Efeitos do acaso
5 Prazer e sangue, novamente sangue
Notas iniciais
[...]
Sinto uma mão tirando minha saia e outra tocando meus seios. Alguém morde meu pescoço enquanto outro toca minha virilha. Deito-me no chão e alguém vem por cima de mim, chupa meus seios e com as mãos, movi minhas pernas, eu o prendo com meus pés, entrelaço, ele me penetra. Sinto algo tocando meu rosto e sem pensar, começo a chupar e acariciar com uma das mãos. Ele, seja lá quem for, ejaculou na minha boca, engasgo por um momento, mas não paro. Resumindo, eles trocaram as posições, eu transei com Joe e Hector, sem saber quem era em tal determinada hora. Adormeço.
[...]
Eu acordo primeiro, a cena é engraçada.
Hector de bruços no sofá, ele tem uma bunda saliente. Pego a manta que estava sobre meu corpo, não sei quem a colocou sobre mim, e coloco sobre ele. Joe esta meio que sentado com um travesseiro cobrindo seu órgão genital, eu deixo ele como esta. Estou nua ainda, visto minhas roupas e vou ate a cozinha, e nada.
Volto para a sala e sento no sofá observando eles.
Até alguns dias atrás eu era a excluída que sofria bulling e agora, estou na minha casa com o meu ‘namorado’ e o garoto que me arranca suspiro.
–Kim, joga minha cueca que esta do seu lado, por favor – Pede Hector. Eu jogo a cueca pra ele e ele a coloca rápido, eu me viro para não ver ele nu. Pode ser bobagem, que detalhe seria vê-lo nu sendo que transamos? Não há logica. Resolvo ir acordar Joe.
–Eii, acorde – Digo dando tapas no ombro de Joe, ele acorda, eu coloco a cueca na mão dele.
–Obrigado senhorita Kimberly.
–Kimberly? Esse é seu verdadeiro nome? – Pergunta Hector. Ele esta só de box vermelha, literalmente sexy.
–Sim, Hec, surpreso? –Pergunto em tom de ironia, eles riem.
–Tinha algo na cozinha? – Pergunta Joe procurando suas roupas.
–Nada, nossa teoria estava certa. – Digo ajudando a procurar.
Hector acha as suas e as coloca, eu acho a calça de Joe. Não conversamos sobre oque aconteceu noite passada.
9hs, atrasados para escola, nem ligamos, hoje não iremos.
–Será que aconteceu algo com alguém? – Diz Hec pegando seu celular- Vou ligar pra Mary.
Enquanto ele liga, eu e Joe vamos à cozinha preparar algo pra comermos.
Hec vem ate nos meio apavorado.
–Mary disse que... Aconteceu algo estranho com ela. Uma arma apareceu na pia da cozinha. Só uma arma. Ela disse que acha que Stela tem algo a ver com isso, mas não sei.
–Pelo menos sabemos que ninguém mais tem facas e bebidas. Mary é arma. Então se... Dormimos juntos, ninguém morre. –Fala Joe – Hoje vamos ter que dormir aqui novamente, mas sem fazer nada.
[...]
Como não vamos há escola, resolvemos fazer uma sessão de filmes... Amizade colorida, American Pie e razoavelmente, assistimos filmes que falavam sobre sexo, meio irônico pra situação... E as horas passam ate cairmos no sono, sem ao menos perceber.
[...]
‘Ahhhhhhhhhh’ Hec grita.
–Oque houve? – Pergunta Joe.
–Dormimos sem fazer nada, e não aconteceu nada, ou melhor, nada de facas e bebidas, mas Mary me ligou e disse que Stela voltou pro hospital, pedi pra ela vir ate aqui pra explicar melhor oque aconteceu.
–Pela minha logica, só acontece algo pela madrugada e ainda são — olho pro relógio na parede- 23hrs, nada deveria acontecer, só se algo mudou.
–Não pode ter mudado se não, nossa técnica vai ter que muda. Precisamos conversar com Mary. – Diz Joe.
[...]
Demora cerca de uma hora ate ela chegar. Quando vou abrir a porta, ela meio que me empurra e entra as pressas.
–Seja bem vinda Mary.
–Me poupe da sua ironia Kim, eu não sei oque esta acontecendo aqui, mas quero descobrir e não tenho todo tempo do mundo.
–Se me desculpe lhe informar, essa é minha casa, você quer nossa ajuda e então pare de marra.
–Chega vocês duas- Fala Hec.
–Hector vai me explicar oque esta acontecendo ou não? – Fala Mary num tom de arrogância que me faz pirar.
–Com você esta acontecendo algo quase parecido com oque aconteceu conosco. E isso é algo que temos que descobrir juntos, então para com marra e escute-nos, você precisa de nossa ajuda, então senta ai e para. – Nunca ouvi Hec falar daquela maneira, sim, ele estava nervoso com Mary, quem não estaria? Ela é mimada de uma maneira que me deixa com vontade de arrancar sua cabeça.
Joe se pronuncia explicando oque aconteceu pra Mary, não contando a parte das relações amorosas é claro. Mary ri, ela se levanta e anda de um lado pro outro...
–Onde estão as câmeras? Digam-me vai, chega dessa palhaçada, é obvio que alguém esta brincando com vocês, e comigo, Stela deve ter algo a ver com isso.
–Não esta a fim de ajuda então, sai. –Fala Joe – Menina mimada, vai la, Stela deve esta nem ai pra você, e torcendo que hoje apareça outra arma pra você.
Mary olha para Joe, seu olhar de deboche me deixa irritada novamente.
–Bom, Mary, melhor você ir, qualquer coisa, me ligue. – Fala Hec levando Mary ate a porta.
–Eu irei sim, mas quero que vocês saibam que não ira ficar assim, essa historia de vocês não há nexo e a arma em minha cozinha também não, eu vou descobrir oque esta acontecendo, e tomara que vocês não tenha nada haver com isso. – Diz ela saindo.
–Mary tem que idade mesmo? –Pergunto.
–Não vem ao caso. Acho que esta noite, é bom cada um ir dormir em sua casa. Deixem os celulares por perto, se algo acontecer, combinamos de vir pra cá, pode ser Kim? – Sugere Joe, e concordamos.
[...]
Fico as próximas três horas acordada vendo vídeos no youtube ate que adormeço.
“Esta escuro. ‘filha, me ajude, preciso de você, a mamãe precisa da tua ajuda’ não consigo achar de onde vem esta voz mas sei que é da minha mãe. As luzes fracas acende, olho para o chão e esta repleto de sangue, em minha mão esta uma faca ensanguentada, estou cheirando a tequila, saio correndo e a voz não para ‘Kim, meu anjo, me ajude, onde você esta’ estou desesperada, continuo a correr a procura da voz. As luzes de apaga. Sinto alguém me dar golpes e eu me defendo com a faca. A luz se acende e vejo Joe amarrado em uma pilastra, corro ate ele e o solto, em sua mão há uma faca. Ele sorri pra mim, segura minha mão e começamos a correr. Achamos Hec amordaçado e amarrado a outra pilastra, vou ate ele e o solto ‘Não temos tempo a perder, ela precisa de nossa ajuda’ elas palavras escorrem dos meu lábios, saímos os três correndo, eu segurando a mão de Joe e Hector nos guiando. As luzes se apaga por um instante e quando volta a acender, estamos parados em frente a minha mãe, ela esta amarrada e sangrando...”
Acordo aos prantos. Pego meu celular e ligo para Joe...
–Kimberly, você esta bem?
–Não Joe, tive... Vem pra cá, ligue para Hector-Desligo antes de sua resposta.
A sala esta intacta, na cozinha não a nada, um medo se instala em mim. Eles chegam.
Corro ate a porta e Hector esta com um corte no braço e peço pra eles entrarem.
–Oque aconteceu contigo? – Pergunto procurando algo pra estacar o sangue.
–Kim, tivemos o mesmo sonho. – Diz Joe- e a facada no braço de Hector só confirma que oque aconteceu é real. Você tem noticias de sua mãe?
–Não tenho, meu pai apareceu um dia desses, mas só avisou que iam ficar fora e que estava tudo bem... –O telefone toca...
‘filha, me ajude, preciso de você, a mamãe precisa da tua ajuda’
Barulho de tiros...
[...]
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