Notas iniciais
Durante aqueles dias de união secreta, o jovem casal mal se encontra na empresa, e falam o estritamente necessário, já que a paixão transborda de seus olhos e seria perigoso que o quartel, Patrícia, Marcela ou Mário percebessem o que estava acontecendo com eles.

Mas se na vida pessoal, as coisas iam bem, na Ecomoda uma nova reunião de diretoria se avizinhava.

Para isso, Betty preparou um balancete real geral sobre toda a gestão de Armando, a fim de provar que ele estava sendo um bom administrador. Claro que isso devia grande parte a seus aconselhamentos

—Os números estão muito bons, realmente. Claro que sei que isto se deve ao talento de Dra. Pinzón e não a você, Armandito!

—Quem administra a Ecomoda é Seu Armando e não eu, Dr. Valência!

-Tenho conhecimento que por algum motivo sempre estão sempre dispostos a defender um ao outro! -comentou, ironicamente, Daniel

—Eles são assim desde sempre!

—Mas estão ainda mais cúmplices! Esperam que estes números sejam reais!

—São reais! Na pasta podem ter acesso ao relatório de cada setor e a relação de despesa e lucro. Bem como, o relatório detalhado das vendas! -Beatriz apresentando o relatório

—De minha parte, acredito, Dra. Pinzón! -observou Roberto

—Sim, os números são reais! -interviu Marcela -Eles administram muito bem! São ótimos parceiros, não apenas na empresa, mas também na cama! São amantes!

—O quê??

—Como assim? O que está dizendo, Marcela? -perguntou Margarida

—Que os vi saindo do apartamento de Armando, não só ontem, mas a semana inteira!

—Está nos vigiando, Marcela?-Armando levantou-se da cadeira, nervoso

—Sim. Tenho meus direitos, fomos comprometidos por 4 anos e me largou e eu estava certa, era por uma mulher da empresa, mas pensava que era uma modelo, não pela Beatriz! Mas era de imaginar! Não se desgrudavam! Sua amante! Por quanto tempo? Não tem vergonha, Beatriz? (Betty estava sentada, em estado de choque. Não esperava ter sua intimidade exposta desta maneira, perante todos.)

—Perdi algo? -Perguntou Mário, que havia chegado atrasado, por conta de alguma aventura amorosa.

—Sim, tudo! Estávamos aqui falando que Armando e Beatriz são amantes! -respondeu Marcela, ironicamente

—Quê?

—Mas você já sabia, era seu cúmplice! Cúmplice dele e desta mulherzinha!

—Marcela! Não fale assim de Betty!

—Por que não? Acaso você e sua amante fazem o quê, no seu apartamento? Discutem assuntos da empresa?

— Não sabe do que está falando! Beatriz não é minha amante, Beatriz é minha esposa, Beatriz Mendoza! Estamos casados no civil!

—Não estou entendendo nada! -Margarida -Como assim, sua esposa?Como assim se casaram?

Beatriz levantou-se, subitamente, com lágrimas nos olhos e foi para sua sala.

—Betty! Betty! -Armando a seguiu

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Roberto pede recesso de uma hora. Pega umas pastas e sai da sala em direção à Presidência, pensando que Armando foi para lá.

—De qualquer forma, são números muito bons! -comentou alguém

—Sempre achei que a minha empresa desde que Armandito assumiu havia se tornado um circo, mas é muito pior que isso! Virou um bordel! Desde quando os dois estão juntos, Marcela? -comentou Daniel, cutucando a própria irmã

—DEIXE-ME EM PAZ, DANIEL! (Marcela subitamente se levantou e dirigiu-se à sua sala, desviando e Patrícia que, ouvira uns gritos)

—Marcee! Marcee! O que aconteceu? Abra a porta!

—DEIXE-ME EM PAZ, PATRÍCIA!

—Marcee, você não pode me deixar assim. As horrorosas do quartel já estão rindo, Marcee!

Marcela abre a porta e se tranca com Patrícia

—Lembra que seguimos Armando no outro dia até o apartamento e vimos a Beatriz saindo do carro dele?

—Sim.

—Então... (Marcela soluçava)

—Deve ter sido um dia só, Marcee... Sabe como é Armando, ele não iria ficar solteiro e ficar só com ela!

—Só com ela. Voltei lá e esperei e é sempre ela. A tal mulher misteriosa era ela, a Beatriz, desde sempre!

—Marcee! Será que ela já era amante mesmo quando feia? Será que foi ele que pagou pela operação plástica com o dinheiro da empresa? Ai, eu a odeio!!

—Cala a boca, Patrícia!

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Betty havia saído da Sala de Reuniões e no meio do caminho, as o quartel, que ouviram gritos e não entendiam nada, interceptaram Betty

—Mas o que foi, Betty? O que aconteceu?

—Por que está chorando?

—Deixem-me, por favor, depois falamos!

Betty fechou-se na sala. Armando a seguia.

—Betty! Betty! Abra para mim!

Quando ela abre, ele a abraça.

—Desculpe-me, Betty! Nunca pensei que ela pudesse fazer isso! Ela passou dos limites. Vai me pagar!

—Não, não faça nada. Ela está magoada! Ferida! Pois te ama também! Só me abraça!

—A culpa foi minha! Deveríamos ter ido embora, foi um erro ficar aqui. Sou um inútil! Prometi te proteger e não consegui! Mas prometo que ela não vai fazer nada contigo nem com nosso filho!

Betty soluçava nos braços de Armando, ele a colocou deitada no sofá e segurou sua mão.

—Fique calma, meu amor! Vou pedir um chá para a Copa!


Armando liga para a copa, quando abre a porta, dá de cara com seu pai.

—Precisamos conversar!

—Pai, eu não posso agora. Estou cuidando de Betty.

Quando vão conversar:

—Por quê? Por quê? Gostaria de entender!

—Estou apaixonado, pai. Por Betty!

—E se casou?

—Sim, no civil!

—E não ia nos contar?

—Ia. Em um jantar.

Margarida chegava neste momento

—Diga-me que não é verdade! Não pode ter se casado com aquela mulher!

—Casei, e não fale assim dela. Betty é minha esposa agora!

—Você deve estar enfeitiçado!

—Não! Estou apaixonado. Como nunca estive antes, porque nunca amei uma mulher como a amo. Aliás, acho que nunca amei ninguém.

—Sabe o que isto pode lhe custar? A união com os Valência! Você era comprometido com Marcela.

—Mamãe! Só aceitei este compromisso pela empresa, para lhe agradar. Mas o fato é que nunca a amei!

—Como não? Se sempre disse que quando crescessem iriam se casar?

—Eu era uma criança, mamãe! Uma criança!

—Eu me recuso a aceitar esta mulher como minha nora!

—Quanto a isso não posso fazer nada, mãe! Não posso voltar atrás! Não posso largá-la!

—Mas Marcela você largou!

—Marcela eu não a amava! Fiquei por compromisso! Betty eu a amo. E faz muito tempo!

—Ela te enfeitiçou! Desde que entrou aqui. Por menos que isso, Camila...

—Margarida! Deixe que converso com ele! -ordenou Roberto

Margarida sai contrariada e vai para a sala de Marcela.

—Eu não vou agir como sua mãe, embora, sonhasse com o dia do seu casamento com Marcela e com isso o fortalecimento da empresa, só quero saber o porquê.

—Eu já disse: porque a amo, pai. E sei que ela me ama tanto quanto eu!

—E por quê este casamento escondido?

—Quanto a isso não posso falar, mas pode ter certeza que gostaria de me casar perante Deus e todos, mas foi o que pôde ser feito.

—Eu vou fazer uma pergunta, mas você não é obrigado a responder: a Dra. Beatriz está grávida?

Ele fechou os olhos e fez o gesto positivo com a cabeça.

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Notas finais
E agora?