Eduardo e Monica
2 Capitulo 2
– Argh, eu odeio lavar a roupa, odeio ter que checar os bolsos de toda santa roupa que ponho no cesto. Odeio.
Foi quando, checando um jeans, percebeu um pedaço de papel. – Uhu, dinheiro – Não era dinheiro, eram só... números, num papelzinho.
Virou o papel, do outro lado, estava escrito
“Eduardo”
– Own, que fofinho, será que ele quer que eu ligue? Será que não seria meio oferecida? Bom, vou deixar para mais tarde – E prendeu o papel na geladeira
Monica gostara de Eduardo. Ele era simpático e educado. Era bonitinho também. Mas Monica não queria se envolver, sofrera uma decepção amorosa a pouco tempo. Mas o jeito como Eduardo sorria era cativante, o olhar bobo e perdido que ele tinha também.
(...)
–Oi Monica, que bom que ligou, queria te convidar pra sair. Tem uma festa, de um cara do meu cursinho, quer ir comigo?- Tentou parecer informal. O que não era verdade, porque ficara ao lado do telefone o dia todo. Literalmente. Uma cadeira, uns salgadinhos e um tablet podem fazer você se sentir no conforto do seu quarto, só que no meio do corredor.
–Ah, olha eu tenho um problemas com bebidas, então não me deixe passar dos limites sim? Quando, onde?
Ah, caramba, ela aceitou. Eduardo nunca tinha se sentido assim antes, o que era aquilo? Sentimento estranho.
–Tá, tudo bem . É na Avenida Olivas, casa 12. As 21:00 de hoje sim?
–Até lá. Obrigada
– Claro, a gente se vê lá, um beijo, tchau
*tu*tu*tu*tu*
Droga Eduardo. Beijo? Droga
(...)
Já estava super tarde, e Monica continuava bebendo. Lembrou-se do pedido que fizera a Eduardo. Lembrou-se de que ele não o estava cumprindo.
Mas não parou de beber. Eduardo estava meio tonto. Pedindo pra ir embora. Garotos e garotas se pegavam de um jeito nojento nos corredores. Monica estava bem acostumada, na verdade. Ia a aqueles ambientes toda noite. E admitia, as vezes (e bem envergonhada) que ela já fora um daqueles casais agarrados que eles estavam vendo. Uma vez, ficara tão bêbada, que quase fora estuprada.Mas por sorte, estava em uma boate bem segura daquela vez.
–Monica, eu não aguento mais. Quero ir pra casa.
–HAHAHAHAHA. Ah, qual é. Fala mais di volce – A voz começando a demonstrar o estado cerebral
Festa estranha, com gente esquisita
"Eu não to legal", não aguento mais birita"
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
–Monica, melhor a gente ir pra casa, tá tarde, minha mãe não sabe onde eu estou. Você ta bêbada pra caramba. Não dá pra ficar aqui. Vamos
–HAHAHAHAHAHAHA VAMOS
Tarde, eram quase duas da manhã. A mãe dele com certeza estaria esperando por ele na sala.E ele estaria em encrenca.
–Tá, eu vou HAHAHAHAHAHA MAS É SÓ PORQUE SUAMAE VAITEMAT
–Me matar, eu sei, vamos, vou chamar o taxi
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
"É quase duas, eu vou me ferrar"
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