E l'Amore?

5 Quando il suo sguardo e tutte le medicine di cui ho bisogno


Notas iniciais
Desculpe gente. Não me matem. Minha vida tem estado a mil. Mas para compensar temos um cap grande. Quero agradecer as minhas maravilhosas leitoras: Sonhadora Dixon por sempre comentar e ser direta BloodLucy por reconhecer meu talento para das Artes fofurais, que alias ela tbm tem por ser tão fofa comigo Laysa ,sua linda, que deixou review em todos os outros cap's. Vc me lembrou que só Pernico e cansativo. Me aguardem... Sophneko o/ por comentar Raloin Cody por ser tão incisiva na sua urgencia pelo cap cinco espero que agrade. E meu lema e: Tudo com sutileza... Shimigami Chan por ser um leitora de bom senso. Como eu kkkk.... Lia a nova leitora linda que me deu um roteiro muito bom, e que pretendo usar ao longo do tempo hihihi e Swett Poppy por adorar minha historia boba e querer espacar minha Annabeth ( bem vinda ao clube hahah) Obridado aos 38 que estão acompanhando e a que favoritou Vcs me mimam demais kkk

Nico

– O que acha de fazer uma aliança comigo para caça á bandeira de amanhã?

Olhei para ele não podendo deixar de sorrir. E não pude deixar de pensar que:

Eu o seguiria até as profundezas do Tártaro...

– Talvez... – eu disse sorrindo, mas ao mesmo tempo nervoso porque não queria estar no mesmo time da Annabeth – Quem são nossos aliados?

– Entendo – ele respondeu com um sorriso maroto– quer analisar o time para ver se vale a pena não é, sr. Caverinha? Eu então direi a você: Hefesto, Hermes, Nemesis, Hipnos, Dionísio, e metade dos outros chalés de deuses menores.

– Não se aliou a Annabeth? – perguntei aliviado, mal podia acreditar que eles não tinham se aliado, minha voz deu uma fraquejada quando eu disse o nome dela mas acho que ele não notou

– Ah não ! – ele respondeu num rápido comentário e então disse que eles haviam feito uma aposta para saber quem era o melhor líder, era realmente o tipo de coisa que dois lideres natos competitivos poderiam apostar, senti um ciúme exagerado porque eu queria ter apostado com Percy.

Resolvi por fim que eu era um idiota e que não devia ficar com ciúme, eles eram namorados, NAMORADOS e ele estava me convidado para seu time então eu deveria ficar feliz.

– Nesse caso – completei bem humorado — seria um prazer estar na caça bandeira com você, capitão Jackson – sorri e bati continência, por nenhuma razão definida mas porque me deu vontade

Percebi que Percy me olhava desorientado, e entrei em pânico porque eu não sabia porque, eu teria dito algo errado? Ou será que era o que eu não havia dito? Achei que naquele momento o melhor seria contar do sonho para ele.

– Percy, — chamei o retirando daquele mar de desorientação – eu posso te contar uma coisa?

– Claro – ele respondeu de imediato – o que quiser...

Eu o olhei. Não queria metê-lo em mais problema. Ele já tivera problemas para a vida toda, sabia, porque alguma coisa no meu interior me disse, que se eu contasse a ele ia envolvê-lo de alguma forma..

– Nico, — ele murmurou gentilmente – você pode sempre contar comigo. –seu tom foi tão doce e a fala tão gentil que me senti impelido a contar tudo.

E então eu contei. Do homem invisível e sobre o rapto da Deusa. E Eu podia ver enquanto contava que ele estava numa luta interna de pensamentos. E eu me senti pior por envolvê-lo naquela confusão.

– Acho que não conheço nenhuma deusa das galinhas... – comentei espertamente

– Amanhã quando formos à casa grande vamos resolver tudo, não se preocupe — ele falou tentando obviamente me tranqüilizar – Quiron deve saber quem ela é... – ele deu um sorriso bobo – e Annabeth, ela provavelmente sabe que é ...

– É, que bom – falei tentado o maximo não parecer incomodado com o comentário dele, não tive muito êxito , mas sendo quem Percy é considerando sua lerdeza achei que tinha passado despercebido — Bom, — emendei o mais convincente possível — e melhor você ir andando, temos atividade cedo amanhã...

– Nada disso, sr. Caverinha – ele negou veemente mais uma vez percebendo minhas intenções de expulsá-lo gentilmente do meu chalé – eu disse que só sairia quando estivesse dormindo é e isso que eu vou fazer.

Me fiz de bravo por um tempo... suspirei e me mexi muito mas acabei pegando no sono. Voltei a sonhar na hora.

Eu estava no mundo inferior. Eu podia sentir o cheiro e a sensação se estar em casa. Não era como no outro sonho... Dessa vez eu podia sentir que estava ali.

A única coisa não boa de estar em casa e que eu estava no Jardim de Perséfone. Mas era um lugar incrível. Eu já tinha estado lá uma ou duas vezes, sem permissão,e uma vez em missão é nas duas vezes sem permissão me senti extasiado, ate porque na missão eu nem prestei atenção, e mesmo sendo verão e ela não estando no mundo inferior. Mas nada se comparava com aquele jardim de agora.

Fileiras de flores prateadas brilhavam intensamente, refletindo enormes pedras preciosas que delineavam os canteiros: diamantes, rubis e safiras do tamanho de bolas de futebol americano. Arvores arqueadas, de copas cobertas de flores de laranjeira e frutas docemente perfumadas. O ar frio estava carregado de aromas estonteantes, eu mordi a língua para não pensar mas... Perséfone trabalhava bem, muito bem. Ok. Era o jardim mais bonito que eu já tinha visto.

– Eu agradeço o elogio – ela respondeu as minhas costas em tom alegre – mas o que faz aqui?

Olhei para ela. E senti uma sensação ruim.

– Você esta correndo perigo – avisei rápido para não me arrepender, morei com ela alguns anos, não era como se eu a amasse mas ela era minha madrasta...

Ela me encarou alguns segundos e começou a gargalhar com eu nunca a tinha visto fazer.

– Oh, meu salvador! – ela respondeu em meio as gargalhadas – veio ate aqui só para me dizer que eu corro perigo,es tão heróico...

Sabia que ela faria algo do tipo, quer dizer , ela me odeia. Porque teria alguma confiança em mim que sempre mostrei odiá-la também.

– Uma outra deusa menor foi capturada – informei serio, para dar credibilidade – você precisa ter cuidado, falar com meu pai para triplicar a segurança...

– Cale-se — ela mandou ríspida – Não acha que eu sou idiota, acha? Que eu cairia nessa? E mesmo se o fosse, os outros deuses não entram aqui assim... Como se fosse a casa da mãe Gaia.

Me senti meio idiota por não ter pensado naquele detalhe... Entrar no Olimpo e fácil se você e um Deus. Mas no Submundo, nada fácil para uma criatura que não é de lá.

– Agora eu sugiro que vá embora – ela continuou num tom mas normal – você não pode mais ficar aqui.

Eu não sabia como voltar. E como explicar que eu não conseguia porque eu provavelmente estava dormindo, e não se pode viajar nas sombras dormindo. Fiquei meio confuso.

– E aí? Vai continuar aqui? – ela indagou irritada

– Digamos que... Eu não esteja conseguindo voltar agora – expliquei, sabendo que levaria um fora.

– Como não consegue ? – ela me perguntou mexendo num canteiro com magica.

– Não estou aqui por conta própria – respondi olhando ao redor para o castelo de meu pai – Fui colocado aqui.

Um longo silencio se fez entre nos. O que iríamos dizer um para o outro? Tentei não pensar no elogio de novo, afinal ela era uma intrometida.

– Gostaria de tomar um chá? – ela perguntou com a vista fixa em outro ponto, fingindo que o convite era algo normal.

Perséfone não era do tipo que convida para um chazinho da tarde. Mas lá estava ela me chamando para um chá como uma madrasta atenciosa faria, e foi aí que eu notei.

Ela estava solitária. Se sentia sozinha, ela tinha sentimentos e naquele momento sem meu pai ali, ela sentiu-se só, era meio estranho que ela sentisse a mesma coisa que eu, porque eu não sei se você já morou no mundo inferior, mas é o tipo de lugar que faz você se sentir solitário, e claro que eu tinha meus fantasmas que me ajudavam a esgrimar e com quem eu conversava, mas e ela? Sempre que eu conversava com os fantasmas eles me diziam que ela era detestável e que Hades escolheu a pior mulher, é eu concordava porque ela realmente era detestável, mas agora me sentia meio culpado. E se no todo esse tempo o problema dela foi à solidão?

– Eu adoraria tomar um chá — respondi logo depois da minha dissertação, com o melhor sorriso que consegui.

Ela sorriu de uma forma que eu nunca a vi sorrir. Aquilo era gratidão.

– Venha – ela chamou caminhando para trás e fazendo uma mesa surgir com quitutes e chás. Olhei preocupado para a mesa. Tudo de comer no mundo inferior tinha uma aparência incrível mas se eu comesse sequer uma semente...

Era por isso que meus almoços, cafés da manhã, lanches e frutas eram sempre comprados na superfície. Talvez aquele convite fosse para que eu comesse comida e tivesse que ficar como ela, presa no mundo inferior...

– Não são do mundo inferior – ela me olhou com confiança – sempre preferi a comida da superfície...

Não confiava em Perséfone, mas por alguma razão, naquele momento eu confiei. Peguei um bolinho e dei uma mordida generosa.

– E como esta? – ela indagou fazendo duas cadeiras de ervas brotarem de cada lado da mesa e se sentando em uma delas.

– Maravilhoso – respondi no espaço entre a mordida que veio a seguir. O bolinho era o melhor que eu já tinha comido. Ok, talvez eu esteja exagerando um pouco...

Sentei me na cadeira e novamente o silencio se fez presente. Ate que Perséfone pegou um bule de água quente e pos nas nossas xícaras.

– Quer chá de que? – ela perguntou, olhando o conteúdo da caixa gigante que estava na mesa.

– Você vai tomar de que? – perguntei em resposta, eu não era o cara mas fã de chá...

– De Romã – ela respondeu me lançando um leve olhar e um sorriso.

E então nos rimos. Da pra imaginar? Eu e Perséfone rindo e tomando chá? Quando essa cena passou pela minha cabeça , cogite estar realmente num sonho doido, depois ri mais ainda porque meu pensamento foi bem idiota. Afinal, eu estava sonhando e a situação era doida.

– Eu irei acompanhá-la — respondi escolhendo outro bolinho, ela e eu ainda estávamos de bom humor. Ela pos o sache na minha xícara e eu pus o bolinho no prato para poder experimentar o chá. Levei-o primeiro até o nariz sentindo o aroma, maravilhoso, e depois dei uma leve balançada para deixar que a água entrasse mais em contato com o sache, sem querer meu nariz deu uma leve mexida de direita para esquerda. Coisa estranha.

– Você podia parar de se parecer tanto com seu pai? – ela indagou de repente me pegando de surpresa – Não faça essa cara. Fica ainda mais igual a ele.

Ela não parecia irritada. Parecia relaxada.

– O que estamos fazendo? – perguntei, pondo a xícara no pires.

– Acho que estamos numa espécie de trégua — ela respondeu dando de ombros.

Depois de alguns momentos de silencio bebi do meu chá e comi mais um bolinho, o da vez era blueberry, me lembrei de Percy e a roubada que eu o tinha colocado, quis saber se ele estava bem.

– Gostaria de saber como eu conheci Hades? – ela me perguntou de repente

Devo confessar que não me senti confortável com aquela pergunta. Primeiro porque ela me odiou desde que nos conhecemos, me transformou num dente de leão e praticamente me ignorou por todo tempo em que morei na casa do meu pai e segundo porque ela não era minha mãe, queria que fosse ela a me contar como conheceu meu pai, não Perséfone. Talvez fosse um pouco de ressentimento, mas era a verdade.

Olhei para ela prestes a mandar um “não” grosseiro, mas ela parecia extremamente esperançosa com a resposta, e não parecia estar lendo minha mente como ela gostava de fazer.

– Eu conheço o mito... – comecei tentado a dizer o “não” – mas acho que seria interessante ouvir da fonte

Ela estava toda sorrisos. Me olhou com, imagine só, afeição.

Então quando ela ia começar a falar, ouvi estrondos. Guardas esqueletos apareceram aos montes. Eles iam em direção aos estrondos, mas aí congelaram. Pararam no tempo com as espadas em riste e as expressões zumbizescas de raiva. Soube na hora o que estava acontecendo.

– Você tem que fugir ! — gritei para Perséfone — Agora!

Ele me encarou assustada, como se decidisse o que fazer. E então ela se levantou e correu. Saco minha espada e fico pronto para qualquer coisa, minha expressão mais ameaçadora fica no meu rosto.

– Ora, Ora, Ora – a voz vem do nada – se não é o pequenino de Hades? Soube que não pode ficar por aqui – posso ouvir sua gargalhada ecoar por todo lugar – mas você não esta aqui? Esta dormindo, esse é um dos famosos sonhos de semi-deus.

– Apareça para lutar como homem – eu desafio, apelando para sua vaidade

– Não tenho interresse em lutas, meu jovem – ele responde, destruindo minha estratégia – Onde ela esta?

– Quem? – Pergunto apenas para ganhar tempo, eu sei de quem ele fala

– Sua madrasta querida — uma nevoa preta começa a se espalhar pelo ar – se não quiser cooperar, sem problema. Eu vou encontrá-la.

– Humpf! Você não vai encontrá-la – zombei nervoso

– Calado insolente – ele vociferou.

E então percebi que tinha perdido meus movimentos, não conseguia me mover e quanto mais tentava mais eu me sentia fraco e cansado.

Vi algumas cenas de Perséfone usando as plantas como no dia do ataque de Cronos mas não tinha como lutar com o nada. Tentei gritar para ela não fazer aquilo mas fiquei ainda mais cansado. Logo me senti perder a consciência.

Quando acordei eram umas 6 da manhã. Corri para a casa grande me sentindo um idiota por não ter feito aquilo antes. Agora mais uma deusa fora seqüestrada e era tudo minha culpa.

Sr. D ainda não estava acordado. Mas Quiron me recebeu e ouviu toda historia com bobs no cabelo e uma xícara grande de café na mão.

– A Deusa com as galinhas e obviamente Hebe — ele esclareceu logo depois que terminei de contar a historia.

– E claro! — Exclamei batendo com a palma da mão na testa, por que era obvio, e sentindo uma leve zonzeira porque eu ainda estava fraco – As galinhas eram sacrificadas em homenagem a Hebe, deusa da juventude e os galos a Heraclés, seu marido – agora eu me lembrava da historia.

Discutimos por alguns momentos na varanda sobre tudo que havia acontecido, e ele até me deu umas rosquinhas e um pouco de café, porque eu estava a ponto de desmaiar.

Pouco depois da concha soar, olhei ao meu redor despreocupado e dei de cara com Percy,subindo colina acima com olheiras e a cara amassada. Sorri para ele de um jeito encorajador, o que não e do meu feitio mas quando ele sorriu de volta cansado pude notar que valeu a pena.

Ele caminhou até a varanda, e se sentou no mesmo sofá que eu.

– Eu tive um sonho... – ele informou suspirando, mordi o lábio sem querer sabia que tinha metido ele em confusão

– Virou Lui King, Jonhson? – perguntou Senhor D. que acabara de entrar na varanda

– Você quis dizer Luther King*? – corrigiu Percy afundando no sofá e pondo a cabeça no encosto.

O deus o ignorou, e caminhou para sua mesa de costume.

– Você teve um sonho... – instiguei para que ele continuasse a historia

Ele então contou sobre o sonho com Mofeu.

– Morfeu foi seqüestrado... – disse Quiron devagar, chegando do nada em sua cadeira de rodas – preciso falar com os olimpianos.Vou tentar fazer contato. Enquanto isso vocês dois vão descansar para a caça à bandeira.

– Mas Quiron.. – Percy tentou

– Eu chamou outra pessoa. Não se preocupe – o centauro interrompeu lançando um olhar encorajador para nos, depois se virou só para mim — e você Sr. Di Ângelo, trate de botar alguma comida para dentro.

Agradecemos e seguimos caminhando para o refeitório enquanto eu lhe contava sobre o sequestro de Perséfone. Felizmente só alguns retardatários ainda estavam lá por isso pudemos comer na mesma mesa.

Percy estava tenso, eu podia sentir pelos seus movimentos e suas expressões. Me senti culpado.

– Me desculpe por te meter nisso – pedi olhando para o meu sanduíche – Eu fui um egoíst...

– Não, Nico – ele cortou alarmado – Não foi sua culpa, nunca é nossa culpa esse tipo de coisa. São os deuses que ficam arrumando inimigos não nos.

– Mas, sei lá sinto que fui eu que te envolvi nessa roubada... – eu comentei encarando suas orbes verde vivo.

Ele pos sua mão por cima da minha machucada e apertou levemente.

– Sairemos dessa, Nico – ele me encarava vivaz – Eu prometo.

Seu olhar era todo remédio que eu precisava. Me senti anestesiado. Até uma felicidade anormal e boba...

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* Martin Luther King foi um ativista politico americano e um um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e no mundo, com uma campanha de não violência e de amor ao próximo.

Seu discurso mais famoso e chamado de " I had a dream..." que é na tradução literal " Eu tive um sonho" onde fala sobre seu desejo de igualdade racial.

Notas finais
Sete e o próximo. Caça à bandeira vem aí... Me aguardem