção dos dois. Os guerreiros logo decidiram ir atrás de Kiara: Kaya, para matá-la e Vinícius, tentar parar a inimiga. A jovem maga, já na altura das nuvens, se camuflava entre elas, se aproveitando dos seus cabelos e suas roupas brancas. Kaya voava, olhando para cada lado, atrás de tentar localizar a garota (já que seu “novo corpo” não conseguia rastrear energias). Vy notou que ela não notava sua presença e atirou uma bola de fogo (uma das grandes) nas costas da bruxa, fazendo-a cair em pleno ar. Kiara, ao ver o corpo da amiga cair, tentou ver a energia corporal: Kaya ainda estava dentro do corpo. Ela então decidiu parar o corpo com uma magia especial: Fazendo argolas de raios e lançando ao redor de Kaya, ela formou uma espécie de gaiola ao redor dela. Parando a inimiga, ainda em pleno ar e presa nas argolas, Kiara disse:

– OK, Kaya: Chega de brincadeiras! Saia deste corpo que não te pertence!

Kaya começou a rir dela e a isso, respondeu:

– Posso até sumir de novo, mas tenho meu corpo quase completo: Eu ainda voltarei para me vingar de vocês!

Logo em seguida que ela disse isso, Kaya fez um estranho movimento com o corpo e explodiu as argolas de Kiara, levantando uma espessa nuvem de fumaça. Vy, que estava à distância da explosão, pôde ver que Kaya havia saído do corpo da Sybria, mas não sem antes explodir as argolas de Kiara, a fim de tentar fazer Sybria morrer em queda livre. Rapidamente, ele mergulhou e conseguiu segurar a irmã mais nova no colo e pousar no chão, dentro da clareira. Kiara desceu logo em seguida dele. Ela olhou para Sybria e disse:

– Será que ela está bem?

– Tá sim, não se preocupe: Ela é dura de derrubar, tenha certeza!

– Melhor tratarmos dela e da Poon-chan.

– A garotinha? Por que temos que cuidar dela também?

– Eu não senti que ela é somente uma simples pista para encontrarmos Sybria: Tem algo muito maior atrás dela... E sinto que devemos proteger ela!

–... Tá, Ok: Vamos levá-las até Matiloa. Mas se ela fizer alguma coisa de errado...

– Mas o que ela poderia fazer de errado? Ela só deve ter o que? Uns sete anos, por aí! – Kiara sorriu, tentando ser otimista.

– Moça... – Poon-Chan chamou a maga puxando-a pela bainha da saia dela, sendo que ela pareceu ter finalmente saído de entre as arvores. – Eu tenho oito anos.

Vinícius, ao ouvir aquilo, não conteve a risada, soltando uma gargalhada abafada para não ofender a amiga. Assim que Kiara puxou Poon-Chan para seu colo, Os dois voaram para fora da cidade, sendo Sybria levada com Vy, ainda desacordada, mas não notaram que Soul e Ruth os observavam de longe. Kaya apareceu do lado deles: Sua forma parecia definitiva, mas ainda emergia uma energia que a deixava um tanto transparente, ainda deixando a impressão de que era um fantasma. A garota olhou Soul e disse, aos resmungos:

– Não foi desta vez que eu consegui derrotá-los.

– E talvez continue sempre assim se não decidir com quem você está.

–... Você sabe que não me curvo diante de ninguém! – Kaya cerrou o olhar para o guerreiro.

– Ahhh... Mas você devia diante “dele”... – Ruth disse, em um tom irônico.

–... Poupe-me vocês dois: Detesto admitir que Vy esteja certo, mas você, Soul, é um “Caso-Perdido”! Enquanto a Ruth... Apenas está te imitando!

Soul a olhou e começou a rir, irônico, enquanto a Ruth cerrava um olhar sarcástico. Ele levantou um estranho colar: Um colar com um pingente em forma de foice, com a joia sendo a lâmina e disse:

– Você sabe o que é isso, sabe? Um “Colar das Almas”! Capaz de selar qualquer tipo de alma que está em seu devido descanso!

Kaya fica surpresa ao vê-lo com tal artefato: Achava que não existia mais daqueles colares. Ainda tentou escapar, mas Soul a sugou com sua energia, que funcionou como um imã e a selou dentro do colar, cuja joia ficou roxo-púrpura. Ele sorriu, olhando para o colar de disse:

– Espero que aproveite bem os próximos milênios presa aí dentro!

Logo em seguida, ele perguntou a Ruth, apontando a casa em chamas:

- Poderia arrumar a bagunça dos nossos “amigos”, antes de voltarmos?

- Está bem... – Ruth sacolejou os ombros, indo de encontro ao local para apagar o fogo, antes de partir junto com Soul.

***

Enquanto isso, Sybria e Poon-chan foram levadas ao templo, onde Matiloa cuidou dos ferimentos de ambas. Sybria ainda continuava nocauteada, mas Poon-chan já estava acordada e bem disposta. Quando a dançarina finalmente acordou, Poon-chan e Kiara estavam ao lado dela, esperando ela reagir. Assim que ela pareceu ter despertado, a maga chegou perto dela:

– Ah, Sybria. Você está bem?

– Argh... Minha cabeça dói...

– Ela tá bem. – Poon-Chan sorriu.

– Ugh... Parece até que estava lutando...

– E estava, teoricamente...

A dançarina dá uma breve pausa e gagueja surpresa:

–... K-k-k-kiara?

– Oi! – Kiara sorri, sacudindo as formosas orelhas de gato.

– Irmãzinha! Vy e Kiki voltaram para te salvar daquela bruxa malvada da Kaya!

– Ah! Conseguiram me livrar daquela guerreira maldita? – Sybria sorriu, ainda com a cabeça dolorida. Sempre que perdia uma luta, estranhamente, era sua cabeça que doía mais que qualquer outra parte do corpo.

– Sim, sim! – Kiara respondeu.

– Mas a nossa casa já era. – Poon-chan disse, pessimista.

–... Sem problemas: Podemos morar no castelo da Kia--

– Ah! Sobre isso... Meu castelo foi destruído assim que fui selada! – Kiara interrompeu, antes que a amiga terminasse.

–... Er, então... Onde você está morando?

– Estou morando exatamente aqui, no momento: Uma maga chamada Matiloa me retirou do meu selo e me ofereceu abrigo aqui: Podem ficar conosco, se quiser. – Kiara finalizou, abrangendo Poon-chan a conversa.

Assim que Kiara fala aquilo, Matiloa entra no quarto e continua a conversa:

– Me sentiria honrada em oferecer abrigo a vocês.

– Poderemos ser colegas de quarto?

– Claro que sim.

Ao que Kiara e Sybria se olharam e, sorrindo, soltaram gritos alegres, felizes pela notícia: Agora, as amigas poderiam ficar juntas. Poon-chan puxa Matiloa pela saia e pergunta:

– Elas são sempre assim, tia?

–... É que, com a Sybria, tudo fica mais alegre. – Ela responde com um sorriso.

Notas finais
Espero que vocês estejam aproveitando bem a Fanfiction; esse capítulo tive que fazer umas modificações de última a hor,a mas espero que você estejam gostando! ^^

Já que não tive como encaixar a explicação, a Kaya poderia ter pegado Poon-Chan já que, ela é tão inocente, poderia fazer o que quiser dela; inclusive, uma ajudante.