E l'Amore?
5 Quando il suo sguardo e tutte le medicine di cui ho bisogno
Notas iniciais
Nico
– O que acha de fazer uma aliança comigo para caça á bandeira de amanhã?
Olhei para ele não podendo deixar de sorrir. E não pude deixar de pensar que:
Eu o seguiria até as profundezas do Tártaro...
– Talvez... – eu disse sorrindo, mas ao mesmo tempo nervoso porque não queria estar no mesmo time da Annabeth – Quem são nossos aliados?
– Entendo – ele respondeu com um sorriso maroto– quer analisar o time para ver se vale a pena não é, sr. Caverinha? Eu então direi a você: Hefesto, Hermes, Nemesis, Hipnos, Dionísio, e metade dos outros chalés de deuses menores.
– Não se aliou a Annabeth? – perguntei aliviado, mal podia acreditar que eles não tinham se aliado, minha voz deu uma fraquejada quando eu disse o nome dela mas acho que ele não notou
– Ah não ! – ele respondeu num rápido comentário e então disse que eles haviam feito uma aposta para saber quem era o melhor líder, era realmente o tipo de coisa que dois lideres natos competitivos poderiam apostar, senti um ciúme exagerado porque eu queria ter apostado com Percy.
Resolvi por fim que eu era um idiota e que não devia ficar com ciúme, eles eram namorados, NAMORADOS e ele estava me convidado para seu time então eu deveria ficar feliz.
– Nesse caso – completei bem humorado — seria um prazer estar na caça bandeira com você, capitão Jackson – sorri e bati continência, por nenhuma razão definida mas porque me deu vontade
Percebi que Percy me olhava desorientado, e entrei em pânico porque eu não sabia porque, eu teria dito algo errado? Ou será que era o que eu não havia dito? Achei que naquele momento o melhor seria contar do sonho para ele.
– Percy, — chamei o retirando daquele mar de desorientação – eu posso te contar uma coisa?
– Claro – ele respondeu de imediato – o que quiser...
Eu o olhei. Não queria metê-lo em mais problema. Ele já tivera problemas para a vida toda, sabia, porque alguma coisa no meu interior me disse, que se eu contasse a ele ia envolvê-lo de alguma forma..
– Nico, — ele murmurou gentilmente – você pode sempre contar comigo. –seu tom foi tão doce e a fala tão gentil que me senti impelido a contar tudo.
E então eu contei. Do homem invisível e sobre o rapto da Deusa. E Eu podia ver enquanto contava que ele estava numa luta interna de pensamentos. E eu me senti pior por envolvê-lo naquela confusão.
– Acho que não conheço nenhuma deusa das galinhas... – comentei espertamente
– Amanhã quando formos à casa grande vamos resolver tudo, não se preocupe — ele falou tentando obviamente me tranqüilizar – Quiron deve saber quem ela é... – ele deu um sorriso bobo – e Annabeth, ela provavelmente sabe que é ...
– É, que bom – falei tentado o maximo não parecer incomodado com o comentário dele, não tive muito êxito , mas sendo quem Percy é considerando sua lerdeza achei que tinha passado despercebido — Bom, — emendei o mais convincente possível — e melhor você ir andando, temos atividade cedo amanhã...
– Nada disso, sr. Caverinha – ele negou veemente mais uma vez percebendo minhas intenções de expulsá-lo gentilmente do meu chalé – eu disse que só sairia quando estivesse dormindo é e isso que eu vou fazer.
Me fiz de bravo por um tempo... suspirei e me mexi muito mas acabei pegando no sono. Voltei a sonhar na hora.
Eu estava no mundo inferior. Eu podia sentir o cheiro e a sensação se estar em casa. Não era como no outro sonho... Dessa vez eu podia sentir que estava ali.
A única coisa não boa de estar em casa e que eu estava no Jardim de Perséfone. Mas era um lugar incrível. Eu já tinha estado lá uma ou duas vezes, sem permissão,e uma vez em missão é nas duas vezes sem permissão me senti extasiado, ate porque na missão eu nem prestei atenção, e mesmo sendo verão e ela não estando no mundo inferior. Mas nada se comparava com aquele jardim de agora.
Fileiras de flores prateadas brilhavam intensamente, refletindo enormes pedras preciosas que delineavam os canteiros: diamantes, rubis e safiras do tamanho de bolas de futebol americano. Arvores arqueadas, de copas cobertas de flores de laranjeira e frutas docemente perfumadas. O ar frio estava carregado de aromas estonteantes, eu mordi a língua para não pensar mas... Perséfone trabalhava bem, muito bem. Ok. Era o jardim mais bonito que eu já tinha visto.
– Eu agradeço o elogio – ela respondeu as minhas costas em tom alegre – mas o que faz aqui?
Olhei para ela. E senti uma sensação ruim.
– Você esta correndo perigo – avisei rápido para não me arrepender, morei com ela alguns anos, não era como se eu a amasse mas ela era minha madrasta...
Ela me encarou alguns segundos e começou a gargalhar com eu nunca a tinha visto fazer.
– Oh, meu salvador! – ela respondeu em meio as gargalhadas – veio ate aqui só para me dizer que eu corro perigo,es tão heróico...
Sabia que ela faria algo do tipo, quer dizer , ela me odeia. Porque teria alguma confiança em mim que sempre mostrei odiá-la também.
– Uma outra deusa menor foi capturada – informei serio, para dar credibilidade – você precisa ter cuidado, falar com meu pai para triplicar a segurança...
– Cale-se — ela mandou ríspida – Não acha que eu sou idiota, acha? Que eu cairia nessa? E mesmo se o fosse, os outros deuses não entram aqui assim... Como se fosse a casa da mãe Gaia.
Me senti meio idiota por não ter pensado naquele detalhe... Entrar no Olimpo e fácil se você e um Deus. Mas no Submundo, nada fácil para uma criatura que não é de lá.
– Agora eu sugiro que vá embora – ela continuou num tom mas normal – você não pode mais ficar aqui.
Eu não sabia como voltar. E como explicar que eu não conseguia porque eu provavelmente estava dormindo, e não se pode viajar nas sombras dormindo. Fiquei meio confuso.
– E aí? Vai continuar aqui? – ela indagou irritada
– Digamos que... Eu não esteja conseguindo voltar agora – expliquei, sabendo que levaria um fora.
– Como não consegue ? – ela me perguntou mexendo num canteiro com magica.
– Não estou aqui por conta própria – respondi olhando ao redor para o castelo de meu pai – Fui colocado aqui.
Um longo silencio se fez entre nos. O que iríamos dizer um para o outro? Tentei não pensar no elogio de novo, afinal ela era uma intrometida.
– Gostaria de tomar um chá? – ela perguntou com a vista fixa em outro ponto, fingindo que o convite era algo normal.
Perséfone não era do tipo que convida para um chazinho da tarde. Mas lá estava ela me chamando para um chá como uma madrasta atenciosa faria, e foi aí que eu notei.
Ela estava solitária. Se sentia sozinha, ela tinha sentimentos e naquele momento sem meu pai ali, ela sentiu-se só, era meio estranho que ela sentisse a mesma coisa que eu, porque eu não sei se você já morou no mundo inferior, mas é o tipo de lugar que faz você se sentir solitário, e claro que eu tinha meus fantasmas que me ajudavam a esgrimar e com quem eu conversava, mas e ela? Sempre que eu conversava com os fantasmas eles me diziam que ela era detestável e que Hades escolheu a pior mulher, é eu concordava porque ela realmente era detestável, mas agora me sentia meio culpado. E se no todo esse tempo o problema dela foi à solidão?
– Eu adoraria tomar um chá — respondi logo depois da minha dissertação, com o melhor sorriso que consegui.
Ela sorriu de uma forma que eu nunca a vi sorrir. Aquilo era gratidão.
– Venha – ela chamou caminhando para trás e fazendo uma mesa surgir com quitutes e chás. Olhei preocupado para a mesa. Tudo de comer no mundo inferior tinha uma aparência incrível mas se eu comesse sequer uma semente...
Era por isso que meus almoços, cafés da manhã, lanches e frutas eram sempre comprados na superfície. Talvez aquele convite fosse para que eu comesse comida e tivesse que ficar como ela, presa no mundo inferior...
– Não são do mundo inferior – ela me olhou com confiança – sempre preferi a comida da superfície...
Não confiava em Perséfone, mas por alguma razão, naquele momento eu confiei. Peguei um bolinho e dei uma mordida generosa.
– E como esta? – ela indagou fazendo duas cadeiras de ervas brotarem de cada lado da mesa e se sentando em uma delas.
– Maravilhoso – respondi no espaço entre a mordida que veio a seguir. O bolinho era o melhor que eu já tinha comido. Ok, talvez eu esteja exagerando um pouco...
Sentei me na cadeira e novamente o silencio se fez presente. Ate que Perséfone pegou um bule de água quente e pos nas nossas xícaras.
– Quer chá de que? – ela perguntou, olhando o conteúdo da caixa gigante que estava na mesa.
– Você vai tomar de que? – perguntei em resposta, eu não era o cara mas fã de chá...
– De Romã – ela respondeu me lançando um leve olhar e um sorriso.
E então nos rimos. Da pra imaginar? Eu e Perséfone rindo e tomando chá? Quando essa cena passou pela minha cabeça , cogite estar realmente num sonho doido, depois ri mais ainda porque meu pensamento foi bem idiota. Afinal, eu estava sonhando e a situação era doida.
– Eu irei acompanhá-la — respondi escolhendo outro bolinho, ela e eu ainda estávamos de bom humor. Ela pos o sache na minha xícara e eu pus o bolinho no prato para poder experimentar o chá. Levei-o primeiro até o nariz sentindo o aroma, maravilhoso, e depois dei uma leve balançada para deixar que a água entrasse mais em contato com o sache, sem querer meu nariz deu uma leve mexida de direita para esquerda. Coisa estranha.
– Você podia parar de se parecer tanto com seu pai? – ela indagou de repente me pegando de surpresa – Não faça essa cara. Fica ainda mais igual a ele.
Ela não parecia irritada. Parecia relaxada.
– O que estamos fazendo? – perguntei, pondo a xícara no pires.
– Acho que estamos numa espécie de trégua — ela respondeu dando de ombros.
Depois de alguns momentos de silencio bebi do meu chá e comi mais um bolinho, o da vez era blueberry, me lembrei de Percy e a roubada que eu o tinha colocado, quis saber se ele estava bem.
– Gostaria de saber como eu conheci Hades? – ela me perguntou de repente
Devo confessar que não me senti confortável com aquela pergunta. Primeiro porque ela me odiou desde que nos conhecemos, me transformou num dente de leão e praticamente me ignorou por todo tempo em que morei na casa do meu pai e segundo porque ela não era minha mãe, queria que fosse ela a me contar como conheceu meu pai, não Perséfone. Talvez fosse um pouco de ressentimento, mas era a verdade.
Olhei para ela prestes a mandar um “não” grosseiro, mas ela parecia extremamente esperançosa com a resposta, e não parecia estar lendo minha mente como ela gostava de fazer.
– Eu conheço o mito... – comecei tentado a dizer o “não” – mas acho que seria interessante ouvir da fonte
Ela estava toda sorrisos. Me olhou com, imagine só, afeição.
Então quando ela ia começar a falar, ouvi estrondos. Guardas esqueletos apareceram aos montes. Eles iam em direção aos estrondos, mas aí congelaram. Pararam no tempo com as espadas em riste e as expressões zumbizescas de raiva. Soube na hora o que estava acontecendo.
– Você tem que fugir ! — gritei para Perséfone — Agora!
Ele me encarou assustada, como se decidisse o que fazer. E então ela se levantou e correu. Saco minha espada e fico pronto para qualquer coisa, minha expressão mais ameaçadora fica no meu rosto.
– Ora, Ora, Ora – a voz vem do nada – se não é o pequenino de Hades? Soube que não pode ficar por aqui – posso ouvir sua gargalhada ecoar por todo lugar – mas você não esta aqui? Esta dormindo, esse é um dos famosos sonhos de semi-deus.
– Apareça para lutar como homem – eu desafio, apelando para sua vaidade
– Não tenho interresse em lutas, meu jovem – ele responde, destruindo minha estratégia – Onde ela esta?
– Quem? – Pergunto apenas para ganhar tempo, eu sei de quem ele fala
– Sua madrasta querida — uma nevoa preta começa a se espalhar pelo ar – se não quiser cooperar, sem problema. Eu vou encontrá-la.
– Humpf! Você não vai encontrá-la – zombei nervoso
– Calado insolente – ele vociferou.
E então percebi que tinha perdido meus movimentos, não conseguia me mover e quanto mais tentava mais eu me sentia fraco e cansado.
Vi algumas cenas de Perséfone usando as plantas como no dia do ataque de Cronos mas não tinha como lutar com o nada. Tentei gritar para ela não fazer aquilo mas fiquei ainda mais cansado. Logo me senti perder a consciência.
Quando acordei eram umas 6 da manhã. Corri para a casa grande me sentindo um idiota por não ter feito aquilo antes. Agora mais uma deusa fora seqüestrada e era tudo minha culpa.
Sr. D ainda não estava acordado. Mas Quiron me recebeu e ouviu toda historia com bobs no cabelo e uma xícara grande de café na mão.
– A Deusa com as galinhas e obviamente Hebe — ele esclareceu logo depois que terminei de contar a historia.
– E claro! — Exclamei batendo com a palma da mão na testa, por que era obvio, e sentindo uma leve zonzeira porque eu ainda estava fraco – As galinhas eram sacrificadas em homenagem a Hebe, deusa da juventude e os galos a Heraclés, seu marido – agora eu me lembrava da historia.
Discutimos por alguns momentos na varanda sobre tudo que havia acontecido, e ele até me deu umas rosquinhas e um pouco de café, porque eu estava a ponto de desmaiar.
Pouco depois da concha soar, olhei ao meu redor despreocupado e dei de cara com Percy,subindo colina acima com olheiras e a cara amassada. Sorri para ele de um jeito encorajador, o que não e do meu feitio mas quando ele sorriu de volta cansado pude notar que valeu a pena.
Ele caminhou até a varanda, e se sentou no mesmo sofá que eu.
– Eu tive um sonho... – ele informou suspirando, mordi o lábio sem querer sabia que tinha metido ele em confusão
– Virou Lui King, Jonhson? – perguntou Senhor D. que acabara de entrar na varanda
– Você quis dizer Luther King*? – corrigiu Percy afundando no sofá e pondo a cabeça no encosto.
O deus o ignorou, e caminhou para sua mesa de costume.
– Você teve um sonho... – instiguei para que ele continuasse a historia
Ele então contou sobre o sonho com Mofeu.
– Morfeu foi seqüestrado... – disse Quiron devagar, chegando do nada em sua cadeira de rodas – preciso falar com os olimpianos.Vou tentar fazer contato. Enquanto isso vocês dois vão descansar para a caça à bandeira.
– Mas Quiron.. – Percy tentou
– Eu chamou outra pessoa. Não se preocupe – o centauro interrompeu lançando um olhar encorajador para nos, depois se virou só para mim — e você Sr. Di Ângelo, trate de botar alguma comida para dentro.
Agradecemos e seguimos caminhando para o refeitório enquanto eu lhe contava sobre o sequestro de Perséfone. Felizmente só alguns retardatários ainda estavam lá por isso pudemos comer na mesma mesa.
Percy estava tenso, eu podia sentir pelos seus movimentos e suas expressões. Me senti culpado.
– Me desculpe por te meter nisso – pedi olhando para o meu sanduíche – Eu fui um egoíst...
– Não, Nico – ele cortou alarmado – Não foi sua culpa, nunca é nossa culpa esse tipo de coisa. São os deuses que ficam arrumando inimigos não nos.
– Mas, sei lá sinto que fui eu que te envolvi nessa roubada... – eu comentei encarando suas orbes verde vivo.
Ele pos sua mão por cima da minha machucada e apertou levemente.
– Sairemos dessa, Nico – ele me encarava vivaz – Eu prometo.
Seu olhar era todo remédio que eu precisava. Me senti anestesiado. Até uma felicidade anormal e boba...
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* Martin Luther King foi um ativista politico americano e um um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e no mundo, com uma campanha de não violência e de amor ao próximo.
Seu discurso mais famoso e chamado de " I had a dream..." que é na tradução literal " Eu tive um sonho" onde fala sobre seu desejo de igualdade racial.
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