Efêmera Ilusão
34 Capítulo XXXIV: Mc Donald's.
Notas iniciais
– Você não acha que eles ficam fofos juntos? – observo Jennifer e Charlie sentados a umas quatro mesas de mim e Josh, eles conversam animadamente.
– O que você vai querer comer? – Josh ignora minha pergunta, olhando para o cardápio.
– Um hambúrguer com bastante cheddar e uma Coca, Josh. Você vai ignorar muito as coisas que eu falo? Porque se vai, eu arrumo um cara mais legal para me acompanhar no lanche. – provoco-o e ele me fuzila com os olhos.
– Você sabe que eu não estou gostando nada dessa história de Charlie ficar de namorinho com minha irmã. E não, você não seria louca. Já volto, vou fazer os pedidos. – ele levanta e vai até o balcão.
Charlie e Jennifer se conheceram não faz nem vinte minutos e já estão super entrosados, eu sabia que Charlie conseguiria dar um jeito. Josh queria que os dois ficassem na mesma mesa que nós, mas Jennifer achou melhor eles sentarem sozinhos e pela primeira vez na vida, concordamos com alguma coisa. É certo que ela caiu nos encantos do meu irmão, até quando come a batata frita ela tenta seduzi-lo. E é claro que Charlie conseguirá ficar com ela ainda essa noite, de repente até dormir em nosso apartamento... Porque não? É só meu querido namorado não atrapalhar em nada.
– Posso saber o que a está distraindo tanto? – Josh me tira de meus pensamentos. Ele senta ao meu lado e arruma o travesseiro de Serena no carrinho. – Dorminhoca... – ele sussurra e aperta de leve a bochecha da nossa filha.
– Estava pensando... Charlie pode até conseguir algo com a sua irmã hoje. – sorrio para Josh animada, ele faz uma expressão brava e suspira.
– Nem pensar. Eu não sei nem se Jennifer não é virgem, Lex. Pare com isso.
– Ah, Joshua. Por favor. Jennifer não tem quinze anos, chega desse seu ciúme bobo e desnecessário. Se você bem se lembra, eu também era virgem quando fiquei com você. E não foi Charlie que nos impediu de transar. O resultado de tudo isso está aqui oh! – aponto para Serena que dorme tranquilamente com a mão no rosto.
– É diferente, eu amo você. Quando você transou comigo eu estava disposto a ter algo sério com você. – ele ri e passa as mãos no rosto.
– Quer saber? Aonde queremos chegar com esse assunto idiota? Nós dois sabemos que Jennifer não é virgem, chega. – bebo um longo gole da Coca-Cola que Josh trouxe.
– Alexandra, porque que ela ficou tão apavorada quando nos pegou transando em Nova Jersey se ela não é virgem? Era só uma transa comum, mamãe e papai. Não tinha nada para achar estranho naquela situação.
– Vai ver ela pensava que o irmãozinho cafajeste dela era virgem. – dou uma risada fraca e Josh me repreende com o olhar.
– Eu sou cafajeste? Estou praticamente casado com você, sou pai de uma menina linda e sou cafajeste? Não sabia que você achava isso. – a menina do balcão chama Josh e ele volta com nossos lanches.
– Eu não te acho cafajeste amor, estava só brincando. Mas era o que eu achava antes de Taylor nos apresentar naquela festa. – sorrio tentando confortá-lo.
– Então vocês duas falavam de mim? – ele coloca um sorriso convencido no rosto.
– Na verdade não, antes de irmos à festa, Tay me disse que tinha um cara para me apresentar e que ele era um gato, mas quem disse que você era um gato foi ela. Ai eu perguntei quem era e ela disse que era um amigo do Paul e eu pensei: Ih! – Josh ri com o modo que eu falo, dando uma mordida grande em seu hambúrguer. – do que você está rindo?
– Quando você conta suas conversas com Taylor fica parecendo uma colegial. Isso é engraçado e sexy ao mesmo tempo. – Josh fala de boca cheia e me lança um olhar sedutor.
– Ok, não fale de boca cheia, isso não é sexy. Nem com esse olhar que você faz. – dou uma gargalhada.
– Você vai ver o que é sexy e o que não é quando chegarmos em casa, Srta Boulevart. – Josh se aproxima de mim e passa sua mão na minha.
Estamos indo para casa e Josh é a tensão em pessoa. O motivo eu sei muito bem, no banco de trás do carro está apenas Serena, sentada em sua cadeirinha. Charlie convidou Jennifer para uma festa que terá na casa de um de seus amigos e ela aceitou sem hesitar.
– Você sabe que não precisa se preocupar, não é? Charlie é responsável amor, logo Jennifer estará em casa sã e salva. – acaricio sua perna e ele põe a mão na minha, oferecendo-me um sorriso nervoso.
– Eu sei Lex, só não quero que ele fique... Brincando com minha irmã. – o sinal abre e Josh acelera, olhando para frente.
– E ele não vai, amor. É só um “encontro” – faço o sinal de aspas com os dedos. – Jennifer não é uma menininha, ela sabe o que faz, tenho certeza. E meu irmão não é nenhum tarado.
– Espero que ela não chegue tarde. – ele suspira e dobra na rua do nosso prédio.
– Tenho pena da Serena. – encosto a cabeça no banco e sorrio.
– Porque? – Josh me observa intrigado.
– Você, todo protetor e ciumento. Não vai deixar ela se divertir. E eu sei bem o quão chato isso é, tive um pai e um irmão ciumentos para me incomodar a adolescência inteira. A única diferença é que Serena será uma adolescente e Jennifer já é um adulta, mais velha que eu.
– Você sempre tem razão. – ele sorri, se dando por vencido e entra no estacionamento do nosso condomínio.
Quando acordo, passo os braços no travesseiro de Josh e vejo que estou sozinha na cama, pego meu celular e checo as horas, três e meia da manhã. Ouço um barulho na sala e me levanto sonolenta, como estou só de calcinha, visto uma camiseta de Josh, caso Jennifer levante.
Chego na sala e me deparo com uma das cenas mais fofas que já vivenciei, Josh vestindo apenas sua calça de flanela preta, sentado no sofá com a filha no colo, que dorme calmamente. Tenho vontade de apertar os dois em um abraço mas me contenho, a sala está iluminada apenas pela luz da TV.
– O que meus dois amores estão fazendo fora da cama? – falo baixo e me sento ao lado de Josh, ele sorri e se estica para me dar um selinho.
– Perdi o sono e Serena estava acordada e de fralda suja. – ele ri baixo e Serena se mexe um pouco. – troquei suas fraldas e vim assistir um filme, curtir um momento pai e filha.
– Eu estou atrapalhando?
– Não, agora precisamos curtir um momento “filha no berço, e papai e mamãe se curtindo”. – ele passa a língua em seu lábio inferior e sorri.
– Você não presta, Joshua Harris. Me dê minha filha, vou colocá-la no quarto, quando eu voltar, nós poderemos curtir um momento papai e mamãe.
– No sentido literal? – Josh passa Serena cuidadosamente para meu colo e eu me levanto, indo em direção ao corredor.
– Não, quero uma posição mais gostosa. – ele fica boquiaberto e eu saio da sala, rindo comigo mesma.
Quando passo pelo quarto de Jennifer, vejo que a porta está aberta e a janela também, o luar ilumina o leito da cama e eu vejo que não há ninguém deitado nela.
Volto para sala e Josh assiste a um filme de espíritos, não sei como ele não tem medo.
– Pensei que Jennifer já tivesse chegado. – murmuro e me sento em seu colo.
– Ainda não. – ele responde sério e me abraça, puxando-me mais apertado para seu colo.
– Entendi o porque da sua falta de sono. – beijo-o no rosto e acaricio seu cabelo com a ponta dos meus dedos, ele fecha os olhos. – Você precisa relaxar...
– Concordo... – ele sussurra levantando a camiseta que estou vestindo até um pouco acima de meu umbigo.
Esfrego meus lábios nos seus e sinto sua respiração ficar mais alta, ele acaricia minha cintura com a ponta dos dedos, para cima e para baixo... A sensação de receber seu carinho em minha pele nua é muito boa e relaxante.
Passo minhas mãos por toda extensão de seu peitoral nu, ele me olha no olhos, um olhar de paixão, ficamos nos encarando por alguns segundos, até puxar-me pela nuca para um beijo quente e lento, sua língua percorre cada canto da minha boca e eu aproveito a sensação, descendo minhas mãos pelo seu caminho da felicidade. Nossas línguas brincam, preguiçosamente e eu mordo seu lábio superior, afastando meus lábios dos seus. Ele me olha confuso enquanto escorrego meu corpo, ficando de joelhos a sua frente, levanto meus braços e Josh me ajuda a tirar a camiseta, levo minhas mãos ao volume de sua calça e massageio Josh, ele aguarda ansioso por meus movimentos.
Quando o tiro de dentro de suas calças, ele está firme e extenso. Molho meus lábios e raspo-os em seu membro duro, da cabeça aos testículos. Ele joga a cabeça para trás e me observa, respirando forte.
Envolvo seu pênis com meus lábios e sugo firmemente, Josh enrola meus cabelos em suas mãos e pressiona minha cabeça levemente em seu sexo, estimulando-me a chupá-lo.
– Você. É. Muito. Gostosa. – ele murmura entre gemidos.
Cubro os dentes com os lábios e movimento minha boca no ritmo que Josh me pressiona, quando ele está quase chegando, tiro a boca de seu pênis e passo a língua por seus testículos, deslizando-a.
Ele me puxa bruscamente para seu colo, e arranca minha calcinha de meu corpo, levando um de meus seios a boca, a sensação é extasiante e eu aproveito-a.
Seguro o pênis de Josh com uma de minhas mãos e com a outra me apoio em seu ombro, ele me segura pela cintura, auxiliando-me a sentar em seu membro dolorosamente devagar, estou úmida, pronta para recebê-lo.
Adotamos um ritmo extasiante. Enquanto subo e desço lentamente, sentindo Josh escorregar em mim, a cada vez que encosto minha pélvis na sua, ele pressiona a cabeça de seu pênis no lugar mais fundo de minha intimidade, fazendo a nós dois delirar de prazer.
Somos apenas mãos, lábios, movimentos e gemidos, Josh é ávido e esfomeado, ele clama por meu corpo a cada cavalgada que dou, a cada vez que me levanto e sinto-o sair um pouco mais de mim.
Somos interrompidos pelo abrir da porta e pelos rostos de surpresa de Charlie e Jennifer, pelo vermelhão dos dois, sei que andaram fazendo algo que não querem que nós fiquemos sabendo. Sinto meu rosto esquentar de vergonha, e escondo-o no pescoço de Josh, que tenta tapar meus seios em um abraço de urso.
– Até que enfim vocês... Chegaram. – Josh fala baixo e sinto-o se mexer dentro de mim.
– E nós estamos interrompendo algo. Nós vamos pro quarto, ok? Divirtam-se. – O que?! Meu irmão fez uma revolução mesmo, essa nem parece a mesma Jennifer que surtaria vendo seu irmão transar com o que ela acredita ser uma vagabunda aproveitadora. Fico super contente. Mandou bem, Charlie!
Quando eles saem da sala, eu e Josh encaramo-nos boquiabertos por Jennifer ter sido tão calma diante a situação.
Faço Josh esquecer que fomos interrompidos e volto a me movimentar em seu colo, cavalgando com força e vontade, o único barulho na sala é de nossos gemidos e de nossas pélvis se chocando.
Gozo deliciosamente, apertando os braços de Josh e sentindo minha pélvis se contrair repetidas vezes, sob o efeito do orgasmo enlouquecedor que acabo de ter. Tiro Josh de dentro de mim, porque sei que só de me observar chegar ao orgasmo, ele goza em seguida.
– Então é assim? A diversão é só pra você? – ele me olha confuso e faz beicinho.
Sorrio e me abaixo, segurando seu pênis e chupando-o rigidamente enquanto o masturbo veemente, ele se surpreende e urra de prazer, paro de chupar para me explicar.
– Estamos sem camisinha esqueceu? Ou você quer outra Sereninha andando pela casa? – ele ri e puxa minha cabeça em direção ao seu pênis mais uma vez, após alguns segundos de pura fricção entre minha língua e seu membro grande e duro, ele chega com força em minha boca, quente e rígido, não dou-me tempo de sentir o gosto e engulo rapidamente em seguida.
– É a primeira vez que você faz isso... – ele me olha impressionado, com os olhos pesados de prazer.
– Sim, mais uma primeira vez... – sorrio e me levanto, dando-lhe um selinho demorado.
Depois de tomarmos um banho fora de hora, estamos deitados agarradinhos na cama, Josh acaricia minhas costas e eu me arrepio toda vez que ele passa as pontas dos dedos na minha espinha.
– Você viu a cara deles? – digo rindo, de olhos fechados. O quarto está iluminado pela fraca luz do abajur. Josh faz cara brava e me olha.
– Vi, aposto que o canalha do seu irmão tinha acabado de tirar a virgindade da Jenn.
– Ai, Joshua! Por favor! Ela não deve ser virgem. – caio na gargalhada e ele me abraça por trás, desligando o abajur.
– Realmente, agora ela não deve ser mais, deve estar na terceira trepa da madrugada a essa hora.
– Tomara, será sinal de que ela gostou do brinquedo de Charlie.
– Alexandra, por favor... – ele bufa e eu não consigo conter uma risada. – eu vou lá ver o que está acontecendo. – ele ergue-se para sair da cama mas eu o puxo.
– Joshua, não. Você e Charlie estão quites, esqueceu? Ele também viu a irmã dele transando. Você não tem do que reclamar.
– É diferente, você é minha namorada, mora comigo, mãe da minha filha.
– E quem disse que a Jennifer não pode ser tudo isso de Charlie daqui um tempo? Namorada, talvez, por agora? Outra, quando perdi a virgindade com você nós não namorávamos.
– Mas nós quase estávamos namorando...
– E quem disse que não pode ser o mesmo com Charlie e Jennifer? Por favor, deixe os dois se divertirem. – ele cede e deita na cama novamente, me dando um selinho demorado de boa noite, caímos em um sono cansado e aconchegante.
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