Efeito Dominó

10 Emboscada


Robin acompanhou-­a até a porta de seu apartamento. Atravessaram o jardim depois de terem saído do seu próprio, onde Megan havia lhe ajudado a entrar e colocar o pequeno Roland na cama. Já estava bastante tarde e ele levantaria cedo para trabalhar mas, mesmo sendo ridiculamente perto, ele preferiu deixá-­la em casa com segurança. O condomínio predominava em seu completo e acomodado silêncio, e ela mexia nas chaves nervosamente; fato que passou despercebido pelo loiro. Robin só conseguia pensar em Regina. Nos lábios macios grudados nos lábios de Stuart Grant. Na maneira como ela o olhou por cima da mesa, como se o desafiasse.

Chegaram até a porta de Megan, que virou-­se para ele com um sorriso nos lábios; ela havia sido extraordinária como companhia. A mente de Robin foi tragada de volta, e ele percebeu que ela o estava fitando com curiosidade. “Bem... Obrigada, Meg. Não sei o que teria sido de mim nessa confraternização se não fosse sua companhia.”

“Você provavelmente teria se saído tão bem quanto, Robin.” Os dentes alinhados e perfeitos apareceram em um sorriso genuíno e ele retribuiu.

“Obrigada por cuidar do Roland e por me ajudar. Você é incrível.” Robin aproximou­-se da porta; talvez ele tivesse bebido um pouco mais do que deveria ou talvez tivesse errado a pisada, qualquer que fosse a circunstância ele havia tomado mais impulso do que o necessário, e segundos depois, ele estava frente à frente com a ruiva, mantendo-­a contra a porta. Um de seus antebraços apoiado exatamente ao lado do rosto dela, numa tentativa de não cair sobre a mesma. Quando ergueu o rosto, ele percebeu que seus rostos estavam alinhados; os olhos da mesma estavam fixos em seus lábios e ele podia sentir a respiração quente dela. “Me desculpe, eu...” Começou ele mas sua voz reduziu-­se a nada quando ele sentiu os dedos dela percorrendo a linha de seu tríceps, delineando a musculatura flexionada pela posição, subindo por seus ombros, até que as duas mãos dela estavam em seu pescoço de maneira delicada e ela o encarou.

“Não se desculpe.” Sussurrou a ruiva. Robin sabia que não deveria estar fazendo aquilo. Não era assim que ele a via. Ele não tinha interesse em nenhum tipo de relacionamento com Megan. A ruiva o encarava com tanta intensidade que ele sentiu que poderia se desintegrar perante os olhos dela; segundos depois ela deslizou as duas mãos até a gola de sua camiseta e a puxou, fazendo-­o prensar seu corpo contra a porta. “Me beija, Robin.”

Quando os lábios dela tocaram os seus, ele cedeu o controle. Seus pensamentos vibraram junto com seus hormônios, de modo que ele deslizou uma das mãos para a nuca dela e a puxou para si, sua língua invadindo a boca dela e saboreando aquele beijo com vontade; as unhas de Megan fincaram-­se nos braços fortes do segurança e ele gemeu. Sua mente viajou para a pessoa que ele desejava que estivesse ali; Robin engoliu em seco quando imaginou a si mesmo prensando Regina Mills contra uma porta. O pensamento fez algo estalar em sua mente, hipnotizando-­o; ele deslizou as duas mãos para o quadril de Megan e a encaixou ao redor da sua cintura, suspendendo-­a do chão e devorando-­a com fome.

“Robin...” Gemeu ela e ele imediatamente abriu os olhos. Era a voz errada, era o tom errado, era o momento completamente errado. Ele imediatamente a soltou, e Megan suspirou em frustração quando percebeu que o contato entre seus corpos havia se quebrado. Robin fitou a mulher completamente entregue à sua frente, os lábios vermelhos, as maçãs do rosto rosadas, o cabelo bagunçado e a respiração acelerada. “Megan, eu não posso fazer isso. Me desculpe.” Robin engoliu em seco. Aproximou-­se dela novamente, de maneira muito mais polida e apenas beijou sua têmpora, de maneira protetora. Segurou na mão dela por alguns segundos, apertando-­a gentilmente como quem lhe pedia desculpas e se afastou, mergulhando na escuridão do jardim que o levaria ao seu apartamento. Megan respirou fundo, os olhos lacrimejando. Observou-­o até que o próprio desapareceu do seu campo de visão e em seguida virou-­se para a sua porta, encaixando a chave na fechadura.

Entrou no seu apartamento com um nó na garganta. Havia conseguido algo que almejava há tanto tempo ­ os lábios de Robin Lockhood em seus lábios ­ mas o gosto da vitória lhe parecia mais amargo do que a mesma imaginava. Retirou os sapatos e deixou­-os no meio da sala, caminhando até a cozinha; abriu a geladeira e pegou uma garrafa de cerveja, abrindo-­a com os dentes. Voltou e pegou seu celular, discando o numero de sua melhor amiga.

“Me diga que pegou ele!” Gritou Ruby do outro lado da linha, fazendo com que lágrimas viessem aos seus olhos no exato momento.

“Ruby...”

“Meggie, por que você está chorando? Ele fez alguma coisa à você?”

Ela limpou o rosto com o dorso da mão e sentou­-se no sofá. Ligou a televisão, sem se preocupar com o que quer que estivesse sendo apresentado. “Não, Robin é um cavalheiro. Eu já lhe disse isso mil vezes.”

“Você o beijou ou não? Graham, isso é importante!” Berrou a amiga ao telefone e Megan sorriu.

“Sim. Nós demos uma espécie de amasso aqui na minha porta.”

“O quê? Puta que pariu, Megan. Conta isso direito, garota!”

Um sorriso atravessou seu rosto; sim, havia sido um ótimo momento, ela tinha que admitir. Ajeitou-­se no sofá. “Ele me deixou aqui, e aí tropeçou e ficamos frente a frente e eu fui lá e pedi para ele me beijar.”

“Meu Deus! Foi para isso que criei você! Que orgulho!”

Megan afastou um pouco o telefone durante os gritos da morena, sorrindo. “O beijo virou outro e outro e ele me colocou no colo dele e de repente ele parou.”

“Ahn?”

“Ele paralisou, Ruby. Me afastou, olhou nos meus olhos e disse que não podia fazer isso. Daí se despediu e foi embora.”

Houve um momento de silêncio na linha. A voz de Ruby retornou em um tom muito mais complacente e compreensivo. “Megan, seja racional. O cara te jogou na porta e te pegou no colo, não é como se ele fosse indiferente à você. Talvez ele precise do tempo dele.”

Megan pensou nas palavras da amiga. Ela sabia que Ruby tinha razão; Robin não havia lhe rejeitado imediatamente. Não era como se ele tivesse sugado todas as suas esperanças. Ele fora apenas o homem que ela sabia que ele era, sensato e cavalheiro. Respirou fundo. “Você está certa, amor. Eu preciso ir com calma.”

Uma risada ao fundo da linha lembrou-­a de que Ruby não estava sozinha. “Qualquer coisa você me liga amanhã. A qualquer hora. Agora preciso ir socar a cara desse cara aqui do meu lado.”

“Tudo bem. Mande um beijo para o Graham.”

***

O escritório estava vazio quando Arthur entrou na sala da presidência. Ele olhou em volta vagamente, sabendo que tinha pouco tempo. Andou até à mesa de Cora Mills, ligando a tela do computador. A tela de login apareceu e ele plugou o pendrive decodificador na parte frontal da maquina, livrando-­se daquele obstáculo como quem afasta uma mosca. Seus olhos vasculharam as pastas, e ele sentiu-­se compelido a copiar todas para ter acesso à privacidade da família Mills em peso, mas ele precisava manter seu foco.

Encontrou os arquivos que precisava dentro de um diretório de pastas e os copiou para seu pendrive. Olhou para a câmera acima de sua cabeça, sorrindo. Um café com sedativo era mais do que suficiente para apagar Norton, o segurança responsável pela vigilância do turno. Ele entraria, apagaria qualquer rastro de sua presença e logo estaria são e salvo novamente. A janela que indicava a conclusão da cópia sinalizou e ele a fechou rapidamente.

Ele abriu o navegador e em dois cliques abriu a aba dos históricos. “Certo, Cora Mills. Vamos ver o que tem se passado pela sua mente.” Seus olhos brilharam a cada novo link, certo de que ele havia conseguido exatamente o que precisava. Material de estudo. Tirou o celular do bolso frontal de seu terno, tirando uma foto do histórico. Seus olhos capturaram a hora no relógio e ele rapidamente fechou tudo, limpando seu rastro. Finalizou o login e colocou a cadeira, o teclado, o mouse, exatamente tudo em seu devido lugar. Suspirou; ele tinha um segurança para sedar agora.

***

Mais tarde naquele mesmo dia, Regina olhou pela vidraça da sala da presidência e fitou o belíssimo contraste de cores que o por do sol lhe trouxera. Nuances de laranja à rosa, passando por lilás, amarelo, um vago tom de roxo ao fundo. Permitiu-­se descansar a mente por alguns segundos; o estresse de seu trabalho estava fazendo com que sua cabeça doesse bastante. Fitou a maneira desinteressada com a qual sua irmã fitava os processos e sua mãe, completamente o oposto da irmã, parecia queria mergulhar no mar de projetos à sua frente.

Mordeu o lábio e fitou sua tela novamente. Abriu a busca do navegador e digitou qualquer coisa que lhe veio à mente; minutos depois quando a busca havia sido concluída ela se deu conta do que havia digitado. Robin Lockhood. Havia muito pouco sobre ele a ser lido. As notícias diziam apenas que ele era um bastardo do serviço secreto, expulso de um batalhão da SWAT com suas insígnias arrancadas. Perguntou-­se o que o homem de belos olhos azuis e cabelos loiros podia ter feito de tão horrível assim. Se ele era capaz de matar alguém com as próprias mãos? Ele era. Regina bem sabia, através da montanha de músculos, ao ver como as faixas de carne se esticavam e cresciam entre os aparelhos caros da academia. Ele poderia matar alguém usando apenas uma mão. O pensamento a fez morder o lábio inferior, permitindo-­a pensar o que mais ele poderia fazer utilizando apenas uma mão.

“Regina.” A voz de sua mãe lhe trouxe de volta à vida real. Quando a fitou, percebeu que Cora apontava para a porta. “Faz cinco minutos que essa coitada está lhe chamando.”

Os olhos de Regina seguiram a indicação até a porta, onde Ruby a encarava aturdida. “Sim, Ruby?”

“A reunião com a corporativa. Eles o estão aguardando.”

“Certo.” Limpou a garganta. Levantou­se, fechando a aba de seu navegador e fitou sua mãe.

“Mãe, eu vou indo na frente e você me traz o fechamento. Não demore. Eles são chatos demais com horários e pontualidade, e nem sequer são britânicos.”

Regina atravessou a sala e saiu, levando Ruby consigo. Cora fechou o processo e vasculhou sua área de trabalho. Foi quando percebeu que algo estava errado. Algo estava faltando. Seu coração disparou quando ela procurou pelo arquivo jogando-­o na busca. Nada. Regina iria matá­-la e jogá-­la daquele andar se algo desse errado com a corporativa. Foram meses e meses de renegociação e agora tudo que elas tinham estavam em um arquivo que havia desaparecido. Com a voz embargada, ela fitou a mulher ao seu lado. “Zelena, eu acho que perdi o arquivo. Ele sumiu do meu computador.”

“Arquivos não somem assim do nada. Deve estar aí.”

Cora voltou a digitar todos os diretórios de busca, os dedos tremendo com seu extremo nervosismo. Não encontrando nada, sua respiração estreitou-­se e ela sentiu o solavanco em seu peito. Regina iria retornar a qualquer momento e ela não tinha ideia do que ia falar. “O arquivo desapareceu. Faça alguma coisa, sua imprestável.” Gritou ela para Zelena. Zelena girou na cadeira, fitando-­a com um sorriso no rosto. “Eu quero mais é o seu fracasso. Por que eu lhe ajudaria? Espero que Regina lhe dê um pé na bunda.” Levantou-­se, ajeitando os cabelos ruivos e assentando o vestido branco contra seu corpo delineado. “Vou tomar um café. Caso queira se despedir quando for despedida, me encontre lá.”

Cora observou-­a sair, amaldiçoando a si mesma pelo dia em que lhe dera à luz. Seus olhos se encheram de lágrimas enquanto ela tentava de todo modo entender o que havia acontecido com os arquivos que ela havia preparado com tanta atenção no dia anterior. Sua garganta estreitou-­se com a possibilidade de encarar a fúria de Regina. Ouviu dois toques na porta grande de madeira, mas os ignorou. Entretanto, o mesmo toque foi ouvido novamente. “Entre.” Gritou, sem nenhuma gentileza na voz.

Os olhos azuis de Arthur entraram em seu campo de visão. O rapaz usava uma camiseta social azul clara e suspensórios que combinavam com a calça de seu terno marrom escuro, deixando-­o belíssimo. “O que quer, Arthur? Estou ocupada para a sua baboseira.”

“O que houve?”

“O que lhe interessa?”

Ele sorriu, respirando fundo. “Quem sabe se você me contar, eu não possa ajudar?”

Cora Mills duvidava que aquele ameba engravatado fosse lhe fazer qualquer favor, mas o que ela tinha a perder? Em minutos ela ouviria os saltos de Regina tilintando contra o piso laminado, e seria xingada de codinomes dos quais até mesmo os marinheiros teriam vergonha. “Eu perdi um arquivo no computador, arquivo este que Regina precisa para a reunião na qual está neste exato momento.”

“Se eu recuperar o arquivo, o que ganho com isso?”

Cora ergueu uma das sobrancelhas, analisando que processos levaria se o xingasse com as palavras que habitavam a ponta de sua língua; ele apenas a fitou nos olhos e abriu um largo sorriso, como um garoto de dez anos. “Você não vai conseguir recuperar, de qualquer modo.”

“Se eu conseguir, você janta comigo.”

“Como é?”

“Regina está vindo. Você quer arriscar seu pescoço ou prefere arriscar algumas doses do Don Perignon comigo?”

Ela olhou para o relógio. Estava mais do que atrasada, Regina deveria estar bolando estratégias incivilizadas de separar as suas entranhas por ordem alfabética. “Tudo bem, eu topo.”

Cora saiu de sua cadeira, permitindo que ele sentasse em seu lugar. Ela afastou-­se da mesa, caminhando de um lado para o outro da sala. Era exatamente disto que ele precisava. Naquela distância, ela não pode vê-­lo inserindo o pendrive e copiando os arquivos de volta ao seu local de origem. Ele tivera toda o tempo e espaço necessário para atuar como um verdadeiro profissional da tecnologia. Rapidamente sumiu com o pendrive, colocando-­o de volta ao seu bolso. “Pronto.”

Cora encarou-­o com as sobrancelhas arqueadas. Veio até ele com passos rápidos e suas pupilas se dilataram assim que ela fitou exatamente o que estava procurando. “Como você fez isso?”

“Os arquivos deletados ficam em uma repartição de root, então a menos que o computador seja formatado é passível de recuperação. Mas troque sua senha. Esses arquivos foram definitivamente deletados, sob o login de sua conta.”

Cora fitou o rapaz que saiu de sua cadeira e sentou-­se. Enviou os arquivos para a sala de reunião, pedindo desculpas na observação. A resposta de Regina veio quase imediata.

Achei que tivesse morrido ­- R

“Quem mais tem acesso à essa sala?”

Cora fitou o homem à sua frente. “Ruby, Regina, Zelena...” A mulher riu, fazendo-­o acompanhar seus movimentos. “Isso é coisa de Zelena. Ela quer me ver longe dessa empresa o mais rápido possível.”

“Seria uma pena se isso acontecesse. Eu quero exatamente o contrário.”

Cora entrelaçou os dedos das suas mãos e fitou os olhos azuis inquisidores moldados pelo cabelo liso que caía sobre os olhos dele e a barba escura. “Qual é seu jogo, Arthur? O que quer comigo?”

“Você me deve um jantar. Eu só quero isso.”

***

Regina estava terminando de desenhar uma linha de ligação entre as diversas matrizes da Apple’s Queen ao redor do mundo em seu grande quadro revestido com o mapa mundi quando Frank Delfino entrou no escritório de sua casa, o perfume dele criando um rastro que poderia ser visualmente seguido. “Vamos jantar nos Smiths amanhã.” A voz dele era dura e fria, como que lhe dizendo que não era discutível.

“Não posso.”

Frank virou-­se para ela com os olhos gélidos. Caminhou até Regina, fitando-­a nos olhos. ”O que?”

“É o lançamento das Silver Towers, Frank.”

“Eu prometi à Solange.”

Ela suspirou. “Desprometa.” Voltou à sua mesa e fitou o outro endereço escrito. Continente asiático. Ignorou a presença do homem às suas costas por algum tempo, mas lembrou-­se de que ele não havia saído. “Você mesmo me diz que não devemos cancelar compromissos de trabalho por eventos sociais. As torres são um grande investimento. Eu estarei no lançamento.”

“Eles são meus amigos. O que vai parecer se eu aparecer no jantar na casa deles sem a minha esposa?”

Regina parou no meio do caminho, encarando­-o. “Leve Laurel. Daí vai parecer o que eles já pensam a respeito do nosso casamento. Que é uma bela e adorável fachada e que você fode estudantes no seu tempo livre.”

Ele segurou em seu pulso com força, puxando-­a para perto dele. “Cuidado, Regina. Não jogue comigo. Eu não jogo para perder.”

“Eu pareço com medo para você, Frank?”

Os olhos azuis dele mantiveram-­se alinhados aos olhos castanhos dela por algum tempo. Paralisados no tempo, envoltos sobre o clima de rivalidade e desafio que os cercava. Regina percebeu algo que ela jamais havia visto ali antes; ele parecia temê-­la.

“Vou sair. Volto tarde.” Resmungou o moreno, afastando-­se como se nada tivesse acontecido entre eles. Regina balançou a cabeça, perguntando­se por que ele se dava ao trabalho de lhe falar isso ­ todos os dias era a mesma coisa. Voltou ao seu trabalho, sentindo o início de uma dor em suas costas. Voltou a ler um dos relatórios de sua mãe, muito bem escritos por sinal. Cora Mills não havia perdido seu talento. Por alguns segundos, mais cedo naquele dia, tivera medo de decepcionar-­se com ela. Os relatórios estavam demorando demais para chegar e ela não tinha mais cartas na manga para dobrar a atenção da corporativa; porém no ultimo minuto o alerta chegou e com ele o conteúdo da mensagem que ela esperava. Riscou os lugares que já havia detalhado no mapa e voltou sua atenção ao seu pequeno bloco de notas. Analisou alguns números, calculando o quanto aquilo lhe representaria em custo benefício e em qual das rotas faria. Estava entretida com a cotação de algumas ações quando ouviu a porta sendo aberta novamente atrás de si, mas sequer se deu ao trabalho de encará­-lo.

“Achei que fosse sair, Frank.”

“Ele saiu.”

Antes que pudesse refrear seu corpo, ela virou-­se e deparou-­se com ele. O homem que ocupava sua mente dia e noite, o homem que a perseguia em seus sonhos mais secretos. “O que faz aqui, Robin?” Ele vestia apenas uma camiseta branca justa e jeans batidos; Regina achava aquele o seu melhor visual.

“Acho que precisamos conversar.”