Natsu on.

Em poucos segundos eu estava cercado, meu mundo estava caindo, deixei que meus joelhos atingissem o chão e lágrimas caíssem dos meus olhos, há uma arma apontada para mim, simplesmente abaixei minha cabeça e esperei pelo pior, de repente ouso passos correndo em minha direção, eles pararam, todos ficaram em silêncio, então eu ouvi-la gritar:

– Chega!!!

Olhei par cima e o que vi fez minhas lagrimas secarem, há uma garota na minha frente, ela esta me protegendo, seu cabelo é loiro e brilha, brilha como um farol. É como se todo o medo e a angústia que eu sentia tivessem ido embora, como se ela ilumina-se o meu caminho e me incentiva-se a seguir, meu coração disparou.

– O que você esta fazendo Lucy? – uma voz me trouxe de volta a realidade, era do loiro que ainda apontava a arma, ela estava se dirigindo a ela, todos estavam espantados com a ação da garota – sai dai agora – cada palavra que ele falava soava como pura raiva, mas a garota se mantinha firme me protegendo.

– chega disso — ela disse, pude sentir a dor em sua voz – você não acha que já tem sangue demais derramado aqui – era perceptível o nojo que sentia por aquele loiro – não quero mais isso, por este motivo irei me responsabilizar pelas ações futuras dele – ela apontou para mim, eu não tenho reação.

– Lucy, você sabe que isso pode ser perigoso não sabe? – perguntou o loiro.

– É minha decisão – ela afirmou sem nenhum vacilo. O loiro ia abrir a boca para dizer algo, mas o moreno ao seu lado colocou a mão no seu ombro e falou:

– É a decisão dela Sting – O loiro não pareceu gostar, mas desistiu e saiu reclamando seguido por todos os outros, deixando apenas eu, a loira e o moreno, ele dirigiu-se a ela – deixarei um carro ai fora para você ir embora, então fique o tempo que precisar – ele atirou a chave do carro para ela e saiu, ela soltou um suspiro de alívio e virou-se para mim.

Foi como se tudo em mim ganhasse vida, como uma lufada de ar livre, aqueles grandes olhos castanhos eram lindos, não consegui desviar o olhar, meu coração disparou novamente. Ela veio ao meu encontro, olhou-me e me estendeu a mão, eu fique apenas ali parado como um idiota, não sabia o que fazer, então não fiz nada, ela continuava com a mão estendida a me esperar, quando percebeu que eu não me movimentei simplesmente deu-me um sorriso me encorajando a acreditar, então meio que ainda em duvida coloquei minha mão na sua, assim que a segurei, ele me puxou para me levantar, virou-se e fez sinal para que eu a segue-se. Faltando apenas alguns passos para o carro ela parou, virou e olhou-me nos olhos.

– Eu me chamo Lucy Heartphilia, como é seu nome? – Ela perguntou-me.

Êxito um pouco, mas achei melhor responder – Natsu Dragneel – ela faz uma cara estranha, como se pensasse em algo difícil, mas logo continua:

– Não se preocupe, você não é meu prisioneiro – ela virou-se continuou a andar e falou – na verdade, eu estou te dando a liberdade, aproveite-a. Agora vamos passar na sua casa para pegar suas coisas, você terá que vir morar comigo, é uma exigência.

A viagem se seguiu em silencio, nos não tínhamos o que conversar, era desconfortável, acho que ela se sentia do mesmo modo, por isso ligou o radio do carro e botou para tocar um CD de uma banda de rock que eu não conheço, até que não era ruim.

Depois de pegar minhas coisas fomos para sua casa, ela morava em um apartamento simples, bonito e até fofo. Como ela não estava preparada para dividir o apartamento, tivemos que dividir o guarda-roupa e terei que dormir no sofá, tive sorte por ela não ser uma daquelas garotas fúteis e ter um monte de coisas. Enquanto eu arrumava minhas coisas ela preparava um lanche, fui até a cozinha e encontrei dois sanduiches e dos copos de suco de morango.

– Sente-se – ela apontou para a cadeira, obedeci e ela sentou-se na minha frente – e então, não quer conhecer essa parte da cidade?

– Há, ainda não tinha pensado nisso, mas sim, quero – ela me teu um sorriso – então aonde vamos? – perguntei interessado no que ela queria fazer.

– Aonde vamos não. Aonde você vai? – olhei-a espantado, ela voltou a sorrir e complementou – eu te disse não foi? Você não é meu prisioneiro, pode sair quando quiser, só tome cuidado com o que você vai fazer Ok? – assenti com a cabeça, ela se levantou e retirou os pratos.

– Obrigado, bom acho que vou dar uma volta, até mais!! – levantei-me e sair, mas antes que eu alcançasse a porta ela gritou:

– Cuidado para não se perder – não sei por que, mas isso me fez sorrir.

– Hay – responde e fechei a porta atrás de mim.

Autora on.

Assim que Natsu saiu, Lucy deixou que suas emoções a tomassem, ela chorou, sabia que o que havia feito lhe levaria a um caminho cheio de espinhos e feridas, mas pelo menos conseguiu salvar uma vida. Natsu não tem noção do que ela precisará e’nfrentar para deixa-lo livre, Lucy não entende de onde veio esse impulso de salva-lo, mas sabia que precisava.

Depois de muito chorar, Lucy decidiu que não dá para voltar, a partir de agora vai enfrentar tudo de cabeça erguida, afinal hoje é sexta-feira e ela tem algo muito importante para fazer. Levantou-se da cadeira e foi tomar banho, depois iria cozinhar uma sopa para o jantar.

Natsu on.

O passeio foi muito bom, mas já cansei de andar por ai, que cheiro é esse? Abrir a porta de casa e vi que vinha da cozinha, Lucy cantarolava enquanto cozinhava, ela esta fazendo sopa, mas é estranho porque é uma panela gigante, que daria para alimentar umas 50 pessoas,fiquei curioso então perguntei:

– Porque uma panela tão grande – ela ficou nervosa, como se não quisesse responder.

– N-Nada, só quis fazer.

– Não acha que vai ser um desperdício cozinhar tanto.

– Não vai ser um desperdício, eu garanto – não sei por que, mas parece que ela esta me escondendo algo, preferi não questionar, mas eu com certeza vou descobrir, pode esperar Lucy.

Após jantarmos, eu fui assistir TV e Lucy ficou na cozinha arrumando algumas coisas, ofereci-me para ajudar, mas ela negou, sei que tem algo de estranho acontecendo.

Quando ela saiu da cozinha estava bocejando e parecia cansada então resolveu dormir.

– Boa noite Natsu!!! – Ela disse passando por mim.

– Boa noite Lucy! – respondi, mas antes que eu voltasse a prestar atenção na TV ela falou:

– Sabe o que eu estava pensando naquela hora em que você me disse seu nome? – Neguem com a cabeça e ela sorriu – porque um garoto como você pintaria o cabelo de rosa.

– Eu não pinto meu cabelo – ela me olhou com aquela cara de que dizia “serio mesmo”, rolei meus olhos e antes que ela fala-se respondi – sim, isto é serio – ela assentiu e foi para o quarto. Decidi dormir também, não tinha muito que fazer.

Acordei com um barulho na cozinha, fui até lá e me mantive escondido, então ouvi Lucy dizer.

– Meu Deus por que eu tenho que ser tão desastrada, o Natsu não pode acordar se não meu plano vai por agua abaixo – há então ela está realmente me escondendo algo.