Notas iniciais
Boa dia pessoal, aqui está mais um capítulo, espero que gostem dele, qualquer sugestão é só falar. E está terminando só faltam mais 2 ou 3 capítulos e encerro a minha fic... Mas por enquanto boa leitura

Já eram quase oito horas da noite. O horário combinado pelos nossos jovens heróis para fazer a ronda. Ben estava em seu quarto, passou o dia todo sem fazer nada, nem mesmo ligou para Kevin e muito menos para sua prima, depois do ocorrido, o menino mesmo mais aliviado, ainda se sentia meio culpado e queria um pouco de espaço, decidindo dar um tempo da rotina agitada e ficar em casa relaxando. Estava colocando sua jaqueta quando escuta o telefone tocar, era Kevin, pega o celular de cima da cômoda e atende:

–Oi Kevin.

–E ai Ben, logo to passando por ai pra te pega, pode ser?

–Pode sim, só colocar meu tênis e to pronto.

–Mas e ai tudo bem? Não deu sinal de vida o dia todo, fiquei preocupado.

–Eu dormi o dia inteiro, tava cansado e você fez o que hoje?

–Ah conversei com a Gwen, ela tá melhor, vou passar para pegar ela primeiro e encontro você depois, ta beleza?

–Ta sim, vou descendo então, te espero no quintal. Beijo.

–Até logo, beijo.

O menino desce dizendo para mãe que estava saindo e espera os companheiros no quintal. Kevin passa na casa da Gwen para pegar a menina, que o esperava escorada no corremão das escadas que davam para a porta da frente de sua casa. Ela entra no carro e os dois partem.

–Falou com o Ben hoje? Não vi ele o dia inteiro. -pergunta a garota com ar de preocupação.

–Falei com ele agora pouco, ele disse que passou o dia todo dormindo.

–É bem dele fazer essas coisas, vai se acostumando.

–Tennyson ta sempre no mundo da lua. -responde sorrindo e olhando para Gwen.

–Mas você também não fica muito atrás. Ta sempre pensando longe, se distrai muito fácil, é só ver algo que te interesse e fica surdo.

–Ãhn? Ah foi mal eu tava viajando, o que você disse mesmo? -pergunta ele em tom de brincadeira.

–Não tem graça. -responde a menina rindo.

Não demora muito e logo chegam até a casa de Ben, que os esperava sentado no meio fio, o garoto entra cumprimentando os dois. Com todos reunidos, seguem sua jornada para ter a garantia de que estava tudo em seu devido lugar. Duranto o percurso eles conversaram e deram muitas risadas:

–Ben o que aconteceu com seu cabelo, secou ele com um ventilador no modo turbo né? -fala Kevin caçoando do amigo que ri e responde.

–Tive que me arrumar com o que tinha, já que você ainda não devolveu minha chapinha.

–Você faz chapinha? -pergunta Gwen rindo para Kevin.

–É claro que não, meu cabelo é maneiro assim ao natural.

Continuaram brincando até ver uma luz vindo de perto do museu, se direcionaram para o local e encontraram os Golens de Encantriz destruindo o lugar.

–Aí aqueles não são os bixinhos da sua rival Gwen? -pergunta Kevin.

–São sim, da Encantriz. Parecem estar procurando algo.

–Seja lá o que for, não vão encontrar, vamos dar uma lição naqueles cérebros de minhoca. -diz Ben descendo do veículo, transformando-se em Macaco Aranha , enquanto Kevin absorve o material de seu carro e Gwen cria esferas de energia que rodeiam suas mãos.

Os monstros estavam distraídos, o que permitiu nossos heróis chegarem de mansinho para pegá-los de surpresa, só percebem sua presença quando Kevin grita:

–AÍ CABEÇA DE PEDRA! ENGOLE ESSA. -arremessando uma enorme pedra sobre um dos monstros que se desmancha com tamanha força e peso do golpe com o qual foi atingido.

–Kevin, aquele era o relógio solar do museu. -repreende Gwen.

–Tem razão era. Agora vamos pegar eles.

Os jovens partem para o ataque, Gwen corre lançando suas esferas de energia contra os Golens, enquanto Ben assume a forma suprema do Macaco Aranha e Kevin transforma seus braços em massas batendo com força e muita vontade nos monstros, afinal já fazia tempo que não tinha um desafio que valesse a pena e estava se divertindo dando uma surra nos grandões.

–Gwen abaixa. -grita Ben jogando uma rajada de teia contra os mascotes da bruxa.

Gwen desvia e abre caminho para entrar no museu, usando jatos de energia para atingir os bixinhos da feiticeira.

–Ben eu vou atrás da Encantriz. -grita a garota na porta de entrada.

–Ta bem, nos vemos lá dentro. -responde ele, batendo com força em outro Golem.

Enquanto os meninos destruíam os capagangas da feiticeira, Gwen adentra no museu, procurando pela vilã, não leva muito tempo para acha-lá, estava na galeria onde o artefato encontrava-se em exposição. E com um sorriso maléfico falava consigo mesma:

–Finalmente o livro de Circe é meu, desta vez o tio Hex não vai poder dizer que a sobrinha querida dele não faz nada certo.

–Eu discordo, acho que ele vai ficar desapontado de novo. -fala Gwen se aproximando da rival.

–Mas vejam só se não é Gwen Tennyson... eu sabia que você viria mais cedo ou mais tarde. Cadê o seu priminho e aquele seu namorado ridículo? Te deixaram na mão?-diz ficando de frente para a garota ruiva e dando seu sorriso debochado.

–Isso não vem ao caso. Mas e ai vai me contar o que esse livro tem de tão importante para você ta querendo roubar ele? -pergunta Gwen cruzando os braços e olhando fixamente para feiticeira com um leve sorriso no rosto, mostrando curiosidade.

–Este minha cara Gwen, é o livro de Circe, uma grande feiticeira, e eu vou usar os segredos dela que estão guardados nestas páginas para dominar a humanidade.

–É só nisso que você e seu tio pensam? Em ter poder para conquistar o mundo, eu já enfrentei vilões mais durões do que vocês.

–Espere e verá, aprendendo com esta reliquia que se perdeu no tempo, teremos força o suficiente para conquistar tudo o que quisermos.

–Entendo, mas você sabe que eu não vou deixar você levar o livro de mão beijada não é?

–Dessa vez você não atrapalhar meus planos Gwen querida. -colocando-se em posição de batalha a bruxa conjura um feitiço. -Atherfo. -trazendo flores parecidas com girassóis, fazendo-as girar com tamanha velocidade que as transformam em uma espécie de lâmina, jogando-as contra Gwen.

A menina de cabelos vermelhos cria um campo de força para se proteger, lançando esferas de energia para destruir as flores-lâminas de Encantriz, que saiu as pressas da sala, tal ataque foi apenas para distração, na intenção de fugir levando o livro consigo. Mas para a surpresa da má feitora ela encontra os meninos pelo caminho.

–Aí! Ta na hora de entregar seu cartão da biblioteca. -diz Kevin ao ver que a feiticeira tinha o livro nas mãos.

–Ta na hora de vocês saírem do meu caminho. Ocktoon Eradiko. -o encanto deu vida as estatuas do museu que foram atrás dos garotos, enquanto lutavam para se defender, ela passa voando sobre eles e dando uma risada.

–Ben ela ta fugindo. -diz Kevin se desviando do ataque de uma espada da armadura com vida.

–Eu to meio ocupado. — fala Ben se transformando em Friagem.

Gwen corre em direção a saída procurando por Encantriz e encontra os amigos brigando com as estátuas, ela não pensa muito e grita para os garotos.

–Meninos vão para a parede.

–O que? -pergunta Kevin.

A menina utilizando seus poderes pega Ben e Kevin com cordas feitas a partir de sua energia colocando os dois na parede e realizando um feitiço também:

–Tur-bo. -criando um turbilhão acabando com todos os seres inanimados agora animados de uma vez só.

Ainda correndo passa pelos meninos dizendo para a seguirem, ambos correm também, encontram Encantriz já conjurando o feitiço de tele transporte quando Gwen grita sem nem pensar:

–IMOBILIS! -deixando a vilã imóvel.

Estavam todos ofegantes pela corrida, mas agora poderiam respirar, pois a vilã parecia um artigo do museu, ali sem nem se mexer, acionam a sede dos Encanadores para levar Encantriz. Enquanto é levada ainda paralisada e com um olhar terrível para Gwen, que debochadamente dá um sorrisinho seguido de um tchauzinho para a inimiga.

–Fala ai Gwen, o que aquela maluca queria com essa velharia? -pergunta Kevin folhando o livro.

–Esse livro foi descoberto pela equipe do museu a algumas semanas, teve repercussão internacional, ninguém entendeu o que está escrito nele ainda, e pelo que a Encantriz disse contém os segredos de uma feiticeira da mitologia grega, acho melhor deixar com os Encanadores, se despertou o interesse do Hex e da Encantriz é melhor ficar em um lugar seguro. -termina pegando o livro de Kevin que o rodava em apenas um dedo.

–É... isso que é história. -diz Ben olhando para os companheiros e balançando a cabeça com sinal positivo.

–Já ta tarde, acho melhor irmos para casa e dormir um pouco. -fala Gwen com um aspecto de cansado.

–Concordo com a Gwen, to cansadão, aquela bruxa burra de meia tigela deu um cansaço na gente. -responde Kevin se espreguiçando.

Ben e Gwen riem do jeito de Kevin se referir a Encantriz, mas sabiam que ela não duraria na prisão e logo sairia com um dos seus feitiços. Enquanto se dirigiam para suas casas, quase não falavam um com o outro, estavam realmente cansados, Ben é o primeiro a chegar. Despede-se dos amigos:

–Vejo vocês depois. -fala acenando para os companheiros e entrando em casa.

Gwen e Kevin ficam sozinhos no carro, e enquanto o moreno conduzia o veículo para a residência da garota começa a puxar assunto, perguntando como a vilã tinha se tornado rival da ruivinha, a menina responde e ele sorri.

–É por isso que ela te odeia, sempre que te encontra quebra a cara.

Os dois riem, o silêncio toma conta do ambiente, continuando assim até chegar a casa da garota, antes de descer ela dá um conselho para Kevin. Pega na mão do amigo e olha atenta para seu rosto dizendo:

–Kevin, faz algo legal para o Ben, ele também deve ta passando por uma fase difícil.

–Algo como? -termina fazendo uma cara confusa.

–Algo para que ele se sinta bem, tanto consigo mesmo, quanto com toda essa situação. Conheço o Ben e sei que ele se senti preocupado com vocês dois e comigo. Eu já conversei com ele e da minha parte ele está mais tranquilo, ao menos é o que aparenta — responde dando uma piscadinha e descendo do carro.

–Espera Gwen, eu não sei o que fazer. -fala olhando para a garota com expressão de indagação.

–Você é esperto Kevin, dê o seu melhor, só seja menos Kevin. Agora vou entrar. Boa noite! Qualquer coisa me liga. -fala abanando e entrando em sua casa.

O garoto ficou mexido com o comentário da amiga: "Como assim menos Kevin?" Ele foi pensando todo o caminho de volta em algo legal para fazer com Ben, um programa que Kevin gostava, mas que estava fora de questão, era beber, ficar de cara cheia e depois transar, contudo essa não seria a ideia adequada, então continuou martelando por bastante tempo, quando já estava quase sem respostas, teve uma que lhe parecia muito idiota, mas ao mesmo tempo genial e pelo conselho de Gwen era uma "menos Kevin".

Ben já estava dormindo quando escuta seu celular tocar. Ao ouvir atende rapidamente pois se tratava de Kevin:

–Kevin, aconteceu alguma coisa? -pergunta com aquela voz de sono.

–Não, mas acorda e vai se arrumar.

–São 4 horas da manhã, o que você quer?

–Me espera que em meia hora to dando as caras por ai para te buscar, agora vai de uma vez e não me dá bolo. -fala desligando o telefone para Ben não poder argumentar mais nada.

Ben levanta e vai para o banheiro se arrastando, se questionando o motivo de Kevin querer vê-lo tão cedo, mas enfim, toma banho e se arruma, descendo para encontrar o companheiro, que chega bem no horário, o dono do Omnitrix até fica meio assustado, pois o parceiro parecia estar de bom humor e conversava com ele como se não fosse quase 5 da manhã, um horário em que Ben está digamos.... meio... lento. Entra no carro ainda meio dormindo e recebe um selinho do parceiro, Ben se surpreende, uma vez Kevin disse para tomar cuidado para que ninguém visse, então ainda com olhos de sono pergunta:

–Kevin para onde estamos indo?

–Você vai ver. Aposto como você vai gostar. -responde sorrindo.

–Espero que sim, você me fez levantar as 4 da manhã.

–Para de reclamar, vai valer a pena.

Kevin dirigia escutando suas músicas favoritas e vez ou outra fazendo carinho no rosto de Ben, que não acreditava ser Kevin, essa não era sua maneira de agir, não era natural do moreno acordar tão cedo, a não ser que tivesse algo errado, porém nem perguntou muito, ele não se sentia incomodado, apenas estranhou, estava gostando do modo dele de se comportar.

–Você ta diferente, tem certeza que ta tudo bem? -pergunta Ben meio preocupado.

–Melhor impossível, agora relaxa e curte a música, já estamos quase chegando.

–Chegando aonde? Você ainda não me falou para estamos indo.

–Não quero estragar a surpresa.

O menino sorri e se acomoda no banco, era uma surpresa e ele ficou curioso para saber o que era. O tempo passa e Kevin manda ele fechar os olhos, parando o automóvel e vendando o parceiro, pega ele pela mão o ajudando a sair do carro, caminha um pouco com Ben e pergunta:

–Preparado? -pergunta no ouvido do menino dos olhos verdes.

–Sim. -responde sorrindo.

O que Kevin queria mostrar era a vista incrível que tinha encontrado do nascer do sol, era um lugar lindo que conheceu em um dos seus passeios noturnos, o local era alto e tinha um vale lá embaixo, dali dava para se ver o rio e a floresta com um visual espetacular da natureza acordando, os pássaros cantando e o luz alaranjada do crepúsculo dava a paisagem um aspecto de filme romântico, ideal para o primeiro encontro. No momento em que Kevin puxa a venda, na hora exata para Ben contemplar a bela paisagem, acompanhado de uma declaração com direito a café da manhã, acontece o inesperado, antes que Tennyson pudesse ver o que lhe esperava, são atacados por um raio laser que quase atinge os dois. Ambos se viram para procurar o atirador e de cima de uma árvore pula Vulkanus procurando vingança contra os meninos.

–AAAAAH QUAL É VULKANUS, NÃO DAVA PARA DEIXAR PARA UMA OUTRA HORA? -berra Kevin furioso pelo vilão ter estragado sua surpresa.

–Pensaram ter se livrado de mim não é? Eu acordei a tempo de mudar a rota da minha nave e me salvei, mas vocês não vão se salvar dessa vez. -fala atirando contra os garotos que se esquivam dos ataques, Kevin absorve o material das rochas, enquanto Ben se transforma em Diamante.

O vilão pula para cima de Diamante e no ar dispara contra ele, que cria escudos feitos do cristais vindos do chão para se defender. O vilão cai em cima de Ben lhe socando, sendo jogado para longe, enquanto Kevin ataca por trás com sua mão transformada em uma marreta acertando bem a cabeça do inimigo deixando-o zonzo, que por sua vez atira aleatoriamente até acertar o carro de Kevin.

–AAAH FALA SÉRIO, POR QUE SEMPRE SOBRA PRO MEU CARRO? -pergunta indignado e indo novamente para cima de Vulkanus que desvia e lhe dá um golpe com a arma, fazendo-o ir para trás e contra atacar com um chute, Ben retorna jogando uma rajada de cristais sobre ele, furando sua armadura, criando um pequeno buraco, o qual Kevin dá mais uma martelada fazendo o vilão voar soltando faíscas e caindo lá embaixo no vale.

Ben se destransforma e olhando lá embaixo diz:

–É uma queda feia hein?!?

–Só espero que ele não volte tão cedo. -fala Kevin no seu tom rabugento de sempre.

–Mas e então, o que queria me mostrar?

–Ah nada não. Esquece, vamos embora. Preciso consertar o meu carro. -responde indo em direção ao automóvel.

Ben fica sem entender, mas nem comenta nada sobre a repentina mudança de humor do seu parceiro.

–Ben! Você vem ou não? -grita do carro, buzinando.

–To indo.

Os dois voltam para casa, Kevin bufando de raiva mal se despede do amigo, saindo em disparada para sua garagem consertar o carro, mas o que realmente lhe incomodava, era o fato de nunca ser romântico e quando decide ser, algo dá errado, aos poucos foi se acalmando arrumando seu veículo. Terminando o serviço olha a hora, eram quase 11 horas, então manda um sms para Ben.

"Ainda não é tarde para um almoço, ta afim?"

O menino responde:

"Claro, mas pode deixar que eu passo ai."

Kevin corre para o banho, para tirar o suor e o óleo que tinha ficado do carro nele, saiu do banheiro e se perfumou muito, pensou em um restaurante bacana para levar Ben, lembrou de um que tocava para casais, muito chique e romântico que foi com Gwen uma vez e seria nesse que iria com seu companheiro e o pediria em namoro oficialmente. A campainha toca, Kevin pega as chaves e sua carteira e sai todo galante para atender Ben, que fica até mesmo chocado com tamanha arrumação do companheiro.

–Por que ta tão arrumado?

–Para você, se não gosta eu posso dar uma voltas na quadra e fico suando de novo.

–Não, prefiro assim.

Os dois entram no carro novamente e desta vez Kevin estava decidido a ter um encontro especial com Ben e mostrar que não era insensível como todos pensavam, mostraria seu amor e carinho para o garoto e ao mesmo tempo deixaria Gwen orgulhosa. Demonstraria como a relação dos dois se tornaria sólida com seu gesto de hoje e de como Ben perceberia o quão forte são seus sentimentos por ele, isso tudo aconteceria, se o restaurante não estivesse em reforma.

–Ah mas que droga! Como assim em reforma? -Kevin pede para Ben esperar no carro enquanto vai falar com um funcionário, perguntando se não havia outro estabelecimento da franquia na cidade, infelizmente o responsável responde que não, a única estava em reforma, e o menino volta extremamente chateado para o carro, dizendo que tava a fim de comer hambúrguer, o amigo concorda e eles almoçam hambúrguer com batata frita e refrigerante.

–Kevin tem certeza que você ta bem? Parece meio desapontado.

–É... eu to bem, só meio cansado por ter acordado cedo.

Os dois conversam durante o almoço, nada de muito interessante, sobre escola, de como Ben tirou notas baixas e a forma com que Kevin arrumou seu carro depois do ataque de Vulkanus, o que falou Gwen e assim seguiu o diálogo. Depois novamente voltaram para suas residências. Kevin chega e se joga no sofá, fecha os olhos e pensa em como o dia foi irritante, chato e desagradável, resumindo horrível. Dá um tempo e dorme um pouco ali mesmo, acorda e olha a hora, eram quase 5 da tarde de um dia ensolarado, então tem outra idéia, liga o seu notebook para ver se Ben estava online, como era de se esperar ele estava. Então Kevin puxa assunto:

–Dae Ben, que ta fazendo?

–Nada, jogando um pouco e você?

–De bobeira, algum plano para agora a tarde?

–Nenhum, por?

–Vamo dá uma volta naquele parque show de bola que fica do outro lado da cidade?

–Pode ser, você vem aqui ou eu passo ai?

–Eu te pego.

–Beleza, vou te esperar, até logo.

–Até.

O menino se lembrou da cesta de café da manhã que ainda estava guardada no carro, sendo uma ótima estratégia um piquenique no parque e também de certa forma um momento perfeito para ele se declarar para Ben e o pedir em namoro. Se arruma em poucos minutos e parte para pegar Ben.

O garoto esperava no quintal, a essa altura Ben já parecia muito desconfiado, nunca Kevin quis passar tanto tempo com ele, pensava ter algo errado, não era o Kevin que conhecia, mas por enquanto fazia de conta que estava tudo normal. Entra no carro e vão em direção ao parque, realmente era um parque muito bonito e grande, com uma vasta área verde, chafariz, um lago, ponte e brinquedos para a molecada se divertir. Chegando lá Kevin escolhe um local muito calmo e agradável, com uma brisa gostosa vinda das árvores que faziam sombra, pede para Ben esperar, que ficasse ali, pois não demorava a voltar.

Kevin pega a cesta e vai ao encontro do amigo, já pensando no que falaria para ele, todo cheio de si e pronto para abrir seu coração, novamente toma coragem e confiança, afinal nada poderia estragar esse momento único, nada poderia dar errado, era isso que pensava quando:

–Nã-não, não, não. Aaaaaah. -um cachorro enorme fugiu de sua dona e pega Kevin o derrubando no lago levando com ele a cesta que agora fazia piquenique com os peixes, saindo da água o cachorro lambe Kevin alegremente.

A moça vai correndo pegar seu cão, pedindo desculpas pelo ocorrido.

–Foi nada não dona, pior do que ta não fica. -responde ele muito zangado e indo encontrar Ben.

–Aí o que houve? Esqueceu de tirar a roupa para dar um mergulho? -pergunta Tennyson rindo muito.

–Não tem graça, vamos embora. Não quero ficar aqui, odeio esse lugar.

–Mas eu pensei que...

–Penso errado, vamos embora.

Ben o acompanha até o carro e assim tem o mesmo destino de antes, com Kevin desta vez chegando ensopado em casa, vai direto para o banho e trocar de roupa. A noite chega, todos saem para a ronda, incluindo Gwen que fica sabendo dos acontecimentos, ela sabia o motivo e ri muito de todas as desventuras. A ronda foi calma, nada parecia estar acontecendo, então resolvem dar um tempo no Senhor Sorvete, Ben como sempre, após os amigos escolherem os sabores vai buscá-los. Deixando Gwen e Kevin a sós para conversar:

–Então você realmente tentou! -fala a menina espantada.

–É, mas não deu muito certo. Me ferrei em todas as tentativas.

–Sabe Kevin, as vezes não precisa de um lugar especial para tornar um momento especial, faça isso apenas usando tudo o que você queria falar com ele.

–Poxa... nem pensei nisso, mas agora já era, to sem clima.

–Olha lá vem o Ben com os sorvetes e você trata de criar clima.

Ben se aproxima entregando os copos e colocando a bandeja sobre a mesa.

–Ih vejam só a hora, já que hoje a ronda foi tranquila, vou aproveitar para chegar mais cedo em casa e estudar. Vou indo nessa. -diz Gwen saindo para deixar os pombinhos a vontade.

–Gwen nós te acompanhamos- fala Ben.

–Ah não precisa, eu sei o caminho de casa e sei me cuidar sozinha, fiquem por aqui, se surgir algum problema não esqueçam de me avisar. -diz ela dando um sorrisinho e empurrando Kevin com o ombro, fazendo aquela cara de: É agora, fala de uma vez.

Os meninos novamente ficam sozinhos e Kevin muito nervoso toma um gole de seu sorvete e diz:

–Ben eu quero te dizer uma coisa.

–Bem, então fala, você passou estranho o dia todo.

–É... que sabe... -"não Kevin, sem travar" — eu gosto muito de você e passei o dia todo tentando te mostrar com gestos o quanto é bom estar do seu lado... que eu realmente me importo em te deixar feliz... e como é bom te irritar, porque eu sei que são apenas brincadeiras que não vão afetar o que sentimos um pelo outro, porque esse sentimento é verdadeiro... eu aprendi isso com você e a Gwen, mas é você quem me faz enlouquecer e perder o ar, faz o mundo parar quando eu te beijo, aqueles segundos para mim são como anos que eu quero muito passar com você... não quero ser só mais um, quero cuidar de você, com todo esse meu jeito grosso... eu sou um idiota e um pateta e um crianção e incompetente, mas é de você que eu gosto, e eu sei que você gosta de mim... Eu te amo... te amei em segredo por tanto tempo... e agora quero saber se você aceita namorar comigo... aceita? -fala se ajoelhando na frente de Ben.

Ben sorri e o olha estranhamente pegando Kevin pelo colarinho e jogando por cima da mesa, acionando o relógio e se tornando o Gosma, enrolando o companheiro todinho e o apertando com força.

–Agora fala o que você fez com o Kevin... Elena...

–Elena? Então você acha que eu sou aquela feiosa? -fala Kevin tentando se soltar.

–O Kevin nunca faria essas coisas por mim, ele é um grosso como você mesmo disse.

–Para de bancar o idiota sou eu sim.

–Prova então.

–Você tem uma pintinha na bunda... no lado esquerdo.

Gosma solta Kevin, voltando ao normal e se desculpando com o companheiro.

–Kevin foi mal, não pensei que era você. Eu... to tão envergonhado... e ao mesmo tempo feliz, é claro que aceito. -fala sorrindo e ao mesmo tempo espantando.

Kevin respirava acelerado, pois Gosma o apertou para valer.

–Tudo bem, tudo deu errado mesmo, não seria diferente. Mas então você aceita?

–Sim, aceito. -terminando de falar pula para cima de Kevin e o beija.

Continuaram ali aproveitando o momento por vários segundos, beijando e falando sobre o passado, quando ainda não haviam se declarado um para o outro, do que tinham ciúmes e de como pensavam no outro antes de dormir, e por falar em dormir Ben pediu para Kevin levar ele para casa, pois estava muito cansado, o namorado atendeu ao seu pedido e levou o menino.

–Kevin, não quer entrar? Fica comigo até eu dormir.

–Não sei não, acho que não é uma boa ideia Ben, sua mãe pode brigar.

–Ela ta dormindo. Entra por favor. -fala fazendo os olhinhos de cachorro sem dono.

–Ta legal, deixa só estacionar o carro direito então. -não resistindo ao pedido.

Ben abre a porta devagarzinho, os dois tiram os calçados, sobem as escadas de mansinho entrando no quarto de Tennyson que tira a jaqueta e coloca seu pijama. Kevin espera ele deitar e dá um beijo de boa noite, porém o menino joga um pijama para ele, pede para passar a noite ao seu lado, Kevin novamente diz que não é uma boa ideia, porém depois de certa resistência, acaba cedendo e se acomodando ao lado do companheiro em sua estreita cama de solteiro. Dormem abraçados, juntinhos, do jeito que gostavam, sentindo seus corpos trocarem aquele calorzinho que tanto lhes agradava, com Kevin sentindo o cheiro delicioso de Ben e Ben sentindo-se seguro nos braços de Kevin. E naquele momento mais do que nunca ambos sabiam que foram feitos um para outro.

Notas finais
Obrigada por ter lido, tenha um ótimo dia :D