Notas iniciais
Desculpem a demora da postagem, e que eu fiquei sem net ee.. [?]

Tinha certeza que a minha festa iria se tornar a ultima fofoca de toda aquela cidade maldita. E estava certa.

Por qualquer lugar que eu fosse era possível ouvir “Será que ela empurrou ele?”; “ Era um jovem tão bonito...”; “Aposto que ela tinha inveja da prima...”. Mais não me importava em responder. Estava perturbada demais para formular uma frase sequer. Ora leitor, você também estaria.

Mas foi uma coisa inexplicável, ele caiu e “Pof!”, morreu. Porque não tiraram as lanças?Porque ele tinha que cair? Porque tinha que ser justo comigo?

A única coisa que muitos não entendiam foi o singelo tapa que recebi da minha mãe. Lembre-se que ela se dedicou totalmente a maldita festa, e o que seria dela depois daquilo? Quem iria falar com a mãe de uma assassina? Mesmo que sendo um acidente, ela me culpou. Tenho certeza que ela seria capaz de gritar: Porque você não se jogou na frente dele? Afinal, sou apenas uma vergonha para ela.

De todas, essas duas eram as minhas menores preocupações. O que aquela frase significava?

Mas mudando de assunto, irei contar em detalhes o que aconteceu no dia seguinte.

Estava voltando da escola pelo mesmo caminho de sempre, normalmente eu me encontrava solitária, afinal, não tinha amigos. Duas quadras antes da minha casa surgiu alguém.

Era um homem alto e bem forte, parecia um troglodita, diga-se de passagem. Certamente fiquei assustada, nunca o tinha visto, e isso era bem difícil no lugar pequeno que era GrenVille. Apertei o passo e joguei o gorro por cima da cabeça, escondendo meu cabelo loiro e meu rosto.Porém, o que eu temia aconteceu. Ele me puxou pelo braço, e numa voz assustadora falou:

- Com medo garotinha? – Sorriu cinicamente. Meu coração bateu descompassado e rápido. Ótimo, agora sim minha hora havia chegado. Puxei meu braço com toda força e por sorte consegui escapar, corri como nunca. Logo ele veio atrás de mim.

E apesar de correr como louca, ele me apanhou. Apertou meu braço com tanta força que eu jurei que o pobre acabava de se quebrar.

Estava perdida, seria morta ali mesmo. Talvez seja o destino, que queria me levar no dia anterior e se enganou, e agora vinha acertar as contas. Usei minha ultimas forças para machucá-lo, mesmo acreditando que não aconteceria nada. Mais aconteceu.

No momento em que eu o mordi fui jogada uns 2 metros, e para minha surpresa bem na hora que ele olhou pra mim e gritou algumas palavras feias, um caminhão em altíssima velocidade passou e o acertou em cheio, e novamente eu só pude sentir o sangue escorrer pela minha face.

Não sabia dizer se estava agradecida ou não. Duas mortes em uma semana? Azar? Sorte?Dizia a mim mesmo que era uma coincidência, algo do destino. Mais no fundo eu sabia que tinha algo a mais.

O corpo mais parecia um porco enorme. O sangue escorria pela calçada e outra vez formou uma frase, com a mesma caligrafia.

-“Hora de mostrar a tua verdadeira face!” – Desesperada limpei a frase com minhas mãos, sujando-as de sangue e as ferindo no asfalto. Desmaiei e novamente acordei na minha cama, nua e sem vestígio algum em meu corpo.

Na manhã seguinte, no caminho para a escola, eu pude ler à seguinte manchete de jornal: “Estuprador encontrado morto”. Com a garganta seca, joguei o gorro sobre minha cabeça novamente, mais dessa vez era para esconder as lagrimas de medo.

Notas finais
Obrigado por ler ;**