E se eu te amasse?
7 Não foi nada, esse é o meu trabalho.
Notas iniciais
POV SWAN.
Terminei de tomar meu café, e sai para a rua para procurar emprego. Já estou aqui a dois meses e nada de arrumar alguma coisa, uma cidade tão pequena não ter um emprego se quer? Passei por todas as lojas que havia na cidade e nada! Voltei ao grannys já eram duas e quarenta da tarde. Encontrei Ruby conversando com uma mulher que logo identifiquei como Mary Margaret. Aparentemente ela parecia ser legal, nunca havia falado com ela. Me aproximei e Ruby me apresentou.
–Emma. –Falou Ruby.
Oi Ruby, Oi?- Falei estendendo a mão na direção da mulher a minha frente.
– Olá, Mary Margaret. – Falou apertando minha mão.
–Como vai?
– Vou bem, e você?
– Chatiada, ainda não consegui um emprego nessa droga de cidade.
– Ainda não achou nada? Ruby fala meio decepcionada.
– Não. Aqui não tem nada!
–Se não me engano, há uma vaga de xerife.–Falou Mary.
– Sério? Não sabia!
– Sim, meu marido David é o xerife, ele estava reclamando que não consegue dar conta de tudo sozinho, que precisa de assistente.
– Que ótimo! E com quem eu falo?
– Aí é que ta o problema, tem que falar com a prefeita. E ela não é nem um pouco legal.
– Ah, mas isso não será problema para Emma. Ela e a prefeita estão de casinho. Falou Ruby.
– Ruby! Deixe de mentira, eu só estou tentando fazer amizade com a prefeita, ela é um pouco solitária. Só isso! – Enfatizei. Mas não está sendo nada fácil, ela não coopera.
– Em falar na prefeita, e como foi ontem com ela?
– Nada demais. Fomos embora logo depois de você.
– E Foram para onde?
– Casa Ruby!
– A dela?– Ruby falou com um tom de deboche.
– Ela sim, eu não!
–Não aconteceu nada?
– Não Ruby. Eu não gosto de mulher, entenda isso de uma vez por todas e pare de gracinhas.
– Certeza?
– Sim!
– Ok.
Mary nos observava sem palavras.
– Bem, vou tratar de conseguir esse emprego. – Falei entrando no granny’s.
– Emma? Ruby chamou me fazendo olhá-la.
– Sim?
–A prefeitura não fica ai dentro.
– Eu sei, vou trocar de roupa.
– Vai se arrumar para vê a prefeita?
–Não te interessa.
– Aí meu Deus, você vai mesmo.
– Cala a boca. Foi bom te conhecer Mary, até mais.
– Até Emma! Ela falou.
– E Depois diz que não gosta de mulheres. — Ruby gritou, mas nem dei atenção.
POV MILLS.
Cheguei à prefeitura nitidamente atordoada, passei por belle e nem se quer respondi o bom dia que ela deu. Sentei-me à mesa e existiam pilhas de papéis para eu assinar, minha cabeça doeu só de olhar para eles, queria poder ser outra pessoa pelo menos um único dia. É tão cansativo ser eu. Ser a prefeita, e tentar ser perfeita sempre. Às vezes penso em dar uma chance para Robin, porque mesmo sabendo que ele me quer só para transar é bom saber que alguém nessa terra ainda me deseja. Curiosamente pensei na mulher loira, e o quando ela vinha insistindo comigo, parece que ela gosta de me tirar do sério, minha vida já é o ruim o bastante para ela tentar estragá-la ainda mais. Perdi-me em meus pensamentos quando ouvi a voz de belle a me chamar, acordei do transe.
– Oi belle.
– Senhora, desculpe incomodar. Mas Robin está aqui.
– Robin? O que ele quer? Diga que estou ocupada.
Nessa hora ele entrou na minha sala sem ao menos pedir licença.
– O que faz aqui? Vá embora, estou ocupada.
– Não!
Belle se retira.
– Feche a porta. – Mandei.
– Case-se comigo!
– Você só pode está maluco. –Falei no tom mais irônico que pude.
– Não Regina! Estou falando sério, case-se comigo. Não tem mais ninguém nessa cidade que goste de você. Ou você casa comigo ou vai morrer sozinha.
Aquelas palavras me atingiram em cheio, foi como um soco no estômago.
– Vá embora.
– Não.
– Saia daqui!–Falei gritando.
– Eu não vou emboraaté você dizer sim.–Ele aproximando-se.
– Eu estou mandando você ir embora, você só pode está louco.
– eu não vou embora até você me responder!
– Ok, então aqui está sua resposta. NÃO! Eu não vou casar com você!
– Resposta errada Regina. Tente de novo! –Falou segurando meu braço com força, e beijando meu pescoço. Senti medo.
– Por favor, Robin está me machucando. Só vá embora.
Ouvi a porta abrindo e uma voz que reconheci imediatamente!
– Você ouviu a prefeita, vá embora agora!–Era ela.
Robin me solta e vai até ela a analisando de cima a baixo como se fosse uma presa que ele estava prestes a caçar.
– E quem é você? –Ele pergunta em um tom irônico, e ao mesmo tempo de interesse.
– Não interessa, só vá embora antes que eu chame a polícia.
– Olha, parece que a Regina tem um novo cão de guarda!
– Se ela quiser! Ela olhou para mim com um olha de cumplicidade que fez com que me sentisse segura na hora.
Sorri para ela.
Ele nos olhou e uma expressão de raiva tomou conta do seu rosto.
– Está bem Regina, eu estou indo. Mas pense bem, e na próxima me dê a resposta certa.–Saiu batendo à porta.
Fiquei sem reação por alguns minutos quando ela quebrou o silêncio.
– Você está bem?–Falou se aproximando e tocando no meu ombro.
– Estou sim, obrigada!
– Quem é ele?
– Um amigo.
– Amigo? Tem certeza?–Fez uma cara de desconfiança.
– Sim Swan, amigo.
– Ok então.
– O que veio fazer aqui?
– Vim tentar a vaga de assistente de xerife.
– Você? –Falei segurando o riso.
– Eu sim, qual o problema?
– Você tem experiencia nisso?
–Não.
– E o que faz pensar que vou contrata-lá?
– Bem, eu sei intimidar e acho que acabei de provar isso.
–Enfim, que seja. Aqui não temos muita coisa para fazer, você só precisa ficar na delegacia durante todo o dia fazendo deus sabe lá o que, mas está a disposição quando precisarmos de você para apartar uma briga ou coisa assim. Normalmente é só isso que acontece, nunca temos roubos grandes na cidade.
– Ok.
– E o mais importante, toda sexta você terá que vim ao meu gabinete e trazer o relatório da semana. Ex: Quantas brigas vocês apartou, quantas prisões você fez, o que foi quebrado, e o que você precisa. Enfim, tudo o que aconteceu durante essa semana. Para que possamos repor tudo. Entendeu?
– Sim, entendi.
– Ok, então pode começar na segunda!
– Muito obrigada Regina.
– Prefeita.–Falei a corrigindo.
Ela deu um sorriso torto e já ia saindo pela porta quando eu a chamei.
– Swan!
– Sim?
– Obrigada.
– Não foi nada prefeita, é o meu trabalho. — Sorriu.
– Você vai fazer alguma coisa hoje?
– Ia a sua casa.
– Minha casa?
– Sim, nós tínhamos marcado para eu passar na sua casa.
– Não, não tínhamos. –Tentei lembrar quando foi que marcamos isso.
– Ok. Então não tenho nada para fazer hoje.
– Quer tomar um café?
– Que tal um vinho?
– No granny's não vende vinho.
–Podemos ir para sua casa, aposto que você tem vinho.
Sorri.
– Tudo bem, vamos a minha casa. Deixa só eu terminar ou começar de assinar esses papéis e vamos. Espere-me lá fora, por favor.
– Ok.
Ela saiu fechando a porta.
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