Efeito Dominó
20 Armadilhas
A Basílica de Baltimore traz em sua bagagem histórica o privilégio de ter sido a primeira catedral construída nos Estados Unidos após a Constituição, e também pudera. Robin estava do lado de fora, observando as majestosas colunas de concreto — tão altas que pareciam tocar o próprio céu. Construída no século 19, mostrava em sua composição a sofisticação arquitetônica de um monumento que se tornara o símbolo da liberdade religiosa do capitólio. Suas cores neutras transmitiam paz de espírito; nuances cinzas e brancas, poucos e sutis detalhes em um tom marrom acobreado. Cinco degraus de altura, paredes de tijolos de concreto. A entrada era bastante modesta para uma catedral tão enriquecida; uma simples porta verde com os batentes pintados em tinta branca. Possuía duas torres e uma cúpula feita integralmente de cobre, intercalada por alguns vitrais e uma grande cruz de ouro maciço no topo desta. Relógios banhados a ouro estampavam o topo das torres, trazendo classicismo rebuscado à sua essência.
Encostado no carro, e observando a entrada com atenção. O motorista de Margot Bishop estava parado à alguns metros também. O combinado fora este; motoristas e seguranças do lado de fora e mesmo Robin achando aquele movimento arriscado — Margot já estava dentro da catedral quando eles chegaram, e poderia simplesmente ser uma cilada — ele seguiu o que foi orientado. Frank adentrou a igreja com os olhos fundos e sem dizer uma única palavra, indicando que o quer que tenha acontecido entre ele e Regina na mansão havia sido demasiadamente sério. O semblante cansado não o abandonara e ele parecia arrastar-se.
O telefone do segurança tocou novamente. Era provavelmente a quarta chamada de Regina, e ele resolveu atender. Respirou fundo, e apertou a tecla verde.
“Lockhood.”
“Se não pretende me atender mais, pegue seu telefone de volta.”
Ele sorriu, deliciado com seu mal humor. Ela ficava um tanto encantadora quando irritada, ele precisava admitir. “Eu estou atendendo neste exato momento. O que posso fazer por você, Senhora Delfino?”
“Onde está meu marido?”
“Na Igreja.”
Ela riu. “Não é uma pergunta retórica, Robin.”
“Ele realmente está na igreja. Estou do lado de fora da Basílica de Baltimore aguardando por ele.”
Silêncio ocupou a linha, e ele sentiu vontade de rir. Era óbvio que ela não havia lhe levado a sério, considerando a completa falta de senso de moral de seu marido. Ele sequer devia saber a finalidade de um estabelecimento religioso. “Você conhece a South East Avenue?”
Ela havia simplesmente mudado de assunto, e ele decidiu acompanhá-la. “Sim.”
Ele ouviu quando ela afastou o celular e respondeu alguma coisa. Segundos de repleto silêncio depois, ela retornou. “Número 1212. Você precisa ir até a recepção e pegar as chaves do apartamento 15. O porteiro está avisado sobre o novo inquilino.”
Levou alguns instantes para Robin entender do que se tratava. Ela havia providenciado um ponto de encontro. Seus olhos fitaram um clérigo saindo pela porta lateral, na direção do jardim coberto com grama viva e bem cortada. “Você vai ignorar a discussão que tivemos pela manhã como se ela não tivesse acontecido.” Constatou ele, mas não havia tom acusatório em suas palavras.
“Você disse coisas que eu não gostei de ouvir e eu disse coisas que você não gostou de ouvir.” Ela suspirou e o som deslizou delicadamente para dentro da mente dele. “Eu posso lidar com isso. A questão é: você pode?”
“Sim.”
“Isso não significa que eu vou aceitar desrespeito, Lockhood.”
Ele sorriu, a ironia reconfortando seu peito. “Tudo é um jogo para você, não é?” Ela não respondeu e ele continuou. “A verdade machuca, Sra. Delfino. Mas não é um desrespeito. Você me acusou injustamente e dito isso eu tenho direito de me defender. Se a senhora quer continuar com nosso acordo eu o cumprirei com prazer. Porém eu também não vou tolerar desrespeito.”
Regina engoliu em seco. “Robin, eu…”
“Não confunda as coisas, Regina.”
Antes que ela pudesse responder, ele pôs fim à chamada. Ela estava irritada, ele podia jurar. A porta se abriu, e ele avistou Margot Bishop; ela desceu os degraus elegantemente em sua direção. Usava um vestido preto justo e um chapéu preto sobre os cabelos dourados que caíam pela lateral do rosto de maneira elegante e sensual. Ela sorriu, os dentes brancos sobressaindo por entre os lábios vermelhos. “Você é uma verdadeira visão, senhor…” Insinuou, e ele concluiu que ela provavelmente não lembrava seu nome de verdade e todo o flerte era adicional.
“Lockhood, Robin Lockhood.”
Os olhos dela brilharam quando ela fitou Robin de baixo para cima demoradamente. “Você deveria me ligar durante o tempo vago que seu chefe irá lhe dar. Eu duvido que ele vá fazer alguma coisa que não envolva aquela garota pelas próximas vinte e quatro horas.”
“Eu dispenso a oferta.” Respondeu ele, fitando seus olhos e fazendo-a sorrir ainda mais. Margot adorava desafios e ao dificultar as coisas ele tornara-se ainda mais irresistível para seu refinado gosto.
“Apaixonado ou seletivo?” Continuou ela com o inquérito, seus olhos memorizando cada local onde o tecido do terno ajustava-se, indicando um volume maior de músculos. Sua mente fértil trabalhava com rapidez, colaborando com suas perversões pessoais.
“Isso é relevante?”
Ela mordeu o lábio. “Não. Só indica se vou ter mais ou menos trabalho em seduzir você.”
“Você pode tentar, senhora. Mas só vai me seduzir se eu quiser ser seduzido.” A voz dele permaneceu séria e fria, mas isso não a fez recuar. Ela deu um passo à frente e debruçou-se para beijá-lo, mas Robin virou o rosto e os lábios dela tocaram sua bochecha, um toque suave e cuidadoso. Os lábios dela deslizaram rapidamente até o pescoço e ela plantou os lábios ali antes que ele segurasse em seu pulso.
“E quem disse que você não vai querer?”
Ela se afastou em seguida, dirigindo-se para o carro estacionado alguns metros à frente. Segundos depois, Frank e Laurel chegaram até ele. Robin vasculhou-a ligeiramente, mas ela estava sorrindo e parecia tranquila. Trocou um breve olhar com Frank e abriu a porta, permitindo a eles que entrassem no veículo. Uma vez dentro do mesmo, Robin olhou pelo espelho retrovisor e encontrou o olhar de seu chefe. “A vagabunda estava blefando.” Comentou ele e Laurel deitou em seu ombro. “Aquele dedo não era de Laurel.”
Robin sorriu. A mulher tinha culhões, ele teve que aceitar. Ela estava cinco milhões mais rica às custas de seu chefe, e saíra sorridente para a próxima. Algo na passividade com que Frank estava encarando a situação indicava que ele temia Margot. Ela tinha mais alguma carta na manga além da estudante sequestrada e isso atiçou a curiosidade do segurança. “Eu a vi conversando com você.” Denunciou Frank. “Interessada em seus serviços ou em seu corpo?”
“Ela estava apenas flertando.”
Frank sorriu. “Você deveria aceitar, Hood. A mulher é um demônio, mas ela é maravilhosa.”
“Para onde, Senhor?”
“Para a casa da Annalise.” Robin arrancou e segundos depois pegou a avenida. Quando tornou a olhar pelo retrovisor, Frank e Laurel estavam se beijando e mãos estavam acessando locais impróprios para outros assistirem. Ele se afastou lentamente dos lábios dela e continuou indicando que estava ciente do voyeurismo de seu empregado. “Depois disso você está liberado, Robin. Iremos para o meu apartamento.”
***
Zelena abriu o arquivo em seu computador, refazendo o balancete financeiro do mês. Seus olhos vasculhavam a tabela procurando as pequenas fissuras a serem preenchidas na construção de um arquivo inquestionável. Regina havia saído mais cedo, e Cora estava absolta em sua mesa, relendo algum processo. Seus planos estavam demorando mais do que ela gostaria, e ela estava bastante preocupada. Havia pessoas em seu encalço e o fracasso não era sequer aceitável.
Fitou seu celular, e Frank ainda não respondera sua última mensagem, mas considerando que ele possivelmente reencontraria a estudante, ele estaria fora de alcance por algum tempo. Uma sensação de azedo apossou-se do céu de sua boca e ela desfez-se da mesma ao ouvir duas batidas na porta. Ruby entreabriu a mesma. “Senhora Mills. Flores para a senhora.”
Cora levantou o rosto, e não havia nenhuma cor neles. Ela concordou, balançando a cabeça e um rapaz de aproximadamente dezoito anos entrou carregando um grande buquê de flores vermelhas, seguindo a indicação da secretária e caminhando até ela. Ele lhe entregou o vasto buquê e sorriu, desejando a ela um dia maravilhoso e saindo em seguida. Zelena observou a cena com um sorriso diabólico nos lábios, e Cora permaneceu afoita, observando as flores sobre a sua mesa.
“Uau. Alguém tem um admirador.”
Cora fitou a ruiva, retomando a consciência. “Não comece.”
Zelena riu, levantando-se e caminhando até a mesa de sua mãe. O vestido branco marcava as curvas de seu corpo esbelto, os cabelos soltos contrastando contra a ausência de cor no tecido. Observou em silêncio quando sua mãe retirou o cartão e o leu em silêncio, colocando-o na gaveta em seguida, mas o gesto não passou despercebido por sua filha mais velha.
“Oh.” Zombou ela rindo. “Mais um papai que você vai afastar de mim? Oh, Deus. Acho que vou chorar.”
Cora fitou-a como se tivesse levado um tapa. “Eu nunca fiz isso, Zelena.”
“Até parece que não.” Respondeu a mesma revirando os olhos e voltando para sua mesa. Cora acompanhou seus movimentos através do olhar.
“Eu nunca afastei Henry de você. Se ele…”
“Se ele se afastou, deve ter sido algo que você fez.” Finalizou Zelena, encarando-a com fúria nos olhos. “E cá estamos, com o mesmo discursinho ridículo após tantos anos, mãe. Tudo que acontece de errado na minha vida foi somente culpa minha. Ah, sua irmã se casou e você não, porque a culpa é sua. Sua irmã é dona da empresa e você não, bem isso é culpa sua. O único homem que lhe tratou como filha mesmo não sendo seu pai biológico morreu, e oh, isso também deve ser sua culpa.”
Cora encarou-a com os lábios entreabertos. De todos os lugares que imaginou tendo esta conversa com ela, de todos os cenários, de todas as possibilidades, nada se comparava a aquele momento. Ela estava despreparada para aquilo e admitir que cometera muitos erros não ia fazer com que Zelena a odiasse menos. “Eu nunca culpei você pela morte de Henry. Ninguém teve culpa, foi um…”
“Tanto faz.” Concluiu a ruiva, voltando sua atenção para a tela de seu monitor.
“Não fale assim dele. Eu entendo a sua dor, mas você não tem direito de menosprezar a morte de Henry.”
Zelena desviou os olhos da tela brilhante para fita-la com um semblante de completo desprezo. “Olha só quem fala.” Riu, o sarcasmo escorrendo de seus lábios. “Se não é a mulher que ignorou o luto pela morte dele para casar a filha mais nova com o rico do pedaço e empurrou a empresa para a filha mais velha e depois foi curtir a solteirice viajando pelo mundo. Grande exemplo de responsabilidade, Cora.”
“Não foi isso que aconteceu.”
“Me poupe.”
Cora pegou sua garrafa de água, caminhando até a mesa da ruiva. Seus olhos estavam vermelhos, e ela apenas sorriu. “Seu erro é achar que você é uma vítima, Zelena. Você não é. Você não foi a única que sofreu. Na verdade, você foi a única que fraquejou e que continua presa ao passado. Sua irmã seguiu a vida dela. Eu segui a minha. E você… bem, veja bem onde você está? Por trás dos panos. Por trás da sua irmã, como sempre.” Cora abriu a garrafa de água e virou o conteúdo sobre a mesa da filha, despejando água sobre o teclado e sobre os papéis ali.
“O que você fez?” Gritou Zelena, fitando a tela do monitor apagando-se imediatamente. “Sua velha louca!”
“O fato de eu estar tentando ser uma pessoa melhor não quer dizer que eu deixei de ser quem eu era no passado. Se você quer a Cora do passado, eu vou trazê-la para você. Não me subestime, garota. Eu ainda sou sua mãe.”
***
Os lábios dele eram oásis perdidos e reencontrados. Sentiu a maneira com que a boca dele se abriu e aceitou sua língua, levando-a para um caminho sem volta. A língua dele encontrou a sua e ele apertou os dedos ao redor da sua cintura, aproximando-a ainda mais. Frank tinha um cheiro de perfume oriental, um fundo de madeira almiscarada que a viciava. Deslizou a mão pela nuca dele, subindo até sua cabeça até que outro par de lábios encontrou seu pescoço e Regina suspirou.
“O que faremos com ela?” Perguntou Frank e ela abriu os olhos, fitando seu marido, mas ele não estava se dirigindo a ela. Ela sentiu mãos em sua cintura e segundos depois ele a virou, puxando-a para si e colocando-a de frente para Robin Lockhood. O segurança a olhava com os olhos escurecidos pelo desejo; puxou a camiseta por cima da camiseta e revelou o dorso repleto de músculos que a perseguia. Sentiu os lábios de Frank roçando sua orelha, capturando o lóbulo entre os dentes e puxando lentamente. “Você o quer, Regina?”
Sua garganta estava seca, apresentando um estado de aridez quase que inédito. Robin deu um passo à frente, encostando seus corpos. Ela podia sentir que Frank a segurava pela cintura e começara a esfregar a ereção latente em seu jeans contra a bunda dela. Seus olhos fecharam-se involuntariamente quando cada um deles pousou a boca em um dos lados de seu pescoço; a sensação dupla derretendo quaisquer fossem as suas reservas sobre aquela situação. “Eu acho que deveríamos brincar um pouco.” Respondeu Robin, e ela teve a impressão de que ela não estava incluída na conversa. Também tivera a impressão de que não se importava, desde que eles continuassem o que estavam fazendo.
Sentiu os dedos dele em seu pescoço, desatando o primeiro botão de sua camisa social branca. As pontas dos dedos brincavam com a sua pele, deslizando suavemente como se ela fosse um livro em braile e ele procurasse por informações. Segundos depois seu cabelo foi puxado para trás e ela deitou a cabeça para o lado, cedendo acesso aos lábios de seu marido. Ele mordiscava seu pescoço e deslizava a língua sobre a marca de seus dentes; ela estava distraída pelo toque dele quando sentiu uma língua quente e macia subindo por seu abdômen e parando um pouco abaixo de seu sutiã. As ondas que aquele movimento havia transmitido para seu corpo não eram de calor. Era da mais pura, da mais consistente e volumosa luxúria. Seu corpo estava em chamas e eles estavam todos vestidos. Mordeu o lábio inferior, mas um murmúrio escapou por entre seus lábios. “Alguém está ansiosa.” Sussurrou Frank e ela abriu os olhos em tempo de ver um sorriso perverso cruzar os lábios de Robin.
“Se você quer gozar, Regina… Basta pedir.” Brincou o segurança, fincando os dedos na cintura dela e virando-a para Frank, que continuou seus passos até estar encostado na parede. Regina permaneceu frente a frente com ele e sentiu quando ele deslizou a mão para seu rosto, encaixando-a ali e puxando seu rosto, colando seus lábios com suavidade. Ela abriu os lábios e ele deslizou a língua para sua boca, aprofundando o beijo. Segundos depois ela sentiu o corpo de Robin contra suas costas e as mãos dele acariciando sua cintura. Ele beijou seus ombros — sua camisa branca havia ficado para trás — e desatou o sutiã, derrubando-o entre eles. Seu marido tomou seus seios nas mãos fechadas, massageando-os delicadamente para em seguida segurar seu mamilo entre o polegar e o indicador, exercendo pressão. “Ohhh” gemeu ela, incapaz de manter seu corpo sob controle com aquela descarga de estímulos atravessando seu sistema nervoso.
Frank ainda estava massageando suas auréolas e deslizando a boca por sua jugular quando ela sentiu outro par de mãos desatando o botão da sua calça, e deslizando o zíper para baixo. “Devo?” Sussurrou Robin, deslizando a língua sobre o lóbulo da orelha dela. Sua voz estava presa em sua garganta, de modo que ela fez algum sinal, algum barulho cômico e possivelmente desesperado que confirmou o que ela queria. Ela pressionou um lábio no outro quando sentiu a pressão dos dedos dele sobre seu clitóris; ele circulou as pontas dos dedos ali, fazendo pequenos círculos. “Parece que você está com tesão, Regina.” Sussurrou ele, fazendo o outro homem rir. “Vamos dar um jeito nisso.” Ela afastou as pernas, dando a ele maior espaço e abriu os lábios quando sentiu um dedo deslizar para dentro dela.
Ela acordou.
Deitada em sua cama, visualizou apenas o teto acima de sua cama e respirou pesadamente. Olhou em volta, e constatou que estava sozinha e possivelmente era a primeira vez que estava agradecida por isso. O relógio indicava que já era 1h da manhã e o silêncio na enorme casa apenas confirmava isso. Frustrada e com o centro de suas pernas pegando fogo, ela deslizou a mão para dentro de seu pequeno short de cetim, seus dedos encontrando nada menos do que seu sexo melado e ardente. Deslizou o polegar por seu clitóris, fechando os olhos e tentando reatar aquele sonho insolente. O pico de seu orgasmo já havia passado e ela sabia que aquilo não era suficiente, de modo que desistiu de tentar resolver seu problema sozinha. Ela tinha Robin para isso.
Estava muito tarde para a piscina, pensou ela. Não que importasse, a casa era dela, ela fazia o que lhe bem entendia. Mas compaixão se fez presente e ela sabia que iria acordar metade dos empregados por um simples capricho de sua libido. Sentou-se na beirada da cama e resolveu eliminar os pensamentos que estavam começando a se formar no fundo de sua mente. Não interessa onde ele está passando a noite. Esqueça-o. Repetiu essas frases para si mesma algumas vezes e resolveu que a sauna era uma opção melhor. Afinal, mais calor do que ela estava passando atualmente seria impossível e talvez um calor externo lhe ajudasse a equilibrar.
***
Ela não fazia ideia de quantas notas dera ao taxista. No mais, aquele pobre homem deveria ter ganho a noite e poderia ir para casa descansar. Sua visão estava um pouco turva, e ela quase tropeçara na calçada, mas um par de mãos fortes segurou-a pela cintura. Ela virou-se para ele, e sorriu. “Arthur.”
“Sim?” Respondeu ele sorrindo. Ele não estava em uma situação melhor do que ela e bem, a culpa era dela. Ela estava se sentindo péssima, ela estava sentindo-se um lixo após a discussão com Zelena e ela propusera a ele beber até que seus rins pedissem misericórdia. Arthur concordou — Violet estava acompanhada por sua avó materna, de modo que ele poderia voltar o quão tarde quisesse. Ele a escoltou até a porta, segurando-a com cuidado para que ela não caísse. Cora teve certa dificuldade de encontrar a fechadura, mas assim que conseguiu, abriu a porta e o puxou para dentro de sua casa.
Segundos depois, ela derrubou a bolsa no chão e deslizou a mão para a nuca dele, unindo suas bocas e empurrando-o para a parede. Sentiu quando ele deslizou o casaco por seus ombros, jogando-o aos seus pés e não reclamou. Arthur segurou-a pela base do quadril e virou-a, empurrando-a contra a parede e encurralando-a contra a mesma. Línguas se entrelaçavam através de seus beijos quentes, as mãos dela ocupadas em abrir a camisa de flanela azul xadrez. Arthur segurou em seus pulsos, afastando seus rostos com alguma dificuldade. “Cora.”
“Você não quer?” Sussurrou ela, fitando-o com um olhar malicioso antes de rir.
“Eu quero. Mais do que tudo. Mas nós estamos…”
“Um pouco bêbados, querido. Isso não é nada.”
Ele sorriu, beijando a base de seu pescoço antes de voltar a encará-la. “Eu não quero que acorde amanhã pensando que eu me aproveitei do fato de termos bebido para tentar alguma coisa.”
Ela terminou de desabotoar a camisa e deslizou a mão livre sobre o abdômen, os olhos crescendo em admiração. “Eu já queria isso antes de beber. Isso pode ser considerado tirar proveito?”
“Pode sim.” Riu ele. “Eu realmente respeito você. Não quero fazer as coisas da maneira errada, Cora.”
Ela respirou fundo, debruçando-se e beijando-o, sem pressa, transmitindo apenas a profundidade dos sentimentos que os cercava, sua língua adentrando os lábios dele e aprofundando o beijo até que o ar se fez necessário e eles se afastaram, não antes que Arthur segurasse seu rosto e finalizasse com vários beijos curtos. “Você pelo menos aceita uma taça de vinho ou vai dizer que estou tentando embebedar você?”
“Eu acho que você está tentando me embebedar, mas aceito o vinho.” Respondeu ele sorrindo e fazendo-a sorrir.
***
Regina esticou a toalha branca sobre uma das bancadas de madeira. O projeto da sauna era uma verdadeira obra de arte de Melina; as bancadas de madeira em formato de uma escada espaçosa, os bancos, a composição das luzes e das saídas de ar. Tudo estava conectado e trabalhava em harmonia, criando um resultado belo e eficiente. Deitou-se sobre a toalha, completamente nua e esticou seu corpo, aproveitando o calor que começava a preencher a sala.
Fitou o teto também revestido por madeira por algum tempo, e fechou os olhos. Seus músculos começaram a se abrandar e relaxar rapidamente, sucumbindo ao calor. A sensação de calor fora muito bem recolhida, diminuindo sua tensão e estimulando a circulação de seu sangue. Sua mente viajou para o sonho que tivera. Perguntava-se o que havia passado por sua mente para elaborar uma ideia tão absurda. Aquilo nunca aconteceria, e apesar de achar a ideia estupidamente sexy, era também bastante perigosa.
“Regina, o que faz aqui?”
Ela abriu os olhos imediatamente. Virou o rosto e fitou Robin a um metro de distância, vestido apenas de uma toalha enrolada em sua cintura. Por algum tempo, seu cérebro sofreu um pane, fazendo-a ignorar o fato de que ela estava completamente nua na frente dele. Ele ainda a estava encarando quando ela se sentou, mas não se cobriu. Seu olhar encontrou com o dele, e ele permaneceu paralisado. Ele não deveria estar na mansão, Frank não dormira em casa, e já passava da meia noite… “O que você está fazendo aqui?”
“Meu filho pediu para dormir na casa de um amiguinho e eu preferi vir para a mansão do que ficar em casa. Achei que não havia mais ninguém acordado e decidi fazer meia hora de sauna antes de ir para a academia.”
Fazia sentido. Ela deveria ter percebido algo quando achou a sauna com as luzes acesas, mas considerou ter sido o descuido de algum empregado. Robin continuava fitando-a, pasmo. Ela tinha noção de que estava gloriosamente nua na frente dele? A pele dela estava quente e suada, o suor brilhando e fazendo-a parecer ainda mais sexy. Fitou os seios redondos e empinados e quando voltou a encará-la, percebeu que ela tinha percebido o que ele tanto assistia. Um sorriso diabólico nasceu nos lábios carnudos. “Bem, você tem duas opções. Ou você utiliza a sauna comigo ou você sai. Eu não vou a lugar algum.” Concluiu ela, e voltou a deitar-se, mas dessa vez girou o corpo e deitou de bruços, revelando o traseiro firme e delineado. Deitou-se sobre a toalha e virou o rosto para o lado oposto, oferecendo a ele apenas suas costas.
Robin respirou fundo, e caminhou até a bancada oposta, encostando-se sobre a mesma. Não pôde evitar admirar o corpo exposto a ele, a pele macia e dourada, lisa, pronta para ser acariciada. Os músculos relaxados ainda assim apresentavam firmeza, assim como as nádegas firmes e muito bem construídas. Fechou os olhos, e encostou na parede, tentando relaxar.
“Eu sonhei com você.” A voz dela o envolveu como um pequeno véu de seda deslizando sobre a sua pele. Quando abriu os olhos novamente, ela havia se virado e deitado com as costas sobre a toalha; os seios se destacavam, firmes e volumosos. Ela colocou as mãos sobre eles, apertando-os levemente; ele não queria acreditar que ela estava fazendo aquilo. Ali, na frente dele. Tinha como ela ser ainda mais imprevisível?
“E o que eu fazia neste sonho?”
Ela riu. “Essa é a parte interessante… Você estava com Frank. E vocês… Uh… Vocês…”
“Você teve um sonho erótico comigo e com seu marido?”
Ela fechou os olhos e ele suprimiu a vontade de rir. “Sim.” As mãos dela deslizaram pelo abdômen liso, e ele parou de sorrir ao ouvi-la gemer. Ela estava se masturbando ao seu lado, e ele podia sentir os efeitos da voz dela em seu próprio pênis. A toalha parecia bastante incômoda agora. “Eu achei que a sauna iria me ajudar a relaxar, mas bem… Você apareceu.” Ela manteve uma das mãos entre as suas pernas, e com a outra passou a apertar seu seio. Robin estava hipnotizado por seus movimentos. Seus lábios pareciam bastante secos, e ele estava usando todo seu autocontrole para não se levantar e agarrá-la.
“Se você quer que eu saia…” Começou ele e ela sorriu.
“Eu quero que me guie.”
“Então pare o que está fazendo.”
Regina parou seus movimentos. Ela manteve os olhos fechados, concentrando-se na voz dele. Robin respirou fundo, e observou o belo corpo em repouso antes de continuar. “Abra as pernas.” Ela entreabriu as pernas, e ele sorriu. “Abra as pernas de verdade, Regina. Não tenha vergonha porque eu estou do lado oposto e sequer posso ver. Infelizmente.”
Ela abriu as pernas, apoiando uma das pernas na bancada superior. “Não abra os olhos em momento algum, e não se toque. Eu quero que coloque as duas mãos por baixo da sua cabeça, como se estivesse deitando-se sobre elas.”
Seguindo sua orientação, ela deitou a cabeça sobre suas mãos. Seu corpo estava esticado, os seios empinados devido à posição de seus braços, e um ar quente tocava o interior de suas pernas e a entrada de seu sexo. A voz dele parecia uma canção que ela desejava ardentemente cantar, e ela mentiria se dissesse não estar absurdamente excitada com aquilo. “Você não vai me tocar?” Perguntou, ansiosa.
“Não.”
“Mantenha os olhos fechados. Eu quero que você me sinta deslizando os dedos na pele entre seus seios. Sem tocar neles, apenas contornando-os com a pele de meu polegar. Deslizando, lenta, preguiçosamente até a borda de seu umbigo. Você gosta disso?”
“Sim.” Respondeu ela, a voz mergulhada em desejo. Era possível ele fazê-la atingir um orgasmo assim?
“Quero que sinta a minha boca em seu abdômen. Meus lábios molhados, quentes, deslizando pela sua pele. Deixando um rastro da minha saliva enquanto memorizo seu sabor, enquanto memorizo a textura de seu corpo.” A voz dele estava ainda mais rouca. “Meus dedos estão subindo e descendo por suas coxas, apertando sua carne de baixo para cima, tocando a pele do interior das suas coxas com as minhas digitais e enviando cócegas para a sua espinha.”
“Hmm”
“Meus lábios se fecham ao redor de seu mamilo. Qual é a sensação, Regina?”
Ela inclinou o corpo um pouco mais, como se estivesse realmente vivenciando aquela sensação e ele sorri, satisfeito. “Quente.” Sussurra ela.
“Eu deslizo minha língua sobre a ponta de seu mamilo, lambuzando-o, lambendo-o uma, duas, três vezes, e depois o seguro com os lábios, apertando-o. Você gosta disso?”
“Meu Deus, Robin…”
“Responda à pergunta.” Diz ele, sério.
“Sim, eu gosto.”
Ele disse mais alguma coisa, e ela não conseguiu entender. Seu corpo estava em chamas, ainda piores que as chamas que lhe acordaram naquela noite. O que ele estava planejando?
“Se você não vai me responder eu vou deixá-la terminar sozinha.”
“Me desculpe.” Pediu ela, voltando à voz dele.
“Minha boca está deslizando pela parte interna de suas coxas, beijando cada centímetro sensível, cada área reservada enquanto meus dedos deslizam ao redor de seus tornozelos. Você tem pernas maravilhosas, Regina. Eu as sinto pulsar sob a minha boca.” Continua ele, fitando-a de onde está. Pode ver pela respiração dela que seu nível de tesão subiu exorbitantemente e o pensamento o faz sorrir. “Aproximo meus lábios da sua virilha, mas nunca beijando o local onde você me quer. Beijo as conjecturas, as dobras, os locais onde a pele é ainda mais sensível e subestimada. Minha boca está salivando por você e o rastro dos meus beijos brilha sobre a sua pele.”
“Oh god”
“O que você quer, Regina?”
“Você sabe o que eu quero.” Confessa ela, respirando pesadamente. Ela desce a perna que estava sobre a bancada superior.
“Mantenha as pernas abertas o máximo que puder.”
“Robin…” Suplicou ela.
“Eu sei o que você quer, Regina. Você quer meus lábios entre as suas pernas. Você quer a minha língua deslizando por entre seus lábios sensíveis, lambuzando seu sexo, a sensação quente, suave, provocante de ser deliciosamente chupada. Você quer sentir minha saliva misturando-se com a sua abundante excitação, minha língua invadindo sua entrada e causando arrepios na sua nuca. A ponta da minha língua escorregando por seu clitóris enquanto um dedo desliza”
“Jesus, Robin!” Clamou ela, fechando as pernas e ele sorriu.
“Você pode se tocar agora.”
Ela deslizou a mão para sua boceta e pressionou o polegar sobre o clitóris fazendo todo o seu corpo expandir-se em resposta. Suas costas formaram um arco sobre a toalha e suas coxas estremeceram quando o quadril dela balançou em um longo espasmo, seu tórax subindo e descendo com a aceleração inevitável. Ela mordeu o lábio, aproveitando a sensação dupla de relaxamento e paz. Robin por sua vez estava no seu limite. Seu pênis parecia querer explodir enrolado naquela toalha. Observou Regina levantando-se e enrolando a toalha ao redor de seu corpo; ela o encarou demoradamente antes de caminhar na direção da porta. Tomado por um impulso inexplicável, ele deu um pulo e segundos depois estava logo atrás dela, com a mão sobre a porta impedindo-a de sair. Ela estava de costas para ele e apenas suspirou, sem olhar para trás. “Robin…”
“Onde você vai?”
“Você disse que não ia me tocar.”
Ele virou-a em segundos e a chocou contra a porta, apoiando seu antebraço na madeira da mesma e beijando-a. Regina gemeu contra seus lábios e cedeu acesso, aceitando de bom grado a língua dele junto da sua. As unhas dela deslizaram para as costas dele, arranhando, deslizando pela carne com urgência enquanto ele continuava beijando-a enlouquecidamente contra a porta. A boca dela deveria estar vermelha devido à sensação da barba rala dele roçando em sua pele, mas ela não poderia estar menos preocupada. Segundos depois, quando os lábios dele deslizaram por seu pescoço deixando um rastro molhado da língua — ela tinha certeza que estava atingindo o sétimo céu.
“Peça, Regina. Peça o que quiser e será seu.” Sussurrou ele, encaixando uma das coxas grossas entre as pernas e deixando que ela se esfregasse contra ele. A boca dele deslizou para sua clavícula, a língua contornando o osso em relevo.
“Robin…” Gemeu ela, perdida entre a sensação dos lábios suculentos percorrendo seu colo, das mãos talentosas apertando sua cintura contra a porta e a fricção deliciosa que a perna dele estava causando em seu sexo. “Fuck me. Right here. Right now.”
God foi a única resposta que ela obteve dele antes de sentir sua toalha deslizando para o chão; lábios molhados se fecharam ao redor de seu mamilo enrijecido e ela jogou a cabeça contra a porta. Ela não estava com paciência para mais preliminares; seu corpo estava em estado de alerta, como as sirenes gritassem no interior de sua mente. Deslizou as mãos até o cabelo dele e o puxou para cima, ganhando sua atenção. Ainda com as mãos nos cabelos dele, puxou-o para si e capturou sua boca. Não se cansava de beijá-lo. Era como alimentar algo dentro dela, algo que fazia sentir-se absurdamente viva e indubitavelmente sexy. Ele sorriu enquanto virava a cabeça e ganhava ângulo para beijá-la com ainda mais tesão. Algum tempo depois ele se afastou mas permaneceu roçando os lábios nos dela enquanto seu polegar alcançava o clitóris dela e começava uma suave massagem. “Robin, sem jogos essa noite. Por favor.”
“Um único jogo.” Pediu ele, e ela aceitou. Robin afastou-se dela por alguns segundos e retirou a faixa de um roupão que estava sobre o mancebo, amarrando os pulsos dela sob o olhar atento da mesma. Pendurou o laço acima da cabeça dela, mantendo seus braços suspensos no ar. Ela mordeu o lábio e ele encarou seus olhos em silêncio, fazendo-a enrubescer. Deixou que sua toalha deslizasse para o chão e não pode evitar deliciar-se com o olhar dela sobre seu membro endurecido. Deslizou as mãos para baixo das coxas dela e a suspendeu do chão, usando a porta como um apoio seguro; colocou o peso dela sobre seu corpo. Dois de seus dedos deslizaram para os lábios carnudos e Regina os abocanhou, lambendo-os como se sua vida dependesse disso. Seus lábios deslizavam sobre eles lentamente, acompanhados pela língua, lambuzando-os.
“Você disse sem jogos.” Repreendeu ela quando soltou os dedos dele, e ele sorriu para ela, inserindo ambos os dedos em seu interior, ouvindo-a gemer profundamente. Ela estava encharcada, lubrificada e ele achou que nunca havia desejado tanto uma mulher quanto a desejava naquele instante. Deslizou os dedos lentamente no interior dela, deliciando-se com os gemidos contidos. Retirou seus dedos e voltou a beijá-la, deliciando-se da sensação da sua boca e da volúpia de sua língua; alinhou seus sexos e ouviu-a suspirar profundamente antes de penetrá-la lentamente. “Ohhh” gemeu ela, os olhos abrindo-se com a sensação de completo preenchimento, e criando contato visual com os olhos azuis que buscavam alguma confirmação. Ele continuou beijando-a, acariciando suas costas até que suas mãos chegaram à parte de baixo de suas coxas e ele fincou as pontas dos dedos ali, firmando-a naquela posição. Seus lábios encontraram o pescoço dela e Regina tombou a cabeça, cedendo-o espaço.
Robin estava ciente de que não aguentaria muito tempo. Somado ao tempo que ele estava aguardando por aquele momento, e a excitação de vê-la se tocar na sua frente, o orgasmo parecia mais próximo do que ele gostaria de pensar. Fechou os olhos e se concentrou nos gemidos dela, enquanto aumentava a velocidade de suas investidas. Regina precisava de sexo, bom e selvagem e ele estava mais do que satisfeito em dar a ela. O corpo dela chocava-se contra a porta, batendo com força a cada penetração ainda mais profunda; suor escorria de seus corpos e eles não poderiam dizer se era do sexo, ou da sauna. “Mais forte.” Pediu ela, os olhos fechados e os lábios abertos, e Robin ergueu uma de suas pernas ainda mais, penetrando-a com força, forçando seu corpo contra o dela e esmagando-a contra a porta. Os gemidos cada vez mais altos eram como música para seus ouvidos, e ele continuou. A sensação de tê-la ao redor de seu pau era como lavas de um vulcão escaldante escorrendo para a parte baixa de seu ventre; e ele sentia que estava queimando, mas não conseguia parar.
Segundos depois, puxou a faixa e a carregou em seu colo até a bancada que ela estava deitada anteriormente, retirando a faixa de seus pulsos. Realinhou seus sexos e a penetrou novamente, deitando seu corpo entre as pernas dela, aumentando o ângulo e a força de suas investidas. Regina gemia uma coleção de novas palavras que ela acabara de inventar, e agradeceu por ele ter devolvido a mobilidade de seus pulsos, pois cravou as unhas nas costas musculosas, rasgando a carne dele enquanto ele a invadia com a brutalidade que ela gostava. O som de seus corpos preenchia a sala, a força que ele impunha sobre ela levando-o cada vez mais fundo e atingindo profundidades que faziam os dedos de seus pés formigarem; ela cruzou as pernas ao redor de sua cintura, abrigando-o ainda mais, forçando-a a ir ainda mais fundo, e ela teve certeza de que ela adoraria se acostumar a aquilo. Ele era grosso e firme dentro dela, preenchendo suas paredes internas, causando um atrito deliciosamente torturante e a cada movimento ela sentia como se seu corpo todo estivesse sendo realocado. Um homem não podia ser tão bom assim, podia?
Damn it, ele havia atingido algum local maravilhoso e uma sensação elétrica explodira por todo o seu corpo, mas ele não parava de mover-se; ele estava movendo seu quadril com um ângulo curvado e tomando-a com tanta força que ela ficaria assada por uma semana, mas ela não iria dizer uma palavra sobre isso. Fincou as unhas em seus ombros quando sentiu uma sensação de calor acumulando-se na parte baixa de seu ventre e ele sorriu, erguendo uma de suas pernas até seu ombro, mudando novamente o ângulo de sua penetração, e socando o pênis tão fundo dentro dela que ela achou que eles acabariam se tornando apenas uma pessoa. Levou apenas alguns segundos para que ele deslizasse o polegar por seu clitóris, massageando-o no mesmo ritmo com que a penetrava impiedosamente e ela fechou os olhos, agarrando o corpo dele com força enquanto uma explosão de sensações tomava conta dela e seus quadris estremeciam em resposta. Ele continuou seus movimentos, ela não saberia dizer por quanto tempo, até que sucumbiu e estremeceu, gemendo seu nome e esmagando seu corpo contra a bancada de madeira.
***
O vinho havia sido uma péssima ideia, mas agora nenhum dos dois se importava. Arthur estava em camisa e Cora havia perdido a roupa, permanecendo apenas com a lingerie. Os olhos azuis do moreno deslizavam por seu corpo, paralisado pelo desejo latente. Ela sentou em seu colo, deslizando os dedos pelos braços musculosos e ele riu.
“Eu sabia que isso era um plano de me embebedar.”
“Arthur…” Gemeu ela, rebolando contra o colo dele.
“Sim?”
“Me leve para a cama.”
Segundos depois, Arthur abriu a porta do quarto com ela em seu colo. Deitou-a sobre a cama da mesma delicadamente — um king size grande e redonda coberta por lençóis macios de algodão marroquino, e permaneceu observando-a enquanto retirava os jeans e os deixava no chão, subindo para a cama logo em seguida e beijando-a com fome e devoção.
Infelizmente, eles não eram os únicos a compartilharem aquele momento de intimidade e prazer. Um dispositivo preso à luminária acima da cama transmitia silenciosamente o arquivo de vídeo para outro lugar da cidade.
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