E se Fosse Verdade?

7 Hidras, Becos e Estranhezas da Vida


Notas iniciais
Bem... A FIC ATINGIU 1000 VIEWS!!! ESTOU EMOCIONADA Um pouquinho tarde, mas ainda assim, aqui está!! Muito obrigada pelas reviewssss E espero que gostemmm

Capítulo 7- Hidras, becos e estranhezas da vida

Talvez seja melhor eu explicar como fomos parar deitados num beco escuro, cobertos de poeira de monstro e veneno. É, talvez seja uma boa ideia.

Quando eu digo que fomos repentinamente atacados por um monstro de sete cabeças, eu não estou brincando. Se aquela hidra tivesse aparecido pelo menos 5 minutos depois, nós não teríamos destruído a parede de vidro do McDonald's. Mas não, ela tinha que aparecer bem no momento em que eu pegava a última batata da caixinha.

Nós tínhamos acabado de decidir que seguiríamos mais um pouco pelo Sudoeste de NY para ver se a bússola dava algum sinal de que estávamos perto do bilhete quando eu olhei para a rua e vi a hidra vindo em nossa direção, rodeada por alguns mortais, que tentavam fugir. Mas a maioria das pessoas ainda não havia notado o monstro.

– Ai meus deuses. – murmurei.

– O que foi? – os dois perguntaram ao mesmo tempo, seguindo o meu olhar.

– Ah. – disse Percy, inteligentemente, quando viu o monstro do outro lado da rua.

Matt pareceu congelar com a visão.

– Por que, entre todos os outros monstros no mundo, tínhamos que encontrar uma hidra? – falei, enquanto levantava, puxando Matt pela camisa e sendo seguida por Percy.

Fomos correndo até a porta e saímos da lanchonete. Eu já estava com a faca na mão e Percy destampava Contracorrente. Matt também segurava uma espada, mas ele estava assustado demais para ser útil para alguma coisa. A hidra estava chegando mais perto, e um jato de veneno veio em nossa direção. Me abaixei para desviar, puxando Matt comigo. Olhei para trás para ver se Percy estava bem e ele acenou com a cabeça, como se estivesse confirmando.

Pelo visto o veneno havia chamado a atenção dos mortais, porque agora havia gente correndo de um lado para o outro, como se o mundo fosse acabar. Não sei o que exatamente eles viam, mas parece que era bastante assustador, já que os pedestres não conseguiam decidir de saíam correndo para longe ou se entravam correndo no McDonald's em busca de abrigo.

– Lembrem-se: NÃO CORTEM AS CABEÇAS! – eu gritei, antes de quase sermos atingidos por mais um jato de veneno e sermos obrigados a nos separar.

Me encostei na parede e procurei meu boné dos Yankees.

– Cadê, cadê, cadê... – murmurei para mim mesma enquanto remexia a mochila.

Podia ouvir o barulho de Percy tentando se defender da hidra, e um pedaço de língua reptiliana caiu perto de mim. Olhei na direção da batalha por um instante e entendi o que Percy tinha feito. Cortar as línguas da hidra? Essa foi uma ideia interessante...

Alguns mortais passavam correndo por mim e olhavam, como se perguntassem a si mesmos o que eu estava fazendo ali, quase completamente exposta. Estava quase desistindo de encontrar o boné quando o achei no fundo da mochila. Fechei o zíper e coloquei o boné na cabeça enquanto levantava.

Olhei para as minhas mãos apenas para confirmar que eu estava invisível e corri até o campo de batalha. Percy tentava bloquear qualquer tipo de ataque por parte da hidra enquanto cortava o maior número possível de línguas. Por que as línguas, você pergunta? Eu tenho apenas uma resposta: veneno. Se ela não tiver línguas, não pode ter uma mira muito exata e nem lançar o líquido com muita força. Não me pergunte porque, não sou especialista em hidras, veneno, línguas nem nada do tipo.

Matt desviava dos ataques e atrapalhava o desempenho do monstro a partir de ferimentos no corpo e nas pernas do animal. Devo admitir, essa foi uma estratégia inteligente. Na verdade, eu mesma a uso, às vezes.

Fui correndo até o lado traseiro da hidra e basicamente inutilizei duas das suas pernas. O monstro rugiu de dor e parou de atacar por um minuto, procurando o responsável pelo ferimento. Uma busca inútil, é claro. Percy pareceu confuso por um milésimo de segundo, até sorrir abertamente, percebendo o óbvio. Matt parou de lutar, com o olhar assustado e confuso de quem não está entendendo nada.

A hidra voltou a atacar, mas sem as duas pernas traseiras ela era infinitamente mais lenta, o que me deu tempo para pensar em como iríamos matar o bicho enquanto Percy e Matt continuavam a ferir o monstro e a se defender da melhor forma possível.

Desviei de alguns jatos de veneno e comecei a ajudar os garotos com a luta, o que só deixou Matt mais confuso.

Olhei ao redor, procurando alguma coisa que pudesse ser útil para matar a hidra, quando vi o poste de eletricidade. Sem me importar com o fato de estar invisível, gritei:

– Percy, o poste!

Confuso, ele parou de lutar por um segundo, e a hidra lançou um jato de veneno que, mesmo fraco e numa direção não muito exata, quase o acertou.

– Abaixe-se! – gritei para alertá-lo, e ele se jogou no chão.

Os mortais pareceram perceber que a situação era perigosa e todos que estavam por perto se abrigaram dentro do McDonald's.

Quando Percy levantou, pareceu ter entendido o que eu quis dizer e começou a se afastar lentamente em direção ao poste, de maneira que a hidra fosse atrás dele.

O plano provavelmente daria certo, mas era perigoso. Tirei o boné e fui até Matt, que estava ainda encostado na parede do McDonald's, paralisado de medo.

– Matt, seu arco!

– Ahn?

– Seu arco, tá aí?

– Ah, tá por que?

– Me empresta, rápido.

Ele pegou o arco de dentro da mochila (era um arco mágico que encolhia) e me entregou, junto com uma aljava.

Percy já estava perto o suficiente do poste.

– Percy, cuidado! – gritei e ele saiu correndo enquanto eu preparava uma flecha.

Antes que a hidra pudesse ter tempo de virar e persegui-lo, atirei em direção ao fio de eletricidade, que partiu, causando uma pequena explosão. Enquanto o fio despencava, atirei na hidra, que começou a se contorcer, indo cada vez mais para a direção que eu queria.

A ponta do fio atingiu o corpo da hidra, e ela começou a tremer com a eletricidade. Nós três corremos para o canto da parede e o bicho ficou lá, sendo eletrocutado, tremendo e lançando fagulhas, até finalmente ser arremessado na direção da parede de vidro do McDonald's.

Ah, claro. Como se a situação já não fosse ruim o bastante.

A hidra se chocou contra o vidro, jogando estilhaços para todo lado antes de se dissolver em poeira amarela. Cobri os olhos, esperando que Percy e Matt fizessem o mesmo.

Quando parei de sentir a pele sendo cortada, tirei a mão do rosto e perguntei:

– Vocês estão bem?

– Anham – Matt respondeu, ainda um pouco assustado.

– Melhor impossível. – ironizou Percy.

Os mortais corriam para longe, desesperados, e podíamos ouvir sirenes de polícia à distância.

– Essa não. – Percy falou, enquanto eu ouvia o som ficar mais perto.

– Será que estão vindo atrás da gente? – Matt perguntou, preocupado.

– Por experiência própria, — Percy respondeu – estão.

Essa foi a deixa para um carro de polícia virar a esquina e nós sairmos correndo a toda velocidade pela calçada na direção oposta.

– Para onde estamos indo? – Matt perguntou enquanto corríamos pela rua.

Eu e Percy teríamos rido se não estivéssemos naquela situação.

– O mais longe possível – respondi, simplesmente.

Tínhamos uma pequena vantagem porque a polícia estava tendo um pouco de dificuldade com o tráfico de carros e pessoas tentando fugir do local do "acidente".

Viramos à direita numa rua lateral cheia de carros e Percy parou repentinamente.

– Venham. – ele disse e foi andando até um taxi velho parado na frente de um prédio residencial.

– Percy o que você vai... – comecei a perguntar, sem entender, quando percebi o que ele pretendia fazer – Ah, não, de jeito nenhum.

– Você tem alguma ideia melhor?

Aquilo me fez ficar quieta.

– Arromba a porta enquanto eu faço uma ligação direta – ele disse e abriu o capô (com Contracorrente, não me pergunte como).

Peguei a faca e, com um pouco de dificuldade, arrombei a porta do carro. O motor ligou e nós entramos.

A essa altura, a polícia já estava perto e, com Percy dirigindo, saímos feito loucos pelas ruas de Nova York, passando pelas calçadas, desviando de carros e pessoas o tempo todo.

Percy pisava com força no acelerador, e eu comecei a ficar preocupada com a nossa segurança. Matt estava sentado atrás e não conseguia parar de ficar virando para ver qual era a distância do carro de polícia. Dei uma olhada no velocímetro e ele estava marcando 210 Km/h.

– Oh deuses – eu disse.

– O que foi? – Percy perguntou, desviando os olhos da pista por um momento.

O que, acredite, não foi uma boa ideia.

– Percy, cuidado! – eu gritei quando quase batemos no carro da frente.

Percy desviou e voltou os olhos para a frente, acelerando um pouco mais.

– Você tem ideia de que nós estamos a mais de 210Km/h?

Ele sorriu de canto.

– Tenho.

– Ah, você tem? – falei, ironicamente.

Ele começou a rir de verdade.

– O que você quer que eu faça? Pare e deixe eles nos alcançarem?

Eu revirei os olhos, mas estava sorrindo.

Começamos a ouvir as sirenes ficarem mais altas, ou seja, o carro chegar mais perto.

Percy passou pela calçada e saiu da avenida que estávamos percorrendo, virando numa rua estreita.

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Passamos um bom tempo entrando e saindo de ruas estreitas e depois voltando para a avenida principal, até que finalmente conseguimos despistar a polícia.

– Tem certeza de que eles não estão vindo? – perguntou Matt quando achávamos que já tínhamos conseguido fugir.

Eu olhei atentamente para trás pelo retrovisor.

– Tenho. – falei.

Percy desacelerou e virou numa rua.

– O que vamos fazer agora? – ele perguntou.

– Não sei. Que horas são? – eu disse.

– São mais de quatro da tarde. – respondeu Matt.

– Vamos parar para descansar, então. – decidi.

No timing perfeito, o carro parou.

– Estamos sem gasolina. – Percy avisou.

– Então a gente salta e procura um bom lugar para parar.

Percy riu pelo nariz.

– Você quer achar um bom lugar para parar, a céu aberto, no meio de Nova York?

– Bem... Sim. – respondi, provocando – Você tem uma ideia melhor?

Ele riu levemente e abriu a porta do carro.

– Vamos logo – falou, enquanto saltava do carro.

Quando eu e Matt o alcançamos, ele já estava pelo menos uns 100 metros adiante, e havia parado na frente da vitrine de uma loja de eletrônicos.

– Sério, Percy? – eu disse quando descobri o que ele estava olhando.

– Só fico imaginando como deve ser ter um desses. Sabe? Ser normal e tudo o mais.

– Como assim?

– É meio que... simbólico, sabe? Tipo, a questão não é exatamente só ter um celular ou sei-lá. Tem mais a ver com não ter que se preocupar com monstros, deuses ou a destruição do mundo. Viver uma vida normal, entende?

Mesmo depois de 5 anos, os momentos reflexivos do Cabeça de Alga continuavam surpreendentes. E, sempre que aconteciam, eles me faziam pensar de verdade.

– Entendo. – respondi, sincera – Faz tanto tempo que eu nem lembro mais como é.

– Exatamente – Percy concordou.

– Isso por acaso significa que você não queria ser um meio-sangue, Cabeça de Alga? – perguntei, um pouco desafiadora, deixando-o um pouco pálido e gaguejante.

Matt, que estava só parado observando, pigarreou naquele momento.

Olhei rapidamente para ele e comecei a andar novamente.

Quando passei por Percy, fiquei na ponta dos pés e sussurrei:

– Pense bem na resposta, Percy, ou você pode acabar se arrependendo.

Depois que eu estava uns 200 metros adiante com Matt acho que ele conseguiu se mexer.

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E então nós andamos.

E andamos.

E andamos.

E talvez tenhamos andado mais um pouco.

E depois um pouquinho mais.

E...

Tá, tudo bem, você entendeu.

Nós andamos muito, mas muito mesmo.

Eu já estava me perguntando se meus músculos da perna ainda existiam, e já eram quase sete da noite quando finalmente achamos um beco que parecia bom para pararmos (e com "bom" eu quero dizer "o melhor lugar que encontramos depois de três horas rodando").

Achamos um cantinho e nos sentamos, Matt um pouco mais afastado (ele estava assim meio reflexivo mesmo, desde o começo da missão) e Percy do meu lado direito.

– Certo. – falei – Acho que agora podemos descansar e cuidar dos machucados.

Matt começou a remexer na mochila e tirou o que me parecia ambrosia e ataduras, e começou a cuidar dos arranhões no seu corpo.

Eu peguei um pouco de ambrosia e molhei um guardanapo que eu tinha pegado no McDonald's com um pouco de água da garrafinha. Comecei a limpar os arranhões do braço esquerdo, já que eles estavam mais superficiais.

Eu tinha um corte um pouco mais fundo no braço direito, então comi um pequeno pedaço de ambrosia.

Comecei com o braço, mas não cheguei a limpar dois cortes quando vi um problema maior...

– Percy! O que foi isso?!

Ele desviou os olhos do ponto que estava encarando no céu para olhar para o corte em seu braço.

Um corte fundo, grande, e obviamente causado por veneno de hidra.

– Ah, não foi nada. – ele respondeu.

– NADA? Percy, olhe pra isso!

– Não tem...

Eu cortei sua fala enfiando um pedaço de ambrosia na sua boca.

Ele mastigou devagar, mas estava óbvio que ele tentava não rir da minha cara.

– Não tem graça, Percy. Eu estou preocupada de verdade. Fica quieto. – falei, enquanto pegava outro guardanapo molhado para tentar limpar o corte.

Ele ficou calado enquanto eu cuidava do seu braço.

O tom verde foi desaparecendo aos poucos, com a ajuda da ambrosia, e o corte foi fechando.

Pressionei um pouco mais o guardanapo no corte e Percy reprimiu um grunhido. Tirei a mão rapidamente.

– Dói? – perguntei, baixinho.

– Não, tá tudo bem. – ele respondeu, no mesmo tom.

Continuei limpando com um pouco mais de cuidado, até que algo me ocorreu e eu parei repentinamente.

– Espera um pouco! Percy, como isso aconteceu? Você não deveria se machucar...

– Como assim?

– Sua invulnerabilidade! O que aconteceu?!

Ele arregalou os olhos quando percebeu o que eu queria dizer.

Percy não deveria ser afetado de nenhuma forma, sua pele deveria ser impenetrável. A não ser...

– Acho que nem mesmo um mergulho no Estige bloqueia o veneno de hidra. – ele disse, dando voz aos meus pensamentos.

Confirmei com a cabeça perplexa, e voltei a minha atenção para o corte de novo, mas não estava completamente focada nele.

– Ela te atingiu diretamente? – perguntei.

– Em cheio.

– Então acho que pelo menos serviu para alguma coisa.

– O que você quer dizer com isso?

– Que teria sido muito pior se você não fosse invulnerável. – expliquei – Percy, um jato como esse poderia fazer uma pessoa normal perder o braço.

– Ah.

Depois disso, passamos um tempo em silêncio.

Tentei limpar um pouco mais, mas não estava adiantando muita coisa.

– Não vai dar em nada se continuar assim... Você tem néctar?

– Ahn.. tenho. – ele falou, e pegou um cantil dentro de sua mochila com a outra mão.

– Brigada.

Molhei o guardanapo com néctar e continuei o processo de antes por um bom tempo.

– Não. – ele disse, do nada, depois de um tempo em que ficamos calados, eu cuidando do corte dele enquanto ele me observava.

– Como assim "não"?

– Não, aquilo não significava que eu não queria ser um meio-sangue.

Ele sorria levemente, e eu não pude deixar de fazer o mesmo ao olhar para ele.

– Ah.

– É. Eu pensei bastante e... é só que... Não seria a mesma coisa.

A essa altura eu já sabia exatamente o que ele queria dizer, mas se eu simplesmente deixasse-o saber disso, nada teria graça, então me fingi de desentendida.

– Como assim?

– Ah, você sabe. Seria tudo muito diferente.

– Diferente?

– É. Eu não conheceria... nenhum dos meus amigos.

– Sério?

– É, e... as coisas não seriam iguais com você.

Eu corei, e achei que já estava suficiente de pressioná-lo por hoje.

– Eu entendo. – falei – E concordo.

Tentei não olhar para ele, porque eu sabia que iria dificultar as coisas.

– Ahn, eu... já acabei com seu braço. Seria bom um curativo...

– Eu não tenho nada do tipo. Você?

– Não. Matt! – gritei, e o filho de Apolo olhou para nós dois – Você por acaso tem algum tipo de atadura pra nos emprestar?

– Ah, tenho, sim. – ele respondeu, enquanto tirava um rolinho da mochila e me entregava. – Pode ficar com o resto, se quiser.

– OK. – concordei, e Matt voltou para o seu cantinho.

Acho que ele dormiu poucos minutos depois

Cuidadosamente, enrolei o braço de Percy e guardei o resto da atadura na mochila.

– Pronto. – declarei, quando finalmente terminei a "operação".

O céu já estava escuro, provavelmente já passava das oito horas.

– Obrigado. – ele disse, sincero. – Você devia descansar. Eu fico com o primeiro turno.

– Tudo bem. Mas me acorde depois de duas horas.

– Certo.

– É sério, Percy. Não adianta me deixar dormir mais se você ficar cansado depois.

– Tudo bem!

– Prometa. – pedi.

– Eu prometo. – ele aceitou, olhando nos meus olhos, e eu acreditei nele.

– Tudo bem então. – respondi, antes de colocar minha cabeça no colo dele e cair num sono sem sonhos.

E assim, estávamos deitados num beco escuro, cobertos de poeira de monstro e veneno de hidra.

"Pessoalmente, gosto disso. Desse heroísmo idiota.

É.

Gosto muito disso"

A Menina que Roubava Livros- Markus Zusak

Notas finais
É issooo!! Tenho que ir agora gente, mas obrigada a todos que estão lendo, comentando, acompanhando, favoniando.... Vocês me incentivam mutirão Beijos