E se tivesse uma garota no Instituto Imperial?
28 Um reencontro
Chiharu Pov's
Faz tanto tempo que não o vejo, sentia muita falta dele.
~Flashback on~
Eu ainda tinha 7 anos quando um menino entrou na minha vida. Seu nome era Nanjoon, foi dele que tirei o meu nome falso.
Dos 7 até os meus 11 anos, eu e ele éramos melhores amigos. Nós brincavamos de tudo, mas principalmente de corrida, mas na época eu não era rápida, e ele era. Resultado? Eu sempre perdia, mas eu não ligava de ser chamada de ovo podre (brincadeirinhas de criança).
Nos meus 7 anos, foi com certeza a época mais feliz da minha vida, minha alma era pura e eu sorria muitas vezes sem motivo. E Nanjoon esteve lá, na época mais feliz de minha vida.
Nós fomos amigos até os 11 anos, então os pais dele obrigaram ele a se mudar de escola. Nós perdemos contato e nunca mais nos vimos. Eu tinha ficado muito mal quando ele foi embora, eu me sentia muito solitária.
Agora, já crescida (um pouco), caminhava pelo parque para chegar em um ponto de ônibus, quando um menino veio correndo e minha direção e parou na miha frente.
–Chiharu! — ele disse feliz.
–Quem é você? — eu disse assustada.
–Sou eu, Nanjoon — ele disse.
Fiquei cunfusa, perplexa e incrivelmente feliz.
–Nanjoon! — falei feliz — Que saldade!
–Eu também senti sua falta — ele falou sorrindo — Quem chegar por último é um ovo podre!
Vi ele sair correndo e como não queria ficar para trás, sai correndo atrás dele. Mas dessa vez, pela primeira vez, fiquei na frente dele e ganhei. Estavamos cansados, nos sentamos na grama verde que crescia, e riamos muito.
~Flashback off~
Finalmente paramos de rir. Estava com tanta saldade dele, nos levantamos e nos abraçamos.
–Você ficou mais rápida — disse Nanjoon.
–Eu não sou mais um ovo podre — disse de forma vitoriosa.
–Você mudou muito — ele disse me soltando e me olhando da cabeça aos pés — Nem parece você. E você devia processar o cabelereiro que cortou seu cabelo (ele estava um pouco irregular).
–Eu cortei meu cabelo! Esquece, isso não importa agora — disse, mas dei uma evasiva antes que perguntasse o motivo de eu ter feito essa tontice.
–Mas falando sério, você mudou muito — ele disse sorrindo.
–Mas você continua o mesmo — disse em tom superior.
–Isso não é verdade — ele disse fingindo irritação.
–Então liste alguns exemplos — disse em tom de desafio.
–Bom ... — ele tentava se lembrar.
–Eu cresci! Diferente de você- ele disse olhando de relance para mim e sorrindo.
–Claro que ... Insinua que eu sou baixinha? — disse irritada.
–Eu não quis dizer isso — disse ele rindo.
–Quis dizer sim! — mas estava rindo.
Eu não era baixinha, mas técnicamente, ele era uns 3 centímetros mais alto.
–Bom, já está tarde é melhor eu ir andando — ele disse começando a ir embora.
–Espere! A gente vai se ver de novo? — perguntei preocupada.
–Claro, me diz aonde que eu vou — ele disse.
–Me diz você, eu não sei — respondi.
–Deie-me pensar ...
–Já sei! — ele gritou um tanto alto demais, acho que o México poderia ouvir (só que não) — Na nossa antiga escola!
–Perfeito quando?! — acabei me empolgando e gritei também.
–As três!! Amanhã!!- ele gritou.
–Por que estamos gritando?!! -perguntei também gritando.
–Eu não sei!! — ele respondeu brincando.
–Já vou indo!! respondi ainda na brincadeira e fui embora.
–Ok!! — ele gritou.
Fui ao ponto de ônibus, e cheguei ao orfanato. Era tão bom ter mais um amigo por perto.
Sakuma Pov's
Eu me escondi atrás de uma árvore, e tentei ouvir o que diziam, mais não consegui ouvi-los. Mas teve uma hora que eles começaram a gritar, então pude ouvir o que diziam. Eles iam se encontrar novamente, eles estudaram juntos, iam se encontrar naquela escola, as três horas, no dia seguinte.
Senti uma raiva, mas pelo fato de eles parecerem amigos muito íntimos ... eles não seriam ... Eu definitivamente iria segui-los. Bem vindo a realidade Sakuma, você está com ciúmes! Aceite os fatos. Você acha que eles podem ser namorados, mas vai seguir eles para ter certeza.
E era isso o que eu ia fazer. Só tinha um problema, eu não sabia onde ela estudou antes da Teikoku. Eu não sei se seria uma boa ideia perguntar a ela, ela poderia achar que eu ia investigar a vida dela (o que técnicamente é verdade).
Me lembrei que uma vez ajudei o Genda em uma coisa parecida. No dia seguinte, na hora do intervalo, fui falar com o Genda. Ele achou estranho esse pedido, mas eu disse que explicaria tudo depois. Ele perguntou se eu mesmo não podia perguntar. Eu tive que falar que aconteceram alguns assuntos mal resolvidos e que isso não seria possível. Genda disse que não ia perguntar nada ainda, mas que queria ouvir a história muito bem contada no dia seguinte.
Quando ia começar o treino da tarde, Genda disse que Chiharu estudou no colégio Kidokawa Seishuu Junior (basicamente o colégio Kidokawa, só que para fundamental I ). Então logo que acabou o treino, eu fui para casa, pesquisei na internet o endereço, e as 2h e 30 minutos, fui para lá. Esse colégio ficava muito longe.
Chegando lá, vi o garoto, mas Chiharu ainda não tinha aparecido. Uns dois minutos depois, ela apareceu, e estava com o sorriso estampado no rosto. Um sorriso que não dá quando está na Teikoku. Sentia que havia um grande laço de sentimento entre eles, com certeza eram namorados, quer dizer, são namorados.
Esse pensamento me fez sentir uma dor por dentro. Eles entraram na escola, e eu fui atrás deles.
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