E se eu... gostar demais de você
10 Antes Da Tempestade
Notas iniciais
O dia começa cedo na casa dos Tennyson, seus pais costumam acordar assim que amanhece, seguiam o velho ditado “Deus ajuda quem cedo madruga.” Sua mãe sempre muito cuidadosa serve o café mais cedo para o pai, que o toma lendo o jornal e comentando as noticias, ambos conversam por um tempo, não demora muito até o patriarca da casa precisar sair para o trabalho. Levanta pegando suas coisas, dá um beijo em sua esposa e deixa um abraço para o filho, que raramente acorda cedo, um pouco pela preguiça que todo o adolescente carrega e outra pela sua função de herói que sempre o faz chegar tarde em casa.
A senhora Tennyson fecha a porta e olha à hora, não querendo ficar sozinha, decide chamar o filho para tomar o café da manhã com ela. Os dois meninos dormiam tranquilamente quando escutam batidas na porta.
–Ben, o café está na mesa, seu pai já saiu, por que não vem tomar o café comigo? –pergunta a mãe, com a sua voz calma.
O menino acorda e nem se quer abre os olhos, dando um resmungo como resposta:
–Ta bem mãe. Já to descendo.
–Ah querido, ontem eu ouvi vozes, tinha alguém com você?
–É o Kevin mãe, ele passou a noite aqui.
–Oi Kevin! Desça para tomar café conosco, será um prazer ter sua companhia. –diz a mãe sempre muito educada, embora pensasse que Kevin fosse um grosso e mal educado, de certa forma, ela não estava totalmente errada.
–Fala ai senhora Tennyson... valeu pelo convite, aceito sim. –responde Kevin se mexendo na cama, ficando com a cabeça por cima do ombro de Ben, que agora já abria os olhos.
–Vou esperar vocês garotos. –fala a mulher descendo para a cozinha.
Os meninos agora acordados, olham-se sorrindo, Ben se ajeita colocando Kevin escorado no seu braço, ficando assim deitado com uma perna para fora da cama, feita apenas para uma pessoa, mas acomodando os dois.
–Ela é sempre assim?
–É sim, às vezes ela me deixa dormir até mais tarde.
Kevin fica em silêncio por um tempo, lembra de sua mãe, isso era algo que lhe deixava triste, levava muitas mágoas de sua relação familiar, eram coisas que ainda o machucavam, mesmo que tenha superado a maioria. Então sorri consigo mesmo de uma forma tristonha e vira o rosto para Ben. O menino lhe dava uma paz interior que nenhum outro alguém jamais lhe trazia, ele sentia uma vontade enorme de ser feliz ao lado de seu companheiro, embora pouco demonstrasse com atitudes e palavras, contudo Kevin tinha planos para o futuro de ambos, pensava em uma casa legal para os dois, em ter a família que sempre sonhou, construir uma relação de cumplicidade, amizade e amor com Ben, tornar isso tão forte, para que nunca se perdesse.
Sempre que pensava nisso não tinha coragem de dizer, considerava fraqueza, tinha medo, poderia ser cedo demais para conversar sobre essas coisas, não queria apressar seu parceiro, tinha receio que Ben fugisse dele e essa não era intenção, por isso, segue o conselho de Gwen a risca indo com calma.
–Ta tudo bem? –pergunta Ben, após o repentino silêncio de Kevin.
–Ta sim... só viajei agora. –responde sorrindo.
–Vamos levantar? Vai se trocando que eu vou arrumar a cama.
–Você arrumando a cama? Só pode ta com febre. –diz colocando a mão sobre a testa de Ben, os dois riem.
–Vai se trocar.
–Ta bem, to indo.
Kevin começa a colocar sua roupa, enquanto Ben arruma a cama, o moreno senta na cadeira do computador para amarrar o sapato, mas acaba se distraindo com o garoto que ajeitava os lençóis. Kevin ficava fascinado com seu companheiro, o menino vestia um pijama de short branco e uma camisa azul clara, seu cabelo meio bagunçado e sua delicadeza em realizar aquela simples tarefa chamavam muito sua atenção. “Não é nada especial, é apenas o Ben arrumando aquela droga de cama dele.” Pensava assim, mas o seu jeito de olhar não negava, estava cada vez mais ligado no menino dos olhos verdes.
–Kevin? Ta no mundo da lua de novo? –pergunta Ben assim que termina de arrumar a cama, virando-se para o garoto sentado.
–É. –responde vagamente, voltando a si. –Onde é o banheiro?
–No final do corredor à direita.
Ben fica no quarto trocando de roupa, enquanto Kevin vai ao banheiro, o menino colocava a calça quando escuta um grito:
–BEN, QUAL DESSAS É A SUA ESCOVA?
–É A VERMELHA.
O garoto continua se aprontando, depois vai em direção ao toalete. Assim que entra dá de cara com Kevin usando sua escova de dente. Faz uma cara meio surpresa e pergunta:
–Por que ta usando a minha escova?
–Porque eu não trouxe a minha e você pediu para eu ficar aqui e eu tava despreparado. –fala com a boca cheia de espuma, se abaixando e cuspindo na pia. -Qual é Ben, não vai ficar com nojinho agora né? –diz secando o rosto.
–Não, tudo bem. – fala o menino pegando o pente e arrumando o cabelo.
–Toma, pode usar agora, já terminei.
–De nada Kevin, se quiser pode levar uma das minhas cuecas para usar depois do banho. –fala em um tom irônico.
Kevin abraça o menino por trás dizendo:
–Hmm não sabia que era tão ciumento assim com suas coisas. Vai fazer isso comigo também? –termina de falar dando um beijo no pescoço do companheiro.
Ben fecha os olhos e sorri:
–Eu não sou ciumento, só fiz uma brincadeira. Agora dá aqui a escova. –diz levantando a mão para Kevin entregar. O menino entrega respondendo para Ben usar ela direitinho, pois está precisando. Novamente riem e Ben responde. –Sempre a mesma velha piada.
Os garotos terminam de se arrumar e descem para tomar café, a mãe os esperava sentada na poltrona da sala lendo o jornal. Ao vê-los interrompe a leitura dizendo:
–Demoraram, pensei que não viriam mais.
Com um sorriso no rosto deixa o jornal em cima da mesinha e todos vão em direção a cozinha, se acomodam nas cadeiras e começam a conversar:
–Senhora Tennyson suas panquecas são da hora, muito boas mesmo. –elogia Kevin.
–Obrigada Kevin, coma o quanto quiser, sinta-se em sua casa. Mas e então Ben conversei com seu professor, ele disse que você precisa melhorar as suas notas.
–Mas mãe é difícil salvar o mundo e estudar ao mesmo tempo. E eu melhorei minhas notas, até pedi ajuda para Gwen.
–Eu sei querido, mas ainda sim tem de melhorar, além da mais sua prima também salva o mundo e tem ótimas notas, deveria se espelhar nela.
–Ta bem mãe, eu prometo que vou me esforçar mais. –diz fazendo uma cara de aborrecido, enquanto Kevin apenas olhava a cena.
–E você Kevin, é o mais velho de todos, também deve dar exemplo. –fala sorrindo e dando uma piscadinha para o garoto. -E me diga como está seu namoro com a minha sobrinha?
–Bem... sabe eu e ela... nós –responde o garoto dando um sorrisinho sem graça e coçando a cabeça, procurando um meio de dizer que não estava mais com ela.
–Eles terminaram mãe. –responde Ben por Kevin.
–Ah é? Mas que pena. Espero que tenha ficado tudo bem entre vocês. –fala pegando gentilmente na mão de Kevin.
–Ficou sim, continuamos como amigos.
A mãe de Ben sorri, fazendo um sinal positivo com a cabeça, afirmando que entende a situação. Continuam a tomar café, passa alguns minutos e a mulher diz:
–Ben, eu vou sair para fazer umas comprinhas, você se importa de deixar tudo limpo?
–Não, pode ir, eu guardo tudo.
A mãe sai pegando sua bolsa, dando um beijo em Ben e outro em Kevin, convidando ele para aparecer mais vezes, deixando os meninos sozinhos.
–Sua mãe é maneira.
–Ela é sim, só é chata quando me compara com a Gwen.
–Ela se preocupa com você, por isso usa essa comparação como arma, só assim para você estudar para valer.
–Você também vai começar a dizer como a Gwen é melhor do que eu?
–Não to dizendo isso. To falando que a Gwen é muito inteligente e se esforça, estuda bastante.
–Se não se importa, eu não quero mais falar nisso. –diz colocando as coisas na geladeira.
Ao fechar a porta do eletrodoméstico, se depara com Kevin o olhando bem de perto, fazendo o menino levar um susto.
–O que foi?
–Você me assustou.
Kevin ri do menino, o pegando pela cintura, trazendo para mais perto de si, fazendo um carinho no seu rosto e olhando em seus olhos, que agora se fecham para receber o beijo do companheiro. Um beijo calmo, caloroso e demorado, demonstrando todo o carinho que sentiam um pelo outro. Sempre que Kevin tinha seus lábios nos de Ben, sentia um arrepio percorrer seu corpo e até mesmo aquele friozinho na barriga lhe gelava como da primeira vez, terminando com aquele sorriso bobo estampado no rosto do moreno.
–Eu preciso terminar antes que a minha mãe chegue.
Kevin dá mais um selinho no garoto e responde:
–Ta bem, eu prometo ficar na minha. –volta a se sentar na cadeira, olhando Ben terminar de ajeitar a louça do café da manhã.
Enquanto os meninos tinham seu momento e Gwen estava ocupada com seus afazeres, Encantriz encontrava-se em sua cela. Desde que chegou apenas meditava, um meio encontrado por ela para amenizar a raiva que sentia por nossos heróis. Os guardas estranhavam, pois não causava problemas, sempre muito quieta, quase não se mexia, o que pensaram ser resultado do feitiço lançado por Gwen sobre ela.
Mantinha a concentração e sua linha de pensamentos quando:
–Encantriz!
Alguém começa a se comunicar mentalmente com a vilã.
–Você demorou. Estou ouvindo pode continuar.
–Esse foi seu castigo por falhar na missão, agora preste atenção...
–Hmm entendo, estou gostando... é disso que eu to falando... mas só posso ajudar se não me tirar daqui, essa cela não me permite escapar ou você acha que estou aqui tirando férias.
Ninguém percebeu nada, afinal a voz estava dentro da cabeça da feiticeira, que em questão de segundos após terminar de se comunicar com seu tio Hex, é libertada por um dos feitiços dele, não deixando pista alguma e nem chamando a atenção, tanto que os guardas só foram dar por sua falta na hora do almoço. Embora tenham ficado alertas, os Encanadores não deram destaque ao ocorrido, tentaram rastreá-la sem sucesso, encerrando o caso sem criar maiores escândalos, se Encantriz voltasse a pegariam novamente e ali finalizaram o acontecido.
Voltando para a casa dos Tennyson, temos os garotos conversando sentados na sala, com Kevin abraçado em Ben.
–E se a sua mãe chegar?
–Minha mãe sempre demora quando sai para fazer compras. –fala encostando o nariz de levinho na bochecha de Kevin seguido por um beijo no rosto.
Kevin fecha os olhos sorrindo, estreitando mais o abraço. Os garotos em silêncio apenas sentiam sua respiração. O moreno começa a fazer carinho nos cabelos castanhos do parceiro, que se desfaz do abraço, apoiando-se sobre seu corpo, subindo em cima dele, o beijando.
Os beijos continuaram até Ben tirar sua jaqueta e jogar no canto do sofá que sentavam. Os meninos acariciavam cada parte do corpo um do outro, as mãos subiam e desciam pelos seus contornos, os beijos eram quentes e afobados, tanto que entre um e outro precisavam tomar fôlego para continuar.
–Ben, você quer? –pergunta Kevin.
–Quero. –responde beijando o pescoço do namorado.
–Acho melhor então subir, não vai ser legal se a sua mãe chegar na hora.
–Vem. –responde Ben pegando Kevin pela mão, subindo com o garoto até o seu quarto.
Chegando lá tranca a porta e coloca Kevin sentado sobre sua cama, sobe novamente em cima do parceiro, tirando a sua camisa, enquanto Kevin puxa a de Ben, os beijos continuavam e dessa vez Tennyson parecia estar no comando, o moreno deixou tudo por conta dele, tentando ser o mais carinhoso possível.
Ben tinha suas mãos no rosto de Kevin ao beijá-lo, mesmo com todo aquele clima quente entre os dois, o jovem herói o fazia delicado, mostrando isso com seus carinhos e na sua forma de afagar docemente o companheiro. Poderia pensar que para Kevin fazer sexo assim era uma monotonia, bem como uma grande perda de tempo, mas por incrível que pareça estava gostando. Gostava da maneira delicada e dos toques suaves, dos beijos mais calmos, podendo assim sentir cada pedacinho dos lábios macios de Tennyson.
Kevin fecha os olhos, sentindo a boca do companheiro percorrer seu pescoço, dando beijos acompanhados de um carinho no rosto, o outro por sua vez, deslizava suas mãos pelas costas do namorado, que descia pouco a pouco, beijando o peito liso e grande de seu parceiro.
Kevin pega Ben pelo rosto, o trazendo para seus lábios:
–Ben, eu te amo!
–Eu te amo Kevin!
Continuou a intensa troca de carinhos, Ben novamente desce para o peitoral do namorado, passando a língua e a boca nos mamilos, indo até o abdômen dando mordidas de leve, abrindo o zíper, tirando o pênis de Kevin para fora, começando a chupar em um ritmo lento, acelerando aos poucos, descia e subia, lambia a cabecinha e depois colocava inteiro na boca até a base. Kevin gemia e segurava os cabelos de Tennyson, apenas ajudando nos movimentos, sentia um enorme prazer cada vez que seu parceiro o engolia por completo ou passava a língua fazendo movimentos.
Pega Ben em seus braços o conduzindo de volta para cima, colocando-se por cima dele. Agora era sua vez de mostrar o que sabia fazer, dessa vez foi bem menos selvagem, não deixou nenhuma marca, apenas deu mordidas de leve como fez seu camarada. Kevin gostava de contato físico, por isso mantinha suas mãos constantemente sobre o corpo do menino, apertando contra si, sentindo a pele macia e lisinha do companheiro, tão gostosa, tão cheirosa, tão tocável, o paraíso para o mesmo.
Mordia, lambia e chupava o pescoço do garoto, era como se precisasse daquilo, como se não visse Ben há tanto tempo que não poderia mais viver sem ele, então descia pelo seu corpo lambendo o garoto todo, sentindo o gosto daquela pele, mordendo e chupando, não com tanta força para não deixar marcas, controlando-se ao máximo. Kevin ficava fora de si quando tinha o garoto todo para ele, parecia querer compensar todo os anos sem tê-lo, em uma explosão de sentimentos que o fazia cair aos pés do herói. A essa altura já se encontrava desabotoando a calça do menino, tirando para fora o seu membro, colocando em sua boca, chupando com vontade, enfiando até a garganta, punhetando, lambendo, mordendo as coxas, em um ritmo acelerado e desesperado.
–Kevin, calma... calma. –fala Ben olhando para ele, com os olhos entre abertos, sorrindo para o companheiro, fazendo um carinho em seu rosto.
Assim que termina de falar, encosta a boca em sua orelha, dizendo:
–Vamos fazer um 69?
Sem pensar duas vezes Ben se coloca na posição invertida e volta a chupar Kevin, que agora também o chupava simultaneamente. Ambos se sentiam nas nuvens, uma sensação extremamente prazerosa para os dois. Ficou assim por alguns minutos até Ben anunciar que iria gozar:
–Kevin, eu to indo... aaaaah—aaaaah eu to indo... –falava já gozando, liberando todo o gozo na boca do companheiro, que engole tudo, chupando o pau de Ben até amolecer por completo. Enquanto este mesmo ofegante continua a fazer sexo oral em seu parceiro, que também não demora muito para chegar lá.
–Aaaaaaah-aaaaaah caralho, eu vou gozar... aaaaah aaaaaah, isso assim, continua, vai.... vai... aaaaah-aaaaah! –termina despejando todo seu sêmen no rosto de Ben e em seguida passando o pau, espalhando o gozo por toda sua face.
Ben levanta, abotoa as calças e vai lavar o rosto, volta para o quarto, onde Kevin o esperava deitado, fecha a porta e senta ao seu lado.
–Eu não consigo ser como você quer né? –pergunta Kevin olhando para Ben, parecendo meio decepcionado.
–Você é tudo que eu sempre quis. Para com isso. –diz deitando sobre o peito do namorado, onde adormeceu.
Kevin assiste o menino pegar no sono e cuidadosamente o coloca sobre a cama, vestindo a camisa e dando um beijo no rosto de seu pequeno. Decide partir antes que a mãe do garoto chegasse, então sai de mansinho, pegando seu carro e indo embora.
E neste exato momento encontramos Vulkanus ainda na floresta consertando sua armadura, resmungava e praguejava nossos jovens benfeitores.
–Aquele Tennyson me paga e o amigo cabeça de vento dele também. Sempre se metem onde não são chamados. Eu começo a explorar uma nova civilização, lá estão eles, eu só to ganhando a vida caramba! Depois o vilão sou eu.
Um forte vento começa repentinamente, tornando-se cada vez mais violento e de repente parando. Vulkanus saca a sua arma e aponta para a figura que está atrás dele.
–Quem é você? –pergunta o malfeitor.
–Digamos que posso te ajudar. –responde Hex.
–Não preciso de ajuda nenhuma, agora cai fora. –responde virando-se para pegar uma ferramenta e continuar a restauração de sua armadura.
–Pois eu acho que precisa. –continua o feiticeiro, agitando o cajado e consertando a armadura de Vulkanus, que fica surpreso com as habilidades do bruxo — E agora podemos conversar? –pergunta Hex, recebendo a atenção do malvado.
O dia passa e os companheiros encontravam-se cada um em uma atividade, Gwen ajudava sua mãe, Ben jogava vídeo game e Kevin estava preparando uma nova surpresa para o seu amado. Nenhum problema ainda havia surgido e por enquanto só fariam a ronda para ter certeza que tudo estava em seu devido lugar, porém Gwen começa a sentir um fluxo de energia estranho, forte o suficiente para incomodar a garota a ponto dela precisar verificar. Então liga para o primo:
–Oi Gwen, algum problema?
–Eu acho que sim, to me sentindo estranha, sinto uma energia negativa rondando a cidade, eu acho que sei de onde vem, mas não quero ir sozinha.
–Entendi. Logo to ai.
–Vou ficar esperando. E avisa o Kevin também, vamos todos juntos.
–Aviso sim, pode deixar.
–Até logo, beijo.
–Até, beijo.
Ben coloca sua jaqueta e liga para Kevin:
–Fala ai Ben.
–Gwen ta sentindo algo estranho, é melhor darmos uma olhada para saber o que é, ela já se sentiu assim uma vez e não foi legal.
–Beleza, em 10 minutos to ai.
–Espera! Onde você ta? Quanto barulho.
–Depois eu digo. To saindo daqui.
Kevin desliga o telefone, deixando Ben com a pulga atrás da orelha, pensando que o parceiro poderia estar aprontando algo, mas decidiu não tocar no assunto, primeiro queria descobrir o que estava afetando sua prima.
Em meia hora estão todos reunidos e indo em direção a antiga usina de força, era de lá que emanava a energia que Gwen sentia.
–Tá ficando mais forte. –diz a menina se concentrando para sentir melhor de onde a força vinha exatamente. –Kevin continua seguindo reto, agora tenho certeza que vem da antiga usina.
–Gwen você não tem idéia do que possa ta causando isso? –pergunta seu primo curioso.
–Não Ben, apenas sinto ela, mas não sei quem está provocando.
–Aí! Hoje eu vi no noticiário que algumas pessoas sumiram essa semana... e agora a Gwen ta sentindo essa parada esquisita, para mim tem algo a ver. –fala Kevin com os companheiros.
–Pode ser. –concorda a menina.
Pouco tempo depois chegam ao seu destino. A usina parecia um cenário de filme de terror, um clima tenso, até mesmo os meninos se sentiam mal ao entrar no lugar. Caminharam um pouco e Gwen começa a os guiar na direção que sentia a energia fluir, durante o trajeto dentro da usina, percebe algo correr atrás deles.
–O que foi isso? –pergunta a garota assustada.
–Relaxa Gwen, foi só um rato, ta cheio deles por aqui. –responde Kevin pedindo para menina continuar.
Seguem andando até chegar perto da grande instalação e lá de dentro via-se uma luz brilhante e escutava-se risadas. Os heróis espiam por uma fresta do metal corroído que dava para dentro do local, e lá estava Estrela Sombria, com toda sua juventude e poderes recuperados, usando as pessoas que transformou em zumbi nos seus escravos.
–Kevin, que mão gelada a sua... –reclama Ben.
–Mas eu não to pegando em você. –responde Kevin olhando para o menino.
Todos olham para ver o que tinha agarrado o garoto e se deparam com um dos zumbis de Morningstar, soltando um grito pelo tamanho susto que levaram. Ouvindo o grito, o vilão abre uma passagem com seus poderes e voa para fora.
–Ora, ora, se não é a corja de Ben Tennyson. Mas que surpresa, ao que devo a honra? –pergunta debochadamente, mostrando um enorme sorriso.
–Não sei o que você pretende, mas vamos acabar com a sua festa. –responde Kevin.
–Ele ta voando de novo, pensei que tinha perdido essa habilidade. –fala Gwen levantando do chão.
–E perco, mas só quando estou sem energia... mas aqui tenho energia o suficiente para me fortalecer e poder voar, fazer o que bem entender, e não são vocês que vão me impedir. –diz lançando um dos seus raios de luz negra sobre os meninos que desviam.
Gwen contra ataca com suas esferas de energia, as quais Mike desvia e revida com mais raios, intensificando a força atingindo a garota, protegendo-se com um escudo, mas não suportando muito, tem a barreira quebrada e é arremessada para longe. Kevin absorve o metal da parede e corre em direção a Estrela Sombria, mas acaba encontrando seus lacaios no caminho, eram mais ou menos 6 para o menino dar conta sozinho. Ben se transforma em Eco Eco correndo em direção a sua prima para ajudá-la.
–Você ta bem? –pergunta levantado a menina.
–To sim, só foi uma queda feia. –responde erguendo-se e contra atacando com disparos de energia sobre Morningstar. –Ben, ajuda o Kevin, não machuquem os zumbis, são as pessoas desaparecidas que o Estrela Sombria sequestrou.
–Sequestro é uma palavra tão feia bela Gwen. Prefiro dizer que eles vieram me ajudar. –termina lançando uma grande rajada em cima da garota que corre, tendo o raio a perseguindo.
–Eu só não entendo como você recuperou todo o seu poder, só essas pessoas não seriam o suficiente. –fala ela correndo e desviando do jato de energia que estava vindo logo atrás dela.
–Eu demorei, mas eu consegui... consegui encontrar uma pedra que segundo os pesquisadores, tem energia o suficiente para abastecer o planeta por mil anos seguidos, levei tempo para compreender como funcionava. A pedra contém uma grande quantidade de energia, mas só funciona quando em contato com outra fonte, dessa maneira eu usei estas antigas instalações para me restabelecer e agora estou mais forte do que nunca. –terminando de explicar esquiva dos ataques de Gwen, voando em direção a menina.
Eco Eco e Kevin lutavam contra os zumbis, cansado daquela perda de tempo e vendo que sua prima estava em uma fria, com o vilão socando o escudo feito por ela, que começava a rachar aos poucos.
–Kevin ajuda a Gwen. Eu cuido deles. –ordena o alien.
–Falou. –responde correndo em direção a Morningstar.
Assumindo a forma suprema de Eco Eco, Ben lança seus discos sônicos ao redor dos capangas, liberando uma onda sonora para apenas deixar os adversários fora de combate, fazendo-os desmaiar. Estrela Sombria já quase destruía o campo de força criado por Gwen quando Kevin grita:
–Oh BRILHA BRILHA ESTRELINHA! TOMA ESSA. –dando um soco tão forte que joga o inimigo para longe. –Gwen ele te machucou? –pergunta preocupado.
–Não. –responde a garota ofegante. –Mas a fonte de seus poderes é a pedra. –termina apontando para o gerador que continha a pedra no centro.
–Então é só acabar com ela. –fala transformando sua mão em uma marreta e indo em direção ao núcleo, sendo detido por um disparo de Mike.
–Só vai acontecer quando passarem por cima de mim. –fala já preparando um contra ataque.
–Sem problemas. –responde Eco Eco Supremo mandando discos que explodem o teto, caindo em cima do vilão.
Ben consegue passar, porém Kevin e Gwen no momento que atravessariam para entrar e destruir a pedra, são impedidos por uma enorme explosão negra, onde Morningstar surge dos destroços voando e dizendo que agora é o fim da linha para os nossos heróis.
Ambos o olhavam, então Gwen cria degraus de energia e parti para cima dele lançando seu ataque Tur-bo, neste momento ele se torna um turbilhão negro, ricocheteando Kevin e Gwen, sendo jogados para longe com tamanha força do golpe.
–Fim da linha. –diz voando para cima dos dois que estavam deitados no chão.
–Essa frase é minha. –grita Eco Eco Supremo de dentro da instalação.
–Como você? Eu vou acabar com isso agora. –fala mudando a rota de seu vôo e indo ao encontro de Ben, atacando com suas rajadas de energia. Eco Eco se desvia, o que Morningstar não esperava era que no momento em que Tennyson se esquivasse fosse acertar a pedra, que se desfaz ao ser atingida, liberando uma grande luz laranja.
Os dois do lado de fora tapam os olhos com tamanha claridade, apenas ouvindo o grito do vilão:
–NÃÃÃÃÃO.
Assim que some a claridade, correm ao encontro de Ben, já em sua forma natural estava no canto daquele pavilhão.
–Ben tudo bem? –pergunta Gwen se abaixando e segurando o primo.
–To legal sim, eu acho que quem não ta legal é ele. –responde apontando para Estrela Sombria que saia debaixo de uma barra metálica. Olhando seu reflexo dá um grito de ódio e atinge o que sobrou do teto fazendo desmoronar.
Os garotos decidem não ir atrás do vilão, afinal ele estava fraco e não traria problemas por enquanto, então pegam as vitimas que haviam voltado ao normal e as levam para casa.
–É galera foi uma longa noite essa. –fala Kevin dirigindo para casa.
–Foi sim, mas o que acham de um sorvete? –pergunta Gwen animada.
–Quanto fôlego hein priminha, eu topo. –concorda Ben aceitado o convite.
–Vamos lá então... –continua Kevin mudando a rota para o Senhor Sorvete.
–Eu acho que deveríamos encontrar um outro lugar, dar uma variada o que acham? –diz Ben.
–Eu gosto do Senhor Sorvete, ele é quase o nosso quartel general. –fala Gwen sorrindo.
–Se aquele sorvete falasse, teria muita história para contar. –Kevin termina a frase e todos começam a rir e assim terminam a noite, indo tomar seu sorvete e depois tendo seu merecido descanso.
Mas enquanto nossos heróis dormem, em um beco escuro temos Estrela Sombria se contorcendo de raiva, prometendo vingança, pensando na pior maneira de acabar com os mocinhos.
–Malditos! Vão me pagar, por tudo. –praguejava sentado no escuro, socando a parede. Então começa a ouvir passos. –Quem está ai? Vamos se mostre. –diz lançando uma esfera de energia.
–Calma, guarde suas energias para o momento certo.
–Quem é você? –pergunta olhando para mulher que se apresentava.
–Digamos que posso ser uma amiga. –diz abaixando-se e tocando o rosto de Morningstar, trazendo seu aspecto jovem. –Agora olhe! –dando-lhe um espelho.
–Mas como? –fala tocando em seu rosto, pasmo com o que a feiticeira acabará de fazer.
–Tenho os meus truques, mas e então tenho uma proposta para você.
–Sou todo ouvidos... –responde com um enorme sorriso malvado nos lábios.
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