Eram 9:00 da noite, os preparativos para emboscado da quadrilha do rosado estavam todos protos, tudo iria acontecer amanhã, enquanto se preparavam as coisas, Lucy estava com a cabeça muito turbulenta, sabia que o que estava prestes a acontecer seria uma chacina, não queria fazer parte disso, mas nada poderia fazer para mudar esse resultado, afinal as consequências de suas escolhas podem lhe causar muitos danos, tanto físicos quanto mentais. Lucy on. Estou sozinha em casa, na verdade eu moro sozinha, na maior parte do tempo acho que é muito bom ser só, afinal, como está a cidade, uma pessoa com quem eu me importe só seria algo a mais para me preocupar, mas as vezes sinto falta de alguém para conversar e poder abraçar e dizer que tenho um porto seguro onde não importe o que aconteça eu vou sempre poder voltar. Quando minha mãe morreu eu fiquei só, ela era a única pessoa que se importava comigo, já odiava o meu pai desde aquela época, e agora a cada dia o odeio mais, tive sorte de não ter vivido esse tempo todo sozinha porque meu pai arranjou uma empregada que eu gosto muito, se chama Virgo, ela é muito gentil, como minha segunda mãe, pena que não pode se mudar comigo, então continuou na mansão com o meu pai. Amanhã será um dia difícil, mas preciso me preparar para não me sentir culpada pelas vidas que serão perdidas, afinal aquela quadrilha foi condenada a morte, uma dos muitos comandos daquele maldito novo rei. Como pode alguém ser tão ruim? Nem se quer lembra a sobra do que o seu pai foi. De qualquer forma, não posso colocar minha vida em perigo, pelo menos ainda não, o quanto mais perto eu estiver do governo, mais rápido poderei arranjar um jeito de acabar com toda essa merda. – Ahhhhh, mais que droga – falo como um lamento – é como se eu fosse uma boneca em um jogo cruel, agindo sempre para se salvar de ser vulnerável, e que odeia ser chamada de princesinha por qualquer filho da mãe, que acha que vai salva-la e ganhar o seu amor. Estou cansada disso, cansada do que tive que me tornar, cansado do que Magnólia se tornou — uma lágrima escapa pelos meus olhos quando digo essa última frase. Sinto muita falta de como era a antiga Magnólia, uma cidade livre e onde as pessoas se permitiam sorrir ao menos sorrir. Decido dormir para esfriar a cabeça, já que cada vez que eu pensava no assunto, mais me sentia um monstro, vou para o meu quarto pego meus fones e deito, como de costume, antes de dormir seguro a corrente com um pingente de fada grudado nela, é uma fada estranha, tem um rabo, mas de qualquer forma tem um aspecto amável que eu não sei explicar, ela sempre esta no meu pescoço, não lembro direito quando a ganhei, lembro que foi algo muito importante, só consigo ver um garoto na minha frente a estendendo-a para mim e secando minhas lagrimas, não vejo seu rosto, ele me disse algo, tenho certeza que não deveria ter esquecido, mas por mais que eu tente não consigo lembrar o que foi. Aperto a corrente ao meu peito, seguro por alguns segundo ali, mais logo levo o pingente ao meus lábios e dou-lhe um singelo beijo, coloco-a no lugar e vou dormir. Autora on. Enquanto isso, do outro lado da cidade Natsu se encontrava sentado na janela de sua casa olhando a lua, se é que aquilo ainda podia ser chamado de casa, seus pensamentos estavam todos voltados para o plano de amanhã, ele nunca matou ninguém, tem medo de fazê-lo, mas numa situação como a que está para vir tudo é inesperado. Na verdade ele tem ódio de fazer parte daquela quadrilha, mas como vai arranjar dinheiro rápido se não for desta forma, pode até parecer algo fútil, mas para ele o dinheiro era de extrema importância. Ele não tem amigos, todos os que o cercam estão interessados em algo, o que o fez perder a confiança nas pessoas e se tornar um tanto rude com que tenta se aproximar dele. – Droga, droga, droga!!! Não quero me envolver nessa merda, mas o que vou fazer? Tenho que pagar o tratamento do meu pai. Igneel, Igneel porque você tinha que beber tanto? Pior, ainda tenho que pagar o conserto desse maldito telhado que com as chuvas repentinas ficou destruído – Natsu resmungava, parecia que a sua angustia só iria aumentar a cada minuto, então se deitou na cama e em poucos minutos já estava dormindo. O dia já amanheceu agitado para o rosado e a loira, eram 7:30 da manhã e tudo já estava pronto. Lucy entrou em um dos carros da polícia junto com seus companheiros de trabalho Sting Eucliffe e Rogue Cheyne, apesar de manter a boa aparência, Lucy odeia Sting por saber que ele é um policial corrupto e que está envolvido com seu pai em suas negociatas, além de fazer parte dos piores pesadelos de dela com o seu pai. Rogue parece não saber nem fazer parte disso, então Lucy não tem motivos para não gostar dele, mas também não se aproxima, pois a personalidade dele é de alguém muito quieto e fechado, o que o torna até estranho. A viagem se seguiu quieta, nenhum dos três fez algum comentário ou falaram de algo dentro do carro, quando chegaram ao local onde as carretas seriam roubadas, todos os policiais tomaram suas posições para a emboscada, 20 minutos depois a quadrilha finalmente chega ao local e sem que nem mesmo fosse anunciado Sting dá a ordem de atirar para matar. Lucy on. Meu Deus!!!! Eu nem vi quando começou essa guerra, sai andando e tentando não ser vista para evitar conflitos, não quero ter que atirar em ninguém. Em meio ao caos algo me chama atenção, rosa?? Cabelos rosa??? Chega perto e a cena que vejo é um cara de cabelos rosa ajoelhado com lagrima escorrendo por seu rosto, em sua frente alguns metros de distancia o Sting apontando uma arma para sua cabeça, havia o Rogue e outros policiais ao seu lado. Não sei o que me deu, só tive uma vontade de proteger aquele rosado, era como se eu sentisse a dor de cada lagrima que ele derramava, agi por impulso, não pensei no que ia fazer só simplesmente fiz, eu estava correndo, correndo de encontro a aquele cara. Eu assumi uma posição protetora, abri meus braços e parei bem enfrente ao Sting, bloqueando sua mira no rosado, eu estava simplesmente cheia, cheia de não poder lutar, cheia de me submeter, cheia de ver tanto sangue derramado atoa, juntei minhas forças e gritei para o Sting:

– Chega!!!!