Elementais

1 Cada coisa!


Notas iniciais
Esta fic é minha e de minha amiga, então peguem leve ;)

PDV Anne

Naquele dia eu não conseguia, não suportava mais.

A chuva caía forte lá fora, convidativa com suas gotas frias para limpar a mente e descasar a alma. Ao descer as escadas que levavam a porta da rua, hesitei: será o melhor?... Sim.

Senti-me bem ao sair, o vento era gélido assim como as gotas que escorriam por meu rosto. Comecei a andar sem rumo, minhas lágrimas se fundindo com a água vinda do céu.

Não olhei para cima, pois sabia que meus olhos estavam de um vermelho intenso devido ao choro, não queria pensar em nada que não fosse o agora, fechando meus olhos e me preparando para voltar e enfrentar a realidade sinto algo se chocar contra meu corpo, olho para todos os lados á procura da coisa, já furiosa encontro meu alvo, porém minha fúria se esvai ao ver a pessoa a minha frente, é crime chamá-lo de pessoa, parecia mais um anjo.

Não pude aproveitar por muito mais tempo a escultura á minha frente, tudo escureceu e caí em um abismo até não sentir mais nada.

- Hey, hey! Você esta meu ouvindo? – dizia uma voz conhecida, que sempre sonhei em ouvir pessoalmente.

- Hmmm?! – foi só o que consegui dizer ao abrir meus olhos e ver aqueles mares azuis me olhando.

- Ah, finalmente acordou – disse Sebastian Stan com alivio.

- SEBASTIAN STAN??? – perguntei chocada

O que eu estava fazendo em um apartamento com meu ator dos sonhos?

- Sim sou eu, você estava andando na chuva e nos batemos sem querer, então você me olhou e desmaiou. Trouxe-te para meu apartamento e te sequei um pouco... – ele falava, mas eu não conseguia prestar muita atenção, eu ainda não acreditava na minha sorte.

- Hein?! – falei quando percebi que ele me fez uma pergunta e não a ouvi.

- Qual é seu nome?

- Anne Adamns.

- Nome interessante, de presença.

- Obrigada.

- Eu fiz um chocolate quente para você, vou pegar – ele saiu e eu comecei a dançar feito uma adolescente boba, quando me viro para o lado vejo Sebastian me olhando com um sorriso – você dança bem.

- Opa. – falei ficando mais vermelha que tomate.

Quando ele voltou me dei conta de que não sabia quantas horas estava ali e devia ter muita gente á minha procura.

- Sebastian, que horas são?

- 09h15min da manhã.

-09h15min?! – Droga! Eu havia saído de casa 00h37min, já devia estar todos loucos.

- Algum problema? –perguntou-me já alarmado

- Sim, minha família deve estar muito preocupada. – era muito tarde quando saí e ainda por cima não avisei ninguém!

- Bem, primeiro ligue para eles e diga que esta bem e deixe que eu te leve para casa.

- Certo.

- Alô? – disse minha mãe com a voz embargada

- mãe, sou eu Morgana, quero dizer para na se preocupar, que estou indo para casa.

- Oh filha, onde você está? Ligamos para você, mas seu celular esta em casa! – agora ela já estava brava.

- Conto tudo quando chegar, beijo mãe. – desliguei rapidamente antes eu começasse o sermão.

- Você esta com as minhas roupas, será que eles vão se importar? – falou

O QUE? COMO QUE EU COLOQUEI AS ROUPAS DELE? Oo’

- Hey, acalme-se, foi minha irmã que te vestiu, ela passou aqui em casa e eu pedi ajuda.

- Ahn bom – falei mais aliviada – mas eu acho que é melhor colocar minhas roupas de volta.

- Vou ver se já estão secas, num minuto.

- Ok.

Dois minutos depois ele apareceu com minhas roupas e saiu do quarto para eu poder me vestir, saindo de lá me levou para casa, chegamos a frente e descemos.

- Obrigada por me trazer e desculpe o encomodo.

- Não foi nada, foi bom te conhecer, me da o seu numero de celular?

- Claro – falei repetindo o número duas vezes para ele não errar.

- Certo obrigado, vou indo. – ele veio e me deu um beijo no rosto, entrou no carro e foi embora.

Ao entrar em casa caí na real e pensei em uma desculpa para meus pais.

- Anne Morgana Adamns, onde você passou a noite? – perguntou meu pai já roxo de raiva.

- Hmmm, eu... Ahn... Eu tava na casa da Aghata e acabei dormindo e me esqueci de avisar, foi só isso! – ai merda, se eles quiserem ligar pra ela? To ferrada!

- Ta tudo bem, vocês duas não se separam, não me admiro que até o celular esqueça!

- Ah, poisé né pai. Somos bests! – falei isso já rindo, pois ele nem sabia o que é Best.

- São o que? – falou com cara de desconfiado.

- Bests pai, significa melhor, é a mesma coisa que dizer que ela é minha irmã.

- Hum, ta bem. – ele saiu com um “humph!” por que não gostava de não saber das coisas.

- Vou ir para meu quarto certo?

- Vá sim querida. – falou minha mãe amável como sempre.

- Té mais.

Subi as escadas com certa despreocupação, mas ao entrar em meu quarto corri para o celular contar as novidades a Aghata. O telefone tocou três vezes, por que ela ainda não havia atendido? Minhas ligações têm prioridade!

Ela deve ter ficado na escola por algum motivo e não tirou o celular do silencioso, só pode ser isso. Então lhe contarei depois, agora vou aproveitar e pensar no Johnny! Passei duas horas lembrando como o encontrei e o beijo que me deu antes de sair.

Assusto-me quando escuto meu celular tocar, deve ser Aghata tendo visto minhas ligações. E não é que acertei na mosca?!

- Anne? Você me ligou, mas eu não pude atender o que queria? – ela falava com a voz um pouco desconfortável, o que será que havia acontecido?

- Ah bem, tenho novidades super quentes, me encontra no CP* às 15h30min?

- Claro, também tenho que lhe contar algumas coisas.

- Certo, e Aghata, se meus pais perguntarem se passei a noite na sua casa, você afirma ok?

- Aiaiai, o que você andou aprontando dessa vez? – ela já falava isso como se fosse uma rotina

- Depois te conto agora vou me preocupar em justificar minha falta no colégio

- Tudo bem, beijo!

- Beijos!

Despedi-me dela e comecei a pensar no que ia dizer ao diretor Collins dessa vez. Eu já havia dito da ultima que tinha ficado gripada e com fortes enxaquecas, mas desta vez eu podia aproveitar minha falta de alimentação (briguei com minha mãe e fiz greve de fome, mas de noite eu sempre assaltava a geladeira) e minha palidez e dizer que comi algo estragado e tive que ir para o hospital e tal.

Disquei o número do colégio e respirei fundo:

- Colégio Upper East Side bom dia? – falou Brenda, secretaria da diretoria.

- Oi Brê, sou eu Anne, poderia passar ao Sr. Collins? – ela amolecia quando eu a chamava de “Brê”

- Anne, o que foi desta vez? Por que faltou aula hoje? – Ô mulher intrometida

- Sabe o que é Brenda querida, eu comi um hambúrguer estragado e me deu uma diarréia que só eu sei, tive que ir ao hospital e tomar remédios, só agora que tive forças para avisar.

- Ah querida e você melhorou? Pode deixar que eu diga ao Sr. Collins o que lhe aconteceu! – a mosca morta caiu direitinho.

- Oh, obrigada! Sim, melhorei um pouco, tenho que desligar, até amanhã!

- Até.

Pronto, agora não tenho mais preocupações. Por enquanto.

Eu estava tão feliz que decidi colocar minha roupa mais patricinha, mas que meu pai adorava:

No almoço as perguntas recomeçaram:

- Então filha, você poderia ter avisado que ia dormir na casa da Aghata, me admiro que ela uma garota tão responsável, tenha se esquecido de nos avisar – dizia meu pai todo orgulhoso de minha melhor amiga ser alguém cujo ele denominava decente.

- Ah pai, ninguém é de ferro, todos cometemos erros, Aghata pode muito se esquecer assim como eu me esqueci – falei em minha defesa.

- Esta bem. E você foi á escola hoje? – falou minha mãe fingindo interesse, como se ela se importasse comigo!

- Não, eu comi alguma coisa que não me fez bem, por isso demorei a chegar.

- Tudo bem, já se sente melhor?

- Já sim, ahn pai, vou ao CP com a Aghata hoje às 15h30min, espero que não se importe.

- Não me importo, suas notas melhoraram muito. Esta liberada. – disse ele sentindo-se o super-homem.

- Aiii, obrigada pai! Amo-te! – pulei no colo de meu pai e lhe dei um beijo na bochecha e depois fui para meu quarto ver se Fernando estava no MSN.

Definitivamente era meu dia de Sorte! Entrei no MSN e já fui chamada por quem? Fernando, ele é meu colega e desde inicio do ano que eu o acho bonitinho, mas ele parece não perceber nada.

Fernando diz:

·Anne?

Anne diz:

·Olá Fernando, como vai?

Fernando diz:

·Bem e você?

Anne diz:

·Melhor impossível *-*

Fernando diz:

·Hmmm, eu estranhei você não ter ido à aula hoje, aconteceu alguma coisa?

Anne diz:

·Ah bem...Eu fiquei enjoada com alguma coisa que comi, mas agora já estou bem ^^’

Fernando diz:

·Que bom. Bem, eu tenho que sair, nos vemos amanhã! Beijos.

Anne diz:

·Ah claro, até amanhã, beijos!

-----*-----

Depois de um tempo vendo roupas na net, me dou conta que já são 15h00min e minha casa não fica muito perto do CP...

- Pai

- Sim?

- Richard pode me levar agora? Aghata já deve estar me esperando.

- Fale com ele, aqui esta a chave

- Ah obrigada pai! Beijo me liga!

- Te ligar pra que?

- Ah não, é só uma gíria pai.

- Também, vocês inventam cada coisa hoje!

- Ahh pai...

Richard me levou e Aghata que já me esperava levantou assustada.

- Anne! O que você fez dessa vez? – ela parecia minha mãe de vez em quando ¬¬’

- Aghata, senta e respira fundo! – contei toda a história desde que saí de casa ao voltar. Ela ficou me olhando mais branca do que o normal.

- Aghata fala alguma coisa...

- Você esta me dizendo que passou a noite no apartamento de Johnny Carter e que ele te levou até em casa?

- Sim!

- Isso é muito legal! ^^

- É eu sei! Hahaha foi muito bom

- Você passa a noite com Johnny Carter e eu sou quase atropelada --‘

- O QUE? COMO ASSIM?

- Sabe aquela garota meio loira do centro Wicca que dissemos ser muito parecida com o Johnny?

- Sim, foi ela?

- Aham

- Me diz que você falou umas verdades para ela?! >.

-Não, é claro que não Anne! Eu não sou assim.

- Ta. Mas você esta bem né?

- Sim, estou.

- Aghata, posso dormir na sua casa hoje?

- Por mim você pode, mas seus pais não vão deixar, afinal, eles pensam que você dormiu lá ontem á noite.

- Ai que saco! É verdade.

- Mas por que você queria dormir lá em casa? Sua mãe de novo?

- Na mosca, eu não agüento mais sabe, ela não faz nada ao não ser comprar com o dinheiro do papai e reclama de tudo e de todos!

- Você não pode se estressar Anne, sua mãe tem 42 anos e deve estar entrando na menopausa, compreenda-a.

- Isso é muito difícil, mas vou tentar.

Conversamos mais sobre algumas coisas desconexas e compramos um sorvete, meu telefone toca, mas não conheço o número.

- Alô?

- Olá Anne, é o Johnny, eu queria saber se você quer ir á gravação do meu novo filme e depois irmos jantar. – Fiquei uns segundos de boca aberta até responder.

- C-claro, só me diga onde e que horas!

- Agora, pode ser? Onde você esta?

- Estou no CP, pode passar aqui.

- Ah, eu já estou perto, até mais.

- Tchau.

Olho para Aghata, que já está com cara de desconfiada.

- Quem era?

- Johnny, ele me convidou para ver a gravação do seu novo filme e depois irmos jantar!

- Nossa, ele deve ter gostado de você.

Quando o carro dele chegou, nós duas gelamos. Vi pelo canto do olho Aghata corar e olhar para baixo.

- Olá Anne.

- Olá Johnny, esta é minha amiga Aghata.

- Prazer – ele estendeu a mão para ela que levantou a própria tremendo levemente.

- O prazer é meu – falou firme.

- Vamos? Sua amiga... Vem junto?

- Ahn... Não, claro que não.

- Ahh, certo então vamos, até qualquer dia Aghata

- Até.

Eu acenei para ela e entrei no carro dele, era estranho estar ali de novo em menos de um dia, sendo que pensei que ele depois daquela manhã, nem de meu nome lembraria.

Chegamos ao set de gravação e ele foi se maquiar e colocar as roupas do personagem. Quando saiu do camarim estava de palitó, pois iria gravar uma cena em um restaurante muito lindo da cidade.

Depois de 2 horas vendo-o atuar ele terminou a pequena cena e se vestiu normalmente me levando até uma cadeira do restaurante em que estava gravando.

- Vamos jantar aqui mesmo?! – perguntou-me

- Claro.

- Certo, vai querer o que?

- O mesmo que você

- Ok.

O garçom chegou com os cardápios, mas não foi necessário, Sebastian já sabia o que pedir. Pediu um espaguete com champagne.

- Gosta?

- Sim.

Conversamos um pouco, mas nosso prato rapidamente chegou. Estava delicioso e depois que terminamos de comer fiquei ansiosa, queria saber o que faríamos depois...

- Anne... – começou Johnny.

- Sim?

- Eu sei que nos conhecemos hoje pela manhã, mas você é tão legal e extrovertida que não me conti e lhe convidei para este jantar e...

- Quer sair daqui e ir á uma festa? – ele tinha que querer alguma coisa a mais!

- Claro!

Ele pagou a conta e fomos para uma festa super badalada de NY. Então quando entramos nos sentamos lado a lado.

- Pode dizer o que queria – incentivei-o

- Na verdade não quero dizer, mas sim fazer – falando isso me beijou e era tão bom! Nem se comparava aos caras que eu já tinha ficado, era mais... Apreciável.

A noite foi uma criança, só queria saber se Aghata me ajudou com meus pais ou se eu teria que falar outra loucura dessa vez.

Notas finais
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