Notas iniciais
Gente, fico super feliz por vocês terem se interessado pelo começo *----*

— Tem que ter um ponto em comum entre as vítimas além do nome escrito. Tem que ter... — Ryuzaki despedaçava distraidamente o pedaço de bolo à sua frente.

— Ryuzaki, quer que eu adie o encontro? — Watari perguntou.

"Encontro"? Raito olhou intrigado para o detetive, mas tudo o que ele respondeu ao senhor foi:

— Por favor, Watari. Creio que agora não seja um bom momento para isso.

O senhor assentiu e se retirou.

Raito não entendeu, mas também não perguntou.

Passaram o dia analisando tudo o que poderia ser útil, mas apesar de terem constatado algumas coisas, ainda era muito pouco para avançarem significativamente no caso.

— É mais de uma pessoa. É impossível que seja apenas uma — Raito comentou.

Os dois haviam concluído o mesmo ao pensar melhor, sem a interferência do sono e do cansaço, sobre como a primeira vítima morreu.

Não haviam sido encontrados resquícios de qualquer tipo de drogas no organismo da mulher, o que queria dizer que ela estava perfeitamente sóbria antes de ser jogada na piscina.

— Alguém a segura e a mantém quieta enquanto outro alguém a amarra — Ryuzaki fazia gestos com as mãos, reproduzindo mentalmente a cena. E mesmo se tivessem usado uma droga que não deixasse resquícios, pelo modo como a mulher havia sido amarrada, não era possível que fosse trabalho de uma única pessoa.

— Dois envolvidos, no máximo. É pouco provável que tenha mais do que isso — Raito completou.

— Serial Killers têm um problema de confiança. Se trabalham em equipe, o que é extremamente raro, tem que ser com alguém da mais alta confiança.

— Caso contrário o parceiro seria morto em questão de dias.

— Exatamente. Ter mais de um cúmplice causa uma constante sensação de desconfiança e provável futura traição.

— Quando este é o caso, a tendência é serem pegos logo.

— Isso representa cerca de 9% dos casos apenas. A maioria prefere trabalhar sozinho.

— E é muito mais fácil achar uma pessoa de confiança do que duas.

— Além de ser bem mais fácil se livrar de uma só pessoa, caso se torne inútil.

— Mas ainda é muito pouco... — acabaram falando juntos.

Os dois pararam a linha de pensamento e se encararam por um momento, sorrindo logo em seguida.

Estavam completando as falas um do outro sem nem ao menos se darem conta disso.

Podiam estar absorvidos por aquele caso e ocupados resolvendo muitos outros durante os intervalos do dia ( Raito ficou surpreso com a quantidade de trabalho que L tinha ), mas estava muito satisfeitos.

Afinal, estavam juntos.

E isso os deixava imensamente felizes.

— Quem quer que eles sejam, parece que têm acesso a equipamentos médicos — Raito comentou depois de um tempo.

— Verdade — Ryuzaki pegou a foto que mostrava como havia sido encontrado o homem chamado Billy. Não era uma imagem nem um pouco agradável de se ver — Seria impossível abrir a cabeça dele dessa forma sem o equipamento médico adequado e... Hum? — olhou melhor para a foto.

— O que foi?

— Raito, vamos ao necrotério? — perguntou se levantando da cadeira — Quero conferir uma coisa.

Raito não falou nada, apenas foi junto.

Havia aprendido há um bom tempo que não adiantava em nada questionar.

Notas finais
Tive um momento "Criminal Minds" nesse capítulo xD

Então, olha só o que eu tava pensando: se até a metade da fic alguém conseguir descobrir da onde é essa idéia ( tem que dar o nome, seja filme, série, música, livro ou anime ), eu escrevo uma fic de presente pra essa pessoa. Eu sei que esse não é lá um grande prêmio, mas o que vocês acham?