ENTRE SOMBRAS E CÓDIGOS
11 Capítulo 11 – Fome e Frustração
Três meses se passaram.
Clary estava recuperada. Nenhum resquício dos ferimentos, nenhum traço de fraqueza. Estava mais forte, confiante… e incrivelmente irresistível aos olhos de Alex.
Ele já a amava profundamente, isso não mudava.
Mas agora… o corpo dele gritava.
Ela caminhava com aquele jeans apertado.
Prendia o cabelo em um coque solto que deixava a nuca à mostra.
Dava risada com Billy e Nate e se virava de forma inconsciente, fazendo Alex quase rosnar.
E o pior: toda vez que eles estavam sozinhos, prontos pra enfim se entregarem…
Alguém aparecia.
As Interrupções – Maldição do Destino
Sala de Equipamentos.
Clary o puxou pela gola, o beijo era quente, as mãos ansiosas... até Billy entrar com um:
— Alguém viu minha arma de choque?
Alex mordeu a língua de frustração.
Centro de monitoramento.
Clary estava sentada no colo dele, o clima pegando fogo. Mas a sirene de alerta tocou:
— Atividade suspeita na zona sul.
Missão acima de tudo.
Quarto dela na base.
Ele tirava a camiseta quando Nate bateu na porta.
— Clary, fiz lasanha!
Ela riu. Alex queria enterrar a cara no travesseiro e gritar.
Na cozinha da base, de madrugada.
Só os dois. Clary contra a bancada. Beijos profundos.
E Arthur entra dizendo:
— Ugh. Eu só queria água, mas pelo visto vocês precisam de um quarto blindado.
Dentro do carro, depois de uma missão.
Ela estava no colo dele, beijos, mãos deslizando...
Uma ligação no rádio:
— Unidade A, retorno imediato solicitado.
Alex murmurou:
— Eu vou desligar esse rádio com uma bala.
Os Pensamentos de Alex – A Gota no Copo
Enquanto ela se alongava na academia
“Eu quero que ela se dobre desse jeito embaixo de mim.”
Quando ela sentou no colo dele durante uma conversa trivial
“Se ela se mexer mais uma vez, vou esquecer que estamos na base.”
Durante um treino corpo a corpo, onde ela caiu sobre ele
“Ela não faz ideia do quanto eu preciso estar dentro dela agora.”
Ao vê-la sair do banheiro com uma toalha no cabelo e uma camiseta dele
“Ela podia estar só com isso… e sob mim.”
Clary começou a notar o comportamento dele. Irritado. Evitando contatos longos. Às vezes tenso só de estar no mesmo ambiente.
Ela procurou Nate e Billy, desconfiada.
— O que tá acontecendo com o Alex? Ele parece um leão preso em jaula.
Nate riu.
— O Alex tá... estranho — disse Clary, cruzando os braços enquanto olhava para Nate e Billy na sala de descanso.
Nate lançou aquele sorriso que era a personificação da encrenca.
— Estranho tipo… te olhando como se fosse um jantar gourmet ou estranho tipo “se eu encostar em você, vou te devorar”?
— Nate! — ela reclamou, o rosto começando a corar.
Billy gargalhou.
— Clary, você tem noção do que tá fazendo com ele?
— Do quê?
— Do quê?! — Nate se virou pra ela, rindo — Você anda por aí com aquelas calças apertadas, cabelo preso com preguiça sexy, senta no colo dele como se fosse natural e ainda lambe o dedo quando come batata frita! O cara tá a ponto de explodir, Clary.
— Literalmente — Billy completou, tomando um gole de café — Ele tá se segurando tanto que se morder a língua mais uma vez, perde metade.
Ela cobriu o rosto com as mãos, rindo nervosa.
— Meu Deus… é sério isso?
— Seríssimo. — disse Billy — E só pra constar, ele é um ex-agente militar treinado pra aguentar tortura, mas você tá no Top 3 piores testes de paciência da vida dele.
Clary ficou um momento em silêncio. E então...
— Então tá na hora de encerrar essa tortura.
Nate arregalou os olhos.
— Opa… isso é uma declaração?
— Isso é uma promessa. — ela disse, com um sorriso malicioso — Próxima folga... eu cuido disso.
Billy bateu palmas devagar.
— Nunca tive tanto orgulho da nossa hacker.
— Mas não conta nada pra ele. — ela avisou, já com o rosto queimando de vergonha — Só… deixa ele continuar sofrendo mais um pouquinho.
— Sadismo. Respeito. — Nate brincou, colocando a mão no peito.
E assim, Clary deu início aos preparativos para a folga que — ela prometia a si mesma — nenhuma sirene, rádio ou irmão pentelho conseguiria interromper.
Porque se Alex estava à beira do colapso…
Ela ia se certificar de que ele explodisse da melhor forma possível.
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