E se eu te amasse?
6 Como se me importunasse a anos.
Notas iniciais
– Meu interesse por você ? - Recuei o copo.
– Sim.
– Você está ficando louca.
– Tá bem, ao meu interesse por você.
– Você está flertando comigo Srta Swan?
– Não, agora você que está louca. Não gosto de mulheres.
– Humm
– Vai brindar ou não?
– A que ?
– Ao meu interesse por você.
– Um brinde.
– Você gosta?
– De?
– Mulheres?
– Não!
– Humm.
– O que é?
– Nada.
Emma? Ouço uma voz chamando um pouco longe de onde estávamos. Era Ruby!
Oi Ruby. Disse emma.
Estou indo embora.
Olho para o seu lado, percebo que ela está acompanhada de alguém, um cara bem bonito até.
Você quer que eu deixe você em casa? – Continuou Ruby.
Emma me olha com uma expressão indecisa.
Respondo a Ruby:– Não precisa, estou indo para o lado de lá daqui a pouco, eu dou uma carona a sua amiga. — Emma me olha com uma expressão surpresa.
– Você ouviu a Regina.
– Prefeita. A interrompo.
– Você ouviu a prefeita, ela me dá uma carona para casa.
Ruby nitidamente surpresa falou:– Ok, mas se precisar de algo me liga, vou está no celular à noite toda.
Pode deixar, disse Swan.
Boa noite Sra. Prefeita.
Boa noite Emma.
Boa noite, falei.
Cuidado em Ruby, não vai engravidar. Falou Emma sorrindo da sua própria fala.
– Vamos, já está tarde.
– Agora? Se eu quisesse ir agora tinha ido com a Ruby. Você gostou de mim!
– Isso foi uma pergunta ou uma afirmação?
–Afirmação.
–Não.
– Se não, porque ainda estaria aqui?
Fiquei surpresa com essa pergunta, não sei? Porque eu estava aqui com ela mesmo?
– Talvez só esteja com preguiça de me levantar, afinal quem chegou aqui depois foi você, quem deve sair é você.
– Mas você me seguiu, e não quis que eu fosse com a Ruby. Se ofereceu para me levar.
– Só não queria atrasar a noite da Ruby. Fui simpática!
– Você? Simpática? Conta outra!
– Já chega Srta. Swan. Estou indo embora, se você quiser venha comigo, se não volte a pé para casa!
Levantei sem olhar para trás com uma leve vontade de me virar para vê se ela estava vindo ou não. Mas mantive a pose, cheguei em meu carro, virei para ver se ela me seguia, e nada! Entrei com uma pequena decepção, no fundo achava que ela viria.
– Procurando por algo? — Lá estava ela na porta do passageiro batendo na janela.
– Que susto!
– Estava procurando por mim?
– Não.
– Ok, moro no granny's. –falou abrindo a porta e entrando.
– Eu sei.
– Você sabe muitas coisas minhas madame prefeita, e eu não sei nada sobre você. –Dei partida no carro.
– Não tem nada para saber além de que eu sou a prefeita e posso mandar prender você por encher meu saco.
– Não pode não.
– Infelizmente.
Fomos o resto do caminho caladas, deixei ela na frente do granny's.
–Obrigada prefeita, foi uma noite agradável.
Eu abri um sorriso torto e dei partida no carro. Quem será aquela mulher inusitada? Que eu só a conheci em uma única noite mas ela já a me tirava do sério como se me importunasse a anos.
POV SWAN
Tirei os sapatos e me joguei na cama, não conseguia parar de pensar na prefeita, que agora tinha um nome. REGINA!
Como a pronúncia desse nome era bom, não sei o porque, mas era.
Me peguei pensando em cada parte do corpo da Regina que pude observar durante a noite, apesar das luzes baixas ainda davam para vê que a Regina era muito da gostosa. Porque estou pensando nisso? Eu não gosto de mulheres, e mesmo se gostasse eu só falei com ela uma única vez. E ela só demonstrou desprezo.
Mas porra, que bunda!
Aí meu pai para de pensar nisso, caramba o que é isso? Estou molhada!
Mas o que mais me chamou a atenção eram os seus lábios, eles tinham uma pequena cicatriz que me deixaram curiosa para saber como ela foi parar lá. Só sei que Regina era uma gostosa e naquela noite eu me masturbei pensando nela e nos seus lindos lábios.
Amanheceu, eram exatamente sete e meia da manhã quando ouço batidas na porta.
Era Ruby, como sempre.
–O que você quer?
– Que mal humor, só vim contar como foi minha noite.
–São sete e meia da manhã, volte outra hora. Fechei a porta na sua cara.
A prefeita está lá em baixo.– Ela grita.
Abro a porta.
–Desço em 2 minutos.
Ela dá um sorriso malicioso.
– Ok!
Desço e Regina está como da primeira vez que a vi só que mais arrumada. Comendo cerveja com torta.
Vou em sua direção!
– Cerveja com torta?
– Você de novo? Me deixa em paz.
– Tá bem, desculpe incomodar.
–Ruby trás um café para mim por favor.
– Você terá que pagar por ele Emma. Fala Ruby.
– Cancela o café, não estou com fome mesmo. — Regina me olha incrédula.
Pode trazer Ruby.– Ela diz!
– você vai pagar pelo meu café?
– Quem disse que era para você?
– Ah desculpe.
Ruby deixa o café no balcão, e eu já vou pegando.
– Não era para ter feito isso.
– Desculpe, eu achei que era para mim.
– Agora termina de tomar. Por Deus, porque você não paga pelo seu próprio café?
– Você já viu o preço das coisas aqui? São muito caras. Não obrigada.
– Tenha um bom dia Srta. Swan, fui.
– Regina, espera!
– O que é agora?
– Podemos sair mais tarde?
– Não!
– Então passo na sua casa.
– Não!
– Combinado então, passo na sua casa.
Ela passa pela porta e vai embora.
POV MILLS
Naquela noite, quando deixei Emma em casa, pensei em terminar o que havia começado, mas por algum motivo perdi a vontade.
Voltei para casa e entrei na banheira tentando tirar a imagem daquela loira da minha cabeça. Resolvi dormir, coloquei uma camisola que tinha ganhando de Daniel e que nunca havia usado por falta de coragem.
Ficou até bem em mim.
Daniel tinha um gosto para roupas maravilhosas.
Ouço a campanha tocar, penso: Não acredito que aquela loira idiota veio até minha casa, desço as escadas rapidamente. Quando dou de cara com Robin, um idiota que acha que pode me conquistar.
Depois de um tempo que o Daniel morreu, eu tentei seguir minha vida.
Conheci Robin, um homem pouco atraente, mas dava para o gasto.
Transei com ele algumas vezes, mas nada que me fizesse perder o fôlego.
–Esperando alguém meu amor?
– O que faz aqui?
– Vim ver você.
– Já viu, agora vá embora.
– Soube o que aconteceu.
Nesse momento eu desabei em choro.
Ele entrou, e me abraçou.
Chorei muito, e agradeci aos céus por ele está aqui.
– Calma, vai ficar tudo bem. Eu estou aqui.
E me beijou.
Me pegou nos braços e me levou para cama, me fez carinhos. Mas eu sabia o motivo dele está aqui, e não era porque ele estava preocupado comigo. Ele me queria. E eu cedi.
Acordei na manhã seguinte com o despertador as seis e quinze da manhã. Ele ao meu lado, roncando. Como ele era porco.
Entrei no banheiro para fazer minha higiene matinal, quando ouço a sua voz do lado de fora.
– Regina, preciso ir. Não vou esperar você, ainda tenho negócios!
– Nem me dou ao trabalho de responder.
Ouço a batida da porta do meu quarto.
Ele havia ido embora.
Visto um terninho e saia, afinal hoje é dia de trabalho, ainda é sábado! E eu nunca tenho folga. Penso em fazer alguma coisa para comer, quando lembro de Emma, lembro que se eu for ao grannys eu posso vê-la.
Mas para que eu quero vê-la? Talvez nem queria vê-la, só quero comer alguma coisa mesmo e não estou com paciência de fazer.
Vou ao grannys.
Chegando lá, entro e como quem está só procurando uma mesa, procuro ela.
Ela não está, talvez esteja dormindo, ainda é cedo. Ela tem cara de quem é preguiçosa.
Peço cerveja com torta de amora.
Comida preferida da minha mãe, eu sempre preferi torta de maçã, mas depois da morte dela não queria nunca mais. Afinal, só as dela que eram boas.
Ruby perguntou como passei a noite, certamente não tinha encontrado Emma ainda para fofocar.
Não respondo.
Vejo quando ela sobe a escada para os quartos da pensão, e vejo alguns minutos ela descer com sorriso malicioso nos lábios.
O que será que ela aprontou?
Volto a minha atenção a comida. Quando escuto uma voz familiar, Swan. Tratei ela mal, foi automático. Afinal quem é mesquinha ao ponto de não comprar seu próprio café, pensei.
Sai de lá apressada, a presença dela me incomodava. Ela me chamou para sair, recusei.
Se convidou para ir na minha casa, neguei.
Ouvi quando ela insistiu, sai batendo à porta!
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