Eagle
3 Capítulo III: Guardian
Notas iniciais
Eagle
Cap. III – Guardian
- Hey, Mustang! – Disse Breda, quando o moreno se juntou ao grupo, que caminhava em direção ao QG.
- Eae, Chefia. – Havoc riu. Não era comum o homem ir com eles pro trabalho, muito menos a pé. – A tenente te deixou?
Mustang os fuzilou com o olhar. – MUUITO engraçado. –pausa- Ela teve alguma coisa de família e-
Nessa hora, eles são interrompidos por um carro que cortara a frente deles, quando entravam no QG.
- Cacetada!
- Que foi chefia?
- Aquilo era uma Mercedes Guardian?
-Havoc deixa cair o cigarro da boca- Quem nesse lugar tem dinheiro prum desses?!
- Mas o que tem de mais? –Fuery diz, enquanto ajeita os óculos.
- O QUE TEM DE MAIS?! – O ruivo dá um pedala no amigo. – Qual é Fuery, é um carro a prova de MISSEIS!
- Mas quem ia precisar de um desses aqui? – Falman olha a cena patética dos amigos, e resolve se intrometer.
Ao escutar as palavras do grisalho, os rapazes ficam quietos, dirigindo-se do mesmo jeito até a sala.
Quando o quinteto entrou na sala do General Mustang, Riza já estava lá, fazendo seu trabalho, mas parecia ter acabado de começá-lo.
- Bom dia, tenente Hawkeye. –disseram em uníssono-
- Bom dia.
Os homens sentaram em suas respectivas mesas e começaram a trabalhar. Roy ficou por um tempo encarando – discretamente – a loura.
Seu rosto, outrora tão vivo, estava manchado por olheiras. Seus olhos tinham perdido um pouco do brilho.
-suspira- General, será que poderia começar o seu trabalho ao invés de ficar me encarando?
-engole em seco- Sim, senhora.
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O casal corria desesperado, indo cada vez para mais longe do centro e da movimentação. Entraram, por fim, em um beco, e se esconderam atrás de uma lata de lixo.
- Você tá bem Nataline? – ele diz pra namorada-
- Sim. E você, Josh?
- Também. Sorte nossa que não conseguiram nos ferir.
- É!
Os dois sorriem um para o outro, e nem percebem que havia mais uma pessoa no mesmo lugar que eles. Quando perceberam, era tarde demais.
A pessoa encapuzada que os observava tirou uma arma do casaco – parecia ser um revolver, calibre .45: uma arma pequena e praticamente imperceptível – e atirou. Um tiro na cabeça dele, um tiro no peito dela.
Guardou a arma e pegou um giz e escreveu algo no chão. Depois, sorriu e se dirigiu ao telefone. Precisava ter certeza de que o casal seria encontrado.
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Schiescka entrou na sala do General Mustang com um sorriso enorme estampado no rosto.
- RIIIZ!
- O que foi, Sci?
- POR QUÊ?
- Por que o que?
- Por que não me contou que comprou um carro novo?!
- Ah, isso, Sci, podemos conversar depois?
- Nem pensar!
- Mas...
- QUAL É?! Da onde veio aquele carrão?!
- Sci...
- Riz, não sei se você sabe, mas não é qualquer um que pode comprar uma Mercedes Guardian, assim, do nada!
Quando a morena falou isso, a tenente sentiu todos os olhares da sala sobre si. A loura achou melhor deixá-la falar, e abaixou a cabeça.
- Mas me diz, não é esse aquele carro a prova de mísseis? Por que alguém como você precisa de um deles Riz?
-ainda com a cabeça abaixada- Não foi porque eu quis. Não é como se eles ligassem pro que eu falo, mesmo...
- Quem?
-levanta a cabeça- Esquece, Sci. É melhor deixar isso pra lá. O carro foi um presente do meu pai.
- Aaah. – parecendo satisfeita, ela levanta e sai da sala.
- Voltem a trabalhar. – Hawkeye resmunga para os rapazes, que ainda não tinham desistido de olhá-la.
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Quando estava quase no final do expediente, o telefone tocou. A única mulher da sala não se mexeu para atendê-lo. Se fosse pra ela, provavelmente não usariam aquela linha.
- Tenente Hawkeye? – Breda diz, com o telefone na mão.
- Sim?
- É pra senhora.
-suspira e vai atender- Alô?
- Riz?
- Gregg? O que aconteceu? Pensei que...
-suspira- Perguntas demais, Riz...
- Gregg, acho bom começar a me dar respostas. Você me ligar é algo estranho. – disse, ignorando os rapazes a observando.
- Riz, eu quero que você relaxe um pouco, pode ser? Me espera falar.
- Já que não tenho outra escolha...
- Você já foi alertada, certo? Sobre a escolta também?
- Sim.
- Riz, tome muito cuidado, eles sabem quem somos.
- COMO? – e ao perceber o olhar dos companheiros sobre si, baixou o tom da voz – Você tem certeza?
- Sim. Lembra de Nataline e Josh Hunter?
- Seus amigos, certo?
-pensa um pouco antes de falar- Foram assassinados, hoje pela manhã.
- Sinto muito.
- Não se preocupe. Só toma cuidado, Riz. Eles fizeram questão de ligar pro Grumman pra avisar.
- Sério?
- Sim.
- Não acredito... Então, eles realmente sabem!
- Sim, Riz, sabem. Ah, antes que eu esqueça...
- O que?
- Você podia me deixar terminar minhas frases.
- Desculpe.
- Vamos pra sede logo. Estão preocupados com um ataque a você.
- Eu já disse que...
- Eu sei que você não quer escolta, Riz, mas não se esqueça do segredo.
- Certo, certo. Posso voltar ao trabalho agora?
- Vai lá. –desliga o telefone-
- O que estão olhando? –pega uma pilha de papeis- Vou levar isso pro arquivo, já volto.
Assim que a loirinha fechou a porta, Roy levantou de sua cadeira para se juntar a típica “rodinha de fofoca” dos subordinados.
- Okay, isso foi estranho. – O loiro começou.
- Sim. – Falman concordou. – A começar essa historia do carro... Por que ela precisaria de uma Mercedes Guardian?
- É verdade. – Fuery disse, ajeitando os óculos. – E ainda tem essa ligação...
- Era um homem. – Breda resmungou. – Eu sei, porque fui eu que atendi.
Roy suspirou. – Vocês estão pensando muito superficialmente, rapazes.
- Como é?
- Pensem, não é qualquer um que pode ter um carro bom, imagine então uma Guardian. – pausa – Além do mais, a tenente nunca gostou de chamar muita atenção, ou seja, tem algo por trás disso.
-o loiro encara o superior- E a ligação?
- Ela falou Gregg certo?
- O que que tem?
- Se eu não me engano, deve ser o filho do Brigadeiro Stradivários, Gregório.
- Esse Stradivários, não é um cara super importante? – Havoc olhou pro teto como se estivesse pensando.
- Pelo que sei, é. Mas qualquer informação adicional sobre eles é restrita. – Falman retrucou.
Breda levantou da cadeira num pulo. – Assim como informações sobre os Armstrong e sobre os Hawkeye... E tem mais uma família...
- Yukimura. – Fuery resmungou.
- ISSO!
Roy sentou na cadeira que Riza ocupava antes de sair da sala. – A informação sobre essas famílias é muito restrita... A única coisa que se sabe, é que são descendentes de famílias importantes para a fundação de Amestris...
Havoc olha o relógio. – Legal a conversa, mas o expediente acabou. Eu to indo. Até.
Quando Havoc se levantou, os rapazes o seguiram, deixando o superior sozinho na sala. O moreno andou até o telefone e discou os números tão conhecidos.
- Maes? Preciso de um favor.
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- Tenente Hawkeye? – A loura ouviu uma voz grossa chamá-la e não hora reconheceu quem era.
- Major Armstrong.
- Você já soube? – disse o homem, apreensivo.
- Sim. O casal Hunter, certo?
- Não só. Sabe de quem eles realmente estão atrás?
A loura parou. – Sim. E não se trata “de quem” mas sim “do que”.
- O segredo.
- E consequentemente, de mim.
Continua...
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