Earth and Griffen: Two interconnected worlds

14 Capítulo 13 - Aliados perigosos


Notas iniciais
Olá gente, espero que gostem do cap :)

Ryan conseguiu acertar um soco em meu focinho antes que eu pudesse reagir. Ele era rápido. Avancei contra ele, mas o vampiro apenas desviou e saltou sobre mim.

–Você é muito lenta lobinha, desista de lutar e aceite seu destino.

Ele tinha razão, mesmo sendo rápida como loba, ter dois metros de altura atrapalha muito. Desviei de seu chute e me transformei em lobisomem, ou forma meio-humana, como preferirem. Avancei sobre o vampiro e consegui arranhar seu rosto. Ele rugiu de dor e me socou, fazendo com que eu fosse empurrada em direção a parede.

–Não tem como você ganhar de mim – ele gritou vindo em minha direção e chutando minhas costelas – Você não passa de uma garotinha mimada que fugiu em vez de salvar a própria mãe!

Nesse momento deixei que a raiva tomasse conta de meu corpo. Quando ele foi me chutar novamente, segurei sua perna e o arremessei para o outro lado da sala. Em seguida, corri até ele e comecei a socar seu rosto.

–Não ouse falar sobre minha mãe! Você não é digno disso! – rosnei enquanto continuava socando-o. Parei apenas quando ele já estava tão ferido que voltou a ser humano, e minhas mãos estavam sangrando de tantos choques em seu rosto. – Você vai voltar para Griffen e levar esses sanguessugas com você, e fale para Erik que se ele for homem de verdade que me enfrente!

Não sei como fiz isso, mas quando dei a ordem meus olhos ficaram vermelhos e Ryan não disse mais nada, apenas saiu mancando da sala. Em segundos guardas de Promatéria entraram no aposento, todos segurando espadas, e me cercaram.

–Quem é você? – perguntou o general de forma agressiva – Fale ou eu cortarei sua cabeça!

–Joseph espere. – pediu Melody com voz fraca. Ela se aproximou de mim e me observou. Voltei a ser humana e retribui seu olhar – Helena?

–Sim Melody, eu voltei.

Mel começou a chorar e correu para me abraçar. Deixei que algumas lágrimas caíssem de meus olhos, a emoção era grande demais. O general e os guardas se entreolharam desconfiados, mas foram socorrem o rei e o príncipe, que era amparado por Natalie.

–Mas como? – ela perguntou segurando meu rosto – Eu soube que Erik tinha... Tinha te matado. Como você sobreviveu após a queda de Griffen?

–Isso é uma longa história, mas não posso conta-la agora. Tenho que ir para casa e impedir Erik de executar Arthur e meu pai.

–Com licença – disse o general me encarando como se eu fosse uma zumbi – Mas como a senhorita fez com que os vampiros batessem em retirada? Vimos quando o general deles correu e gritou para que todos voltassem para Griffen, e eles desapareceram correndo.

–Eu não sei como fiz isso senhor, mas fico feliz de ter ajudado. – respondi e voltei-me para Melody – Mel me escuta. Eu preciso fazer isso antes que seja tarde.

–Está maluca? É suicídio ir até Griffen, lá está infestado de vampiros!

–Desafiei Erik, espero que ele venha me enfrentar sozinho, terei uma única chance de mata-lo.

–Helena, por favor...!

–Melody eu não posso discutir com você! – exclamei nervosa – Eu tenho que ir! Quando o rei acordar peça para que ele vá até Tíron e tente ajudar o povo de lá. O rei Mark deve concordar em ajudar, então sigam para Griffen e me ajudem.

Ela assentiu e me abraçou uma última vez. O general disse que Aron tinha galopado até lá e eles o tinham abrigado. Sorri ao ver que meu corcel estava bem, e após prepará-lo segui para Griffen.

Promatéria era um pouco distante. Pela rota convencional eu demoraria cerca de dez horas até chegar nas fronteiras do reino. Existia um atalho que encurtaria minha jornada pela metade, mas era perigosa. Muitos ladrões se escondiam neste bosque, mas eu tinha que tentar.

Demorou uma meia hora para Aron alcançar a fronteira de Promatéria. A partir dali estaríamos sozinhos. Era triste ver ninguém nas estradas, nenhum carro... Bem, Aron continuou em um bom ritmo durante mais uma hora, quando alcançamos o Bosque das Águas. Cavalguei até um pequeno lago e deixei que Aron matasse sua sede. Peguei um pequeno cantil com água que Melody me deu para me refrescar também, quando ouvi passos.

–Quem está aí? – gritei acionando meu colar e segurando fortemente a espada de Poseidon. Não tinha a mínima ideia se isso era útil aos vampiros, mas estava cansada demais para me transformar.

Os passos foram ficando mais apressados e logo eu estava cercada por 10 homens. Deveriam ser vampiros, mas era impossível saber se não estavam transformados.

–Vão embora!

–Não vamos machucá-la. – disse uma mulher que eu não tinha visto até então. Estranho, ela me era familiar... – Apenas quero conversar.

–Desculpe senhora, mas tenho coisas a fazer.

–Eu sei que vai enfrentar Erik, mas sem meu exército não vai conseguir nem entrar no reino, minha querida Helena.

–Desculpe, mas você me conhece?

–Não pessoalmente, mas ouvi muito a seu respeito. Eu sou Jenna, mãe de Erik.

Acredito que quando você encontra a mãe do seu maior inimigo, espera que ela tente te matar ou alguma coisa do tipo. Já estava preparada para morrer ali mesmo, mas Jenna não demonstrou nenhum sinal de querer me ferir.

–Está certo Jenna, vamos por as cartas na mesa. Seu filho matou a minha mãe, roubou o trono de meu irmão, atacou o reino de meu noivo e minha prima. Acho que tenho um bom motivo para tem uma opinião negativa sobre Erik.

–Não estou aqui para defender Erik. Durante os anos que passamos aprisionados ele me maltratou, e a todos os vampiros. Ele tinha sede de vingança, e fez de tudo para sair de lá. Prometeu salvar todos os vampiros, se ele fosse o rei da rebelião. Metade dos vampiros acatou sua decisão, a outra não.

–Aonde quer chegar?

–Erik convenceu vários vampiros de reinos vizinhos a se rebelarem, pode perceber que Promatéria estava em desvantagem. Ele não liga para seu povo, ele quer conquistar nosso mundo inteiro, e só você pode impedir isso.

–É o que estou tentando fazer.

–Estou aqui para oferecer um acordo. Lidero a metade dos vampiros da prisão que não quis se rebelar. Alguns outros vampiros de Tíron e Promatéria se juntaram a mim. Lutaremos ao seu lado, sob sua liderança, se você prometer que teremos igualdade perante aos lobos, e que não matará Erik.

–Sabia que ia dizer isso – resmunguei – Sabe que ele é um insano, eu preciso tirá-lo do trono. Como espera que eu faça isso sem matá-lo?

–Não estou pedindo que o deixe livre. As Terras do Norte não são tão ruins assim. Peço que o exile, prenda-o ou o que achar melhor, mas, por favor, não mate o meu menino.

Fiquei encarando aquela mulher por alguns segundos. Uma parte de mim queria massacrar Erik pelo que fez a minha mãe, mas a outra entendia Jenna. Eu tinha sofrido muito pela morte de minha mãe, e ainda sofro. Não tenho o direito de fazer alguém sofrer assim.

–Está aqui meu acordo: se você e seu exército lutarem comigo, prometo que farei o possível para não haverem muitas mortes, inclusive a de Erik. Mas quanto sua punição e sobre a igualdade de vocês, não cabe a mim decidir, e sim a Arthur. Intercederei por vocês, mas não posso prometer nada.

Jenna pensou por alguns minutos antes de esticar a mão.

–Estou de acordo com seus termos – apertei sua mão, selando o acordo.

–Majestade! – gritou um homem correndo até nós e se curvando para Jenna – Nossos espiões relataram que Erik cancelou a execução. Não sabemos qual vai ser seu próximo passo.

–Ok James – disse Jenna antes de se voltar para mim – O que você pretende fazer Alteza?

–Já que Erik acalmou um pouco os ânimos, vamos diminuir seu poder. – eu disse com determinação – Vamos para Tíron.

Notas finais
Gente desculpem se tiver algum erro. Ultimamente estou sem tempo para dar uma boa revisão, sem contar que estou com uma TPM... Bem, isso é tudo. Bjs da CorujaMor