Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo de hoje! Me deixem feliz, comentando a fanfic. Beijos de Luz.

A casa é aqui, realmente bem em frente a praia. Isso é bom, o barulho do mar é ótimo para dormir... E para esquecer ás coisas, ou pessoas. Já que saimos cedo, chegamos meio-dia em ponto.

–Guardem as coisas na casa, e vão pro mar. -Meu pai diz. -Quero aproveitar o meio tempo com a Paulinha.

–Que olhar malicioso foi esse, Sr. Wil? -Natan ri.

–Vinte anos e o senhor ainda chama minha mãe assim? -Marcos brinca.

–É um nome carinhoso, quando namorar vai entender.

Eita, essa doeu no fundo do coração do Marcos. Porra, ele tem 18 anos e agora que vem desencalhar? Hahaha. Ao invés de pegar as garotas ficava me controlando, nem meu pai é assim.

–Então vamos! Clara... Clarinha... Vamos vestir nossos biquínis. -Nath me olha, com o sorriso mais malicioso do mundo.

–Natália, Natália... Vê oque vai dar pra minha irmã vestir. -Marcos a encara.

–Nada de mais, Marquinho.

Quando ela coloca os nomes no diminutivo, é porque ai vem coisa. Ai vem muita coisa... Ela me puxou para um quarto, e tirou dois pares de roupas de banho da sacola.

–Ah, que bom! Ao menos trouxe um maiô pra mim. -Suspiro, aliviada.

–Esse é meu. Esse aqui, é o seu. -Ela aponta para um biquíni mais pequeno que os peitos da Marcela.

–Por que tão pequeno?! E por que tanto bojo?!

–Pra apertar esses peitões que tu tem. -Ela responde, apontando pra baixo.

–Oh, senhor dos bolinhos de camarão.

–Cada vez inventa uma coisa. Enfim, estou usando um maiô mais leve por causa do meu namorado novo.

–Você não me contou sobre isso. -Digo enquanto visto o biquíni, por livre e espontânea pressão.

–É! Ele é tão legal, e irmão da minha amiga que pode ficar furiosa se descobrir...

–Ah é? Ele tem uma irmã também? Que legal, agora tu tem uma cunhada. -Digo sorrindo, sem entender nada.

–Er...

–Mas ele nem vai estar aqui para ver, por que tá usando um maiô tão discreto pra você? -Pergunto terminando de fazer um laço em meu biquíni tamanho hiper pequeno.

–Na verdade ele é... -Ela ia dizer, mas é interrompida por alguém atrás da porta.

–Vamos logo!!! Nossos pais já estão se beijando... eca... eca mesmo. -Marcos grita.

–Já estamos indo! -Nath fala, e eu me cubro com uma toalha.

(...)

Eles estavam embaixo de um guarda Sol, que eu chamo de guarda chuva grande porque sou ousada, mentira.

–Er... Oi gente! -Tento disfarçar meu nervosismo.

–Oi Clarinha! Oi namorada do...

–Oi gente! -Marcos interrompe o Natan, que tampa a boca com as mãos.

Ainda não entendi do que eles estão falando. Acho que sou um pouco lenta demais.

O Natan se levantou, e no meu pensamento foi em câmera lenta. Senhor dos bolinhos de atum! Por que tem que ser tão gostoso? E por que seus cabelos tem que se movimentar tão lentamente?

–Vamos entrar? -Natan diz.

–Estou com um pouco de vergonha... Esse biquíni... Vão na frente! -Sorrio.

–Ah, você vem. -Natália tira minha toalha, oque me fez sentir totalmente sem roupa.

Ah meu Deus!!! Quem tem uma amiga dessas, pra que inimigas?

–CLARA?! -Marcos grita. -Céus...

Natan ficou quieto, me encarando. Ele não falou nada, só ficou olhando por segundos que pareciam horas. E sorriu de canto, mas disfarçou mexendo em seus cabelos morenos. Se virou e correu pro mar, normalmente ele iria me zoar ou falar alguma coisa, ele simplesmente ficou quieto.

–Tudo bem, controle Marcos. -Ele dizia para si mesmo. -Vamos nos divertir, não tem quase ninguém aqui mesmo.

A Natália me puxou para a água, e lá estávamos... Nós quatro parecendo crianças de 9 anos pela primeira vez na praia. Até que o Natan teve a brilhante ideia de jogar água em mim.

–Você perdeu a noção do perigo, garoto?! -Eu falei alto. -Então enfrente a verdadeira sereia dos mares.

–Sereia dos mares, é? E existe Sereia da terra? -Ele brinca, e corre para longe.

Eu, toda boba, corro atrás. Já tinhamos nos afastado dos outros dois, e nem reparamos como o tempo passou.

–Agora vamos competir.

–Como assim?

–Vamos ver quem nada mais rápido. Quem chegar primeiro até a casa ganha. -Ele ri, e vai na frente.

–Espera! Você vai perder. -Eu vou logo atrás.

Conseguia ver ele debaixo d'água, e claro que ele chegou primeiro. Não sou a melhor nadadora do mundo, na verdade não sou a melhor em nada do que faço. Só se for me apaixonar por pessoas erradas.

–Ah! Ganhei! -Ele sorri vitorioso.

–Nossa, escureceu tão rápido. -Digo olhando para o Céu.

–Quer voltar? -Ele pergunta.

–Não...

–Então vou só avisar á eles que vamos ficar mais um pouco.

Ah, quando ele quer é gentil. Mas quando não quer...

–Tudo bem. -Sorrio. -Volta logo!

–Se eu não voltar logo, o Marcos me mata.

Ele foi até a casa que como eu disse era bem perto, e eu fiquei olhando para o Céu. Uma nuvem mais escura que ás outras apareceu, e de repente estava caindo pingos de água no chão.

–Ah, uma chuva não mata ninguém, né?

Depois de mais alguns minutos, a chuva ficava mais forte. Raios pequenos caiam, e eu sai do mar imediatamente.

Grandes trovões...

Estava com medo, estava com muito medo. Não sabia para onde ir... Não sabia oque fazer.

Eu tenho fobia disso. Eu tenho pavor disso. Isso me deixa confusa, sem saber pra que lado posso andar.

Peguei a toalha e corri para casa o mais rápido que pude. Muitas pessoas acham esse meu medo bobo, mas... Eu estava prestes a chorar, mas vi você correndo em minha direção. Quando me viu suspirou aliviado.

–Você me assustou! -Ele sorri. -Quando vi a chuva e os trovões, pensei ''Deixei uma medrosa lá na praia'' E vim correndo. Ainda bem que está bem!

Não sei oque deu em mim, simplesmente abracei ele. Nos abraçamos por alguns minutos, e depois voltei ao mundo.

–Desculpa! Desculpa... -Eu abri a porta de casa, para entrar. Estava vermelha, com medo e envergonhada.

Ele me olhou por alguns segundos, que em meu pensamento pareciam horas. Não parava de me olhar, parecia pensar em alguma coisa. Quando estava prestes a entrar ele me puxou para perto, e me beijou. Simplesmente me beijou. Eu esperava tanto este momento, que concentrei toda minha atenção em seus lábios. Ele passou a mão em meus cabelos, e sorriu. Aquele seu jeito tranquilo, que faz meu coração bater cada vez mais rápido.

Não tinha ninguém ao redor, e ele estava tão seguro do que estava fazendo. Oque fazer, se ele tem namorada? Por que me deixa tão confusa?