Ebony Cross
13 Décimo Segundo Capítulo - A Decisão
Notas iniciais
“Seja minha parceira eternamente.”
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Os olhos díspares me encaravam com ansiedade. Ainda estavam inseguros, mas queriam uma resposta já, algo que eu nunca poderia dar a eles. Talvez eu não pudesse dar essa resposta nunca, só depois do túmulo, quem sabe?
Balancei minha cabeça negativamente e comecei a andar até a porta. É claro que ele me segurou.
“Luciane!” Ele me virou. “Pelo menos me dê uma resposta direito, fale. Fale, mesmo que eu não queira ouvir.”
Consegui levantar meu olhar e encará-lo novamente.
“Jullyan... Eu lhe conheci dois dias atrás apenas. Qual resposta você acha que vai ser?” Perguntei, me arrependendo depois de ter sido tão seca e fria.
“Quando o amor é verdadeiro, Luciane, não importa se você conhece a pessoa há dois dias ou há dois anos! O amor não tem tempo para se instalar, para florescer...”
Suspirei. “Eu sei Jullyan. Eu entendo bastante sobre amor verdadeiro. Ultimamente parece que não, mas eu sei bastante sim.” Peguei as suas mãos nas minhas. “O seu amor verdadeiro está esperando em algum lugar, Jullyan. Sua noiva vampírica está só esperando você achá-la.”
Soltei suas mãos e andei em direção à porta, abrindo-a em seguida. “Amor verdadeiro é o que eu nunca sentirei por você, Jullyan. Adeus.” Saí do quarto, fechando a porta em seguida. Fui até o elevador. O vampiro não me seguiu.
Voltei para o piso térreo, saindo nas pistas de dança. A noite já estava chegando, alguns dos hóspedes já estavam acordados e estavam andando pelo clube.
Agora eu precisava achar Tobi e Raffy. Eu rezava para que eles ainda estivessem vivos. Enquanto eu passei a tarde inteira fazendo coisas indevidas com um vampiro, eles estavam arriscando suas próprias vidas, caçando o vampiro que eu também deveria estar caçando.
Perguntei a algumas pessoas se eles tinham visto meus amigos por aí. Demorou, mas finalmente alguém disse que viu um homem estranho de cabelos negros indo para o estacionamento. ‘Homem estranho’ para eles era exatamente o que eu estava procurando. Graças aos céus, Rafael estava a salvo.
Corri para o estacionamento até chegar à Land Rover. Espiei pelo vidro, me esforçando para enxergar através do forte insulfilm. Deitado no banco de trás estava meu amigão e, sentado no banco do motorista estava Tobias. O alívio e a alegria que invadiram meu peito eram indescritíveis. Meu loiro estava vivo, vivo e bem pelo que aparentava.
Nenhum dos dois havia me visto ainda, acho até que estavam dormindo. Respirei fundo. Eu não sei como eu reagiria ao falar com Tobi. Eu havia o traído, havia feito algo imperdoável ao homem que eu amo. Eu não sei se ia conseguir confessar pra ele os erros que cometi. Sei que, um dia, ia ter que contar, nunca ia conseguir viver comigo mesma se ele não soubesse, mas esse dia provavelmente ia demorar a chegar, e eu só podia torcer para que ele me perdoasse.
Contei até dez e abri a porta do passageiro. Para minha surpresa nenhum dos dois acordou. Fechei a porta fazendo um barulho mais alto do que o necessário, fazendo-os acordarem.
“Luce!” Raffy me abraçou desconfortavelmente pois estava no banco de trás e eu no da frente.“Você está bem! Você está viva!”
“Luciane, querida!” Tobi empurrou o outro de volta para o banco de trás e me abraçou forte, quase fragmentando meus ossos. “Ah Luce! Luce! Você não sabe o alívio que é ver você aqui, sã e salva!”
“A gente tava com medo, Luce. Você não voltava nunca!”
“Sim.” Tobi continuava me apertando. “Nós chegamos a pensar que talvez você... você tinha sido...”
“Pare Tobias, nem repita isso.” Raffy disse, balançando a cabeça como se para espantar esses pensamentos de sua mente.
O loiro concordou. “Você está aqui agora, isso é que importa.”
Ele finalmente me soltou e fiquei me sentindo muito mal depois. Eu não queria que ele me soltasse, nunca mais. Por mim, nós poderíamos morrer bem ali, desde que Tobi estivesse me segurando que nem ele estava há pouco.
Depois de ouvir todas essas palavras de carinho, de preocupação, vindo dos dois eu me senti cada vez pior. Eles tinham obviamente passado por aquele terror psicológico que eu também enfrentara, mas eles foram até o fim, eles procuraram pelo clube inteiro provavelmente, enquanto eu estava flertando com Jullyan. Eu não havia traído apenas o Tobias, eu havia traído o coitado do Rafael também.
“Querida, tá tudo bem? Você está tão quieta...”
“É Luce, achei que você ia ficar mais contente em ver que estamos vivos e sem nenhum arranhão.” Raffy falou em tom gozador, mas os olhos do loiro eram sérios, ele sabia que tinha algo me incomodando e provavelmente sabia que eu não estava nem um pouco a fim de discutir a respeito.
“Erm, estou bem sim gente. É só que... Sabe... A sensação de estar sozinha e indo enfrentar uma peste psicopata... Mexeu comigo sabe?” Menti, desviando meu olhar para o tapete do carro.
Tobias me abraçou mais uma vez, e o calor acolhedor dele me deu a impressão de que estava tudo bem.
“Foi horrível para nós também. Acho que isso mostra o quanto somos vulneráveis sozinhos. Somos uma equipe, uma família, e só juntos vamos conseguir fazer isso.” O loiro disse, ainda com seus braços fortes me protegendo.
“É isso aí Tobias. Pena que, na hora nós não percebemos, achamos que era melhor nos separarmos... Que burrada!”
Eu e o loiro não conseguimos nos segurar e rimos. Tudo parecia engraçado quando saía da boca de Raffy.
“Mas vocês acharam alguma coisa? Obviamente não acharam Sebastian, mas alguma pista talvez?” Perguntei assim que Tobi me soltou e voltou ao seu próprio espaço. Ele acenou negativamente com a cabeça.
“Eu também não achei nada não. Depois que acabou meu corredor eu fui dar uma olhada nas pistas de dança. Entrei em tudo quanto é porta que tinha lá. Até no banheiro feminino Luce! Eu não entro em um desde a sétima série!” Nós rimos. “Mas no fim não achei nada. Sinceramente acho que a ‘base’ do Senhor Psicopata não é aqui no Dungeon.”
“Eu também acho que não.” Falei. “Eu procurei em meu corredor e cheguei até uma biblioteca, mas não havia nada lá. Cheguei até a procurar no andar residencial de Jullyan, mas o resultado foi o mesmo.”
Nós três suspiramos juntos. Nós já tínhamos procurado pela cidade toda, nossa única luz no fim do túnel era o próprio clube, mas acabamos de provar que não tinha nada lá. É como se Sebastian fosse um fantasma, invisível. Ele era muito bom em se esconder, realmente.
“E agora?” Perguntei. “Aonde mais ele poderia estar?”
Os dois homens balançaram negativamente suas cabeças. Ninguém fazia ideia de onde ir agora.
De repente ouvimos um bater na janela do motorista. Todos nos assustamos, mas Tobi rapidamente abriu a janela do carro.
Um olho verde e um azul me encaravam enquanto ele falava. “Acho que posso ajudá-los.”
Notas finais
Queria só avisar que postei uma nova história, dessa vez da série Percy Jackson e os Olimpianos. Quem gostar dá uma olhada no meu perfil, o nome é The Way of the Warrior. (eu postaria o link aqui, mas estou tendo problemas com os links. D: )
Gostaria de deixar um feliz natal pra todo mundo viu? Boas festas, muitos presentes, muitas alegrias e muita comida boa de fim de ano! *o*
Eu posto mais um antes do ano novo. ^-^
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