Earth and Griffen: Two interconnected worlds

11 Capítulo 10 - Cameron em perigo


Notas iniciais
Aqui está o último capítulo antes das minhas "férias". Só voltarei a postar lá em dezembro provavelmente... Bem, espero que gostem ;)

Eu estava deitada do lado de fora caverna, olhando as estrelas. Em minha mente eu revivia toda a conversa que tive com Lupa, sobre uma parte da personalidade dos deuses ser grega, sobre como meu pai era o deus dos mares...

–Você não deve contar isso para ninguém – avisou minha avó antes de sair com sua matilha – Gregos e Romanos devem viver separados, se você se importa com Willians, jamais dirá que seu pai é Poseidon.

Eu estava muito confusa, afinal jurei fazer meu pai se arrepender de ter entrado em Griffen, mas é mais fácil falar do que fazer. Eu já tinha ido em busca de vingança uma vez, e isso acabou destruindo Griffen. Se eu não tivesse ido atrás dos vampiros minha mãe estaria protegida no forte do palácio, onde é impossível entrar.

Levantei-me e voltei para a caverna, mas percebi que eu não estava sozinha. Reconheci o cheiro de meu pai, e infelizmente meu desejo vingativo voltou. Observei o homem a minha frente de maneira fria, ele vestia um traje de pescador, e tinha uma expressão serena no rosto.

–Olá. – ele disse antes de eu fazer minhas garras crescerem e lhe dar um tapa. – Calma ai criança!

–Vai embora! – gritei voltando ao normal e indo em direção ao quarto de minha avó, que também era o meu.

–Helena vamos conversar. – ele veio dizendo enquanto me seguia – Filha...

–Não me chama de filha!

–Tudo bem, tudo bem. Helena, por favor, me escute. Eu sei que errei feio com sua mãe...

–Você tirou a honra dela!

–Eu errei Helena – ele exclamou quando me sentei de costas para ele – Não tenho desculpas para isso. Mas eu quero concertar isso, não vou te deixar sozinha.

–Eu não preciso de você, já tenho Lupa e seus lobos, sem contar meu amigo Taylor.

–Mas eu sou seu pai! – nessa hora eu perdi a paciência e me voltei para ele.

–Não é! – eu gritei sentindo algumas lágrimas escorrendo – O meu pai é o príncipe César! Ele que cuidou de mim, ele que passou toda a minha vida comigo, ele que me amou! A única coisa que nos une é que eu tenho a droga do seu sangue podre nas veias, VOCÊ NÃO É O MEU PAI!

Poseidon pareceu se irritar com minha ousadia, pois senti um pequeno tremor, mas era verdade, ele não era meu pai.

–Não fale assim comigo, eu sou um deus. Eu sou uma das criaturas mais poderosas do universo. Eu posso te dar tudo!

–A única coisa que eu quero você não pode me dar.

–Me diga Helena – ele se animou – Quer ouro? Joias? Um filhote de panda?

–Eu quero a minha família de volta! – ele se calou. Virei-lhe novamente as costas.

Ficamos um longo período em silêncio. Eu tentava controlar as lágrimas, mas elas insistiam em descer, afinal eu nunca tinha falado assim com alguém.

–Eu sei que nunca vou ser como César, sei que não posso recuperar o tempo perdido. Mas, por favor, tente me perdoar um dia. Não posso ficar sempre com você, mas saiba que sempre estarei te guiando. Aqui, fique com isso. – ele me entregou um colar de ouro, bem bonito até – Vira uma espada se você apertar a pérola. Até mais, Helena.

Poseidon desapareceu em uma nuvem de poeira azul com cheiro salgado. Observei o colar e apertei a pérola de seu centro. Em instantes ele se transformou em uma espada de ouro imperial. Não era tão pesada como as de treinamento, então até que o presente foi legal.

Três meses depois

–Quinta Corte? Você ficou na Quinta Corte?

Eu e Taylor estávamos tomando sorvete em uma sorveteria em São Francisco. É a primeira vez que nos reencontramos desde que ele foi para o acampamento. Eu não estava muito animada pelo fato dele estar na Quinta Corte, que é o pior lugar onde ele poderia entrar.

–Eu poderia estar na Quarta, mas dei um jeito de me safar.

–Por que você faria isso Willians?

–É obvio minha cara Black – Taylor deu um sorriso maroto – Eu não sou certinho como eles, na verdade eu sou o capeta em pessoa. Mas o treinamento Romano é muito bom, gosto de militares.

Ri da resposta de Taylor, era verdade, de santo ele não tinha nada.

–E como vão os lobos?

–Estão bem, minha avó continua chata, mas fazer o que né?

–E seu pai? – fechei a cara com a menção de Poseidon.

–Meu pai é César, não quero falar sobre isso.

Ele pareceu entender, pois logo mudou de assunto. Poseidon não falava comigo desde o dia em que descobri que ele era meu pai, mas acho que era melhor assim. Eu não queria ficar com raiva, isso não estava me fazendo bem. Mas a espada que ele me deu era muito boa, consegui arrancar um elogio de Lupa ao vencer um filho de Marte em treinamento, claro que para os recrutas eu era uma semideusa em treinamento.

Mas uma coisa me perturbava. Ontem a noite eu tive meu segundo pesadelo desde que cheguei na Terra, e ele foi pior que o segundo.

“Eu estava em Tíron, mas tive que fazer um grande esforço para reconhecer, pois o reino estava destruído. Minha visão foi passando pelas ruas infestadas de vampiros e parou no palácio, onde o rei Mark, a rainha Paloma e Cameron eram mantidos prisioneiros.

Cameron estava acorrentado em uma cela nas masmorras. Sua camisa estava rasgada, seu rosto sujo de sangue e com uma barba rala.

Erik entrou na cela acompanhado por Ryan, mas pediu para que este esperasse do lado de fora. Ao perceber a presença do vampiro, Cameron se transformou em meio lobo, de forma que seus dentes cresceram juntos com suas garras, e seus olhos ficaram vermelhos.

–O que fez com meus pais? – ele gritou.

–Calma principezinho, eles estão... Vivos ainda. Mas isso pode mudar...

–Se ousar tocar em minha mãe ou meu pai...!

–Vai fazer o quê? Tentar me queimar como fez sua namorada? – ele se aproximou e deu um tapa em Cameron, fazendo seu nariz sangrar.

–Eu não vou deixar que a morte de Helena tenha sido em vão, você vai pagar!

–Ai que está a questão Mason Junior, Helena não está morta.

Cameron fez uma expressão de surpresa enquanto Erik andava pela cela.

–Meus homens não acharam seu corpo, então só pode significar que ela foi para a Terra.

–É impossível chegar lá, Paul Black era o único que conhecia o portal. – como Cameron sabia sobre a Terra?

–Bem, sua namorada deu um jeito, não há um vestígio dela desde o ataque.

–Vou dizer mais uma vez, apenas Paul Black conhecia o portal.

–É mentira! – gritou Erik e seus olhos ficaram negros – Seu pai te fez casar com Helena para que descobrisse onde ficava o portal, aposto que ela lhe contou alguma coisa, trate de falar onde está essa droga de portal!

–Está perdendo seu tempo, eu não sei onde fica. E se ela estiver mesmo viva, ela virá atrás de vingança, então eu desistiria logo.

–Muito engraçado garoto – Erik riu diabolicamente e puxou uma adaga de prata – É exatamente isso que eu quero, que minha sobrinha volte. Nenhum Black lobisomem ficará vivo, foi a promessa que fiz no leito de meu pai. Pelo que sei, o povo da Terra pode ter visões durante o sono, espero que ela esteja vendo isso agora, acho que você não gostará que se repita muitas noites como essa.

Ele fez um corte na barriga de Cameron, fazendo ele dar um urro de dor e voltar a forma humana. Acordei suando frio, ele sabia que eu estava vendo tudo, e que eu não era filha de César”.

–Helena? Black você está me ouvindo? – Taylor estralou os dedos na minha frente, fazendo-me acordar de meus pensamentos.

–O que foi criatura?

–Você conhece aquele pescador que não para de te olhar e que está vindo na nossa direção?

Olhei para trás e vi Poseidon se aproximando. Ele tinha no rosto uma expressão perturbada, e parecia que o assunto era sério.

–Precisamos conversar. – ele disse parando ao lado de nossa mesa. Ok, agora a coisa vai ficar feia...

Notas finais
Comentem pessoal, quero ver alguns comentário quando eu voltar a postar, não quero para essa história no meio, quando tá chegando a parte mais legal (na minha opinião de autora :) Bjs da CorujaMor