E se eu quiser continuar?
3 Capitulo 3
Notas iniciais
A semana após a viagem passou voando para Hyoga. Por ter ficado uma semana fora, após ter viajado com seu chefe, fez com que ele ficasse com bastante trabalho acumulado. Por causa disso, em pleno sábado, Hyoga resolve ir a empresa, mesmo sendo sua folga. Ele sabia que não ganharia por isso, mas Camus pediu uns relatórios e que não ficariam prontos a tempo.
Se existia algo que ele aprendeu sobre a rotina de seu chefe é que não importava a hora que chegasse, Camus sempre chegava primeiro. Entretanto, em pleno sábado, Hyoga acreditava que estaria sozinho na empresa, mas qual foi a surpresa em ver seu chefe na sala dele, trabalhando. Por não ser um dia útil de trabalho, viu que seu diretor escolheu uma bermuda jeans e uma camiseta regata vermelha para compor o look. Céus, como ele ficava lindo assim!
– Não esperava te encontrar aqui – Hyoga diz, ao entrar na sala de Camus.
– Eu quem deveria dizer isso, afinal é sua folga. Mas já que está aqui, olhe para esse fluxograma e me diz o que vê de errado. Quero ver se vai chegar à mesma conclusão que eu.
Hyoga fez os relatórios e depois ficou discutindo alguns projetos com Camus. O clima já estava bem descontraído.
– Nossa Camus, você é um workaholic! Você não se diverte não?
O diretor olha para o relógio e vê que já é início da noite.
– Você quer se divertir Hyoga? – Camus diz com um sorriso enigmático no rosto.
– Isso é um convite? – o gerente resolve entrar no jogo.
– Arrume suas coisas. Hoje você vai se divertir comigo e garanto que jamais esquecerá.
Ambos saíram e foram no luxuoso carro de Camus. Hyoga ficou admirado com o lugar que Camus escolheu, pois além de ser meio isolado da cidade, era terrivelmente lindo. Ao entrarem, seu chefe cumprimenta um dos funcionários.
– Boa noite senhores. Sr. Camus, a mesa de sempre? – um dos funcionários pergunta.
– Hoje não. Como bem vê estou acompanhado. Quero uma das salas do andar de cima.
Ambos são guiados até o andar de cima e entram em uma espécie de uma sala privada confortavelmente decorada com poltronas retráteis extremamente relaxantes, uma mesa com cadeiras para comer. Com um espelho grande cobrindo parte de uma das paredes. É luxuoso, exagerado e bonito. Como se fosse uma mistura de restaurante com sala de estar. Quando o mais velho entra, ele coloca o ambiente a meia luz, para dar uma visão mais charmosa da situação.
– Aqui Hyoga – Camus começa a explicar – nessas salas privadas, é onde pode esquecer do mundo e relaxar. Já vim aqui muitas vezes para descansar e trabalhar quando não quero ser incomodado. Além de ser um ambiente gostoso de ficar, também possui uma comida excelente – e depois que ambos se aconchegam nas cadeiras – Escolha o que quiser menino. Hoje é meu convidado e apenas essa noite, esqueceremos que sou seu chefe e não falaremos de trabalho.
O loiro está encantado. Tudo é lindo, a comida que pediram é muito boa, assim como o vinho que Camus escolheu.
– Fale-me sobre você menino.
– Tenho 25 anos, como sabe Camus. Formado em física. Minha mãe faleceu quando eu tinha 17 anos, próximo do meu aniversário de 18. Me tornei independente, passei na faculdade, vendi a casa e fui morar no campus. Me formei, passei um ano estudando fora, voltei e com o dinheiro que juntei e guardei da venda da casa, comprei algo menor para mim e vivo assim. Minha vida é chata Camus. Não há nada do que falar. Mas e você? Por que é tão fechado?
– É uma necessidade minha – apenas responde, sem entrar em detalhes e mudando de assunto – Eu disse que hoje você iria se divertir e vou cumprir com isso Hyoga.
– Estou me divertindo! É um sonho estar aqui com você.
Hyoga nem percebe o que fala, mas se permite fechar os olhos ao fazer a afirmação. Quando abre, se depara com Camus de frente para ele, lhe estendendo a mão e o mais novo oferece a dele. O diretor o guia até uma das poltronas grandes e retrateis e assim que Hyoga se senta, é empurrado para trás por Camus, que senta no colo de seu gerente e o beija com tesão.
Enquanto se beijam, Hyoga coloca a mão na nuca de Camus o puxando mais para si, sentindo seu coração bater rápido e jamais acreditando na cena que se desenrola. Céus, como a boca de Camus é gostosa, e o beijo então...
Camus começa a beijar o pescoço e orelha de Hyoga e confessa entre os beijos que sabia que o mais novo o admirava na universidade, fazendo o loiro engolir seco por ser tão transparente e indiscreto assim.
Camus tira a camiseta de Hyoga e começa a descer os beijos para o corpo de seu gerente. Enquanto mordisca o mamilo de do loiro, o escuta gemer baixinho, totalmente entregue e sem poder de reação. O diretor adorava esse jeito meio submisso, tanto no trabalho, como nessa situação de seu gerente.
Ambos sentem que estão excitados e o mais velho resolve desabotoar a calça do mais novo, enquanto exige a boca dele em um beijo quente. Camus deixa Hyoga nu, mas continua com toda a roupa.
Camus pode ter todos os defeitos, mas no sexo, ele era terrivelmente quente e um grande amante. Ele não tinha nojos e nem preconceitos, assim como não se relacionava com qualquer um. Enquanto se beijavam, Camus alisava o membro de Hyoga que estava exposto. O movimento de baixo para cima fazia o mais novo gemer e de ficar totalmente entregue. Por mais que quisesse dar prazer ao diretor, era incapaz, por todas as sensações que estavam sentindo o impediam.
O mais velho por sua vez, ao sentir todo o poder de deixar o mais novo em suas mãos, assim como escutar os gemidos deliciosos de prazer que Hyoga soltava, ficava mais e mais excitado e com vontade de não fazer parar esse som gostoso. Por causa disso, interrompe o beijo, se ajoelha em frente ao Hyoga e pegando o membro dele e o levando a boca. Hyoga engole seco e Camus o escuta dizer algo como “Por Athena, que perfeito isso”. E isso faz com que o mais velho o chupe com mais vontade.
– Ca... Camus, eu, ah... por favor... eu vou... – Hyoga tenta se pronunciar, mas não consegue raciocinar. E assim, ele é invadido pela sensação gostosa de ter um orgasmo, com uma intensidade jamais sentida por ele. Caramba, ele simplesmente gozou na boca de Camus, se existe o paraíso, Hyoga definitivamente está se sentido nele. Nem nos sonhos mais loucos, ele imaginou que estaria fazendo isso com seu chefe.
Camus fica em silêncio, ainda ajoelhado, esperando a respiração de Hyoga voltar ao normal. Assim que isso aconteceu, o mais velho levanta, se aproxima do loiro e o beija de forma calma, lenta. Ficam trocando alguns beijos carinhosos, quando Camus diz no ouvido de Hyoga para ele levantar.
Camus sai de cima de Hyoga, permitindo assim que o mais novo levante. O diretor então, guia o gerente até a mesa e o vira de costas para ele. O mais velho começa a beijar e dar leves mordidas na nuca do mais novo, assim como envolve-lo em um abraço. Hyoga está tão perdido em sensações, que nem percebe que Camus tirou a bermuda, ficando de regata e cueca.
– Você quer Hyoga? – Camus pergunta esfregando sua excitação nele.
– Quero Camus.
– Me diga o que quer? – pergunta em uma voz rouca e sexy, bem no ouvido de seu gerente.
– Quero ser seu. Quero que me possua.
Camus tira sua cueca, coloca as mãos de Hyoga apoiadas na mesa, o deixando levemente de quatro. Ele começa a preparar Hyoga, estimulando sua entrada, sendo recepcionado por mais gemidos de prazer. Camus, com uma das mãos envolve Hyoga em um meio abraço, enquanto o outra começa a masturba-lo, na medida que o membro de Camus começa a penetrar Hyoga.
O diretor entra devagar no gerente, esperando ele se acostumando com o volume e com a dor que deve estar sentindo. Quando percebe que o mais novo se acostumou com isso, começa a aumentar a velocidade dos movimentos, assim como da masturbação no loiro.
Ambos começam a gemer alucinados, quando Hyoga dá sinais de que vai gozar de novo.
– Abra os olhos Hyoga e goza para mim! – e foi assim que Hyoga fez. Ao abrir os olhos, percebe que está de frente a um espelho. Vê a posição que está, os olhos de Camus o encarando, loucos de prazer, e o mais velho o possuindo. E com essa visão linda, Hyoga tem mais um orgasmo, mais intenso que o outro. Se não fosse pela mão firme de Camus que o segurava, provavelmente cairia no chão, por suas pernas estarem bambas. Já Camus, ao ver toda essa cena de entrega do loiro, afunda o rosto na nuca dele e goza também.
Camus pega Hyoga, o leva até a poltrona e deita junto dele, o abraçando por trás. Ficaram um tempo assim, até o mais velho perceber que o loiro estava mais calmo. Levantando, leva o mais novo até o banheiro que havia nessa sala privada para se limparem.
– Agora Hyoga, vou te levar a um lugar decente para tomar um banho e descansar.
Hyoga simplesmente acatava tudo que Camus dizia ou fazia. Era como se ele estivesse em um sonho, no qual fosse privado de seu autocontrole e domínio. A mistura de todas os sentimentos que o mais novo sentia, o fazia ficar totalmente aéreo. Camus sabia que Hyoga o admirava na faculdade. Sabia e o contratou, para um trabalho bem próximo a ele. Quase se beijaram no carro. E agora fizeram sexo! Era muita informação para a cabeça de Hyoga.
Os pensamentos do mais novo só são dispersados quando o carro de Camus para no estacionamento de uma bela casa.
– Onde estamos Camus?
– Essa aqui é minha casa.
Camus guia Hyoga até seu quarto, que por sinal é suíte. Pega no armário roupas para o mais novo e ele. Depois vai até o banheiro com o loiro, o ajuda a se despir e pacientemente dá banho em ambos. Camus não invade o espaço pessoal de Hyoga, pois percebe o turbilhão de emoções que se passa com o mais novo e no fundo, acredita que Hyoga é quem deve voltar ao equilíbrio para que possam conversar ou aproveitar o momento.
Depois de limpos e arrumados com roupa de dormir, Camus leva Hyoga até sua cama, o faz deitar e passa a mão gentilmente nos cabelos do mais novo, como se faz para acalmar uma criança e assim, Hyoga dorme.
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