Eagle

2 Capítulo II: Preocupações


Eagle

Cap. II – Preocupações

Riza caminhava apressada pelos corredores do quartel, depois de tantos anos sem noticias de qualquer ação, um ataque a Catherine fora realmente um baque. Não sabia o que pensar, ou melhor, o que pensava a deixava sem saber o que fazer. Aquele ataque foi com certeza um tiro no escuro, ou então era um aviso de que estavam de volta.

- Riza.

A voz de Scieska tirou-a de seus devaneios.

- Scieska?

- Oh... Desculpe, estava distraída?

- Mais ou menos, mas o que foi?

- Chegou essa carta para você.

A morena entre a Riza um envelope de cor cartão e fechado a vela por um símbolo que ela conhecia bem. E se o envelope foi entregue em mãos e não pelo correio interno, era porque era alguma coisa que não deveria ser percebida por mais ninguém.

- Obrigada e...

- Eu não sei de nada. O homem que entregou isso deixou bem claro que ninguém precisava saber dessa carta.

- Certo.

Riza dá as costas para a secretária e volta a seguir seu caminho.

- Riza...

- O que?

- Eu não sei o que está acontecendo, mas espero que não seja nada sério.

- Não se preocupe, resolveremos isso.

Naquele momento a secretária achou que o “nós” oculto na frase dela se referia a equipe de Roy Mustang. Mas se dependesse de Riza, o que estava acontecendo, seria resolvido sem que mais ninguém que pudesse se machucar.

-

-

Nevava muito do lado de fora do Quartel do Norte, a tempestade parecia muito mais forte do que deveria ser para aquela época do ano. Não era, necessariamente, um convite a qualquer que quisesse ser um militar.

- O senhor tem certeza, pai?

- Absoluta, Gregório, as duas amigas de Catherine Armstrong foram assassinadas.

- Mas o ataque se contra, Catherine, mostra que não sabem quem são os herdeiros. Afinal, a única família que tem só um herdeiro são os Monteclaire-Hawkeye.

- As coisas não são tão simples, a Catherine pode ter sido só um aviso. E quanto a Elizabeth, já falei com o Richard e com o Grumman. Vão colocá-la sob escolta.

- Ela não vai gostar muito disso.

Um meio sorriso se formou nos lábios do ruivo.

- Ela não tem que gostar. Ela carrega parte do segredo no próprio corpo, é a que tem que ser mais protegida.

Deixando a sala do pai, Gregório caminha até o lado de fora do quartel onde para sobre um grande morro de neve.

- Serão tempos difíceis, mas por que agora?

-

-

No Oeste do país, no campo de treinamento, Lyon recebe uma visita no campo de treinamento onde comandava seus homens.

- Taisa.

- Sim.

O homem virou para trás.

- Para o senhor.

Um envelope cor de cartão e com o mesmo símbolo que estava no envelope recebido por Riza. E o homem que o encontrou desapareceu pelo campo de treinamento segundos depois.

- Estão liberados, podem voltar para suas funções.

- Hai.

O pelotão bateu continência e saiu do campo de treinamento. Deixando seu superior debaixo de um sol forte, apesar dos ventos gelados.

Lyon,

Como já deves saber, eles parecem estar de volta e com sede de vingança. Por isso, o conselho decidiu mandar os herdeiros para a sede logo após o baile anual daqui a quatro dias. Ficaram lá até que saibamos o que fazer.

No fundo do envelope se encontra a chave do carro que usará quando chegares a Central. Uma escolta já está a sua espera, do lado de fora do quartel.

Eagles

- Então foram confirmadas as suspeitas sobre o atentado a Catherine...

-

-

Num trem a caminho da cidade Central, dentro de uma cabine, escoltada por dois guardas, estava Olivie Milla Armstrong e seu fiel subordinado Milles.

Trazia entre os dedos uma carta, enquanto olhava para algum ponto da paisagem que parecia correr.

- O que está acontecendo, Olivie-sama?

- Ficaremos fora de Briggs por algum tempo, mas se quiser voltar agora não vou me opor, as coisas podem ficar muito feias.

- Eu jamais iria embora. Se é perigoso, a senhora precisará de mim.

Olivie levantou os olhos para o os olhos avermelhados de Milles, eles transmitiam uma determinação e uma paz que eram quase capazes de acalmar o terror que queria dominar a alma da mulher.

- Obrigada.

-

-

Em uma ala afastada da sala do General Mustang, estava Riza esperando que o telefone tocasse.

Trim Trim

Ela sabia quem era.

- Vovô?

- Creio que já esteja a par do que está acontecendo.

- Sim, o general Armstrong me falou, mas vocês têm certeza de que são eles?

- O bilhete não deixa dúvidas. Eles voltaram e querem vingança.

- Isso é um problema.

- Como você já deve ter sido avisada, logo após o baile vocês irão para a sede. Até tomarmos as medidas necessárias.

- Eu não gosto disso. Como conseguirei uma dispensa tão rápido?

- Não se preocupe. Eu e seu pai já cuidamos disso.

- Mas eu não quero fugir.

- É perigoso demais, principalmente, para você.

- Eu não...

- Sem discussão, Elizabeth. Não é só de você que estamos falando.

Muito a contra gosto a mulher aceitou.

- Hai...

- Uma escolta estará com você...

Antes que ela pudesse reclamar o homem prosseguiu.

- Eles ficaram de longe, não se preocupe. E não use nenhum carro que não seja a Mercedes Guardian.

- O que?? Uma Mercedes Guardian?? Um carro desses chama muita atenção, fora que irá alertar que estamos a postos!

- Mas pode te proteger. E é melhor que estejam cientes de onde estão se metendo, já os paramos no passado e não titubearemos se tivermos que fazer de novo...

- Uma Mercedes? Guardian? Nem sabia que esse carro existia nesse país.

- Não existe. Compramos para vocês.

- Vocês?

- Hai. Agora volte para sua sala e aja como se nada estivesse acontecendo. Saia na hora certa, vá para mansão, e não ouse reclamar.

- Certo...

Riza desliga o telefone e volta para a sala.

-

-

- O que foi, capitã? A senhora não me parece bem.

- Estou ótima, Fuery.

- Hum...

Roy abriu um dos olhos e viu que a expressão da loira, realmente, não era das melhores. O que será que estava acontecendo?

Continua...

N/A: Antes de qualquer coisa, esse cap é da Riizinha, espero que gostem. Estou postando porque ela não pode fazer isso no momento. Aos poucos iremos revelar mais, mas cada coisa em seu tempo ;3