Ei, esse Seme é meu!

2 Na minha estante - Pitty


Notas iniciais
Não, eu não sou fã da Pitty, só gosto dessa música dela T.T... Tô meio estressada... Sabe aquela bagaça de ter prova ou redação toda sexta lá no colégio? Pois bem, recebi minha primeira redação e aquela professora ***********************************************censurado************************************** ME DEU SEISCENTOS E OITENTA! SEISCENTOS E OITENTA O TEU *********************************** ENFIM. MAIS UM CAP RECHEADO DE LOUCURAS PARA VOCÊS MEUS PÔNEIS! XD Nos vemos nas notas finais!

“Te vejo errando e isso não é pecado
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar”

On. Pov Autora

– Oye... Ogiwara... – sussurrou Kuroko. – não tão rápido...

– Não consigo me segurar mais Tetsuya... – a voz rouca do moreno ecoara nos ouvidos do menor. – esperei tanto por isso...

– Ogiwara...

– Tetsuya...

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– NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO!!!! – berrou Momoi. – FILHO DUMA MERATRIZ!!!

– GANHEI! HAHAHAHAHA! GANHEI! – Shigehiro pulou em cima da cama enquanto atirava o controle do play station em Kuroko. – CHUPA ESSA!!! EU GANHEI!!! – ficou rindo feito um retardado.

Riku começou a pular junto ele e se virou para Momoi com um sorriso travesso.

– Cumpra a aposta. – disse ela.

A rosada fez um bico emburrado e estendeu uma sacola para a morena.

– MEU DEUS! – gritou Riku. – NÃO ACREDITO QUE AGORA TENHO O VOLUME UM DE BLACK SUN DOREIOU! POSSO MORRER FELIZ!!!

Ela e Shigehiro ficaram dançando em cima da cama enquanto a única coisa que Kuroko pensava era:

“Por que sou amigo desses retardados?”

– Filho! – a voz da mãe do azulado ecoou pelo corredor. – os pais da Riku estão aqui!

– Ok! Já estamos descendo mãe! – respondeu Kuroko.

Desligaram o aparelho enquanto Riku só faltava chorar arco-íris de tanta felicidade. Já Momoi se despedaçava num choro sem lagrimas.

Os quatro adolescentes desceram a escadaria, encontrando-se como os pais da morena.

– OKAA-SAN! – berrou Riku. – OLHA O QUE EU GANHEI!

A mãe da morena (N/A: Que eu não sei o nome nem nunca vi, então vai se chamar “mãe” mesmo!) era uma versão mais velha da mesma. Ela abriu um sorriso gigantesco e arrancou o mangá da filha.

– MEU DEUS! SEU SEMPRE QUIS TER UM DESSES!

– EU SEI OKAA-SAN! PODEMOS MORRER FELIZES!!!

Mãe e filha se abraçaram enquanto gritavam feito loucas e o pai da morena suspirou.

– Vamos logo que eu tenho que voltar logo... A marcenaria não vai se fechar sozinha... (N/A: PORTAS ARROMBADAS EXPLICADAS! *rindo feito uma retardada* Ok... Pare de interromper a estória...).

– Está bem! Vem Momoi, te dou uma carona!

A rosada continuava se lamentando e ambos juntos aos pais da morena se despedirão e se foram. A mãe de Kuroko avisou que a janta logo estaria pronta e que avisaria aos pais de Shigehiro que ele dormiria ali.

– Obrigada mãe! – Kuroko beijou a bochecha da azulada maior. – você é um anjo!

A mulher sorriu e os garotos tornaram a subir a escadaria.

Kuroko largou-se na cama e Shigehiro atirou uma toalha em cima dele.

– Temos que tomar banho cara! – riu Shigehiro. – o último foi ontem!

– Mas eu passei o dia parado... Não me sujei... – Kuroko tentou contestar.

Shigehiro revirou os olhos e arrancou o menor da cama, jogando-o no ombro.

– HORA DO BANHO!!!

– NÃAAAAAAAAOOOOO!!!! EU NÃO QUEROOOOOO!!!! – Kuroko começou a espernear.

Shigehiro carregou-o até o banheiro e o jogou dentro do box, abrindo o chuveiro frio bem em cima do azulado enquanto cantarolava:

– LAVA, LAVA, LAVA! LAVA, LAVA, LAVA! TIRA O CHEIRINHO DE SUOR...!

– DESGRAÇADO!

O moreno gargalhou maleficamente, ajustando o termostato para que a água ficasse ainda mais fria.

Kuroko se escolheu no chuveiro e rosnou.

– VOCÊ ME PAGA! – dito isso puxou o moreno para dentro do box.

O moreno quase gritou ao sentir a água extremamente gelada cair de uma vez sobre seu corpo, tremendo até a raiz dos cabelos.

– MORRA SEU SMURF! – Shigehiro puxou os cabelos de Kuroko, o fazendo mergulhar o rosto na água.

– AI! TÁ MUITO FRIO! – berrou o menor balançando os braços. – ME SOLTA SEU PROJETO MAL FEITO DE SER HUMANO!

Ambos começaram se espancar dentro do box, até se cansarem. O primeiro a ceder foi Shigehiro que desistira de tentar acertar Kuroko contra a parede, o menor conseguira deixar algumas unhadas em seu braço, mas fora isso estava bem.

– Acho que já chega por hoje... – o moreno segurou os pulsos do azulado.

Kuroko respirou fundo, já havia se acostumado com a temperatura da água e lançou um olhar fulminante em direção a Shigehiro.

– Da próxima vez não vou deixar mais pele nessa sua cara lambida. – disse o menor rispidamente e virou o rosto para o lado.

Shigehiro observou o rosto do menor.

Por causa da temperatura agora adaptada da água, as maçãs do rosto delicado do menor estavam levemente avermelhadas. Os olhos azuis faziam um belo contraste com os azulejos esbranquiçados do box. Fora que suas roupas estavam completamente molhadas e se colavam ao corpo esguio com curvas levemente modeladas.

O moreno sentiu o rosto esquentar e suas mãos tremeram, queria toca-lo... Queria possui-lo...

Shigehiro balançou negativamente a cabeça, chamando atenção do menor.

– O que foi? – perguntou Kuroko franzindo a testa.

– Nada! – mentiu o maior. – v-vou tomar banho no outro banheiro! – e saiu às pressas do local.

Kuroko continuou com a testa franzida, sem compreender as atitudes do melhor amigo. Mas resolveu deixar para lá e começou a se despir, tomando um banho de verdade agora.

Encostou-se a parede fria do box, deixando a água escorrer por seu corpo livremente e fechou os olhos.

“Droga...” pensou “por que não me despedi...”?

Abriu levemente os olhos e suspirou.

– Akashi...

◦◦◦
“Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícia “

◦◦◦

Do outro lado da cidade, um ruivo com olhos heterocromáticos lia pela centésima vez o mesmo paragrafo de seu livro de filosofia, tentando, em vão, se concentrar.

Akashi passara suas férias no dormitório, não tinha motivos para passar os dias em casa já que seus pais estariam viajando. De novo.

Olhou desanimado para A Tesoura que desde o dia da partida de Kuroko continuava jogada no mesmo lugar. O ruivo nem sequer tocará nela.

– O que você está fazendo comigo...? – Akashi afundou o rosto entre as mãos. – o que é esse sentimento estranho...? – apertou o peito, ele parecia cada vez mais pesado, dolorido. – quando você vai voltar pra mim Tetsuya...?

Socou a escrivaninha e dirigiu-se ao pátio do colégio, quem sabe um pouco de ar puro fosse tudo o que precisasse.

Mas não era, e ele sabia que a única maneira de aliviar o peso em seu peito seria ver Kuroko e tê-lo novamente.

Mas o mundo não é feito de flores.

E Akashi sabia bem disso.

◦◦◦
“Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia “
◦◦◦

Kagami fazia sua típica caminhada de férias no fim da tarde, correndo por todo o calçadão que ficava perto da praia. Vestia uma regata junto a um calção preto que se colavam ao seu corpo por causa do suor. Os fones com o volume no máximo, uma garrafinha de água numa mão e enxugando o suor que escorria pela testa com a outra.

Foi no meio de seu caminho, que viu uma familiar cabeleira azul.

Parou subitamente e piscou com força, achando que era uma ilusão, mas não era. Kuroko estava ali, a poucos metros dele. Trajando uma calça branca junto a um moletom azul claro, descalço, deixando os finos grãos de areia ficar entre seus dedos. As mãos apoiadas nos joelhos e os olhos fixos no horizonte. O por do sol refletia em sua pele imaculadamente branca, os olhos azuis se tornavam ainda mais vivos que de costume.

Como ele podia ser tão belo?

Por um segundo Kagami cogitou ir até ele. Mas um garoto moreno apareceu e Kuroko desviou os olhos do horizonte, abrindo um largo sorriso para o desconhecido pelo ruivo.

Kagami estreitou o olhar, há tempos não via Kuroko sorrir daquela maneira.

O moreno entregou um picolé a Kuroko que abocanhou-o e depois tocou os dedos gelados na nuca do mesmo, o fazendo estremecer.

O garoto fez uma careta e deixou o picolé pingar sobre o rosto do azulado que deu um grito ao sentir o liquido gélido escorrer por entre seus olhos e acertou um soco na cabeça do maior.

Eles começaram a discutir, mas acabaram por rir no final. O moreno puxou Kuroko pelos ombros, fazendo-o se aconchegar entre suas pernas e juntos observaram o por do sol.

Kuroko olhou para trás, tinha a sensação de estar sendo observando.

Mas não havia ninguém ali além de eles dois.

Kagami desaparecera dali ao sentir as lagrimas escaparem de seus olhos.

◦◦◦
“E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu“

◦◦◦

– Kasamatsucchi!!! – Kise aproximou-se choramingou no ombro de seu senpai. – o que eu devo fazer?

Kasamatsu suspirou, não aguentava mais a choradeira de Kise que estava desesperado sem saber se resolver com Aomine.

– Ele quer que eu escolha! — o loiro repetiu. – mas você é um ótimo amigo! Não quero acabar com a nossa amizade!

Kasamatsu afagou as mechas loiras de seu kohai e disse:

– Diga que o escolhe.

– Mas...

– Sem “mas” Kise! Somos amigos, mas Aomine é seu namorado. O que acha mais importante?

– Se for para escolher entre ter um namorado, ou trair meus amigos, eu escolho os amigos! – disse o loiro fazendo as lagrimas parrarem de escorrer. – só por que ele é meu namorado não pode mandar na minha vida!

– Kise... – suspirou Kasamatsu. – você têm que escolhe-lo.

– Não!

O moreno jogou-se sobre o loiro, empurrando-o contra a cama.

– Não? Vai me escolher? – apertou os pulsos do maior com força; — então eu posso fazer isso, certo? – aproximou os lábios do pescoço macio do loiro. – não é... Ryouta? – acariciou o local com a ponta da língua, provando o gosto viciante do loiro.

“E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu“

Kise estremeceu e tentou se soltar, mas seu corpo parecia fraco.

– K-Kasamatsucchi... – gaguejou o loiro.

O moreno continuou a umedecer seu pescoço, agora beijando-o e seguindo uma trilha até a orelha do maior, chegando ao lóbulo e mordendo-o gentilmente.

Um tremor percorreu o corpo do loiro ao sentir o hálito quente de seu senpai contra sua pele sussurrando roucamente:

– Se vai me escolher, tudo bem eu te fazer meu? – colocou uma perna entre as do loiro. – Ryouta... – começou a subir os beijos até o rosto do loiro.

Quando já estava perigosamente perto da boca, Kise percebeu a besteira que estava fazendo.

Empurrou o moreno com tudo e se sentou na cama, sentindo o rosto queimar com a vergonha.

– N-Não faça essas coisas Kasamatsucchi! Nos já conversamos! – o loiro se colocou de pé e saiu a passadas rápidas do quarto. – nunca mais aja assim! – dito isso bateu a porta.

Kasamatsu levantou-se do chão e suspirou.

– Ai, ai, Kise... – sorriu. – você é tão fácil de provocar...


◦◦◦
“Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido”

◦◦◦

Em seu quarto, Kuroko organizava as malas.

As férias acabariam em dois dias, Shigehiro havia lhe dito que estudariam no mesmo colégio, o moreno decidira ficar junto a Kuroko para ajuda-lo sempre que precisasse.

O menor ficará feliz, mas um pouco perturbado, sentia que alguma coisa não ia sair bem...

A cada vez que se lembrava de Akashi ou Kagami seu peito apertava furiosamente, quase sufocando-o, mas, agora, estava principalmente preocupado com seu reencontro com Akashi.

Suspirou, colocando o cotovelo sobre a escrivaninha e apoiando a testa sobre a mão.

Lembrava-se de todas as declarações de amor de Akashi, do pequeno mês que passaram juntos no qual ele quase fora realmente feliz. E depois fora em bora, sem sequer falar com o “namorado”.

– Me perdoe Akashi... – sussurrou o azulado sentindo as lagrimas da culpa escorrerem por seus olhos.


“Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia”


O que ele não sabia era que no colégio, um Akashi cabisbaixo estava sentado num banco perto a saída do lugar, encarando o chão e tentando não chorar.

– Só mais dois dias Tetsuya... – murmurou o ruivo.


“E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

(x2)”


“Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam (Não)

E essa abstinência uma hora vai passar”

Off. Pov Autora

Notas finais
*Atira os resumos sobre Vírus pro ar* MEUS AMORES. O QUE ACHARAM? *sorri maleficamente* Vou fazer a cabecinha de vocês dar um nó com os próximos capítulos! HIA-HIA-HIA cof. Cof...