E se...(naquele dia) Betty e Armando

4 Capítulo 4: De volta à Bogotá


Notas iniciais
Betty volta de Cartagena e surpreende todos com seu novo visual.

Na porta de casa, Betty é abordada por Roman e sua gangue:

—Olá! Quem é você? Parece a Betty! É a prima bonita dela?

—-Não Roman! Me deixa em paz! Eu sou a Betty!

—Betty! Uau! Está linda, hein!

—Quer sair com a gente?

—Não!

—Tomar umas cervejas?

—Nem pensar!

Betty adentra sua casa. Seus pais ficam surpresos, assim como seu amigo Nicolás.

—Se você não fosse minha irmã, Betty! -Nicolás, brincando com Betty

—Ai, Nicolás, seu bobo!

—E olha que só gosto de loiras! Como esta! -beija a foto de Patrícia

—Falando nisso: amanhã irei à Ecomoda!

—Vai voltar a trabalhar na Ecomoda?

—Não! Dona Catalina presta serviços lá e irei como sua assistente!

—Eles nem vão acreditar que é você! Principalmente, o seu ex-chefe.

—É... pode ser!

—Ah, ele nem casou com a noiva dele. Ela pegou-o no flagra com umas modelos! Vi em uma das revistas de sua mãe! Aquele ali não casa não!

—Isto é problema dos dois! E acho que vai se casar sim. Um dia...

(Betty não entende porque Nicolas estava lhe contando estas coisas)

—Sabe a empresa que você abriu a mando dele, Betty?

—Sim.

—Então, aquele primeiro rendimento dobrou o capital. Desde que você devolveu a empresa para ele, não investi mais nada. Mas mesmo sem eu fazer nada, o tal do doutor Mendoza está lucrando.

—Bom para ele, Nicolás! Espero que esteja bem!

—O pai dele está na Presidência!

—Estranho... deveria ter continuado com Seu Armando ou ido para as mãos do Doutor Valência.

—Vai saber, Betty!

—Bem, Nicolás! Grata pelas informações. Estou cansada, vou tomar um banho.

No dia seguinte, Betty vai com Catalina à Ecomoda:

Ao adentrar a Ecomoda, como assistente de Catalina, ninguém reconhecia que aquela mulher era Beatriz Pinzón Solano. De salto alto, cabelos soltos, óculos com armação fina, maquiada, de vestido e Blazer. Nem mesmo o quartel, para as quais, ela fez questão de se apresentar:

—Mas não pode ser você, Betty!

—Está muito mudada!

—Fez plástica?

—Nunca faria isto, meninas! -Betty negando, defintivamente

—Já viu Seu Armando?

—Não.

—Ele chega mais tarde hoje! Foi visitar um dos pontos de venda!

—Meninas! Não contem, por enquanto, que estou aqui! Estou como assistente de Dona Catalina, não como uma ex-funcionária, sim?

—Claro!

Ao ver aquela mulher interessante conversando com as secretárias da Ecomoda, Mário logo puxou assunto com ela. Ela fingiu que não o conhecia e desconversou. O quartel riu, pois se Mário soubesse quem era, jamais a teria paquerado. Ou teria?

Betty desce e vai ao ateliê acompanhar Catalina, Hugo acha que a conhece de algum lugar, mas não consegue associar à Betty. Catalina prefere não contar, por enquanto, para que Betty possa assessorá-la livremente, sem ter que lidar com a implicância de Hugo.

Depois as duas vão ao Showroom, onde Hugo irá ensaiar as modelos. Logo, chegam Seu Roberto, Margarida, Marcela, Armando e Mário.

Os pais dele sobem, Marcela conversa com Catalina e Armando e Mário ficam de olho nas modelos.

Ao ver Armando tão de perto novamente, Betty estremece.

—Oi! Nos encontramos novamente! Você trabalha com Cata? -perguntou Mário

—S-Sim!

—É a nova assistente dela?

—Sim...

—Qual seu nome?

—S-sou... Be... Beatriz Solano!

—Prazer, Senhorita!

—Ô Mário! Estava te procurando! -disse Armando ao avistar Mário conversando com Betty — Mas vi que está em boa companhia! Prazer!

—Ah, Armando! Esta é assistente de Catalina...

—Não nos conhecemos? -Armando ficou intrigado, pois tinha certeza que a conhecia de algum lugar

—É—ee... -quando os dois cruzaram olhares, Betty ruborizou-se.

—Já vi que a perdi para meu irmãozinho! Pô, deixa uma para mim! -reclamou Mário

Nesta hora chega Catalina, Marcela conversava com Hugo, um pouco mais atrás, perto da passarela

—Ah! Já estão perturbando minha assistente! -comenta Catalina

—Armando, como sempre! Não pode ver carne nova! -Mário, fingindo-se de santo

—Que isso, Mário! O que a moça vai pensar? Qual seu nome, senhorita? Não sei, acho que a conheço de algum lugar...

—Esta é velha, irmãozinho!

—Lógico que conhece, doutor! -Betty riu-se de seu jeito característico — Sou Betty, Beatriz!

—Beatriz?

—Sim! Beatriz Pinzón Solano!

—Não pode ser a Betty!

—Sim, Seu Armando!

Armando e Mário entreolharam-se. Aquela mulher atraente à frente deles de vestido tubinho, meia calça preta, salto alto e cabelos caídos sobre os ombros não poderia ser sua ex-assistente Betty.

—Sim! -riu-se -Sou eu!

—Parem de babar, rapazes! -Catalina reparando o súbito interesse deles em Betty.

Armando e Mário depois de se recuperaram do transe subiram, rumo à vice-presidência.

—Nossa! O que aconteceu com sua assistente? Nem parece aquele monstrinho que você escondia na salinha!

—Não enche o saco, Mário!

—Esta que voltou é bem interessante!

—Deixa-a em paz, ouviu bem?

—Espere aí, irmão! Se já colocou os olhos nela, se já é sua, tudo bem!

—Não é minha, mas tire os olhos dela! Está bem?

—Está bem! Calma, Otelo! Controle seus ciúmes.

—Ciúmes coisa nenhuma! Mas ela é uma moça de bem, diferente dessas que andamos. É de família! Não merece um tipo como você cortejando-a!

—Ah como se você fosse diferente de mim!

—Por isto mesmo! Não prestamos! Deixemos a moça em paz!

Notas finais
Armando mandou Mário deixar Betty em paz, mas será que ele a deixará em paz?