Elementais
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Boa leitura...e pessoal, não esqueçam de comentar, ok? é importante.
Marcharam em fila indiana, uma atrás do outro, Cícero na frente, liderando. Os três se esqueceram facilmente da velha Olímpia, era realmente fácil naquele quintal enorme, cheio de flores e cercado por árvores. Heitor é atraído pelo colorido das asas de uma borboleta, era laranja e preta, e estava morta, no chão gramado. Ele se aproxima para ver mais de perto e logo nota que a outra borboleta morta mais a frente...amarela e branca, e outra azul á frente desta, e outra lilás á frente desta última...e que por aí ia, várias borboletas coloridas mortas floresta adentro. Heitor chama a atenção dos irmãos para a trilha de borboletas e então Dionísio propõe que eles sigam o caminho das borboletas coloridas. Entram os três saltitando na floresta, seguindo o arco-íris de asas, avançam e avançam cada vez mais mata adentro cantando cantigas de ninar. É um pouco escuro, mais o sol atravessando as folhas das árvores dá a falsa impressão de que o chão está repleto de bolhas de sabão douradas. A trilha de asas termina de repente. Acaba de frente para uma clareira, os meninos espiam, no centro há um círculo de cogumelos brilhantes, como nos desenhos, vermelhos com bolinhas brancas, no formato de guarda-chuvas crescendo na grama. Eles olham uns para os outros e sorriem se deliciando...mágico! Eles entram e olham mais de perto o círculo perfeito que os cogumelos formam...um círculo de fadas! De repente o ruído de um rato correndo, os meninos procuram o roedor com o olhar mas não encontram nada, mais ruídos e mais...dezenas de roedores correndo entre as árvores...até que o som cessa. Os meninos olham para todos os lados, mas então algo se move novamente, um ser pequenino adentra a clareira, e se aproxima lentamente, entra no círculo e sobe em um cogumelo, era um ser horrendo, tinha a face de um urubu só que no lugar do bico havia um grande nariz envergado e molenga com uma ruga na ponta, os olhos eram totalmente pretos, sem a parte branca e sem pálpebras, apenas duas bolinhas pretas e brilhantes, era pequeno também, do tamanho de um sapo, tinha braços compridos que se arrastavam e nas extremidades dos mesmos mãos pequeninas com garras enormes, o ser vestia roupas surradas e miúdas além de um gorrinho verde e pés descalços. Sorriu para os trigêmeos, um sorriso com dentes afiados como agulhas.
-Saudações crianças...-a voz era tinhosa e derretida- Sejam bem-vindos ao círculo das fadas...eu sou Vórlumo...seu amigo.
E então vários seres tão feios quanto Vórlumo entraram na clareira, vindos de todos os lados e alguns descendo das árvores...
-Somos todos amigos...-continuou Vórlumo sorrindo maliciosamente e abrindo os braços.
***
Dalila perguntou aos meninos pela décima vez onde Olímpia havia ido. E eles novamente explicaram que a velha babuína havia entrado na floresta para lhes pregar uma peça e que não havia aparecido mais. Dalila ligou para o serviço de babás e aconteceu aquela confusão. Mais tarde naquele dia, toda a família jantou, os meninos quebraram um prato, talvez dois e foram dormir. Novamente adormecem ao som das músicas de melodia estranha que vem do meio da floresta. Dormem felizes...fizeram amigos novos e eles queriam conhecer seus pais.
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