Notas iniciais
Olá gente, me superei aqui e consegui terminar os ajustes hoje, e como sou legal resolvi postar. Espero que gostem :)

Acordei com uma enorme dor de cabeça. Pelo que posso deduzir, estou em uma caverna, deitada em um saco de dormir. Quando fui levantar uma voz falou:

–Eu não faria isso se fosse você.

A dona da voz surgiu do meio das sombras: era uma loba branca de 2 metros de altura. Ela se aproximou e me observou com um olhar curioso.

–Quem é você? – perguntei e minha voz saiu fraca, provavelmente por causa do veneno que estava em meu sangue.

–Eu sou Lupa – ela disse sem emoção. Fiquei surpresa por estar vendo minha avó, depois de tudo que minha mãe tinha falado a seu respeito – O veneno de seu sangue já se dissolveu graças á o néctar que te dei. Agora me explique: o que você está fazendo aqui na Terra?

Eu não queria falar sobre tio John, nem sobre o reino, nem sobre minha mãe. Mas eu também não queria guardar tudo apenas para mim, então despejei tudo que tinha acontecido em meio às lágrimas. Lupa se manteve em silêncio, mas percebi que seus olhos lacrimejaram ao saber dos filhos que morreram.

–Não sei o que aconteceu com Griffen – ela disse quando terminei – Mas você ficará em segurança.

–Foi tudo minha culpa. – eu disse derrotada e ela me olhou com um pingo de carinho.

–Não foi. Clara tinha um censo de justiça muito forte. Você só confunde justiça com vingança, como Paul fazia. Bem, agora eu tenho que ir. Quando eu voltar conversaremos mais.

Lupa saiu do meu campo de visão, e como eu estava cansada acabei dormindo. Acontece que eu tive um pesadelo. Pode parecer normal, mas eu geralmente não tenho sonhos.

Eu estava no palácio de Griffen, mais especificamente na sala do trono. Mas nem minha mãe nem meu pai estavam sentados no trono; quem estava era Erik. Em vez de um saiote ele vestia um terno chique, como os do meu pai. Percebi que Erik falava com um homem que vestia trajes militares.

–Como foi nas províncias mais distantes Ryan? – perguntou Erik

–Muito bem majestade. Nossas tropas ocuparam cada cidade em Griffen, nenhum lobo teve sucesso em se rebelar.

–Excelente Ryan, quero ver algum desses vira-latas me tirar do trono agora. E como anda nossos príncipes favoritos? – Ryan deu um sorriso maldoso.

–Acho que os príncipes César e Arthur estão adorando a estadia nas masmorras.

–Muito bem – Erik sorriu, mas depois ficou sério – Fez o que pedi em relação à Morgana e sua filha?

–Sim meu senhor, mas ainda não entendo o porquê de...

–Silêncio! – Erik exclamou irritado – Minhas decisões só desrespeitam a mim!

–Sim majestade – Ryan murmurou.

–Mudando se assunto, quanto tempo até invadirmos Tíron?

–Daqui uma semana nossas tropas estarão prontas para tomar Tíron meu senhor.

–Ótimo, agora tenho outro assunto a tratar...

Acordei suando frio. Meu pai e meu irmão estavam presos, não tenho a mínima ideia do que fizeram com tia Morgana e Ágata. E pior, iriam atacar Tíron, e eu não tinha como avisar Cameron

Decidi me levantar e dar uma explorada na caverna. Ela era bem grande e espaçosa, e continha diversos lobos. Todos eles me observavam com admiração, mas nada disseram.

–Já consegue se levantar? – disse Lupa se aproximando – Muito bem, não é bom demonstrar fraqueza diante de meus lobos.

–Se não for pedir demais – eu disse encarando minha avó – Dá pra você explicar por que abandonou Griffen?

Ela pareceu não gostar da minha pergunta, mas acredito que depois de tudo que passei pelo menos posso conhecer um pouco mais de minha avó.

–Venha comigo.

Ela me guiou mais para o fundo da caverna, onde havia um túnel que levava a uma espécie de quarto. Acho que era onde ela ficava, pois havia algumas fotos lá, mas em vez de loba aparecia uma mulher meio parecida com minha mãe.

–Sim, essa sou eu – ela disse ao me ver observando. Em uma das fotos ela aparece com meu avô, em outra com meu tio John, com tia Morgana e com outra com minha mãe.

–Por que você só fica na forma de loba?

–Bem, a minha história é complicada. Eu era uma loba de verdade, mas fiz um favor à um deus e ele me transformou em uma humana com capacidade de se transformar em loba. Na época em que fiquei com seu avô eu não me transformava em loba, mas isso já é passado, meu trabalho é como loba, quase ninguém sabe que posso me transformar em humana.

Eu a encarei.

–Está bem, você não sabe o que é um deus e quer saber por que fui embora. Vamos lá... Um deus é tipo um rei, existe o deus da guerra, a deusa da agricultura, entre outros. O rei dos deuses é Júpiter, ele é deus dos céus, raios e trovões. Os deuses têm filhos, chamados semideuses, e eu os treino para testar suas capacidades, e ver se merecem pertencer ao Acampamento Júpiter, que é onde semideuses vivem.

–E onde isso explica...

–Deixe-me terminar – ela me cortou um pouco irritada – Um certo dia seu avô apareceu por aqui. Eu achei atraente ele ser igual a mim, e no fim eu fui embora com ela para Griffen, e acabamos nos casando. Adotamos John, nossas filhas nasceram... Mas eu ainda tinha um trabalho aqui. Júpiter disse que se eu não trabalhasse, eu morreria, já que ele que controla minha imortalidade.

–Por isso você foi embora?

–Eu não queria ir, não queria deixar minha família – ela disse meio emocionada, o que deve ser raro para ela – Mas não tive escolha. Uma noite eu fugi, e nunca mais voltei. Paul veio atrás de mim, e estava disposto a enfrentar Júpiter para que eu ficasse com ele. Mas como eu não queria que algo acontecesse com ele, disse para Paul ir embora, que não o amava mais.

Ela parou por um instante, como se lembrasse desse dia. Certo, minha família sofreu desde o inicio aparentemente.

–Um tempo antes de Paul morrer, ele veio para cá outra vez. Desafiou Júpiter, disse que criou uma arma capaz de matar qualquer imortal, e deuses são imortais. Isso causou a ira dos deuses, e eles juraram vingança. Não sei qual, mas um deus foi para...

–Eu sei a história sobre meu nascimento. – eu disse um pouco fria. Quanto menos eu ouvisse sobre minha mãe, menor o risco de eu chorar.

Ficamos um tempo em silêncio, até que um dos lobos se aproximou, e pude ouvir o que ele disse para minha avó.

–Lupa, nossos patrulheiros trouxeram um semideus filho de Vulcano.

Ela então retornou à sua pose durona, pois estava quase chorando até agora por lembrar de meu avô, meus tios e minha mãe.

–Não se meta em confusão Helena, tenho um trabalho a fazer.

Ela foi embora atrás do outro lobo, me deixando sozinha no “quarto”. Encarei a foto de minha mãe, na qual ela tinha apenas cinco anos, e fiz um juramento.

–Eu não posso te trazer de volta mãe. Não posso salvar Griffen, nem juntar nosso reino com Tíron. Eu te desapontei, não fui a filha que você queria, e por isso sinto muito. Mas uma coisa eu vou fazer, eu vou limpar a sua honra. Eu vou atrás do deus que é meu pai, e ele vai se arrepender de ter me concebido.

Notas finais
Comentem galera, vcs n sabem como me anima receber comentários Bjs da CorujaMor