Efeito Borboleta

48 Além do Bem e do Mal


Notas iniciais
Saindo o penúltimo capítulo.


“Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.”

(Friedrich Nietzsche)

***


Raccoon City

2007


— Não! Deixa ela em paz! É a mim que você quer. — Determinada, Ada havia resolvido agir por conta própria e impedir a morte de Annie. E de fato conseguiu, chamando a atenção do Assassino para fora da casa.

Corajosamente, Ada ainda tenta fazer uma última tentativa de fugir de seu Algoz, porém tudo é em vão, pois logo está encurralada. Sem saída ela encara aqueles olhos azuis frios e, de repente, várias visões estarrecedoras começam a surgir em sua mente:

“Você precisa parar de fugir e aceitar o seu destino.”

“Ele está vindo.”

“Ele quem?”

“O Senhor do Tempo, ele está vindo atrás de você.” Às vozes e os cenários vão mudando, freneticamente, em sua mente.

“Ela precisa morrer pelo futuro.” E, então, ele surge pela escuridão da noite, com o seu manto preto esvoaçante e a arma apontada bem na direção de seu alvo. Todavia...

— Adaaaaa! — A última coisa que se lembra é da voz de Leon se misturando com o barulho ensurdecedor do tiro certeiro que deveria matá-la e dar um fim a tudo isso.




Raccoon City

2021


Wesker desperta assustado com aquele pesadelo horrível. Seus olhos, imediatamente, tentam fazer um reconhecimento do lugar, logo, se lembrando que estava na casa de Monica.

— Olá, senhor Wesker. Você está parecendo horrível. — Ele se surpreende por um instante, ao se deparar com os olhos verdes da jovem Redfield o encarando. Ele tem vindo ali desde o desaparecimento de Ada e de Leon que já estava completando um mês.

É claro que para poder ficar ali escondido, precisou convencer Claire Redfield a deixá-lo ficar e não denunciá-lo para a polícia. A ruiva também costumava vir ali, na esperança de encontrar seu amigo desaparecido. E foi assim que eles acabaram se esbarrando. Então, para conquistar a confiança dela, o cientista resolveu lhe revelar toda a verdade sobre a viagem no tempo e até mesmo acabou lhe revelando que era o pai biológico de Leon e que Burton sabia disso. Era óbvio que a jovem jornalista não quis a princípio acreditar em nada daquilo. Até que resolveu fazer um exame de DNA que acabou comprovando a veracidade da paternidade dele.

Então, de repente a existência de viajantes do tempo vindos de outras dimensões, já não era tão impossível assim. E isso era assustador. Entretanto, Wesker não era a única prova disso, ainda havia Spencer (que havia sido preso semanas atrás) e passou por exames que acabaram comprovando que o cadáver encontrado por pescadores na Floresta Arklay era do próprio Diretor da Umbrella, ou seja, haviam dois Spencers: um vivo e um morto existindo na mesma realidade.

Chris, Jill e a RPD, ninguém estava pronta para encarar aquele fato. Contudo, enquanto os S.T.A.R.S tentavam lidar com essas novas descobertas e continuavam investigando, Wesker continuou ali a espera. Se eles não voltassem, o homem jurou a si mesmo que viajaria pelas dimensões atrás do filho e só iria descansar quando, enfim, o reencontrasse.

— Não esperava encontrá-la aqui hoje, senhora Redfield? — Wesker se levanta do sofá e, quando estava cruzando o corredor para a cozinha, vê vários pingos de sangue caindo sobre o piso branco.

— Bem, eu senti uma coisa estranha. Não sei explicar. Acho que foi porque sonhei com o... Leon?! — E de repente o próprio Kennedy aparece na frente deles cambaleando e com uma das mãos segurando a barriga que estava sangrando.

— Me... ajuda!




Hospital Geral de Raccoon City

2021


Ele foi levado às pressas para a sala de cirurgia para retirarem a bala que estava alojada no abdômen. A sorte é que não havia atingido nenhum órgão vital, ainda assim ele havia perdido muito sangue e precisou de transfusão. Wesker, mesmo sabendo que poderia ser pego pela polícia, resolveu ir junto e acabou sendo o doador. De alguma forma, conseguiu salvar a vida do filho. No entanto, estava longe de poder respirar aliviado, pois o perigo ainda estava a espreita.

— Onde está o Leon?

— Ele realmente voltou?

Chris e Jill apareceram desesperados por notícias e, logo, ficaram em choque ao ver Claire e Sally Burton conversando com Albert Wesker, que estava deitado numa cama ao lado da cama de Leon, que continuava completamente inconsciente.

— Ele é o Wesker? — indaga Valentine. O cara que eles estavam tentando pegar, há semanas, estava ali o tempo todo?

— Deixa ele em paz! — Claire se viu tendo que se colocar na frente do irmão, para impedi-lo de fazer alguma idiotice.

— O que você acha que está fazendo, Claire? — Chris vocifera irritado com a intromissão da irmã. — Esse cara...

— Esse cara acabou de doar sangue ao Leon. Salvou ele. Então, ao menos dê um tempo para ele se recuperar.

— Redfield, ela tem razão. — Jill resolve abaixar a guarda e toca no ombro de Chris conseguindo fazê-lo recuar. — O que mais importa é que o Leon voltou. E que ele fique bem.

— É. Deixem ele descansar. Nesse momento, Leon precisa de repouso e nada de estresse. — Sally interviu tocando no rosto pálido de Leon que continuava dormindo. — Então, sugiro que vocês retornem amanhã para vê-lo. No entanto, Chris ainda não estava convencido disso, pois continuou fuzilando Wesker com seus olhos invocados.

— Vocês podem ir, eu não vou fugir. — Wesker afirma se sentindo meio cansado. — Além do mais, não sou uma ameaça a ele e a ninguém aqui. — Seus azuis pairam sobre o seu filho que continuava dormindo completamente alheio àquela discussão. — A verdadeira ameaça ainda está à solta.

— Isso tem haver com o assassino? — Chris indagou de novo, ainda muito intrigado.

— O melhor é vocês falarem com o médico amanhã. — Dessa vez, quem respondeu é Sally. — Mas, pelo que ouvi dele, a bala retirada do Leon é igual a bala encontrada no corpo do... do Barry... — falar em seu marido falecido a deixa tão melancólica. — Enfim, voltem amanhã.

— Eu vou ficar com ele. — Claire não queria sair de perto de seu amigo, agora que ele havia retornado.

— Não, eu fico. É hora de assumir o meu papel de pai. — Wesker a encara determinado, sabendo que ela iria entender.



***/ /***


— Então, vocês acham que foi uma boa ideia deixar Wesker com Leon? Podemos confiar nele? — Chris resolveu perguntar, após alguns minutos de silêncio enquanto dirigia o seu jipe.

— Eu não sei. Que dizer, nem sabemos se Ele não está envolvido nisso. — Jill também estava desesperada para solucionar os mistérios que pairavam sobre esse caso.

— Não. Ele... — Claire ficou cautelosa ao fazer a próxima revelação. — Ele estava comigo na casa dos Kennedy... quando de repente o Leon surgiu ferido e pedindo ajuda.

— O que ele estava fazendo lá? — Os olhos de seu irmão se arregalam como se fossem sair de sua órbita ocular.

— Ele estava esperando que... seu filho retornasse. — Claire lhe respondeu, observando do banco de trás as trocas de olhares desconfiados de seu irmão e sua cunhada.

— Filho? Eu ainda não consigo acreditar que aquele cara é... o pai do Leon...— Jill dizia ainda muito atordoada com tudo que estava acontecendo nos ultimos dias.

— Isso não faz o menor sentido. — Chris compartilha da mesma opinião de Jill.

— Ele é um viajante do tempo, Chris. É como aquela história do De Volta Para o Futuro, com o Marty McFly indo parar no passado, na mesma época em que seus pais ainda estavam no colegial e ainda nem eram um casal. — Claire tentou explicar da forma mais simples possível. — Só que dessa vez, é o pai que acaba vindo de uma outra dimensão e reencontrou o filho já adulto.

— Se isso é tudo verdade e não um caso de loucura coletiva... — Chris ficou reflexivo. — Imagina como vai ser quando Leon descobrir a verdade sobre o seu pai.






Hospital Geral de Raccoon City


2021


— Adaaaa! — ele desperta de supetão, gritando o nome dela. Seu coração está martelando, freneticamente, no peito e há uma dor aguda que o faz se contorcer na cama.

— Ei, se acalma. — Seus azuis são surpreendidos pela presença inesperada de Wesker que está em pé ao lado da cama, forçando-o a se deitar de novo. — Você está no hospital, passou por uma cirurgia e precisa repousar.

— O que... O que aconteceu comigo? — Sua mente ainda estava um tanto nebulosa.

— Você levou um tiro... — assim que Wesker diz aquela palavra, a mente de Leon começa a se encher de flashbacks: Lembranças de ter retornado para junho de 2007 e reencontrado com a sua mãe. De alguma forma, Ada havia conseguido mudar aquele passado e salvado a sua mãe, porém isso quase custou a vida dela.

— Ada... Onde ela está? — Antes que Wesker pudesse respondê-lo, o senhor e senhora Wong invadem o quarto em busca de notícias da filha.

— Onde está a minha filha? — o senhor Wong indaga desesperado. — Dizem que você foi o último a estar com ela. Então...

— Desculpa, tentei impedi-los de entrar, mas... — Claire se justifica e se sente frustrada, trocando um olhar com Leon que parecia, completamente, perturbado. — Ele acabou de passar por uma cirurgia difícil, ainda está se recuperando. — Ela tenta acalmar o homem mais velho. — Senhor Wong, precisa ter paciência!

— Paciência?! — exclama a senhora Wong totalmente indignada. — Faz um mês que nossa filha sumiu. E tudo o que mais ouvimos da polícia é TENHA PACIÊNCIA. — Ela está à beira de chorar quando se aproxima da cama e coloca as suas pequenas mãos sobre uma das mãos de Leon. — Por favor, diga ao menos que você estava com ela? Que a viu? — Seus pequenos olhos de traços orientais encaram Leon demoradamente.

— Sim... Ela estava... bem... — Ele vacilou por um instante quando outras memórias lhe vem a mente. Memórias do Assassino mirando a arma na direção de Ada, enquanto ela estava caída no chão, sem chance de se defender. Inexplicavelmente, ele conseguiu outra vez parar o Tempo, mas apenas por um segundo, o suficiente para pular na frente daquela bala e salvá-la.

— E, então, cadê ela? — senhor Wong retorna a indagar. Leon desvia os olhos para Wesker e Claire, esperando que eles pudessem responder aquela pergunta que ele mesmo ainda não tinha resposta.

— Olha, ele realmente acabou de despertar e ainda está muito fraco e desorientado. — Wesker novamente estava intercedendo por Leon deixando-o perplexo.

"Por que aquele homem ainda continuava ali? Por que ele continuava interferindo em sua vida? Por que a sua mãe olhou para Albert Wesker daquele jeito tão estranho?"

De repente a resposta vem em outro flashback:

"Por que você fugiu? O que você está fazendo aqui?"

"Eu estou procurando pelo meu filho."

Aquelas lembranças, paulatinamente, foram se transformando em outra lembrança estranha que era na verdade um Déjà Vu, resultado daquela outra dimensão no Passado:

"Quem é ele, mãe?" Seu eu mais jovem questiona, encarando o outro homem estranho parado ao lado de sua mãe.

"Leon, ele... ele é o seu pai." E então, Leon tem um vislumbre de sua mãe e Wesker na sala de sua casa, aquele breve momento que foi o suficiente para sentir e perceber uma faísca entre eles. Uma faísca cheia de significado...

— Não, não, não... Isso não faz sentido! — Leon sai daquele torpor e encara Wesker, só agora percebendo como aqueles azuis se pareciam tanto com os seus azuis. Seu coração está a mil e sua mente está tão atormentada.

— Leon, o que você tem? — Wesker tenta se aproximar e acalmá-lo.

— Não me toque! — ele grita encarando assustado aquele homem que, até então, odiava sem nem saber bem o porquê. — Saia daqui! Saia! — Leon solta um grito tão cheio de agonia, deixando Wesker nervoso sem saber como lidar com aquela situação. Por um instante, pai e filho se encaram compartilhando do mesmo sentimento de tristeza. Logo, Sally chega por ali para colocar o lugar em ordem, expulsando todo mundo dali e deixando o paciente sozinho para lidar com os seus próprios sentimentos confusos.


Raccoon City


Véspera de Natal de 2021


Dois dias depois, Leon conseguiu receber alta e pode passar o Natal em casa, só que ele não estava no ânimo para comemorações. Ainda assim, os irmãos Redfield junto com a Valentine e Sally resolveram passar a ceia ao lado dele. Quer dizer, todo ano Kennedy passava a ceia junto com os Burton, porém dessa vez, Barry não estava ali. Assim como a sua mãe, seu capitão também estava ausente. Além disso, Ada Wong ainda estava desaparecida. Então, o que havia realmente para se comemorar?

— Ei, eu sei que está difícil. Mas, por enquanto apenas tente se concentrar em se recuperar. — Sally tentou confortá-lo de alguma forma. Mesmo para ela estava sendo difícil; após tantos anos de casamento; era o primeiro Natal que passaria sem o marido.

Eventualmente, Leon se esforçou para estar ali na presença deles, mesmo sem estar no clima. Ele tentou se apegar as palavras de Chris e Jill que lhe prometeram continuar procurando, incansavelmente, por Ada. E ele sabia que a equipe estava trabalhando bastante, era nítido ao olhar para o rosto cansado deles.

Em algum momento, durante a ceia Leon parou para observar Chris e Jill interagindo com a filha deles, Jenna. E ele percebeu que eles ainda eram uma família e que havia amor, especialmente, quando o Redfield (um pouco alterado pelo vinho) resolveu aproveitar que apenas ele e Valentine estavam sozinhos na sala e a puxou para uma dança. E eles dançaram, riram e trocam olhares muito íntimos.

— É. Tia Claire tem razão, eles combinam muito. — Jenna surgiu ao seu lado e decidiu espiar também aquele momento particular entre o seus pais que continuavam, completamente, alheios aos dois pares de olhos que os espiavam.

— Você gostaria de vê-los juntos de novo? — Leon sussurrou de repente se sentindo curioso.

— Eu acho que sim. Porque eu não quero ir embora e ter que ver o meu pai uma ou duas vezes no mês. Isso quando ele tem tempo pra me ver.

— Eu entendo. — Ele se viu pensando sobre a sua própria infância. Bem, ele teve Burton, mas houve uma parte dele que ansiou conhecer o pai biológico. Quer dizer, nem que fosse para brigar com ele e saber o porquê foi abandonado.

"Droga! Porque ele estava pensando sobre isso agora?"

As horas foram passando, logo a ceia terminou e o pessoal foi embora, deixando apenas Claire para trás que decidiu ficar para cuidar dele. Lá fora uma neve fina caia, forçando-os a ir se aquecer na frente da lareira.

— Você não precisava ter ficado.

— Precisava sim, para te fazer companhia e puxar a tua orelha, caso você saísse da linha. — Ela dá um soco leve em seu ombro, conseguindo provocar um breve sorriso nele.

— Então, quem você teve que ameaçar para te ajudar com a árvore de natal? — Toda época de natal, Claire o forçava a montar a árvore e já havia se tornado o ritual deles.

— Bem, você está com ciúmes porque dessa vez arranjei alguém mais simpático.

— E quem é esse alguém simpático? — O clima que estava ficando leve entre eles, infelizmente, não permaneceu até o fim daquela conversa.

— Bem, você não vai gostar... — Claire desvia o olhar para a lareira e vacila. — Foi Albert Wesker.

— O quê?!

— Durante essas semanas em que você esteve desaparecido, ele esteve aqui. — Enquanto ela lhe dizia aquelas coisas, Leon se levantou enfurecido e deu as costas a ela, só para dar de cara com Wesker parado de braços cruzados no outro canto da sala.

— Merda! O que você acha que está fazendo aqui? Como você entrou...

— Entrei pela porta. — Wesker ironizou dando um sorriso que só irritou ainda mais Leon. — Vim lhe desejar um Feliz Natal.

— Você nem deveria estar aqui. Então, vá embora!

— Precisamos conversar.

— Conversar sobre o quê? Você chegou tarde demais. Nada que você diga irá mudar as coisas. — Ele dá um passo, perigosamente, mais perto de Wesker que não recua e nem desvia o olhar. — Pode ter mudado naquele mundo no passado, mas aqui... neste Mundo, nada mudou. — Seu tom é tão cheio de rancor.

— Você tem razão. Talvez, seja tarde demais para eu bancar o seu pai. — Seus olhos azuis estavam carregados de remorso. — Ainda assim, eu quero cumprir a promessa que fiz ao Burton e para a sua mãe.

— Que promessa?! — Leon estava uma bagunça emocional, era uma mistura de raiva, mágoa, medo e tristeza.

— Eu prometi que estaria aqui ao seu lado e que iria te proteger. — Seus azuis são sinceros contra os azuis tempestuosos de Leon.

— Eu não preciso de você! — Leon grita sentindo o seu sangue ferver de raiva. Porém, no minuto seguinte, o detetive para e começa a sentir uma dor latejante na cabeça que vai aumentando, rapidamente, o forçando a fechar os olhos e dessa vez soltar um grito de dor.

— Leon o que foi? — Claire e Wesker chamam o nome dele várias vezes, assustados com aquela situação. E de repente as vozes deles começam a se misturar, tenebrosamente, com aquelas vozes estranhas e perturbadoras que ficam ecoando em sua mente, o deixando louco.

— Paraaaaa! — Quando ele reabre os olhos começa a ver as paredes da sala se moverem, repentinamente, assim como cada objeto ali que começa, inexplicavelmente, a levitar. O chão sobre os seus pés começa a tremer sem parar.

— Leonnnn... — Seus olhos procuram Claire que dá um último grito de pânico, antes do rosto dela começar a ficar distorcido, até se transformar num borrão e ela desaparecer como num passe de mágica, assim como o próprio Wesker. E então, surge um silêncio angustiante e horrível.

De repente, Leon sente como se mãos invisíveis o arrastassem para dentro de uma escuridão. Uma escuridão mórbida que o sufoca e o domina. E ele tenta lutar, desesperadamente, todavia, não consegue se libertar da força imprevisível do Buraco Negro.

***/ /***


"Sinto muito Leon, mas é hora de aceitar o seu destino." Com o som cruel daquela voz, Leon desperta num solavanco como se tivesse despertado de um pesadelo terrível, só para descobrir que caiu em outro pesadelo pior ainda.

Há um som de um trovão que faz seus olhos por um instante se distrair tentando olhar para o céu e apenas encontrando uma névoa densa. Uma névoa que encobria tudo a sua volta, exceto pelo enorme prédio da Corporação Umbrella que está bem ali a poucos metros dele.

Ele se levanta e sem ter aonde ir, decide entrar dentro daquele Prédio mesmo sentindo um pressentimento ruim.

Está chegando a hora em que Leon terá que fazer a sua escolha mais difícil...

— Quem é você de verdade? — Nesse instante; o homem que se alto-proclamava o Senhor do Tempo; decide abaixar o capuz e, enfim, revelar o seu rosto.



Notas finais
O próximo capítulo será o último capítulo. Caramba, dá pra acreditar que mais uma história está chegando ao fim? Bjus e nos vemos no último capítulo ❤️😘