Eduardo e Monica
3 Capitulo 3
“Vou ligar pra ela, quem sabe a gente não sai”
Talvez estivesse sendo meio precipitado, mas gostara tanto de Monica, que sentia uma estranha necessidade de tê-la por perto. Mas obviamente, precisava de um motivo para ligar.
“Bom, um simples encontro pra um lanche não é tão ruim, é?”
–Oi, Monica, é o Eduardo, tudo bem?
–Oi Eduardo, beleza, e você? Que que tá pegando?
–Ahhh, nada não, só queria – hesitou- tem uma lanchonete — começou a gaguejar – eu, você não, q-q-ueria sab-e-er se você não – respirou fundo – Monica, eu tenho uns vales refeição aqui. O lanche todo sai de graça, pra duas pessoas. Não quer ir comigo?
– Hahahaha, eu agradeço seu convite, mas já que é pra gente sair, não prefere ir ver um filme comigo?
–A-a-ah. P-p-ode ser Monica. Qual o filme?
–Ah, é um de um cara chamado Godard. Eu escolho um e a gente assiste aqui em casa pode ser?
Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
–Olha, eu não sei quem é esse cara, admito. Mas claro, vamos sim
–Putz, mas não tem graça se tu não sabe quem ele é. Ok então, vamos no parque da cidade?
–Cara, eu amo aquele lugar, vamos sim.
–Tá, embaixo do foguete da área infantil. Até lá
(...)
Eduardo teve que passar um espanador na bicicleta. Mas, quem a guardara na garagem? Eduardo usava aquilo todos os dias, pra que encher de caixas e tralhas em cima?
A mãe provavelmente chamara uma nova empregada, e ela não sabia do uso constante dquela bike. Levou numa bicicletaria na esquina para checar os pneus e todo o resto
(...Enquanto isso...)
O salao estava demorando mais que o previsto . Normalmente Monica fazia esse tipo de coisa sozinha no banheiro, com tintura de farmácia. Mas, pra Eduardo, talvez ela devesse ir no cabeleleiro, fazer as coisas do jeito certo pra variar
E era por isso que ela estava a 40 minutos sentada na cadeira do salão. Não que ela tivesse feito a mecha azul só por causa de Eduardo. Na verdade, ela queria fazer a um tempo, mas não tinha sobrado tempo. Veio bem a calhar, esse espaço entre o curso e o passeio noparque, sorrte que o horário estava disponível
Finalmente. Pronta.
Olhou no espelho. Perfeito. Agradeçeu, pagou, e foi embora.
“Só espero que andar de moto não estrague o meu cabelo”
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de "camelo"
(..)
Viu Eduardo ao longe, encostado no foguete. Parecendo decepcionado, a ponto de ir embora. “Droga, ele não pode achar que eu não quis vir. Quer dizer, é difícil achar alguém que não beba e tenha um emprego decente.”
Correu um pouco mais. Olhando ao redor, percebia como o dia estava maravilhoso.
As arvores balançavam suavemente com o leve vento que soprava, as folhas no chão, também aproveitando esse vento, dançavam baixo, quase sem sair do chão. O sol brilhava forte, apesar de não estar muito calor. “Acho que essa brisa ajuda a não derreter” Monica pensou.
–Eduardoo – Acenou os braços, esperando que ele a visse. Nada. Monica devia saber que ele era desligado demais pra perceber alguém o chamando a 15 metros de ditancia.
Agora era melhor, parou em frente dele e disse:
– E ai? – Se curvou para um beijo na bochecha. Mas Eduardo desviou e por um breve momento, seus lábios se tocaram. Mas Monica foi rápida, e desviou. Se afasou e viu as bochechas rosadas de Eduardo.
Que vergonha, as dela deviam estar piores.
(...)
Deitados em baixo de uma jaqueira, Eduardo fechava os olhos e ouvia histórias que Monica contava. Monica começava a falar sobre meditação quando Eduardo se levantou bruscamente.
Ele tinha percebido algo estranho. Primeiro achou que era um bicho, ai disfarçou e olhou bem, pra perceber que era o cabelo de Monica. Uma parte azul pendia do coque que ela fizera. “Melhor ficar quietinho, senão ela pode achar que eu achei feio”
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo
–Alôô. Eduardo, to falando contigo. Dá pra dizer o que foi?
–Não, nada não. Continua falando — Meu deus, como ele mentia mal.
–Bom, eu falava sobre meditação. Mas vamos fazer uma brincadeira – Monica sugeriu
–Ahn, eu não trouxe meu frisbee mas..
–Não não, olha, eu digo um tópico, como “signo” e voce diz o teu, ai eu digo meu. Entendeu?
–Claro, eu sou de Touro e voce Monica?
– Sou de Leao. Tenho 19 anos. E voce?
– Dezesseis.
Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
– Além de estudar, o que voce faz? – Eduardo perguntou
– Alemão. Bom, eu fiz alemão por toda minha adolescência. Isso conta né?
–Claro. Bom, deixa pra lá. Proximo
–Na-na-na-na-não pode ir falando. Responda ao tópico – Ela disse séria
–Mas, parece tão bobo perto de fazer alemão e tal, — Eduardo disse, inseguro
– Eduardo. F.a.l.a.
– Ingles, eu faço inglês. Eu aprendo coisas tipo “dog” “cat” “head” “nose”
– Hahahaha, Eduardo, não tem nada de bobo nisso. – Eduardo amava aquela risada
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
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