Efêmero
2 Capítulo I: Dementadores
Notas iniciais
Capítulo I: Dementadores
Escrito por: Wenky (Andréia)
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Pansy Parkinson tinha um olhar inquisitivo quando Draco a encontrou assim que cruzou a porta de entrada. Naquela noite, ele havia decidido que as duas últimas pessoas que poderia desejar ver no momento eram seus pais, de forma que passar a noite na casa de Pansy lhe pareceu a opção mais viável.
Aquela, sem dúvidas, não era a primeira vez que tomava tal decisão, a companhia de Pansy havia se tornado um refúgio para o inferno em que sua casa havia se transformado. Antes, àquela altura, ele teria preferido ficar em Hogwarts, mas já fazia algum tempo desde que a escola de magia deixara de fazer parte da sua vida.
Agora, lhe restara um trabalho um tanto quanto ridículo no Ministério da Magia. Ele bem sabia que seu pai ainda estava sendo punido por Voldemort em função de não ter conseguido recuperar a profecia no Ministério tal como fora ordenado e também por ter contribuído para a destruição do velho diário de Tom Riddle. Sendo assim, sua família acabara desmoralizada. E era fato que Lucius nunca mais conseguiria um espaço de prestígio enquanto Voldemort estivesse no poder.
E, como se não bastasse, a ida de seu pai para Azkaban só veio a contribuir para que ele nunca mais voltasse a ser o mesmo homem de antes. Seu espírito estava completamente quebrado, e Draco sequer conseguia sentir orgulho da pessoa que um dia tanto lhe inspirara.
Nunca, em seus piores pesadelos, poderia ter imaginado que seu nome geraria tanta vergonha quanto naquele momento. E, deveria admitir, aquilo não se devia somente ao fato de seu pai ter perdido a confiança do Lorde das Trevas, até porque, ele mesmo era um terrível Comensal da Morte.
Contudo, poderia haver algo mais humilhante do que ocupar o antigo cargo de Arthur Weasley no Ministério? Poderia haver algo mais detestável do que participar do Controle do Mau Uso dos Artefatos dos Trouxas? Draco desprezava trouxas, e ter de lidar com qualquer coisa que pudesse remeter a eles somente aumentava seu desprezo.
E o pior de tudo é que ele sabia que dificilmente conseguiria algo melhor do que aquilo, o futuro brilhante que tanto planejara para si enquanto estava Hogwarts agora lhe parecia muito distante, praticamente inalcançável. Era como se ele tivesse se tornado tão patético quanto os Weasley.
— Você não me avisou que chegaria tão tarde — a garota disse visivelmente aborrecida. Mas Draco não estava com muita paciência para lidar com ela naquele momento, apenas queria descansar. Uma noite de sono era a coisa mais apropriada no momento, afinal, ao menos por algumas horas, ele poderia fingir que não existia.
Seu relacionamento com Pansy sem dúvidas não era uma das melhores escolhas que ele fizera na vida, embora não fosse uma das piores, o que, por sua vez, comprovava sua tendência a fazer escolhas no mínimo terríveis. O fato era que Pansy sempre fora apaixonada por ele, desde quando eram mais novos e estudavam juntos. Ficar com ela lhe pareceu conveniente, mas não exatamente agradável.
Eles mantinham encontros esporádicos desde que finalizaram a escola, mas Draco se recusara a assumir qualquer tipo de compromisso mais sério, o que deixava Pansy muito insatisfeita. Mas ele não poderia se sentir culpado por sua decisão, mesmo porque, muito embora eles não tivessem oficializado nada, a garota ainda insistia em agir o tempo inteiro como se ele a devesse explicações.
— Estava sob ordens do Lorde das Trevas — mentiu — Não posso falar do que se trata.
Pansy o encarou incrédula, até mesmo ela, que costumava o adorar, agora sabia que ele provavelmente era o último dos comensais a quem Voldemort confiaria qualquer missão. Ela mesma ocupava um cargo melhor no Ministério o que, no fim das contas, gerava certo conflito entre os dois.
— Certo — respondeu por fim ignorando sua irritação anterior e se aproximando para abraça-lo por trás e depositar um beijo em seu pescoço. Mas Draco se desvencilhou logo em seguida, retirando as mãos dela de sua cintura, numa tentativa frustrada de não parecer muito rude.
— Estou cansado — disse sem emoção e então se encaminhou para o banheiro com a intenção de tomar um banho quente deixando uma Pansy frustrada na sala de estar.
Ao se deparar com sua aparência no espelho, porém, seu humor não ficou nem um pouco melhor. Muito pelo contrário, suas feições pálidas estavam muito mais sem vida, seus olhos fundos e os cabelos loiro claro, antes impecavelmente penteados, agora estavam tão bagunçados quanto os de Harry costumavam ser. Diante daquela observação, a lembrança do antigo rival o fez revirar o estômago em função do que estava prestes a fazer.
Ele estava pedindo para colaborar com Harry Potter. Até que ponto seu orgulho aguentaria ser massacrado, afinal? Sem dúvidas, havia blefado na conversa que tivera com Hermione horas antes, não fazia ideia se Harry estava vivo ou não. Mas, aparentemente, havia conseguido uma resposta favorável da sangue-ruim.
Ao menos eles também estavam desesperados, pensou satisfeito. E então, encontrou suas feições novamente no espelho e sentiu-se mais velho do que realmente era. Teve uma terrível impressão de que nunca fora feliz e que dificilmente voltaria a sorrir algum dia.
Era como se sua vida tivesse acabado antes do tempo, antes mesmo de começar.
*****
— E como saberemos se Malfoy é digno de confiança? — Harry indagou pensativo.
Hermione suspirou.
— Não saberemos, tudo que eu posso dizer é que hoje eu não fui surpreendida por nenhuma armadilha, mas isso também não quer dizer que num próximo encontro algo possa vir a dar errado. Talvez ele só esteja esperando a gente baixar a guarda — concluiu a garota.
— Nos escondemos por tempo demais — Harry acrescentou — Eu não me surpreenderia que à essa altura aquele-que-não-deve-ser-nomeado — o rapaz fez uma careta ao usar aquela expressão, Hermione sabia perfeitamente o quanto ele odiava ter que agir como se temesse a Voldemort quando tudo que acumulara pelo bruxo durante os anos que passara escondido era ódio. Harry preferia infinitamente chama-lo pelo verdadeiro nome, gostava de encarar as coisas de frente, de maneira que se esconder daquela forma havia se mostrado uma verdadeira tortura para ele — desconfie da verdade, de que eu sobrevivi.
Hermione assentiu.
— Draco desconfia — disse cabisbaixa enquanto o amigo a encarou em silêncio por alguns minutos. Ela certamente fez questão de omitir o fato de que acabara entregando o jogo para Malfoy antes mesmo dele ter começado, estava se sentindo terrivelmente estúpida por ter mentido tão mal, agora havia grande chance de ele ter confirmado sua suspeita de que Harry realmente estava vivo.
Hermione detestava ver o quanto o peso do fardo que Harry fora obrigado a carregar desde de que seus pais foram mortos havia afetado a vida do amigo durante todos aqueles anos.
Mas agora, tudo parecia ainda pior, não havia dúvidas de que ele não era mais o mesmo, havia se tornado taciturno e falava tão pouco quanto sorria, contudo, se mostrava ansioso para fazer algo em relação ao estado em que tanto o mundo mágico quanto o mundo dos trouxas se encontrava. Estava se agarrando àquilo.
Havia se passado apenas dois anos desde que ele enfrentara Voldemort pela última vez, mas ela tinha a sensação de que o tempo fora extremamente cruel desde então e poderia ver claramente as marcas deste refletidas em Harry. Seus olhos fundos e sua expressão constantemente pensativa e fechada lhe davam a aparência de alguém muito mais velho do que dezenove anos, sua idade real.
A pior parte disso era que ela não poderia dizer algo muito diferente sobre si mesma, seu espírito já não era mais o mesmo, a Hermione que um dia fora, muito embora ainda existisse dentro de si, parecia estar se perdendo cada vez mais. E ambos, tanto ela quanto Harry, poderiam associar parte de sua tristeza a Rony Weasley, seu maior arrependimento. Nunca se perdoariam, assim como nunca deixariam de sentir falta do amigo.
— O que faremos, então? — Harry indagou por fim.
— Ele nos deu uma semana para decidir — Hermione ponderou — Se ao menos pudéssemos arrumar uma maneira de fazer com que ele prove que realmente quer se juntar a nós...
— Nós deveríamos arriscar — Ginny interveio. A garota, que estava sentada um pouco mais afastada dos dois, os encarava com uma expressão de cansaço beirando a tédio, mas logo que começou a falar, sua aparência mudou e ela assumiu um ar de determinação — O que mais poderíamos perder, afinal? Nós precisamos de um espião, assim como Snape. Nos escondemos por dois anos e só acumulamos derrotas, não fizemos grande avanço desde então e, se continuarmos assim, nunca mais conseguiremos ganhar. Ele está ficando mais poderoso a cada dia que passa, quanto a nós...
Harry e Hermione se voltaram para encará-la.
— E não me digam que não podemos lidar com Malfoy caso alguma coisa dê errado, ao menos isso, ainda somos capazes de fazer — completou bufando, tinha um ar de irritação agora.
— Não se ele estiver acompanhado — Harry protestou. Ginny praticamente o fuzilou com o olhar em resposta, havia algum tempo desde que o relacionamento deles não era mais o mesmo e Hermione temia ter que presenciar mais uma discussão entre os dois, de maneira que se apressou para intervir.
— Não, Harry, Ginny pode estar certa — disse se virando para olhar a amiga com uma expressão de agradecimento — Se Malfoy estiver de fato falando a verdade, a última coisa que ele poderia querer é ser descoberto. E, caso contrário, nós poderemos dar um jeito nele.
— Você realmente acredita nisso, Hermione?
Ela hesitou por alguns segundos, escolhendo cautelosamente as palavras antes de responder.
— Partindo da premissa de que Draco está falando sério, então, ele terá de confiar na gente tanto quanto teremos que confiar nele. Porém... nós não deixaremos nossa posição tão clara assim, você sabe como ele é, Harry, não podemos baixar a guarda. Não somos amigos.
— Certo — Harry assentiu relutante.
— E ele provavelmente precisa de algo em troca, caso contrário, não estaria nos procurando. Vamos descobrir o quê — Hermione concluiu determinada — Poderemos usar isso contra ele, se for preciso.
— Você encontra com ele, no mesmo lugar? Semana que vem?
A garota assentiu.
— E o que falaremos sobre a minha suposta morte?
— Deixemos que ele acredite no que bem entender, eu continuarei mantendo o contato entre nós, ainda não deixaremos que ele descubra nossa localização. Vou deixar com ele uma moeda semelhante a que usamos entre os membros da Armada Dumbledore para marcarmos os encontros.
Harry concordou, ainda relutante, havia um misto de sentimentos nele em função da extrema confiança que tinha em Hermione, ao mesmo tempo em que era incapaz de esquecer que Draco Malfoy era tudo menos confiável. Estavam dando um passo grande demais, ele sabia. Embora eles tivessem dito que poderiam lidar com Malfoy, ambos sabiam que, uma vez que depositassem qualquer tipo de confiança dele, não haveria volta.
— Bom, então está decidido — começou Ginny, se colocando de pé — Fico feliz que alguém ainda me ouça por aqui — disse se virando para Hermione, antes de olhar rápido para Harry e bater a porta atrás de si, deixando os dois sozinhos no cômodo.
Harry deu um suspiro cansado, mas se manteve em silêncio, quando finalmente se voltou para encarar a amiga, ela tinha um olhar inquisitivo.
— Vocês brigaram? — Hermione perguntou — De novo?
— Ginny acha que eu sou um covarde — respondeu dando de ombros — Me disse hoje mais cedo, antes de você chegar.
— Harry... — a garota começou, assumiu um tom de voz mais suave ao se aproximar do amigo. Mas ele a interrompeu, de forma que ela se manteve no mesmo lugar, encarando-o.
— Eu acho que acabou, Hermione. Não sei se vamos continuar juntos depois disso.
— Ela está com medo — Hermione ponderou — Ah, Harry, vocês precisam conversar, não podem continuar assim.
— Eu não a culpo — começou — Já se passaram dois anos e nada mudou. Ela poderia estar tendo uma vida normal agora, já perdeu tanta gente da família por causa de mim... E esse fardo me pertence, ela já o aguentou por tempo demais. Talvez... talvez eu simplesmente devesse deixa-la ir, ser feliz, encontrar outra pessoa, você sabe — seus olhos encontraram o de Hermione, que tinha um olhar marejado. Harry simplesmente balançou a cabeça quando ela abriu a boca para protestar.
— Você sabe que não é assim — insistiu — Ginny nunca te deixaria, eu nunca te deixaria. Já te falei mil vezes, nós estamos juntos nisso. Sempre estivemos.
Harry se esforçou para abrir um sorriso para a amiga, mas ele sabia que pareceu pouco convincente. Não era novidade que os sentimentos que ele e Ginny um dia compartilharam agora pareciam estar a cada vez mais se deteriorando, mais uma coisa que aquela Guerra e Voldemort tiraram dele, concluiu tristemente.
— Nós deveríamos descansar, está tarde — disse por fim, colocando uma das mãos no ombro de Hermione, que assentiu em silêncio — Boa noite.
— Boa noite, Harry... — ela sussurrou quando já estava sozinha no sótão da casa de Fleur e Bill, onde eles sempre se reuniam para tratar de assuntos como aquele.
Era um pesadelo pensar que dependiam de Draco para terem alguma chance de derrotar Lorde Voldemort, ou de pelo menos conseguir informações. Com aquela ideia em mente, ela se perguntou se ele também precisava deles com tamanha intensidade para se arriscar daquela forma.
Esperava que sim.
*****
A semana que precedeu o encontro passou sem grandes acontecimentos, a monotonia que a caracterizou, porém, estava proporcionando a Hermione um misto de ansiedade e tédio, o que contribuiu para que ela se mantivesse extremamente mal-humorada.
Além disso, Harry e Ginny permaneceram trocando somente as palavras necessárias e evitando se encarar e até mesmo se encontrar pelos cômodos e corredores da casa, até que no Domingo Ginny decidira por fim ir visitar sua mãe deixando um Harry frustrado mas incapaz de proferir qualquer palavra quando ela desaparatou sem olhar para trás.
Hermione se sentia pessoalmente afetada pelo o que estava acontecendo com o relacionamento dos dois, afinal, ela acompanhou de perto tudo que aconteceu até que eles finalmente se entendessem e decidissem assumir o namoro. Especialmente por parte de Ginny, que desde muito nova sempre fora apaixonada por Harry.
Vê-los daquela forma lhe trazia a terrível impressão de que sua vida estava terrivelmente fora do lugar. Era como se um dos últimos resquícios de que um dia ela e seus amigos algum dia foram felizes estivesse desaparecendo, também rendido a Voldemort.
Quando o dia do encontro com Draco enfim chegou, Hermione repetiu o mesmo ritual que fizera da última vez, tomando a precaução de levar consigo a capa da invisibilidade, sua bolsa com alguns de seus pertences, dentre eles a antiga barraca de camping que utilizaram na Copa Mundial de Quadribol anos atrás e o pequeno frasco de poção polissuco.
Havia decidido por utilizar um fio de cabelo que conseguira de uma outra mulher trouxa, de forma que não ficasse marcada no local.
Ao desaparatar na conhecida ruela coberta de neve, teve a estranha impressão de que o frio estava mais acentuado do que na semana anterior, mas decidiu ignorar. Afinal, era Dezembro e o inverno era sempre rigoroso naquela época do ano.
Além disso, com a ascensão de Voldemort, os Dementadores estavam sempre pairando o ambiente e ela se sentia grata quando eram apenas um ou dois pois, apesar da terrível sensação que eles infligiam, não havia necessidade de conjurar um patrono e acabar correndo risco de ser notada pelos trouxas que frequentavam o local.
O pequeno e sujo bar onde haviam se visto pela última vez estava mais vazio naquele dia, de maneira que também estava relativamente mais silencioso. Hermione logo percebeu que havia menos fumaça de cigarro pairando o ambiente, a iluminação, por sua vez, não havia sofrido nenhum avanço.
Draco já se encontrava a esperando no local combinado, parecia impaciente e Hermione logo teve suas suspeitas confirmadas quando ele a cumprimentou rudemente.
— Está atrasada, Granger.
Ignorando a provocação, puxou uma das cadeiras para se sentar e colocou sua pequena bolsa em cima da mesa.
— Nós vamos ter que confiar um no outro se formos trabalhar juntos — Hermione começou, Draco a encarava com um misto de desdém e certo grau de deboche. Estava lhe dando nos nervos — Como eu vou saber que posso confiar em você?
Houve um momento de silêncio entre eles, Draco levantou uma das sobrancelhas e a encarou durante alguns segundos antes de começar a formular alguma frase. Hermione era mesmo ridícula com aquele mantra de confiança, e ele imaginou que ela provavelmente estava tentando vencê-lo pelo cansaço e conseguir alguma informação sobre o porquê ele estava procurando a Ordem àquela altura.
No entanto, não teve tempo para que ele lhe desse resposta alguma, tudo que Hermione sentiu foi um frio cortante invadir o local e uma terrível sensação de que estava sendo sugada por um buraco negro junto de toda esperança e felicidade que tivera algum dia na vida. O mesmo sentimento que conhecia perfeitamente bem, só que mais acentuado.
Dementadores, concluiu horrorizada. E quando olhou ao seu redor viu que o local estava repleto das criaturas flutuantes de mantos pretos e rosto coberto por um capuz. O número era se não maior similar aquele que Harry enfrentou junto com Sirius quando ambos estavam no terceiro ano em Hogwarts.
Àquela altura, contudo, Hermione já sabia perfeitamente como conjurar um patrono. Mas havia trouxas no local, e se ela tinha certeza de uma coisa, era que aqueles dementadores não foram enviados até ali por acaso. Conjurar um patrono seria sinônimo de denunciar sua localização para quem quer que estivesse a procurando. E isso era algo que ela definitivamente não faria.
— Granger, nós temos que ir. Temos que sair daqui — ela ouviu a voz de Draco chamar sua atenção do outro lado da mesa.
— Vamos desaparatar — informou — Vem aqui — disse fazendo sinal para que ele se aproximasse, o rapaz tinha uma expressão de completa desconfiança e se manteve no lugar, recusando-se a se aproximar dela — ANDA! — ela o apressou, segurou-o pelo pulso para puxá-lo para perto e jogou a capa da invisibilidade sobre os dois.
E no momento seguinte Hermione estava no meio de uma floresta de pinheiros escura sobre um chão completamente coberto com o manto branco da neve e um Draco resmungando ao lado dela. Se ainda havia alguma dúvida de que algo poderia dar errado naquela noite, agora ela tinha todas as suas suspeitas confirmadas.
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