Notas iniciais
Gente ok eu demorei mt pra postar, mas a minha prima morreu e eu fiquei muito sem imaginação. Eu tinha alguns capítulos prontos, mas dando uma olhada eles tão mt deprês então estou reescrevendo-os. E também estou trabalhando em um original, se ficar legal eu posto aqui.

Deixei Wolly com Flora e fui para o quarto de meu pai. Estava um pouco receosa que ele não me aceitasse mais como sua filha, mas se ele me chamou é melhor ir.

Os guardas abriram as portas para que eu entrasse no quarto de meus pais. Papai estava deitado na cama, sua cabeça enfaixada e o braço em uma tipoia.

–Pai? – chamei meio nervosa.

–Vem aqui Helena – ele apontou para a cama e me sentei.

–Não está bravo comigo?

–Claro que não estou bravo –ele disse sem emoção – Só surpreso. Eu sempre estranhei que você nasceu prematura, mas tão grande. Me lembro da felicidade que senti ao saber que seria pai, mas agora sinto como se você tivesse sido roubada de mim.

–Para mim não importa se não tenho seu sangue, o senhor vai continuar sendo meu pai. – ele sorriu e apertou minha mão.

–Como foi passar o dia com o Mason?

–Sério que vai falar de garotos comigo pai? – ergui as sobrancelhas.

–Quero saber se ele está tratando minha princesinha bem, ou vou ter que cortar aquele cabelinho arrepiado dele.

–O cabelo dele é legal pai. Cameron me tratou muito bem, até me deu um buquê de flores e um cachorrinho.

–Morgana deve ter ficado uma fera – ele riu – Bem minha filha, agora vá dormir, e não se esqueça que eu te amo e que vai ser sempre a minha garotinha.

No dia seguinte

Eu já tinha preparado tudo para por meu plano em ação. Quando anoitecesse eu sairia por uma das saídas de emergência quando houvesse a troca dos guardas. Iria até a fronteira Norte e tacaria fogo em tudo, sei que nenhum guarda irá tentar salvar os vampiros.

Depois do café da manhã e de visitar meu pai, fui dar uma volta com Wolly. Dois guardas faziam minha escolta, e quando passávamos pelo povo eles apontavam para mim e faziam uma cara triste.

Uma hora um garotinho de uns dois anos se aproximou e quis brincar com meu cachorrinho. Os guardas tentaram pará-lo, mas eu mandei que deixassem a criança em paz. Logo a mãe dele se aproximou e o pegou.

–Sinto muito incomodá-la alteza. – ela se desculpou.

–Não se preocupe senhora, seu filho é uma graça. Tenha um bom dia.

Continuei a volta e quando voltei para meu quarto Flora disse que as fotos que tirei com Cameron saíram. Ela me entregou o jornal onde a matéria tinha saído. Eu era a primeira página.

Novo casal do momento

Há dois dias foi anunciado o noivado do Príncipe Herdeiro Cameron Mason com a Princesa Helena Black. Para especialistas em política, a união dos monarcas irá trazer grandes benefícios para Tíron e Griffen.

“O casamento irá melhorar os acordos do Mercado de Comércio” disse um especialista.

Mas haviam dúvidas entre os súditos se os noivos estariam felizes com a casamento. Não faz nem uma semana que a Princesa Melody Black se casou com o Príncipe Herdeiro Alexander Tonks, e houve boatos da infelicidade de princesa.

Esses boatos foram descartados pela prima da noiva, nossa adorada Princesa Helena. Mas a população teme que a própria esteja infeliz com o casamento com o herdeiro de Tíron. Bem, de acordo com nossos repórteres, eles estão se dando muito bem. Aqui vão algumas fotos do nosso casal mais amado no momento.

Ri da minha cara olhando para Cameron “discretamente”, e fiquei feliz em nos ver rindo com os cachorrinhos. Até que ele era bonitinho...

Pare Helena, você tem que matar os vampiros, não ficar boba com os encantos de um principezinho qualquer.

Mas infelizmente esse principezinho não queria me deixar pensar em meu plano. Quando chegou a noite, Cameron me ligou em meu telefone particular. Fiquei tão surpresa que não respondi de imediato quando ele disse “Oi, tudo bem?”.

“Claro” – respondi tentando cortar o assunto, afinal eu devia me preparar para o plano.

“O que você está aprontando?”

“Nada”

“Helena Black” – ele disse autoritário – “Espero que não esteja pensando em...”

“Quem é você para falar assim comigo? Eu faço o que eu quiser quando eu quiser. Agora se me der licença, tenho um plano para por em prática”.

Sim eu fui grossa ao desligar na cara dele, mas não podia perder a chance de fazer justiça por meu tio. Esperei anoitecer ainda mais para arriscar siar do quarto. Me despedi de Wolly, que dormia pesadamente ao meu lado, e fui para a saída de emergências mais próximas. Esperei uns 15 minutos até que os guardas saíssem, e corri para fora do palácio.

Me esgueirei até o estábulo, para que pudesse montar em Aron. Ao chegar, preparei o corcel e estava montando quando meu irmão apareceu.

–Nem pense nisso – Arthur disse se aproximando – Helena pare de agir assim, mamãe vai concertar tudo e os assassinos de tio John vão pagar.

–Arthur vá pra casa. – fiz Aron andar, mas meu irmão o segurou antes que eu passasse pela porta.

–Helena você é a princesa de Griffen, não pode se arriscar assim. Pense no seu reino, na sua família, em nosso pai. Ele está melhorando fisicamente, mas ele anda muito estranho. Podemos descobrir o que o deixou tão triste juntos...

–Eu já sei o motivo dele estar assim – eu cortei afastando-o de Aron e passando pela porta – Eu não sou filha dele. Agora volte e fique em segurança.

A última imagem que tive de meu irmão antes de Aron sair correndo foi sua cara de espanto. Cavalguei como um relâmpago até a Fronteira Norte. Ao chegar, deixei Aron em segurança e preparei um coquetel, cuja receita achei em um livro na biblioteca. Como tudo era seco ali, em poucos minutos toda aquela raça seria exterminada.

Quando o coquetel ficou pronto, fui em direção a um dos portões da cerca. Já estava imaginando em como jogar o coquetel para o outro lado quando vi os corpos dos guardas e o portão aberto.

Comecei a suar de nervoso. Como eles tinham escapado? Isso não era possível, e se tinha entrado em Griffen, então poderiam estar por aqui. Comecei a ouvir passos, então me transformei.

Meus braços viraram patas, meu corpo aumentou e em segundos eu era uma loba negra de 2 meros de altura. Com o olfato apurado, percebi muitos cheiros desconhecidos por perto, mas um conhecido se aproximando. Logo uma loba amarronzada apareceu da mata; ela era minha mãe.

–O que está fazendo aqui? – ela rosnou se aproximando, ficando na minha frente. – Por que abriu o portão?

–Mãe não fui eu – respondi abaixando as orelhas – Vim matar os vampiros, mas encontrei o lugar assim.

–Eles não podem entrar – ela disse friamente – Como posso acreditar que seu plano idiota de vingança não deu errado e você pôs todo o seu povo em risco?

–Simples priminha – disse uma voz – Por que eu não preciso que o plano de uma pirralha dê errado para ter minha vingança.

Um vampiro apareceu das árvores. Ele era alto e muito branco. Garras saiam de suas mãos e presas de suas bocas. Ele tinha um par de chifres na cabeça, e só usava um tipo de saiote para se cobrir.

–Erik se afaste – disse minha mãe ficando entre mim e ele.

–Então você é a minha prima-sobrinha – ele disse para mim, ignorando minha mãe – Bem, obrigado por trazer sua mãe aqui, me ajudou bastante.

–Helena fuja! – mamãe gritou antes de os dois começarem a brigar.

Saí correndo em direção a mata, mas como não conhecia nada acabei me perdendo. Passei por vários vampiros lutando com o exército de minha mãe, mas estávamos em desvantagem. Tentei achar o palácio, mas acabei indo para um lugar estranho.

Havia três pilares no chão, formando um triangulo. Percebi que estava sendo seguida, então corri para lá. Antes que pudesse me esconder senti uma garra perfurando minhas costas. Virei-me e abocanhei a vampira que me atacou. Ela se dissolveu em pó, mas eu latejava de dor.

Voltei a forma humana e me arrastei até os pilares. Ao fazer isso, começaram a aparecer imagens da batalha no centro do triangulo. Elas passavam muito rápido, até que ele pausou em uma imagem. Minha mãe lutava contra Erik, e parecia estar vencendo mesmo estando machucada. Comecei a me animar, mas de repente uma flecha prateada surgiu nas costas de minha mãe. Ela ganiu e se encolheu, então Erik sorriu e quebrou seu pescoço.

–Não! – gritei olhando a cena, que se dissolveu no ar. Não podia ser possível. Minha mãe não podia estar morta, ela não podia estar morta!

Caí em um choro profundo. Foi minha culpa, se eu não tivesse ido atrás de vingança, minha mãe não teria ido atrás de mim e teríamos uma chance de nos salvarmos nos abrigos de emergência do palácio.

Começou uma tempestade, mas não parei de chorar mesmo na chuva. Eu não conseguia acreditar que a ruina de Griffen era minha culpa, eu sou culpada de tudo isso. Houve um relâmpago, e um raio caiu em um pilar. Uma luz esverdeada surgiu do centro do triangulo, e me puxou para dentro, para o meio de uma escuridão sem fim.

Notas finais
Gente comentem ai vai, mesmo que seja pra me xingar kkk Bjs da CorujaMor