E... de Novo
2 Mais de um
Notas iniciais
— Tem que ter um ponto em comum entre as vítimas além do nome escrito. Tem que ter... — Ryuzaki despedaçava distraidamente o pedaço de bolo à sua frente.
— Ryuzaki, quer que eu adie o encontro? — Watari perguntou.
"Encontro"? Raito olhou intrigado para o detetive, mas tudo o que ele respondeu ao senhor foi:
— Por favor, Watari. Creio que agora não seja um bom momento para isso.
O senhor assentiu e se retirou.
Raito não entendeu, mas também não perguntou.
Passaram o dia analisando tudo o que poderia ser útil, mas apesar de terem constatado algumas coisas, ainda era muito pouco para avançarem significativamente no caso.
— É mais de uma pessoa. É impossível que seja apenas uma — Raito comentou.
Os dois haviam concluído o mesmo ao pensar melhor, sem a interferência do sono e do cansaço, sobre como a primeira vítima morreu.
Não haviam sido encontrados resquícios de qualquer tipo de drogas no organismo da mulher, o que queria dizer que ela estava perfeitamente sóbria antes de ser jogada na piscina.
— Alguém a segura e a mantém quieta enquanto outro alguém a amarra — Ryuzaki fazia gestos com as mãos, reproduzindo mentalmente a cena. E mesmo se tivessem usado uma droga que não deixasse resquícios, pelo modo como a mulher havia sido amarrada, não era possível que fosse trabalho de uma única pessoa.
— Dois envolvidos, no máximo. É pouco provável que tenha mais do que isso — Raito completou.
— Serial Killers têm um problema de confiança. Se trabalham em equipe, o que é extremamente raro, tem que ser com alguém da mais alta confiança.
— Caso contrário o parceiro seria morto em questão de dias.
— Exatamente. Ter mais de um cúmplice causa uma constante sensação de desconfiança e provável futura traição.
— Quando este é o caso, a tendência é serem pegos logo.
— Isso representa cerca de 9% dos casos apenas. A maioria prefere trabalhar sozinho.
— E é muito mais fácil achar uma pessoa de confiança do que duas.
— Além de ser bem mais fácil se livrar de uma só pessoa, caso se torne inútil.
— Mas ainda é muito pouco... — acabaram falando juntos.
Os dois pararam a linha de pensamento e se encararam por um momento, sorrindo logo em seguida.
Estavam completando as falas um do outro sem nem ao menos se darem conta disso.
Podiam estar absorvidos por aquele caso e ocupados resolvendo muitos outros durante os intervalos do dia ( Raito ficou surpreso com a quantidade de trabalho que L tinha ), mas estava muito satisfeitos.
Afinal, estavam juntos.
E isso os deixava imensamente felizes.
— Quem quer que eles sejam, parece que têm acesso a equipamentos médicos — Raito comentou depois de um tempo.
— Verdade — Ryuzaki pegou a foto que mostrava como havia sido encontrado o homem chamado Billy. Não era uma imagem nem um pouco agradável de se ver — Seria impossível abrir a cabeça dele dessa forma sem o equipamento médico adequado e... Hum? — olhou melhor para a foto.
— O que foi?
— Raito, vamos ao necrotério? — perguntou se levantando da cadeira — Quero conferir uma coisa.
Raito não falou nada, apenas foi junto.
Havia aprendido há um bom tempo que não adiantava em nada questionar.
Notas finais
Então, olha só o que eu tava pensando: se até a metade da fic alguém conseguir descobrir da onde é essa idéia ( tem que dar o nome, seja filme, série, música, livro ou anime ), eu escrevo uma fic de presente pra essa pessoa. Eu sei que esse não é lá um grande prêmio, mas o que vocês acham?
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