E se eu te amasse?

8 Agora eu estou aqui.


Notas iniciais
Oi gente, mais um capitulo para vocês. Espero que gostem, boa leitura. ♥

POV SWAN

Subi as escadas da pensão correndo, tomei um banho e tentei me vestir da melhor maneira possível. Por conhecer a reputação da Regina e pelo pouco tempo que passei com ela, sabia que se vestisse qualquer coisa não seria contratada.

Sai as pressas, Ruby e Mary ainda conversavam na frente do grannys, acenei e fui em direção a prefeitura. Assim que cheguei à frente da prefeitura pensei duas vezes se realmente tentaria aquela vaga, afinal que experiência eu tenho? Mas não custa nada tentar. Entrei e uma simpática mulher veio até minha direção.

Olá, boa tarde. Posso ajudá-la?

Sim, pode. Vim falar com a prefeita.

Acompanhe-me, por favor.— Falou enquanto entrávamos na prefeitura.

O lugar era enorme, as paredes eram brancas e pretas, com alguns detalhes de galhos desenhados nela. Ao fundo uma porta grande de madeira com os mesmos detalhes da parede. Ao lado havia uma bancada com vários papéis em cima, um telefone e um computador, que deduzi ser onde a mulher que me atendeu ficava. Encostado na parede havia um sofá de espera muito bem detalhado, forrado na cor vermelha puxando para o vinho.

— A prefeita está ocupada, tem hora marcada?— Falou sem tirar os olhos dos papeis que estavam na mesa.

— Não.

— Bem, ela está ocupada, não sei que horas ela vai está livre, e se vai querer receber alguém ainda hoje.

— Bem, não tem problema. Eu espero!— Falei sentando-me.

Ouvi um barulho vindo da porta e a voz de Regina exaltada. Levantei imediatamente.

Belle me olhou com uma expressão de espanto.

— você ouviu?

— Sim, não deve ser nada demais. — Falou ela, tentando disfarçar seu espanto.

— Ela está em uma reunião?

— Está.

— Com quantas pessoas?

Acho melhor à senhora ir embora.

Ouvi a voz da Regina mais uma vez e seu tom exaltado.

— Eu vou entrar lá, está acontecendo alguma coisa.

— Não senhorita, fique aqui.

Antes que ela pudesse impedir, abrir a porta e vi um homem segurando pelo braço da Regina. E ela nitidamente estava com medo, não pensei duas vezes e mandei-o sair. Sentir tanta raiva desse maldito homem, não sabia nem quem ele era. Mas dava para vê que era mais que um simples amigo como ela falou.

Sai e a esperei fora da sala como ela havia pedido. Aproveitei para conhecer mais a secretaria que me pareceu muito legal.

— Bem, a Regina me pediu para esperar ela aqui.

— Tudo bem. Estava acontecendo algo lá? — Falou belle, um pouco receosa.

— Sim, eles estavam brigando. Não são só amigos, são?

— Não sei bem o que eles são, mas às vezes ele vem aqui e passa horas lá dentro com ela. Acho que são muito mais que amigos.

— Ele é um idiota.

— É sim, você precisa vê como ele me trata, ele acha que é superior a tudo.

— Como ela aguenta alguém assim?

— Ela também não é um poço de gentileza.— ela sorri

— Acho que isso tudo dela é só uma máscara.

— Talvez. Você mora aqui na cidade?

— Sim, me mudei para cá faz dois meses. A propósito me chamo Emma.

— A sim, me chamo belle.

Ouvi o barulho da porta abrir, e a voz da Regina chamar por belle.

Sim senhora prefeita? — Falou belle receosa.

Estou indo embora, os papéis estão na mesa. Quero que os separe para mim. O que eu autorizei você já pode enviá-los. E os que eu ainda não assinei são os que você pode assinar para mim.

— Está precisando de mais alguma coisa?

— Sim. Quero que você ligue para aquele restaurante e faça uma reserva, ás oito.

— Para quantas pessoas?

— Duas. – Ela falou enquanto olhava para mim e sorria.

— Tudo bem, tenha uma boa noite prefeita.

— Você também belle.

— Vamos senhorita Swan. — Ela me chama, e eu logo me levanto.

— Boa noite belle, foi ótimo conhecer você.

— Boa noite Emma, adorei conhecer você também.

— Belle? Chamou Regina.

— Sim, prefeita?

— Senhorita Swan, Belle! A chame de Senhorita Swan.

— Desculpe-me senhorita Swan.— Falou belle envergonhada.

— Não belle, me chame apenas de Emma.— Falei.

Regina me olhou incrédula e apressou os passos em direção ao carro.

Ao entrarmos no carro ela fala.

— Não me contrarie na frente dos meus funcionários.— Sem tirar os olhos do caminho.

— Meu nome é Emma, e se você não quer me chamar assim, não obrigue os outros a fazer o mesmo.

— Tanto faz.— Ela respirou fundo.

Fomos caladas todo o caminho, e Regina estava visivelmente irritada. A casa era toda interligada, havia uma escada do lado esquerdo, do lado direito dava para a cozinha e a minha frente dava para sala. Fomos direto para cozinha onde ela foi pegar o vinho e nos conduziu até a sala.

— E então Swan, o que vamos fazer?— Falou levando a taça até a boca.

— Não sei, pensei em bebermos até não lembrarmos o que fizemos na manhã seguinte. O que acha?

— Você está maluca? Não faço essas coisas. — Ela falou sentando no sofá branco da sala.

Sentei-me ao seu lado e peguei a taça de vinho que ela me ofereceu.

— O que realmente aconteceu hoje Regina?

— O que?

— Porque ele estava fazendo aquilo com você quando eu entrei?

— Ah, não foi nada. O Robin é meio grosso às vezes.

— Não Regina. Olhe, está roxo.—Falei apontando para o braço dela onde ele tinha apertado.

— Não tinha visto, depois coloco um pouco de gelo e está tudo bem.

— Ele é seu namorado?

— Não. Só transamos algumas vezes.

— Sexo casual, entendo.

— É.

— Não gostei dele.

— Você não tem que gostar de nada. — Falou tomando mais um gole.

— Mas ele machucou você, como você pode fazer sexo com alguém que machuca você?

—Ele nunca tinha feito isso antes. Eu o irritei!

— O que você fez?

— Ele quer que eu case com ele. -Senti um aperto grande em meu coração.

— E você vai?

— Não sei.

— Você gosta dele?

— Não.

— E Porque vai casar sem gostar? Ela me pareceu pensar na resposta por alguns segundos.

— Vamos ver um filme? -mudou de assunto.

— Que filme?—Achei melhor não insistir.

— Não sei, sabe algum?

— Jogos vorazes.

— Não quero.

— É bom. Vamos assistir, se você não estiver gostando a gente tira.

— Tudo bem.

Logo nos primeiros minutos ela já estava cochilando no sofá. Terminei meu vinho e o filme sozinha. Tentei sair sem acorda — lá, mas foi em vão.

— Emma?

— Oi?

— Para onde vai ?

— Para casa, já está tarde.

— Que horas são?

— Onze.

— Nossa, dormi isso tudo? Perdemos a reserva do restaurante.

— Tudo bem, como alguma coisa no granny's.

— Não, vou preparar alguma coisa para a gente comer. Depois levo você em casa!

— Tudo bem então.

Ela foi à cozinha e eu pude sentir da sala o cheiro da lasanha saindo do forno microondas.

— Que cheiro maravilhoso.— Falei entrando na cozinha.

— É a fome.— ela sorriu para mim. Não sei explicar como aquele sorriso mexeu comigo, mas ele mexeu! Desculpa ter dormindo, você deveria ter me acordado.

— Queria ter deixado você dormir mais.

—É que faz um bom tempo que não me sinto tão tranquila a ponto de dormir assim.

Fiquei sem saber o que falar, só ergui as sobrancelhas e ela voltou a sorrir. A lasanha estava muito gostosa para uma lasanha requentada, conversamos um pouco sobre o sabor dela e a receita. Quando tomei coragem e perguntei.

— Você mora aqui sozinha?

— Sim.

— Tem alguém mais da sua família por aqui?

— Não.— ela abaixou o olhar.

— Entendo.

— Minha mãe morreu há alguns dias.

Eu sabia que a mãe dela estava em coma porque Ruby me contou, mas não sabia que ela tinha morrido, fiquei surpresa e sem saber o que falar.

— Nossa Regina, meus pêsames. Deve está sendo difícil para você.

— Obrigada, está sim. Mas vou ficar bem!

— Vai sim, você é forte.

— Não tanto quanto gostaria. Fico surpresa com sua revelação, ela está se abrindo para mim.

— Mas você é forte o suficiente para continuar, muitas pessoas não conseguem li dar com a perda.

— Talvez eu seja uma delas.

— Do que você está falando?

— Nada Swan. Vamos mudar de assunto.

— Emma.

— O que disse?

— Falei que meu nome é Emma.

— Ta, mas eu quero chamá-la de Swan. Afinal é seu nome também não é?

— Sim.

Nessa hora o telefone dela toca em cima da mesa. Ela me olha receosa, e pega o celular. Consigo ver que quem liga é o tal do Robin. Ela desliga a ligação. Ele volta a ligar, e ela desliga o celular.

— Não vai atender?

— Não!

Ouço a campainha tocar. Ela me olha surpresa.

Não estou esperando ninguém. Ela levanta e vai atender.

Da cozinha ouço os gritos de Robin perguntando o porquê ela não atendeu o celular.

Ela muda completamente quando está com ele, passa de uma mulher forte e determinada, para uma mulher frágil que precisa ser protegida!

— Regina, Está tudo bem aí?

— Há não. Essa mulher de novo? O que ela faz aqui? Robin fala com uma raiva nos olhos.

— Não te interessa. Saia da minha casa, eu não vou mandar de novo.

— Eu não vou sair.

— Vai sim. Ela fala tentando expulsa-lo.

—Não vou! -Ele a empurra tão forte que ela cai no chão. Corro imediatamente até ela e a ajudo a levantar.

— É melhor você ir embora agora! Digo no tom exaltado.

— Olha só, a cachorrinha da Regina mostrando os dentes para mim. Vá se fuder você e a Regina! Não tenho mais nada para fazer aqui, já soube o que precisava saber. — Saiu batendo à porta.

Olhei para a Regina e percebi que ela estava chorando.

— Ei, calma! Vai ficar tudo bem. -falei a abraçando.

Ela me abraçou desabando em lágrimas, se permitindo sentar no chão. Eu nunca pensei que iria vê-la nesse estado.

— Vai ficar tudo bem, ele já foi embora. Ver aquela mulher tão forte e ao mesmo tempo tão frágil desabando em choro na minha frente só me deu mais vontade de conhecê-la a fundo. Toquei em seu rosto e a fiz olha nos meus olhos.

— Você merece alguém que te ame e te trate com carinho, esse cara é um porco e não é digno de você. Entre uma lagrima e outra ela falou: — Mas ele me quer. E isso é melhor que nada. Não tenho ninguém, as duas pessoas que amavam não estão mais aqui. E quem vai amar uma mulher como eu? Tornou a chorar.

Eu a abracei o mais forte que pude, queria fazer com que aquela dor desaparecesse.

— Eu não tenho ninguém Emma, você sabe como é isso? - Falou entre soluços.

— Agora você tem a mim Regina.

Agora você tem alguém.

Agora eu estou aqui.

Notas finais
E ai, o que acharam? Comentem por favor. :(