Earth and Griffen: Two interconnected worlds

10 Capítulo 9 - O segredo revelado


Notas iniciais
Oi gente, espero que gostem do cap ;)

Duas semanas depois

Faz duas semanas que cheguei à Terra. Nesse meio tempo, me acostumei com o comportamento sério de minha avó. Ela disse que eu não ia ficar aqui de bobeira, então me fez treinar com o filho de Vulcano, Taylor Willians.

Taylor era um garoto alto, de cabelos castanhos e olhos um pouco azulados. Ele tinha 14 anos, por isso foi considerado velho para Lupa, que disse que geralmente treina crianças de uns 10, 11 anos de idade.

Como ele era o único humano que eu conhecia acabamos virando amigos. Ele era divertido, e me fazia esquecer de minha mãe e de todos os outros problemas. Mas eu não conseguia esquecer meu juramento.

–No que você está pensando? – perguntou Taylor

–Em nada Tay, só que logo você vai para o acampamento e eu vou ficar sozinha.

–Por que não vem comigo, a gente podia fingir que você é minha irmã.

“A gente pode ser Taylor, mas se for eu vou ter que matar Vulcano”.

–Não posso deixar minha avó sozinha, você sabe que meu reino foi tomado e que eu sou a única família que ela tem.

–Ok né, ainda acho muito doido você ser de outra galáxia. Mas... Sinto muito por Griffen.

Dei um pequeno sorriso e ajudei Taylor terminar de arrumar suas coisas. Ele partiria hoje à noite, e estava ansioso para conhecer o acampamento.

–Já que hoje é meu último dia por aqui – ele disse após arrumar sua mochila – O que acha de uma luta?

Fiz uma careta. Eu odiava lutar com espadas, preferia muito mais viver na paz, ou no máximo lutar com minhas garras. Mas já que era o último dia de Taylor...

–Tudo bem.

Peguei uma espada usada para treinamentos, já que Tay usava uma que fora presente de Vulcano. Começamos a lutar, mas nenhum avançava. Eu atacava, ele bloqueava. Ele atacava, eu bloqueava. Até que vislumbrei alguém falando com minha avó e me distrai, e Taylor conseguiu tirar a espada de minhas mãos.

–Nunca se distraia em uma batalha Helena – ele riu – Vou guardar as espadas, já volto.

Não prestei muita atenção, pois já estava seguindo na direção de Lupa. Eu nunca tinha visto um deus, mas sabia que o cheiro deles era diferente (o de Taylor também era meio estranho), e o cheiro desse cara era bem diferente.

Aproximei-me e fiquei a uma distancia segura, de modo que eles não podiam me ver e eu podia ouvi-los.

–Como Helena está? – o homem perguntou. Eu não podia vê-lo, mas estranhei por ele me conhecer.

–Ela está bem meu senhor. É boa lutadora, mas não gosta muito de espadas. Ainda sente muita falta de Griffen.

–Sinto muito por sua família Lupa. Logo você deve contar a verdade para a garota, detestaria que ela descobrisse que sou o pai dela por outro modo.

–Farei sua vontade senhor, mas não acredito que isso seja bom para Helena. Ela parece evitar o assunto do pai biológico a todo custo, como se não falar faria o senhor desaparecer.

–Eu sou o pai dela Lupa. Eu errei com a mãe dela, não vou errar com Helena. Sabe que eu não posso cuidar disso diretamente, mas você pode. Espero que faça esse favor para mim.

As vozes pararam e o cheiro se foi, então supus que ele tinha ido embora. Fui até minha avó, que parecia um tanto perturbada.

–Você ouviu, não é?

–Digamos que sim, e estou mortalmente irritada por ter mentido pra mim. Eu confiei em você Lupa.

–Eu sigo ordens Helena, já devia estar acostumada com isso.

–Então me fala, quem é meu pai?

–Ainda não é o momento, logo você saberá.

–Mas...

–Chega! – ela rosnou, mas não me intimidei – Eu lhe direi quando for a hora. Só posso dizer que ele é muito poderoso, só isso. Agora vá atrás do seu amigo Willians, ele partirá hoje, e pare fazer de perguntas.

Ela saiu me deixando sozinha. Que raiva, ela sabia o tempo todo quem era meu pai, e se recusa a me contar!

Fui até a caverna onde Taylor guardava minha espada. Eu sentiria falta dele, mas poderíamos nos ver ás vezes quando eu e minha avó fossemos visitar o Acampamento Júpiter.

–Que foi? – ele perguntou – Parece que viu um fantasma.

–Mais ou menos. – eu disse me sentando em uma pedra – Eu vi meu pai.

–Mas seu pai não está mor... Preso no seu reino?

Contei a Taylor tudo sobre meu nascimento, sobre eu ser filha de um deus. Ele ficou surpreso, e meio revoltado contra meu pai.

–Isso é um absurdo, que desrespeito com sua mãe! – ele exclamou – Mas vou dizer a verdade, isso não é muito a cara dos deuses. Vulcano jamais faria isso, ele é gente boa. Quem tem mais a ver com mulheres são Mercúrio, Febo, Netuno e Júpiter; mas não surgem filhos de Júpiter, Netuno e Plutão há anos...

–Lupa disse que a hora de eu saber ainda não chegou, então...

Um lobo apareceu e disse que Taylor devia partir. Eu não gostava nada dele ir embora de noite, mas ele disse que podia se cuidar sozinho.

–Bem, acho que isso é um adeus. – disse Taylor na entrada da caverna, ele tinha uma mochila nas costas e sua espada na mão.

–Na verdade um até logo, vamos nos ver de novo.

Abraçamo-nos e assisti meu único amigo sumir na mata. Em seguida voltei para dentro da caverna. Lupa me encarou, mas não disse nada. Se ela pensa que vai ser fácil assim está enganada. Eu descobrirei quem é meu pai, ele se arrependerá de ter tirado a honra de minha mãe.

–Precisamos conversar – disse minha avó após ver que eu não falaria nada. Eu a segui até seu quarto, onde ela guardava as suas fotos.

–Vai me contar quem era o deus com quem conversava?

–Vou, seu pai acha que já está na hora de você saber. Conversei com ele enquanto falava com Taylor.

–E então?

–Espero que não aja feito criança. Eu também senti raiva de seu pai, ameacei não cuidar mais dos semideuses. Mas de nada iria adiantar, já estava feito. Você foi uma benção para Clara, sua primogênita, ela te amava.

–Lupa...

–Teu pai quer se redimir, ele não quer que você sofra mais do que sofreu. Não fique com raiva, nada pode trazer minha filha de volta...

–LUPA! – gritei e ela rosnou, mas eu também estava brava – Quem é o meu pai?

–Quem é seu pai? Teu pai é Poseidon!

Notas finais
Gente comentem aí vai, pq eu escrevo e não vem resultado :( Bjs da CorujaMor