Ele é melhor amigo do meu irmão...
5 Capítulo 5 - Indo a praia.
Notas iniciais
–M-mas! A minha mãe e meu pai já vão chegar...
Confesso que minhas bochechas não paravam de arder. Não tem como não ficar nervosa numa situação dessa, ai é pedir demais.
–Não vão vir nem tão cedo, estão no motel se divertindo, haha. -Ele responde, e me puxa para mais perto dele.
Não dava pra saber em que direção seus olhos estavam, era noite e não tinha como enxergar nada.
Seu cheiro é tão bom!
Ficamos em silêncio, e por mais que estivesse nervosa, cai no sono.
Me faz tão bem que perco o medo ♪
Sábado, 7h45 da manhã.
Acordamos, e ele agiu normalmente comigo. Entrei no banheiro, porque mesmo se vestindo como um garoto, me cuido. Não é atoa que tenho essa pele linda maravilhosa. Tá, talvez seja um pouco convencida.
Entrei no banheiro pra tomar banho, vamos viajar para a praia hoje! Viajar não, porque é perto. Umas 2 horas de carro.
E oque eu encontro no box? Adivinha.
Senhor dos bolinhos de arroz! Por que faz isso comigo?
UMA BARATA!!!!!!!!!!!!!!
Eu corri dali. Esquece, vou tomar banho na casa da Nath. Por que comigo? Céus!!! Só sei que ouvi os garotos rirem. Mas ninguém veio me ajudar, incrível!
Ela pode voar em cima de mim, não quero correr o risco.
(...)
–Tá pronta criatura de Deus? -Natália me pergunta impaciente.
–Tô!
–Não vai comer nada?
–Não tô com fome. Vamos!
Voltamos pra minha casa, e ás coisas estavam arrumadas. Duas horas de estrada, precisava de música, de muita musica. Enchi meu celular de musica eletrônica, não sou muito fã de letras depressivas ou com muito mimimi.
Eu estava um pouco nervosa... Seria a primeira vez na minha vida usando biquíni. E escolhido pela Nath ainda, pai! A melhor amiga mais piriguete que se pode ter, está escolhendo um biquíni para você, imagina?!
–Entrem no carro. -Meu pai disse, nada animado.
Ele odiava praias, já minha mãe amava.
Eu, a Nath, o Marcos e o Natan no banco de trás, e meus pais na frente. Tanto lugar pra escolher, e o Natan vem sentar perto de mim. Tudo bem, vou fingir dormir pra ele não soltar piadinhas sobre mim.
–Clarinha, será que você alcança a água? -Natan ri.
–Não sou baixinha!
–Claro que não.
–Obrigada.
–Você é pequenininha.
–Vai se fuder.
–Olha a boca, gasparzinho. -Natália diz, dando risada.
–Não sou muito branca!
–Claro que não. -Marcos ironiza. -Só albina.
–Tiraram o dia pra falar de mim, é?!
–Somos sinceros.
–Quando chegar na praia, vou te dar uma voadora Natan!
–Pff... Você ia cair.
–Agora está me chamando de desajeitada?
–Oque posso fazer se você é? -Ele sorri.
–Argh!!!
Como eu disse, escutar música melhora o humor! Está em algum lugar da bolsa... Ah meu Deus!!! Cadê meu MP3?!
–Pai... VOLTA O CARRO!!!
–Não dá mais, flor. -Minha mãe responde.
–Meu MP3... Minhas músicas... Oque vou fazer nesse tempo?!
–Quer ouvir comigo? -Natan pergunta, tranquilo.
–Não é funk, né?
–Não...
–Então sim! -Peguei um dos fones, e automaticamente encostei minha cabeça em seu ombro.
Foi automático, juro.
Musica nacional?
E de romance ainda?
Puta merda. Sou um pouco sensível demais, ouvir essas musicas... Ah, Natan! Por que faz isso comigo?! É de propósito, certeza.
♪ A melhor parte de mim
Leva o meu caminho até você
Isso é oque me deixa mais forte
Me faz tão bem que perco o medo ♪
–Desde quando é tão sentimental assim, Natan? -Pergunto, encarando seus olhos verdes, ahhh!!!
–Desde que começou a namorar a Marcela. -Marcos responde.
Isso doeu. Isso realmente me deu raiva.
–É... Deve ser... -Natan respondeu, indiferente.
–Não quero mais ouvir. -Digo, tirando os fones e encostando na porta do carro.
Ninguém falou mais nada depois daquilo. A Nath ficou me olhando, porque ela sabia oque eu sentia...
Depois disso chegamos, confesso que aquela visão me faz sentir melhor.
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