E se...(naquele dia) Betty e Armando
29 Capítulo 29: Uma visita inesperada
Uma hora antes, Marcela havia acabado de sair da sala de Betty, a economista estava passando mal (provavelmente de nervosismo) e pediu um chá à copa. Enquanto tomava o chá, Aura Maria chamou-lhe ao telefone, dizendo que havia uma visita para ela.
—Não sabe quem está aqui embaixo, Betty!
—Quem?
—Ah tem que ver pessoalmente, querida! Espere só! Freddy! Fica na recepção que vou levar a visita para ver Betty !
(Freddy não estava gostando daquilo, pois percebeu que Aura Maria estava babando pela visitante.)
—É para Betty, idiota! -falou para ele
—Se tua amada não te ama mais. (cantarolou)
Ao chegar no andar, Aura Maria pediu para a visita esperar, foi até o escritório de Betty, tampou os olhos de Betty com as mãos, enquanto, a visita adentrava a sala. Era Michel, o amigo francês de Cartagena, o qual Aura Maria reconhecera pela foto.
—Surpresa, Betty!
Quando Aura Maria tirou as mãos dos olhos de Betty (que estava sentada) ela deu de cara com Michel.
—Michel!!
—Bon soir, ma cherie! Disse que viria, não disse?
—S-Sim! Mas não disse que seria hoje. -beijos na bochecha
—Te liguei no celular, mas não atendia, então... como Catalina tinha me dado o endereço da Ecomoda na ocasião do desfile, resolvi vir direto.
—Ah! -riu-se -Michel, perdi meu celular!
—Ah, que pena, Betty!
—Bem, Michel! Seja bem-vindo! Teve sorte, se tivesse vindo ontem não me encontraria!
—Vou deixá-los a sós! -Aura Maria, piscou para Betty
Nos corredores, as meninas do quartel babavam e fofocavam a respeito da visita de Michel, que parecia ainda mais bonito que nas fotos. (Foi neste momento que Roberto e Margarida passaram nos corredores)
—Ai, viram, como é um bombom? -suspirou Sandra
—Ele é mesmo lindo! Um bombom francês! -Suspirou Aura Maria
—Será que Betty e ele já fizeram alguma coisa? -Bertha, curiosa
—Ela não conta nada, meninas! -Sandra declarou
—Que estresse! -Mariana e seu bordão
—Ah se não tivessem nada, não viria de Cartagena para Bogotá a troco de quê?
—A Betty é discreta, mas sempre achei que gostasse do chefe! A besta cabeluda do Seu Armando!
—Quem é a besta cabeluda, Sofia? Armando, que neste momento chegava na recepção do andar)
—Ah o Seu Armando! Seu Armando!!! Estou falando de um homem na novela que também se chama Armando, Armando Macedo e que também é uma besta cabeluda!
—Pare de ver novelas e principalmente, comentá-las na hora do serviço!
—Desculpa, Seu Armando!!
—Sua chefe está na sala, Sofia?
—Sim, mas está com visita!
—Como assim visita? Quem?
—Ah de um amigo!
—Um amigo? Que amigo? O Nicolás Mora?
—Imagina! Este é passado! -respondeu Mariana
—Um muito melhor que conheceu em Cartagena! -comentou Bertha
—Michel! -Armando, virando os olhos.
—O senhor o conhece? -perguntou Sofia
“O que este tipo faz aqui em Bogotá, em minha empresa? “
—Sim, um tipo divino!
—Lindo, maravilhoso! -Aura Maria, suspirando
—E alto! -suspirou Sandra
—Estão todos suspirando pelo tipo?
—Sim, seu Armando!!!
—É que o senhor precisava ver como ele é lindo!
—Eu conheço Michel! Ainda mais pensam que sou o Hugo ou o quê? Não tem nada para ver no tal Michel! Nesta empresa ninguém trabalha? Vivem de fofocar? Aura Maria! DESÇA JÀ PARA A RECEPÇÂO!
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Já cheio de raiva, Armando abriu a porta de Betty, subitamente:
—Seu Armando!
—Betty!! Michel! Como vai? -tentando parecer controlado, mas os olhos denunciavam seus ciúmes raivosos -O que faz aqui na Ecomoda?
—Vim resolver umas pendências em relação à abertura de minha empresa, de passo passei para visitar Betty...
—Ah é, Michel? -fechando punho -Que interessante! -falando entre dentes
—Michel precisa da minha ajuda para registrar a empresa de eventos e o restaurante.
—Que interessante, Michel! E não conhece ninguém que faça isso? Só Betty?
—É que só confio em Betty!
—Puxa! Sabe que eu também? Mas acontece, Michel, que não sei se sabe, mas Betty trabalha aqui e é minha! Minha... vice-presidente financeira!
—Estou sabendo. só vim conversar com ela para que me auxilie em como abrir a empresa.
—Michel, um momento para conversar com ele! Fique à vontade! -pediu Betty, simulandoum sorriso
—Isto fique à vontade, Michel! -Armando sorriu, ironicamente
Betty sai para conversar com Armando na sala dele
—Que cenas são essas, doutor?
—Como que cenas são essas? Descubro que este tipo francês está na cidade conversando com você, na minha empresa. E sei que está interessado em você. E encontro os dois conversando na sua sala de porta fechada, como quer que eu reaja, Betty?
—Ele veio à Bogotá para abrir a empresa, não tem nada a ver comigo, Doutor!
—Sei muito bem!
—Eu não tenho nada com ele! Não estamos noivos, nem com data marcada!
—Sei porque disse isso, mas... sabe o porquê de ter noivado! Ainda mais... ontem terminei com Marcela!
—Ela me disse, doutor!
—Ela te disse? Mas como e por quê?
—Não sei, doutor! Só sei que ela confia plenamente que vai voltar para ela!
—Não vou voltar! Desta vez é definitivo, falei com meus pais sobre isso!
—Não quer dizer nada, doutor! Sempre voltam!
—Betty, confie em mim! Estou decidido e desta vez tenho um bom motivo para não voltar com Marcela!
—Não sei, doutor!
—Confie em mim! -segura o queixo dela
—Deveria confiar em mim, doutor! Não tenho nada com Michel!
—Eu confio em você, Betty! Eu não confio é nele! Não aguento que nenhum homem chegue perto de você!
—Pois eu sei muito bem o que quero, não sou tão fácil assim! Ainda mais é falta de educação deixá-lo esperando. Vou conversar com ele. O que vai pensar dos colombianos?
—Betty!
Betty sai da Presidência
Quando saiu, Armando sentiu uma pressão em seu peito. Para aliviar, virou um copo de uísque.
—Maldito francês! O que veio fazer aqui?
De volta a sua sala:
—Desculpe-me, Michel! Mas seu Armando precisava de mim.
—Ele está bem esquisito... parece estar com ciúmes.
Betty, fica sem jeito
Armando começa a imaginar o francês conversando com Betty e dizendo meia dúzia de palavras e tentando seduzi-la e apesar de tentar resistir, cede, por estar carente e com raiva de Armando. Logo, ele começou a jogar algumas coisas no chão.
—Ela é minha e o filho que está esperando também!
Patrícia ouve o escândalo que o chefe está fazendo e resolve xeretar.
—Mas o que acontece, Armando?
—Saia daqui, Patrícia!
—Calma, Armando!
—Ah, mas o que acontece?
—SAIA!
Patrícia saiu correndo e foi chamar Marcela que estava no ateliê com Hugo.
Betty tenta se concentrar, queria terminar o trabalho, mas vendo que Michel ainda queria mais alguma ajuda, salvou o trabalho e virou-se para ele para não parecer mal-educada. Logo, ouviu uns barulhos vindos da sala de Armando e teve medo, pois sabia que ele devia estar nervoso por saber da visita de Michel. Ela tentou de todo o jeito que ele saísse, para protegê-lo, pois temia que fizesse com ele o que fez com Miguel no dia anterior. Mas como o francês emendava um assunto no outro, Betty decidiu que o melhor era sair com ele dali, antes que acontecesse algo pior. Então, avisou Sofia que iria sair, para ir à Câmara de Comércio.
Tão logo, saíram, Armando foi procurar por ela, mas...
—Por que a porta de Betty está trancada?
—Ela saiu!
—Saiu? Com o francês?
—Sim. -suspirou
—Disse que foi para a Câmara do comércio!
—Ah, imagina... devem ter ido para algum lugar mais interessante!
Ele ainda desceu para tentar ir atrás dela, mas já tinham ido. Com raiva, voltou para sua sala.
—O que você tem, Armando?
—Me deixa, Marcela!
—Estou preocupada!
—Pois não se preocupe!
—Já foi fofocar, não é, Patsy Patty?
—Ora, Armando.
—SAI DA MINHA FRENTE! NÃO ESTOU PARA NINGUÉM!
(Ele bateu a porta na cara dela e foi para sua sala.)
—Por quê? Por quê? Por que faz isto comigo, Betty?
Logo, Mário, que foi chamado por alguém para tentar segurar Armando, chegou e encontrou tudo espalhado.
—Estimado presidente, o que aconteceu aqui? Tem a ver com a raiva que sente de ter que se casar com Marcela?.
—Cala a boca, Caldeirón! Não se intrometa!
—Tenho que me intrometer! Está quebrando a sala toda!
—É a Betty!
—O que tem a sua amante? Não tinham terminado?
—Sim, por conta do noivado com Marcela. Não terminamos, demos um tempo para que eu resolva minha situação.
—E por quê esta histeria?
—Betty saiu com um amigo!
—Ah, estamos assim? E quem foi? O tal da faculdade?
—Não. O francês de Cartagena!
—Ah não! (Mário com cara de debochado) O “amigo” de Betty de Cartagena está com ela?
—Pare com isso, Caldeirón! Ele veio registrar seu restaurante, buffet, aqui em Bogotá!
—E de passo, passou na Ecomoda para ver Betty? Que acontece, amigo? Agora, aceita sócio para sua mulher?
—ME DEIXA EM PAZ, CALDEIRÓN!
—Já sei! Aceita tudo de Betty!
—JÁ DISSE PARA CALAR A BOCA! (pega-o pelo colarinho)
O envelope do teste cai do bolso de Armando
—O que é isso?
—Me dá isso!
—Ora, ora!
—Me dá, Caldeirón!
—Entrego, se me disser o que é.
—Não vou dizer nada!
—Ora, meu irmão. Não temos segredos. Tem a ver com Betty?
—Sim, ela está grávida!
—Grávida? (Mário riu mais ainda) E quem é o pai? Você ou o francês?
Armando em um acesso de raiva começou a socar Mário.
—VOCÊ NÃO FALE DE BETTY! ELA É SÓ MINHA! MINHA E ESTE FILHO É MEU!
—Quer que todo mundo ouça?
—Pouco importa! Já estou cansado desta história! (largando Mário)
—Eu não perguntei por mal, é que não acha estranho que ele tenha vindo aqui? Como sabe que eles não tem nada?
—Porque ela me disse!
—Ah...
—Confio nela! O mentiroso aqui sou eu, não ela! Tudo por causa desta maldita empresa!
—Maldita empresa? A empresa de seus pais, dos Valência, minha. Tudo que você tem, meu amigo!
—Até hoje foi! Mas não mais!
—O que quer dizer com isso?
—Betty está esperando um filho meu e a amo com toda minha alma!
—Mesmo que este filho seja seu, não pode sequer colocar seu sobrenome, portanto, aconselho que dê um dinheiro para ela ou até fale para morar em seu apartamento, a sustente. Ou mande-a para fora do país, para bem longe!
—Está louco, Caldeirón? Está falando da Betty e do meu filho!
—Você se casa com Marcela, dá um tempo, pede divórcio e vai encontrar com Betty em algum lugar.
—Agora quer que me case com Marcela?
—Dos males o menor! Com Marcela asseguramos a empresa livre dos Valência e à Marcela você nunca foi fiel, diferente com Betty!
—Tarde demais, Caldeirón! Larguei de Marcela, terminei o noivado. Não vai ter casamento! Meus pais já sabem!
Você, o quê? Para quê isso?
—Por Betty! Nunca pensei em ser pai, mas meu filho não vai ficar desamparado! E ainda mais, escute bem, Caldeirón: EU AMO A BETTY!
Enquanto Mário debochava, Armando saiu batendo a porta
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