Notas iniciais
Pessoal aqui vai um cap bônus para vocês. Ele é dedicado à César, pai da Helena. Espero que gostem ;)

POV César

Quando acordei Clara já estava no banho. Fazia mais ou menos um mês que tínhamos nos casado e não tinha me acostumado direito com a vida de ser príncipe. Tudo bem que eu era filho de uns dos duques mais poderosos de Griffen, mas agora tinha muitas mais responsabilidades.

Eu e Clara nos casamos por um acordo político, por isso tento não ficar muito em cima dela. Eu gosto muito dessa mulher, mas devo respeitá-la por ser a rainha e por ser minha esposa.

Achamos melhor dormimos no mesmo quarto, afinal já tínhamos passado a noite de núpcias juntos, mas desde aquele dia tivemos uma relação de aparências.

Levantei-me e estiquei os braços. Logo em seguida Clara saiu do banheiro já vestida com um lindo vestido vende escuro, o qual realçava suas curvas. Ela me viu e deu um sorriso tímido.

–Bom dia César. – ela me disse enquanto ia até a parte do quarto onde ficava sua “área da maquiagem”.

–Bom dia. – sorri e peguei um terno antes de ir tomar um banho.

Assim que terminei escovei os dentes e arrumei a gravata antes de sair do banheiro. Ao ir para o quarto encontrei Clara sentada na cama com as mãos na cabeça.

–Está tudo bem? – perguntei me aproximando.

–Está – ela disse meio fraca – Foi só uma tontura, já vai passar.

–Você vem tendo muito dessas coisas, não é melhor falar com um dos nossos médicos? – ela me olhou meio aterrorizada.

–Não posso demonstrar fraqueza, sou a rainha. – ela tentou se levantar, mas acabou perdendo as forças. Sorte que eu estava lá e a peguei.

–Sei que não sou ninguém para te dar ordens, mas vamos até a ala hospitalar.

Clara não reclamou enquanto eu a levava apressado pelos corredores do palácio até onde os médios ficavam. Alguns guardas que faziam a ronda e algumas criadas arregalavam os olhos quando eu passava por eles.

Entrei na ala hospitalar, encontrando os médicos assistindo uma partida de golfe na televisão. Um deles, aparentemente o mais jovem, gritou quando um dos jogadores acertou o buraco.

–Com licença. – tossi e eles levantaram-se correndo. Um deles desligou a televisão.

–Majestade – o que parecia o chefe falou quando se curvaram – O que houve com a rainha?

–Nada de mais Hale – disse Clara levantando um pouco o pescoço de meu colo – César que está exagerando.

–Não estou nada, a senhorita quase desmaiou. Por favor, doutor Hale, descubra o que minha esposa tem.

Hale me pediu para levar Clara até seu escritório particular. Lá eu a coloquei em uma cama e ele me pediu para esperar lá fora. Fiquei o que pareceram horas esperando, e nesse meio tempo o irmão de Clara, John, apareceu.

–Minha irmã está bem? – ele me perguntou. Mesmo ele sendo irmão adotivo de Clara, eram bem parecidos, tanto na estética quanto na personalidade. Ambos tinham cabelos quase negros e olhos verde-água, além de serem muito justos e bondosos.

–Não sei, ela passou mal e eu a trousse para cá. Doutor Hale a está examinando, estou esperando por notícias.

–Bem cunhado, esperarei com você. Anne não vai precisar de mim agora, está amamentando Melody.

Ficamos mais meia hora esperando até que Hale e mais um médico saíram do escritório. Eu e John levantamos imediatamente.

–Como ela está? – perguntei um tanto aflito, mas Hale sorriu.

–Não precisa se preocupar Majestade, a rainha só está sofrendo os sintomas, que devem continuar por mais alguns meses.

–Sintomas do que? – perguntei confuso, mas vi que John sorriu. Hale aumentou um pouco o sorriso e disse:

–Majestade, o senhor vai ser pai.

Fiquei paralisado por um momento. Eu seria pai? John riu da minha cara de espanto e me deu abraço. Minha ficha começou a cair lentamente e abri um sorriso.

–Posso falar com ela?

–Claro que sim Majestade. Por favor, entre.

Entrei no escritório enquanto John perguntou se Hale não teria algo para dor de cabeça, pois o choro da filha o estava deixando maluco. Encontrei Clara sentada abraçando as pernas. Ela parecia tão normal que quase esqueci que ela controlava todo um reino.

–Você está bem? – perguntei me ajoelhando ao seu lado. Ela sorriu, mas algumas lágrimas escorreram de seus olhos – Ei, por que está assim?

–Estou com medo César – ela sussurrou – Medo de ser como ela, como minha mãe. Você sabe que ela abandonou a mim e meus irmãos...

–Pare querida – eu disse secando suas lágrimas delicadamente – Eu estarei com você, nunca estará sozinha. Eu sei que você será a melhor mãe para essa criança.

–Obrigada César, não sei o que seria de mim sem você aqui. – ela me abraçou. Não entendi muito bem essa sua fala, pois ela não estaria grávida sem mim, mas meus pensamentos pararam quando ela se aproximou mais e me beijou.

Não foi um beijo “falso” como no casamento. Ela me beijou por que teve vontade, e claro que eu aproveitei.

Quando paramos para respirar ficamos nos encarando e sorrindo.

–Alguma ideia para nomes? – perguntei e ela riu

–Não acha um pouco cedo para pensar nisso?

–Talvez, só queria ter sua opinião. – ela pensou um pouco e respondeu:

–Se for uma menina eu gostaria que fosse Helena, e se for um menino Arthur. Gosta dos nomes?

–Sim querida, tudo que quiser.

Sete meses depois

Eu estava nervoso, muito nervoso. Meu filho não deveria nascer agora, ainda faltam dois meses. Já faz horas que Clara está no quarto junto com sua irmã Morgana, Anne e Hale, e só ouço seus gritos de dor.

Comecei a andar de um lado para outro em frente à porta de nosso quarto. John apareceu com a filha nos braços e me deu um sorriso, mas o próprio parecia um pouco nervoso.

–Não se preocupe César, minha maninha mais nova é forte, vai ficar bem e logo vai ter seu filho nos braços.

Tentei me apegar em suas palavras, mas o medo de perder a mulher que amo e meu filho era grande, e eu tremia dos pés a cabeça. Até que escutei um choro estridente vindo do quarto.

–Nasceu? – balbucie sorrindo de orelha a orelha – NASCEU!

John também riu alto, acordando a filha, e logo havia dois choros ecoando no corredor. Mas aos poucos a minha alegria foi diminuindo. Por que ninguém aparecia para dar notícias? Por que não podia entrar para ver Clara?

Anne saiu do quarto e me encarou. Em seguida riu da minha cara de preocupado.

–Fique calmo Majestade, Clara está muito bem. O parto foi um pouco difícil, mas sua mulher e a criança estão bem. A propósito, é uma menina.

Meu sorriso idiota voltou a aparecer. Clara estava bem, ela estava bem, e agora tínhamos uma princesinha...

Depois de mais meia hora Morgana e Hale saíram e me deixaram entrar para ver minha mulher e minha filha. Encontrei Clara deitada na cama, com minha pequena princesa nos braços. Ela tinha os cabelinhos da mãe, mas os olhos eram verdes bem clarinhos, mas não como os de Clara, o que não entendi. Mas o que importa? Eu era o homem mais feliz do reino.

–Vem aqui amor – Clara me chamou – Vem ver sua filha.

Me aproximei e a beijei apaixonadamente, e me sentei ao seu lado. A garotinha se mexeu um pouco, para que pudesse me ver.

–Ela é muito linda Clara, obrigado por me fazer o homem mais feliz de Griffen.

–Não fiz isso sozinha. Agora, por que não a segura?

Peguei a bebê um pouco sem jeito, mas me emocionei quando ela segurou meu dedo com sua pequena mão.

–Ela é grandinha para uma bebê prematura. – comentei

–É, ela teve sorte, deve ter consumido muito das minhas energias durante sua estadia em minha barriga.

Aproximei a bebê de meu rosto e beijei sua testa. Senti uma pequena lágrima escorrer de meus olhos. Clara se abraçou a mim e ficamos admirando nossa filha.

–Ela irá se chamar Helena Black – eu disse e Clara me olhou curiosa

–Não seria o certo dar seu sobrenome?

–Talvez, mas sinto que ela será grande, e que o nome Helena Black será lembrado por um grande feito.

Notas finais
Caso queiram ver, postei no blog duas imagens promocionais. Bjs da CorujaMor