Ei, esse Seme é meu!
3 Shin-san, você pode ser meu?
Notas iniciais
On. Pov Midorima
O bendito despertador tocará as cinco da manhã.
Sentei-me, esfregando os olhos enquanto bocejava alto.
– Hm... Shin-san... – murmurou Takao. – desligue isso…
Peguei o aparelho e o desativei. Tornando a larga-lo sobre o criado-mudo e me levantei, mal havia colocado os pés no chão e senti um braço firme envolver minha cintura e me puxar para trás, jogando-me novamente na cama.
– Shin-san... Não quero levantar... – disse Takao manhosamente e pôs o peso de seu corpo sobre o meu, me impedindo de fugir. – vamos ficar aqui mais um pouquinho.
– Deixa de ser preguiçoso Takao, eu preciso trabalhar e você têm que ir para a faculdade! – tentei sair debaixo dele, mas era impossível. – anda, levanta.
– Mas eu não querooooo... – colocou ambas as mãos firmemente em minha cintura. – eu só quero o Shin-san.
– Não é hora para isso Tak... – o moreno me calou com um beijo.
Seus dedos hábeis começaram a acariciar com fervor minha pele, marcando-a com pequenos tons de avermelhado enquanto ajeitava-se entre minhas pernas.
– Hm... Mesmo depois de tudo que fizemos ontem, seu cheiro ainda é tão bom Shin-san. – sussurrou roucamente em meu ouvido.
Encolhi-me entre os braços do maior que agora guiava suas mãos por meu abdômen desnudo. As unhas curtas faziam movimentos circulares pelas linhas que dividiam minha pele. Seus lábios conectaram-se aos meus novamente, num beijo apaixonado e amoleci com seus toques. Quente, ardente, cada vez que ele me tocava um incêndio se alastrava por meu corpo.
– Hm... Takao... – murmurei extasiado.
Ele sorriu de canto e apertou um de meus mamilos entre os dedos, puxando-o delicadamente para cima.
Gemi baixinho e agarrei os lençóis, sentindo minha boca salivar aquele minimo toque.
– Shin-san, sempre tão sensível aqui... – desceu os lábios carnudos até um de meus botões rosados. – é uma das coisas que amo em você...
Acariciou a pele ao redor lentamente, utilizando a ponta úmida de sua língua. Logo aproximava-se cada vez mais de meu ponto fraco, logo o abocanhou e puxou para cima, chupando-o com força. Arqueei as costas enquanto minhas pernas ficavam tremulas. Agarrei seus cabelos com uma das mãos e o puxei para o outro beijo que de apaixonado não tinha nada.
– Aaaah... T-Takao... – gemi ao sentir o maior empurrar sua coxa em minha ereção.
Ambos estávamos completamente despidos por causa de algumas coisas que aconteceram na noite passada, o que facilitava ainda mais o processo.
Nossos corpos possuíam um atrito único, já conhecíamos cada detalhe do outro. Takao sabia meus pontos fracos, assim como eu sabia os dele.
O moreno mordeu meu lábio inferior e o puxou, para logo depois ir deliciar-se com a pele já marcada de meu pescoço. Agarrou minhas cochas e entrelaçou minhas pernas em sua cintura, não era necessário preparação já que... Bem, não é preciso explicar em detalhes o que andamos fazendo, né?
– Shin... – ele só falava meu nome sem o sufixo nesses momentos. – eu vou colocar...
– Hm... – gemi em resposta.
Takao sorriu minimamente e apertou minhas cochas torneadas com firmeza, no segundo seguinte, me penetrou com uma única estocada.
Prendi a respiração e envolvi seu pescoço com meus braços, minha visão fraquejou e foi impossível evitar o grito de prazer que rasgou minha garganta.
– Aaah... Aaah...T-Takao...
– Ai shiteru¹ Shin-san... – recuou um pouco.
Estocou-me novamente, fazendo-me quase sair da cama do tanto que curvei minha coluna. Enrosquei meus dedos em seus cabelos, buscando seus lábios num beijo faminto. Nossas línguas enroscaram-se da maneira que sabíamos que o outro desejava, cada toque, apesar de familiar, parecia ser o primeiro.
Em algum momento, minha mente nublada tornou-se ainda mais densa ao senti-lo atingir em cheio minha próstata numa estocada bruta.
– Aaaah! – mordi seu lábio com força ao sentir a adrenalina percorrer minhas veias.
Takao gemeu roucamente e o gosto metálico de seu sangue invadiu brevemente o beijo desesperado que compartilhávamos.
Logo os movimentos se tornaram cada vez mais frenéticos e selvagens, minhas unhas curtas arranharam suas costas largas ao tempo que ele marcava meu pescoço com possessivas arroxeadas. Por um segundo, pude ver o céu para logo em seguia ser arrastada a um calor infernal. Joguei o pescoço para trás e gritei alto de prazer, sentindo o ápice chegar. Takao estremeceu a sentir meu interior se comprimir e alcançou o ápice também.
Desmanchou-se dentro de mim e perdeu o controle do corpo, caindo sobre mim.
Virou-se, deitando ao meu lado enquanto tentávamos controlar nossas respirações. Takao olhou para mim e sorriu, logo em seguida deu-me um demorado selinho.
– Eu te amo... – sussurrou entrelaçando seus dedos aos meus.
– Eu também... – acariciei seu rosto. – te amo... Muito...
Takao sorriu e me puxou para seus braços.
– Droga... – murmurei vendo o relógio em cima do criado-mudo. – obrigada, agora estou atrasado.
O moreno riu e finalmente me levantei, ainda sentindo as pernas bambas.
– Acho que não vou conseguir sentar direito... – reclamei, trabalhar num escritório contábil me fazia ficar sentado o dia inteiro.
Ele se levantou junto comigo, mas fechei a porta do banheiro antes que entrasse, senão não sairíamos daquela casa nunca.
Off. Pov Midorima
◦◦◦
Eu te daria a lua
Eu te daria as estrelas
Eu te daria o sol
Eu te daria a terra
Eu te daria o mar
Eu te daria tudo se você pudesse me amar
– Euzinha (HIA-HIA-HIA!)
◦◦◦
On. Pov Takao
As aulas foram realmente cansativas.
Estava entupido até o pescoço com tantos trabalhos. Fora meu meio periodo na Sweet Coffe. Ao chegar lá deixei minha mochila dentro de meu armário e peguei meu uniforme de garçom.
Vesti-me rapidamente e segui para o estabelecimento.
– Atrasado Takao. – disse Himuro que estava no caixa contando algumas notas.
– Foi mal, o ônibus atrasou.
Himuro sorriu e olhou para mim.
– Não se preocupe, Atsushi não chegou ainda.
Suspirei aliviado, mas mal tive tempo para faze-lo e Murasakibara entrou na loja, carregando sacolas cheia de ingredientes.
– Não acredito que achei! – suspirou o arroxeado.
Himuro o ajudou e colocaram as sacolas sobre uma das mesas, quase a fazendo cair.
– Eh! – Himuro sorriu. – achei que essa marca não existisse mais no mercado!
– Também achei que não. – Murasakibara sorriu e ergueu um pacote colorido. – Nerunerunerune.
O arroxeado segurou delicadamente o rosto do moreno e o beijou suavemente, fazendo o menor corar.
– É... Chefe... – falei um pouco envergonhado. – eu não queria ter que ver isso...
Himuro sorriu um tanto corado e Musakibara estirou a língua, que exemplo de chefe eu tenho, hein?
– Vá fazer seu trabalho... – disse o arroxeado sorrindo maliciosamente. – vou, resolver um probleminha... – e arrastou Himuro para sua sala.
Até imagino que “probleminha” ele deve estar tendo...
Revirei os olhos e retirei as sacolas da mesa, as levando para a cozinha. Logo o segundo cozinheiro chegou (já que o primeiro estava aos pegas com Himuro na sala ao lado), e logo os clientes começaram a chegar.
Depois de mais ou menos duas horas seguidas nesse fluxo, tive uma pausa de vinte minutos. Larguei-me na sala de descano e retirei meu avental.
Não se passaram nem cinco minutos e a porta da sala abriu.
– Qual é? – reclamei. – eu ainda to no meu horário de descanso...
– Desculpa interromper seu sono princesinha.
– SHIN-SAN? – sentei-me no mesmo momento. – o que está fazendo aqui?
O esverdeado sorriu e sentou ao meu lado, fazendo uma breve careta de dor.
– Meu chefe falou que eu não parecia bem e me dispensou.
Eu fiz um bico, não gostava nem um pouco do “chefe” de Shin-san. Aquele cara vivia dando em cima dele e o esverdeado nem percebia!
– Hm... Seu chefe? Hm.
Shin sorriu com meu ciúme e acariciou meu rosto.
– Qual o problema Takao? Tá com ciuminhos?
– Tsk. – olhei para o lado.
Shin riu e apertou minha bochechas.
– Tão fofinho, me lembra quanto éramos mais jovens.
Sorri maliciosamente e puxei suas mãos, o colocando abaixo de mim.
– Gostava de mim quanto eu era mais fofinho Shin-san? – acariciei seu rosto e segurei seu pulso antes que pudesse escapar de mim.
– E-Espere Takao, estamos no seu trabalho...
– E daí? Eu te quero agora Shin...
– Espera...
Não o deixei terminar de falar, logo tomei seus lábios num beijo necessitado.
Claro, não chegamos nem na metade do “ato” e Himuro abriu a porta, reclamando da minha demora. Ele ficará todo vermelho e desmaiará na porta. Afinal já era a terceira vez que nos pegava só naquela semana.
Kami-sama, como será que nunca fui despedido até hoje?
Off. Pov Takao

Fale com o autor