Efeito Borboleta

3 Buraco de Minhoca


Notas iniciais
Ah só pra avisar q essa fanfic tbm está sendo postada no SpiritFanfic e, atualmente, estou postando também no noveltoon e nyah. Tô tentando tornar a história mais popular. Por isso tbm estou fazendo algumas modificações. Bom, agora tenham uma boa leitura!



Buraco de Minhoca também conhecidos como ponte Einstein-Rosen. Na teoria serve para conectar locais distantes no universo criando um atalho através do espaço-tempo, permitindo viajar entre eles mais rápido do que a luz. Segundo a teoria, pelo buraco de minhoca se poderia viajar de um universo paralelo para outro. E até viajar no tempo.


Raccoon City

2050


Oswell E. Spencer é um Professor de Física e cientista que estava recrutando um grupo de jovens cientistas para um projeto audacioso que iria mudar os rumos da ciência em 2050, assim como também iria mudar seus próprios futuros. Dentre os cientistas estavam a recém-formada Rebecca Chambers, Albert Wesker, o falecido William Birkin e suas respectivas esposas.


O objetivo de todo o projeto científico era construir um Buraco de Minhoca usando a Energia Negativa e o auxílio especial de um Super computador, uma AI desenvolvida por Ada Wong que ela deu o nome carinhoso de ALICE em homenagem a sua filha. Os cientistas já vinham trabalhando, arduamente, na criação dessa suposta máquina do tempo há mais de 10 anos. Nos primeiros testes eles apenas enviavam drones e robôs de um lugar distante para o outro, passando pelo portal que criaram. Tanto os robôs quanto os drones possuíam dispositivos de rastreamento que ajudavam a monitorar e gravar todo o processo. Os cientistas continuaram com o experimento, até que certo dia o grupo começa a cogitar que estava na hora de substituir os robôs por humanos.


Mas, quem teria coragem de bancar a cobaia? E se algo desse errado durante o processo? Ainda assim, alguém decide se arriscar em nome da ciência.


— Eu vou fazer isso. Vou ser o primeiro humano, a tentar viajar pelo Buraco de Minhoca. — A decisão corajosa havia partido da esposa de Wesker que já vinha ansiando por uma oportunidade como esta, por mais maluco, arriscado e perigoso que fosse. Com a ajuda de sua Inteligência Artificial e Monica, Ela até já havia desenvolvido uma roupa de proteção que era uma espécie de sobrepele feita com nanotecnologia que também poderia servir como uma excelente camuflagem.


— Você tá louca! — Exclamou seu marido, achando que eles ainda não estavam prontos para dar mais esse passo em seu experimento. — Não sabemos se o Buraco de Minhoca é estável o suficiente para um humano passar por ele.


— Bom, em algum momento, nós teríamos que fazer alguns sacrifícios e se arriscar, se quisermos realmente ter êxito em nosso projeto. — Ela estava tão determinada que nada parecia capaz de fazê-la mudar de ideia.


— Você tem certeza que irá fazer isso, Ada? — Questiona Monica que também estava receosa, embora uma parte dela também estivesse muito curiosa por ver seu projeto evoluir.


— Se a ciência vivesse de medo ou hesitação, os cientistas mais famosos do mundo nunca teriam feito grandes descobertas e, nem tampouco, veríamos a Ciência Evoluir. — Spencer por outro lado pensava como Ada e também estava sedento por desbravar mais do grande Atalho que eles criaram. — Vamos pensar positivo, Birkin. Quem sabe em breve você terá a chance de rever o seu marido e o seu irmão. — Por alguns instantes, Birkin ficou refletindo sobre isso e um medo se apossou dela. Por puro instinto, suas mãos param sobre a sua barriga que ainda nem tinha começado a crescer, aquele simples gesto não passou despercebido pelos olhos azuis de Albert.


— Se algo der errado durante minha viagem, Alice me puxará imediatamente de volta. Certo Alice? — Ada indagou tentando esconder que estava muito nervosa.


— Sim, Doutora Wesker. Estou programada para avaliar qualquer erro durante o processo e trazê-la de volta em segurança. — Afirma a voz robótica de Alice. Apesar do grupo ficar dividido, ainda assim eles decidem confiar nas habilidades de Ada e de seu Super Computador.


Eventualmente, o plano acaba por dar certo após várias tentativas. É quando eles conseguem fazer mais uma descoberta impressionante: Nas suas várias tentativas de viajar pelo Atalho, a esposa de Wesker, enfim, acaba conseguindo viajar para o Futuro, saltando direto para a semana seguinte e ficando presa lá por duas horas e, nesse meio tempo, perdendo o total contato com o laboratório da Umbrella. E quando conseguiu retornar ao presente, a esposa de Wesker descobre que já haviam se passado mais de 24 horas. Ou seja, viajando próximo da velocidade da luz, o tempo havia passado mais lentamente para Ela no futuro do que para os cientistas que permaneceram no presente.


Todavia, isso nem era a parte importante daquela viagem temporal. A parte mais importante era que a viagem no tempo era possível e que as duas horas no futuro foram o suficiente para fazê-la vivenciar uma experiência nada divertida e um tanto chocante, capaz de causar grandes consequências no presente.


— Então, nós conseguimos construir uma máquina do tempo? Nosso buraco de minhoca funcionou? — Spencer estava radiante e ansioso para em breve compartilhar essa nova descoberta com o mundo e também, claro, poder lucrar financeiramente com isso.


— Caramba, você nos assustou. Achamos que tínhamos perdido você. Mas, você... conseguiu nos levar para o futuro. — Dizia Rebecca Chambers abrindo uma garrafa de champanhe. O grupo decide comemorar, porém o semblante da viajante do Tempo não era de entusiasmo, mesmo assim, ela decidiu que iria fingir que tudo tinha corrido bem, que eles foram bem sucedidos.


— Estamos muito orgulhosos de você, querida!


— Obrigada, querido. — Ada responde com um ar sarcástico. Wesker sentia que havia algo errado com a sua esposa, pois o tempo todo ela tentava desviar dos toques e questionamentos dele. Algumas horas depois, ela conseguiu ser deixada sozinha para se recompor. Após tomar um banho e se trocar, a cientista decide retornar para o laboratório, onde encontraria sua amiga e seu marido discutindo.


— Temos que mudar todo o procedimento. Isso não pode acontecer de novo! — Wesker resmunga para a Inteligência Artificial. — Você foi programada para detectar erros com antecedência e trazê-la de volta em segurança. O que foi que deu errado, Alice?


— Pelos nossos computadores não consegui detectar nenhum erro antes e nem depois da viagem, Doutor Wesker.


— Então, por que perdemos o contato com ela?


— É possível que houve alguma interferência externa, senhor.


— Alice pode estar certa. — Decide interferir Monica. — Há alguma interferência externa. Talvez, algum erro cometido por Ada durante o percurso, que nosso super computador não conseguiu detectar.


— Que tipo de erro?


— Não sei. Ela simplesmente poderia não ter seguido corretamente todos os protocolos de segurança. — Monica continuava resmungando enquanto digitava em seu computador. Ela estava tentando encontrar algum erro, ou alteração estranha dentro do portal que tenha passado despercebido, até mesmo por Alice. — Ada está diferente. Alguma coisa aconteceu lá. Ela viu alguma coisa no futuro que... — Mas, a doutora não conseguiu concluir a frase, pois se sentiu enjoada, novamente.


— O que foi? —Wesker tenta se aproximar da doutora Birkin para ajuda-la, mas para ao dar de cara com sua esposa parada na porta do laboratório.


— Você deve estar com enjôo da gravidez. — Aquilo os pegou de surpresa. — Eu sei bem como é essa... sensação. — Wesker e Birkin trocam olhares perplexos e desnorteados.


— Ada... Ada... — A voz de Wesker vacila diante do olhar feroz de sua esposa. — Você deveria estar... descansando agora.


— Ah, eu já estou pronta para a próxima viagem. — Ada continuou ironizando ao passo que se aproximava dos computadores e ignorava o par de traidores.


— Talvez, a próxima viagem... terá que demorar um pouco. —Albert se vê forçado a ficar cauteloso na presença de sua esposa. — Estamos verificando se houve algum erro durante a sua viagem.


— É. Você parece bastante preocupado, Albert. — Sua esposa fingi mexer num dos computadores enquanto a conversa estranha continua. — E você Monica... O que você acha que aconteceu? O que você acha que aconteceu comigo no futuro? — Mas, ao invés de sua amiga lhe responder, ela lhe faz outra pergunta.


— Há quanto tempo você sabe que estou grávida? — Embora Monica já imaginava a resposta.


— Desde que voltei do futuro. — Em seguida, ela decide ir direto ao assunto. — Precisei viajar para o futuro para descobrir que vocês dois... Vocês estavam me traindo. — A voz de Ada já estava trêmula de raiva. — E a pior parte é que... eu descobri isso... bem no meu aniversário... — Ela dá um sorriso forçado. Seu aniversário aconteceria, exatamente, dali uma semana. — Vocês dois... — Ela faz um gesto com o dedo apontando para o marido e para a amiga que estão igualmente horrorizados. — Me deram um dos piores presentes... — Nesse instante, a sua voz falhou.


— Eu... eu... — Monica tenta dizer algo, porém de sua voz não saía nada. Ela coloca suas mãos sobre o seu ventre como se quisesse proteger o bebê.


— Ada, apenas se acalme e, então, a gente pode tentar conversar. Pelo menos me deixe tentar se explicar. — Seu marido tenta se reaproximar dela, mas a cientista se esquiva de seu toque e lhe dá um tapa na cara.


— Não seja hipócrita! E não tente me persuadir, Wesker. Não há nada pra explicar! Eu sei exatamente o que cada um de vocês irá dizer pra se justificar. — Ela tinha ido para o futuro e presenciado toda a discussão, como se fosse uma mera telespectadora. — Eu sei que Monica me traiu por vingança.


— Não. É claro que não! — Grita Monica frustrada por toda aquela situação.


— Mas, foi seu próprio Eu do futuro que disse isso. Você queria quebrar esse meu ar de superioridade e indiferença pela morte do Leon. — No fundo Monica realmente guardava um ressentimento por Ada, após a morte de seu irmão. — E tudo bem... Eu sou boa em fingir que sou fria e arrogante. — Entretanto, nesse momento, seus olhos se lacrimejaram. — Mas, no fundo, eu... Eu tenho me sentindo culpada pela morte dele. Minha consciência anda tão pesada que... nem consigo dormir direito a noite.


— Não importa o que o meu outro Eu lhe disse... Você não teve culpa na morte do Leon, assim como ele não teve culpa na morte de Alice. — Monica estava sendo sincera. — Isso tudo é só as nossas emoções bagunçando a nossa mente.


— Ela tem razão. Estamos se deixando dominar por sentimentos que só estão nos machucando. — Wesker se reaproxima de sua esposa e toca em sei rosto numa tentativa de fazê-la baixar a guarda. — Eu sei que eu estraguei tudo entre nós. Mas, eu ainda acredito que... Nós ainda podemos e devemos... consertar as coisas. Nós devemos isso a... a nossa filha.


— A nossa filha?! — Ela indaga irritada e dá um murro sobre a mesa, assustando os outros dois cientistas. — Não. Você está completamente errado. Alice não era a sua filha biológica. — Ada lhe diz friamente trocando um olhar rápido com a outra mulher. — Se não acredita em mim... Pergunte a sua amante.


— O quê? Não! Isso é mentira sua! — Assim que Wesker diz essas palavras, ele se vira para encarar Monica esperando que ela confirmasse que sua esposa estava mentindo, porém a única resposta que obtém é apenas um desviar de olhos de sua amante. — Você é mesmo uma hipócrita. — Ele retorna o seu olhar enraivecido e magoado para a sua esposa. — Então, você também me traiu. E pior... você tem mentido para mim todo esse tempo.


— É por isso que eu preciso voltar ao passado. — Ada parecia tão fora de si. Ela nunca se sentiu tão obcecada por algo. — Eu quero voltar para o dia antes do nosso casamento... Ou, talvez, voltar muito antes disso. Antes de termos nos conhecido. — E enquanto a discussão continuava, um outro problema muito maior e difícil de controlar começava a surgir.


— Calem a boca! — Monica grita desesperada conseguindo chamar a atenção deles. Seus olhos se fixam num dos computadores que mediam a estabilidade do portal.


— O que está acontecendo aqui? — Nesse momento Spencer surgi abruptamente na sala, parecendo também muito preocupado. — Parece que todos os nossos computadores estão travando. —De repente todos os computadores do complexo entram em um loop infinito ou param simplesmente de funcionar.


— Os gráficos estão mostrando que o buraco de minhoca está ficando cada vez mais instável. — Diz Monica.


— Alice, o que está acontecendo dentro portal? É possível que o mal funcionamento dos computadores, esteja causando isso? — Indaga Wesker também começando a mexer nos computadores na tentativa de reverter o processo.


— Há uma grande interferência em nosso sistema. Isso está deixando o interior do portal instável. — Respondeu a AI.


— Então, devemos desligá-lo! Interrompa todo o processo, agora! — Ordena Spencer.


— Desculpe Doutor Spencer, mas está dando falha de sistema.


— Merda! Quanto tempo temos, antes de... — Não dá tempo dos 4 cientistas reagirem, pois dentro de uma fração de segundos, o buraco de minhoca entra em completo colapso. Consequentemente, após colapsar, uma força gravitacional se cria e é tão intensa e assustadora que, incontrolavelmente, vai sugando tudo para dentro do portal.


A partir daquele momento, se torna difícil prever o que aconteceu com cada objeto ou corpo que fora sugado para dentro do Buraco de Minhoca. Todavia, existiam algumas possibilidades: Ou tudo que foi engolido estava sendo puxado para diferentes direções e, no final, acabariam destruídos ou mortos. Ou, talvez, tudo estivesse perdido para sempre em algum lugar no Espaço-Tempo. Ou ainda, existia uma última possibilidade mais otimista, onde eles estavam seguros, vivos e conseguiram sim chegar a algum lugar. Quem sabe, eventualmente, eles conseguiram viajar até mesmo... para outra dimensão.




Notas finais
Olá pessoal! E a partir daqui iremos explorar a viagem no tempo e o Efeito Borboleta que isso causará nas vidas de Monica, Albert, Ada e Leon. Estou ansiosa pra vê-los apoiar a minha história 🫰🥰🦋