Efeitos do acaso
6 Outra vitima, necessariamente, outras.
Notas iniciais
Adormeço.
“‘filha, me ajude, preciso de você, a mamãe precisa da tua ajuda, não suporto mais. Você tem que vir a meu encontro e me salvar, meu anjo, preciso”- barulho de tiros – ‘E desta vez, senhorita Kimberly, o tiro disparados por Mary, passou raspando pelo braço esquerdo de sua mãe. Tome cuidado. Pois você pode ser a próxima. ’ “Filha vem ao meu encontro, estou mais perto do que você possa imaginar...”
Acordo apavorada e olho para os lados e não vejo os garotos, acho que eles se foram quando eu dormi mas não importa, esse foi mais um sinal, sinal de que minha mãe esta em perigo e... Mary também esta. Vou a cozinha e nada de facas, bebidas e nem sangue, e sim um pano azul escuro no chão. Aproximo-me dele e quando o encosto, um pequeno choque atinge e permanece na minha mão. Continuo e retiro o pano do chão e abaixo dele se encontra uma arma. Começo a chorar por medo do que pode acontecer.
Um barulho na porta central me assusta alguém entra em minha casa. ‘Que o tiroteio comesse’ essas palavras soa em meus ouvidos e faz com que eu vá ate a sala, segurando a arma sempre a frente do meu corpo. Lá esta Stela com uma arma apontada para mim.
‘Abaixe isso, pro seu próprio bem’
Poha! Não aguento mais não ter controle do que eu mesma falo.
Ela começa a rir, depois de segundos, sua expressão muda, seu rosto esta vermelho, agora chorando e tremula, ainda apontando a arma pra mim.
–Ele esta com minha irmã... – Tento perguntar de quem ela se refere, mas ela me ignora e prossegue – e, para salva-la, você tem que morrer. O bom é que nunca fui com tua cara, ainda mais depois das facadas que você me deu, alegando ser para salvar sua mãe. Olho por olho, dente por dente. Você me deu facadas pra salvar sua mãe, e eu te matarei pra salvar minha irmã. Depois desta noite, você voltara ao anonimato, como se nunca tivesse existido, e tudo voltara a ser oque sempre foi.
–Stela se acalme, não fui eu que lhe deu as facadas, jamais faria isso. A mesma pessoa que esta com Mary, esta com minha mãe, juntas, podemos descobrir...
–CALE-SE! Tenho que acabar com tua vida, é tão difícil de entender? A vida da minha irmã depende disso Kim... E a minha também.
Ela começa a chorar, ainda apontando a arma pra mim, e então percebo que devo deixa-la cumprir sua missão. Deixo a minha arma cair, me viro de costas, e só espero os tiros. Parece que entro em um mundo paralelo, pois não ouso Hec e Joe entrando e segurando Stela, que esta chorando. Demora um pouco ate eu perceber oque aconteceu. Ela pedindo ajuda e explicando sobre sua missão.
O Telefone toca e Joe que atende.
‘Senhoras e senhores, os quatro carneirinhos estão prontos pro abate? Mary e a mamãe de Kimberly estão bem por enquanto. E boas vindas à senhorita Stela que provou coragem para cumprir a missão, apesar de que não adiantaria muita coisa, me apeguei ao jeito marrento da senhorita Mary e do meu lado ela nunca sairá’.
Joe desliga o telefone e Stela chora enquanto me pede desculpas e eu lhe dou apoio. Conversamos um pouco até ela perguntar sobre minha mãe, engulo a seco, pois não sei as palavras certas a dizer e também, não quero chorar. Hec resolve que deveríamos dormir e assim concordamos. Durmo com Joe num sofá e Stela sobre o colo de Hector, ele esta feliz, apesar de tudo, em fim ele conseguiu uma aproximação dela.
[...]
O telefone toca e eu que atendo, sem acordar os outros.
–Oque você quer? – Pergunto depois de um imenso silencio.
–Quero muita coisa, mocinha, inclusive eu queria sua mamãe e Mary, consegui. Agora quero você e Stela, e adivinha? Eu irei conseguir.
Confesso que estas palavras parecem que fez um furação em minha mente, mas continuo.
–Certo, certo. E quando vai me querer?
–Mocinha, não sou troxa, não pode blefar comigo, estou te observando agora, hoje e sempre.
– Você esta tentando superar os jogos mortais? –Ele da risada e eu continuo – Acha que pode fazer oque quiser? Jogar com as pessoas? Não sei como você manipula nossos sonhos e minha mente, mas descobrirei, nem que para isso, tenho que lhe dar facadas.
Ele desliga e eu paraliso de medo, coloquei minha mãe e Mary em perigo. Acordo os outros e antes que eu possa explicar oque acabo de fazer, um barulho atinge a porta. Eu tento ir ate lá mas Joe me segura e Hec que vai ate lá. Quando ele abre a porta, lá esta, uma mão cravada a uma faca pressa na porta. Me solto de Joe e corro ate a porta. A mão foi decepada do corpo recentemente, pois o sangue ainda esta quente. Mão clara, com vários anéis e uma tatuagem ‘smile’ no dedo indicador. A mão de Mary. Vou ate a mão, a retiro e abaixo dela, entre a mão e a porta á um bilhete. Nele tem um pequeno recado, resolvo ler em voz alta, ele dizia ‘Fiquem tranquilos, senhoras e senhores, a garotinha Mary esta bem, sem sua linda mão. Devem estar se perguntando o porque de tudo isso, a resposta é obvia, pedi para ela dar um tiro a queima roupa na mamãe de Kimberly mas ela se negou, resolvi cortar a mão da mamãe mas Mary não quis deixar, e para isso ela cedeu a própria mão. Grande ato de bravura, e isso meu atraiu, enfim, tudo isso só ocorreu porque eu fui desafiado pela senhorita Kimberly. Observação importante, Mary esta bem, fiz um curativo e acontecera a cicatrização em breve, qualquer coisa eu posso mandar uma foto. Congelem a mão dela para maiores fins’.
Todos me olham e eu, segurando a mão, começo a chorar.
Joe pega a mão e a leva pra cozinha, e a coloca no freezer, Stela me olha, seu olhar me assusta, e ela vem pra cima de mim com os punhos fechados, Hec tenta tira-la de cima de mim, mas é em vão, ela acerta meu olho, meu tórax, vou acabar roxa, não me importo.
‘Parem, ou outras partes de Mary vai vir parar aqui nesta casa’ Após Joe falar isso, o Telefone toca e a voz apenas diz ‘Tarde de mais’, outro barulho na porta
[...]
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