Notas iniciais
Gostei muito de escrever esse capitulo! Sério mesmo!

Assim que Hyoga volta para o quarto de Camus, Milo vai embora, os deixando sozinhos. A vantagem de ser rico, era que o diretor de operações tinha um quarto só para ele e com um sofá relativamente confortável para qualquer acompanhante que passasse a noite lá. Então, enquanto o gerente arrumava alguma de suas coisas nesse ambiente, o diretor de operações o avaliava.

Assim que Hyoga se acomodou no sofá, Camus pergunta:

— E a empresa Hyoga? Algo que eu deva saber?

Então o mais novo começa a contar a tudo o que aconteceu. Dos problemas, das coisas que ele não sabia, das decisões que tomou, das situações que o colocaram em uma saia justa. De como Saga e Milo o orientou, mesmo que não entendessem nada de operações, mas tinham a malicia necessária que faltava a Hyoga.

— Não sei Camus – Hyoga fala após narrar os acontecimentos – A impressão que me dá é que você estava certo o tempo todo. Com você afastado, acharam que eu cederia em tudo que você não cedeu ou faria milagre, sei lá. Na primeira oportunidade tentaram me usar e se aproveitar para conseguirem atingir determinado objetivo. Ainda me lembro quando me levou a obra e disse que lá eu aprenderia como que funciona o jogo. Agora entendo o porquê fez isso.

Silêncio. No coração de Hyoga se passava um milhão de sentimentos, que ele nem ao mesmo conseguia distinguir. Amor, saudade, felicidade, medo... Já Camus queria conseguir definir o que sente. Vendo o loiro sentado no sofá, com as mãos entre as pernas e com a cabeça abaixada, como se estivesse colocando os pensamentos em ordem, fez com que Camus sentisse a necessidade de juntar o corpo do mais novo junto ao seu, o marcando de forma levemente possessiva, ouvindo os gemidos de Hyoga enquanto faziam amor.

Amor... Quanto tempo faz que Camus não pensava desta forma? Entretanto, o mais velho se deu conta de que é amor que deseja fazer com Hyoga, não apenas sexo. Afinal sexo envolve apenas satisfação e prazer momentâneo para o corpo. Já o gerente merece mais do que isso, merece que Camus se entregue e sinta a necessidade de se entregar.

Céus, é uma droga ficar pensando e refletindo sobre sentimentos. Camus indiscutivelmente odiava isso e é por isso que aprendeu a não se importar.

— Hyoga – Camus diz após um suspiro derrotado – Vem aqui!

— Deseja algo? – o gerente pergunta sendo prestativo.

— Deite-se comigo – o diretor se ajeita na cama para dar espaço para o loiro compartilhar com ele – Não é uma cama de casal, mas acredito que dê para que você consiga se aconchegar aqui comigo.

O brilho de felicidade que iluminou os olhos de Hyoga contagiaria até a mais escura das almas com um toque de luz. Hyoga trança uma das pernas com a de Camus e deita-se sobre o peito do mais velho e sente um dos braços do mais velho o rodeando e o apertando em direção a si.

Mesmo hospitalizado, depois de um acidente, com sua mobilidade reduzida, Camus pode afirmar que nunca se sentiu tão vivo com este momento, com Hyoga em seus braços, sentindo o cheiro suave que saia de seu gerente. E assim eles ficaram, alguns minutos em silêncio.

Hyoga se eleva até ficar na mesma altura dos olhos de Camus e ficam se encarando. Felicidade exalando do mais novo e descontrole emocional do mais velho. O diretor elimina o espaço entre eles, beijando o gerente de forma calma, paciente. Como se estivesse provando do mais delicioso vinho, tendo que degustar com leveza. O aquariano mais velho sente quando a mão de Hyoga se perde em seu cabelo e depois começa a puxa-lo para mais perto do loiro.

O ar se faz necessário e ambos se separaram e olham. Camus sente a respiração descompassada de Hyoga e novamente o beija. Se antes era um beijo calmo, agora é um dominado pela luxuria. O loiro passa a perna por cima das duas do diretor, o trazendo mais perto, deixando assim, a maior quantidade de seus corpos unidos.

Camus se afasta delicadamente, apenas o suficiente para que sua mão que não foi afetada pelo acidente, chegue até o cós da calça de Hyoga, a abrindo. Camus empurra um pouco para baixo a calça e a cueca de Hyoga, dando fácil acesso para que o diretor toque o membro de seu gerente.

— Camus – Hyoga geme baixo ao sentir o contato quente da mão de seu chefe envolvendo seu falo.

Camus começa a massagear lentamente o membro de Hyoga. De forma torturante.

— A-alguém pode entrar aqui – o mais novo diz, envolvido no prazer que seu chefe lhe proporciona.

— Não se preocupe Hyoga – o gerente escuta a voz de Camus rouca e baixa, perto de seu ouvido – O médico passa em horários regulares. Ele não vai entrar aqui. Agora apenas quero que sinta essas sensações. Quero que se entregue a elas. Se entregue para mim Hyoga.

A cada movimento de vai e vem que fazia, Camus sentia os apertos, leves arranhões, as tremidas involuntárias do corpo de Hyoga.

— Isso, mon chère, se entregue...

Hyoga não pensa mais em nada. Só sente o toque de Camus sobre si, a respiração de ambos, uma misturada na outra, a voz rouca e sexy de seu chefe e as deliciosas sensações que o homem que ama lhe está proporcionando.

— Camus, eu-eu vou... – Hyoga diz quando Camus aumenta a velocidade do movimento.

— Sim Hyoga, permita-me te admirar neste momento, gozando gostoso para mim.

O loiro chega ao ápice, sendo observado atentamente pelo mais velho. Era como se o mais velho quisesse gravar cada detalhe em sua mente.

Hyoga olha para Camus e sorri e é retribuído com um meio sorriso. Para o loiro era o suficiente. Esse momento jamais sairá da cabeça do mais novo, pois foi muito intenso. Depois da noite a qual teve a chance de compartilhar com os diretores, que resultou na briga de Milo e Camus e posteriormente o acidente, depois dessas duas semanas que seu chefe passou em coma, ouvi-lo dizer para se entregar a ele... Foi um pedido que Hyoga jamais poderia recusar, já que o loiro ama Camus.

Depois de se recuperar da sensação de gozar, Hyoga se levanta e arruma a bagunça que fizeram. A última coisa que ele queria era que alguém entrasse no quarto e visse os resquícios do que aconteceu. Após isso, novamente se deita na cama com Camus, aproveitando do calor e a paz que o corpo do mais velho, pegando no sono.

— É Hyoga – Camus diz baixinho, quando percebe que o mais novo está em sono profundo – Acho que estou apaixonado por você!