Elementais
2 Capítulo 2
Notas iniciais
qualquer dúvida sobre a fic comentem, se estiverem gostando comentem e se não tiverem nada pra fazer comentem também...
Dalila espera a chegada da nova babá com uma ansiedade sem tamanho...a última era muito boa e amava crianças...pena que teve um colapso nervoso. A campainha toca. Dalila corre em sua direção e abre a porta com expectativa, do outro lado uma figura no mínimo curiosa, difícil achar hoje em dia alguém com o nível de beleza tão inacreditável...mesmo com toda essa inovação em cirurgias plásticas, Dalila nunca havia visto uma pessoa tão parecida com um babuíno. A Senhora Olímpia era um ser curioso, tão alta que se não tomasse cuidado poderia bater a cabeça na pia do banheiro, Dalila imaginou que Olímpia poderia até mesmo alcançar a maçaneta da porta com facilidade apenas levantando uma das mãos para a descrença total da platéia. A babá respirou fundo e se apresentou.
-Meu nome é Olímpia, a agencia de babás me mandou... creio que a Senhora já saiba disso. Muito prazer.-A voz parecia sair com dificuldade, rouca e molhada, uma mistura sem dúvida agradável aos ouvidos.
-Ôh! sim, sim...claro. Bem, eu sou a dona da casa e a mãe dos meninos. São gêmeos, possuem 5 anos e são um pouco levados. Pode me chamar apenas de "Dalila". Entre por favor Olímpia.-E sorriu.
-É SENHORA Olímpia.-corrigiu-Obrigada e com licença.-passou sem maiores dificuldades por Dalila, adentrou a sala, nela os anjinhos brincavam de desmontar o sofá.
Ao vê-la Cícero, grita:
-Cuz Quedo! Mãnhê! Eu vi o tal do demônio que eles falam na igreja!
Dalila cora de vergonha... vermelha até as tripas. Heitor se vira e observa indiferente, suspira entediado e comenta com tom neutro.
-Não seja besta...tá na cara que ela é só uma bruxa comum.
Dionísio levanta o dedo indicador e fecha os olhos como quem vai dar uma explicação mas antes que fale qualquer coisa Dalila tampa sua boca. Estava vermelha como se tivesse apanhado e com os olhos arregalados...murmura desculpas baixinho mas Olímpia interrompe ainda sem demonstrar emoção alguma.
-Aham, e onde ficam meus aposentos?
-B Be Bem, eu posso lhe mostrar Senhora Olímpia. Me acompanhe por favor.- E foi na frente, conduzindo a nova babá até seu quarto.
***
Mais tarde naquele dia após as apresentações formais para Roberval e os gêmeos, os horários foram combinados...ela cuidaria das crianças apenas durante os dias, quando a noite se aproximasse iria se recolher e não gostaria se ser incomodada por coisas que não eram de sua competência. Como já estava de noite, ela finalizou com um "Boa Noite" encatarrado e simplesmente se retirou. Todos se entreolharam e concordaram silenciosamente que Olímpia era absurdamente simpática.
***
Cícero chama os irmãos para brincar no quintal, como Roberval já havia dado autorização Olímpia leva. Os meninos estavam anormalmente obedientes naquela manhã mas Olímpia não estranha, geralmente causa esse efeito nas pessoas. Heitor propõe que eles brinquem de piratas já matutando as milhares de possibilidades...poderiam amarar Olímpia e fazê-la andar na prancha, poderiam escavar o quintal á procura de tesouros, poderiam saquear o quarto dos seus pais...havia um mundo inteirinho de possibilidades. Mas Olímpia toma o controle da situação sabe-se lá como e proíbe. Então os meninos sem mais ideias começam a andar pelo quintal beirando a floresta, enquanto são seguidos de uma distância razoavelmente segura pela babá. Ouve-se então o ruído que lembra o um rato correndo, estava bem perto de onde eles estavam, em seguida uma baque surdo, era o som de algo tombando com toda a certeza. Os irmãos se viraram na direção de onde vinha Olímpia a tempo de ver as pernas curtas da babá serem arrastadas para dentro da mata. Os meninos se entreolham. Aquela bruxa devia estar tentando pregar uma peça neles...coisa de adulto rabugento, vai entender, continuaram caminhando devagar, seguindo sempre a beirada da floresta, que a bruxa ficasse para trás, problema dela.
Notas finais
beijinhos...
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