E Se fosse verdade?

18 Um deus nos liberta


Notas iniciais
iaiii galera. Quanto tempo! Desculpem a demora hehe.

Primeiramente eu pensei que, assim que a gente mergulhasse no mar, a dor seria tão intensa que provavelmente um de nós morreria. Mas o nosso impacto contra a água não doeu. Pareceu até que ela amorteceu a nossa queda.

Mergulhamos na água fria. Uma centena de bolhas ao nosso redor. Eu vi o casco do navio passar bem perto do meu ombro. Fiquei tão assustado que comecei a nadar para a superfície, mas não precisei, por que uma bolha de água enorme me atirou para cima, para fora da água. Percebi que aquilo não foi um acaso. Eu mergulhei novamente, e vi Percy olhar para mim com muita raiva.

– Então quer brincar na água? – falei telepaticamente.

– Percebeu agora? – sorriu Percy.

Eu nunca lutara antes no mar. Tentei me concentrar, mas Percy era muito mais experiente que eu. Ele me empurrava para longe com uma parede de água. Eu não conseguia me concentrar. Tentei controlar a água, mas ele me fazia voar para fora.

Então fiquei com muita raiva. Concentrei-me o máximo que pude. Assim que Percy tentou me afastar para longe com uma parede de água, eu consegui para-la. Olhei para ele, e desejei que um redemoinho se formasse abaixo dele.

O mar pareceu me atender. Um funil de água começou a rodar e a rodar. Percy tentou nadar, mas eu fiz com que o redemoinho ficasse mais forte. Até que uma tromba d'água se formou, saindo do mar e se erguendo. Percy estava no meio dela rodopiando sem parar. Eu me ergui no mar. Sem perceber, eu estava em cima de uma pequena onda. Mas Percy deu o golpe final, quando veio uma onda enorme e me atingiu. Ambos caímos.

Nós poderíamos ter continuado lutando até dizer chega. Mas assim que estávamos nos esmurrando embaixo d’agua, Alguém apareceu do nada, no meio da gente, e nos separou.

– Já chega! – disse Igor.

Depois disso, eu não sei o que houve, mas eu apaguei.

***

Acordei em uma cela de prisão, o que me deixou totalmente confuso. Um minuto antes eu estava no mar, agora estava em uma prisão. Como assim?

Levantei-me com a minha cabeça doendo. Olhei para os lados, e vi outras celas de prisão. Nelas estava o restante dos meus amigos. Percy estava em uma cela ao meu lado. Ele nem sequer me olhou, o que não me incomodou nem um pouco. Eu não estava nem ai para esse bebezão.

– Como foi que viemos parar aqui? – perguntei.

– Por sua culpa. – resmungou Percy. Eu o ignorei. Só para chateá-lo, eu chamei Annabeth que estava do outro lado.

–O que estamos fazendo aqui? – quis saber. – Como viemos parar aqui?

– Bem, como pode perceber, eles nos capturaram. – disse ela infeliz.

– Mas...

– Você desmaiou logo assim que eu cheguei para impedir vocês de se matarem. – murmurou Igor. – Acho que você ainda não tem força suficiente para convocar um redemoinho e depois o transformar em uma tromba d'água.

– Ah. – eu me sentei, me sentindo péssimo pelo o que acontecera. – Quer dizer que... estamos presos aqui para sempre?

– Para sempre não. – disse Dandara. Eu nem a notei. Ela estava do meu lado direito depois do Igor numa cela. Os cabelos dela estavam assanhados e o rosto sujo. – Nós temos que sair daqui. Temos que sair. Vocês não tem nenhuma habilidade que quebrem barras de ferro?

Todos balançaram as cabeças.

– Mas, como assim? Se esses negócios de deuses gregos e monstros existem mesmo, por que não pode haver algo que quebre essas barras?

– Dandara, eu sei como você está se sentindo. – disse Annabeth calmamente. – Mas...

– Não, não sabe. Nós não viajamos até aqui só pra ficar preso numa cela estúpida. – a voz dela tremeu. Ela se sentou e colocou a cabeça nos joelhos. Todos nós estávamos decepcionados. Grover estava tocando uma musica animada na sua flauta, mas Annabeth murmurou:

– Não adianta Grover. – ele parou de tocar. Eu estava me sentindo horrível. Com fome, cansado e com o corpo trêmulo.

– Ainda não achamos Israel. – sussurrei infeliz. Pensei que ali seria o fim da nossa missão, e de tudo.

– Raphael. – disse Igor. – Sinto muito em lhe dizer isso, mas... Israel não está aqui no navio.

Eu olhei para ele.

– O quê? Como assim não está aqui?

– O procuramos por toda a parte enquanto você estava desmaiado. Se ele estivesse aqui já teria aparecido. E também, uma dracaenae falou que Luke também não esta aqui. Metade das tropas dele não esta aqui. Isso não pode ser coincidência.

– A profecia. – sussurrou Grover. – “Cinco irão para o Sul até o grande navio”. “Uma surpresa os aguardará, e do navio fugirás”.

Eu havia me esquecido totalmente da profecia. Uma surpresa nos aguardaria. Mas que surpresa? Agora eu sabia. Israel não estaria lá no navio. Senti vontade de gritar.

Nesse momento, um homem peludo entrou no lugar onde nós estávamos. Era um dos homens de Luke.

– hehe! Vocês estão se divertindo aqui? – disse ele.

– Você vai ver o que vai ser divertido. – gritou Igor. – Vou enfiar essas minhas duas espadas no seu...

– É mesmo? – riu o idiota. – Não se preocupem. Logo, logo vocês serão exterminados. Até lá, durmam um pouco.

Ele grunhiu e começou a rir, mas não por muito tempo. Uma luz vermelha brilhou intensamente no lugar. O homem peludo ficou atônito e saiu correndo da nossa sala. Quando a luz diminuiu, um homem estava de pé bem na nossa frente. Eu levei um susto.

Ele era alto, com uma cara brutal e o cabelo cortado em estilo militar. Usava um uma blusa vermelha por baixo do casaco de couro preto. Olhei para cima. Ele estava usando óculos escuros vermelhos. Ninguém disse nada, mas Percy rosnou:

– Ares.

Ele olhou para nós, e sorriu malvadamente.

– Olá novamente moleque.

– O que você quer? – disse Annabeth.

– Conversar é claro. – ele sorriu.

– Mas, espere... – falei atônito. – Você é... Ares?

O deus chegou perto de mim, e nesse momento, uma raiva cresceu dentro de mim. Fiquei com uma vontade de dar uns murros em todo mundo. Queria quebrar tudo ali, inclusive o Percy.

– Surpreso em me ver? – falou ele.

– Nossa. – falou Dandara. – Pensei que você usasse uma armadura completa, uma lança e um escudo.

– Geralmente eu ando assim... para aqueles que me desagradam. Mas eu estou aqui para pedir um favor ao nosso pequeno herói.

Ele me olhou.

– O que quer? – falei.

– Um pequeno favor seu. – ele se ajoelhou perto da minha cela. – Quero que encontre meu filho, e o salve.

Eu olhei para os meus amigos, certo de que eles ririam.

– O quê? – perguntei confuso. – Por que eu é que tenho que salvá-lo? Por que você mesmo não pode ir busca-lo?

Ele arreganhou um sorriso malvado.

– Você só pode ser mesmo irmão desse moleque imprestável. – ele apontou para o Percy. – Você vai mostrar que é outro fracote?

Eu queria esmurrar esse cara. Mesmo que fosse um deus.

– Ares – disse Annabeth. – já estamos cheios de problemas, não precisamos de mais um.

– Para provar que sou um cara gentil. – disse Ares. Ele estalou os dedos, e os cadeados das nossas celas caíram, e as barras de ferro se abriram. – Vou lhes dar uma carona é claro.

– Não queremos carona nenhuma. – grunhiu Percy.

– É. – concordei. – E além do mais... pra onde vai nos levar?

Percy olhou para mim. Saímos das celas e nos juntamos. Ares parecia se divertir com a nossa raiva.

– Vou lhes dar uma carona. Vai ser um pouco longa, e isso vai exigir muito de mim. Mas, eu sinto que esse meu filho poderá ser um grande guerreiro. Até mesmo mais que vocês moleques. Então não posso perder isso.

– Bem, então o que está esperando? – perguntei irritado.

– Mas antes tenho um pequeno desafio para vocês. – ele sorriu. – Saiam desse navio, vivos, e eu saberei que vocês são determinados e corajosos.

– Não precisamos desse seu desafio idiota. – resmungou Percy. – Por que você não volta para o seu troninho no Olimpo?

Ares rosnou. Um vento quente nos cercou. Por trás dos óculos escuros, eu pude ver chamas saindo, o que me deixou assustado.

– Não me provoque filhote de deus. A não ser que queira ser esmagado. – ele começou a brilhar. – Saiam desse navio, e conversaremos depois.

– Não olhem! – gritou Annabeth.

Desviamos o olhar enquanto Ares revelava sua verdadeira forma divina. Eu já tinha lido nos livros de historia que se você olhasse, viraria um monte de cinzas.

– Bem, e agora? – perguntou Dandara.

– Teremos que fazer o que ele disse. – falou Annabeth. – Querendo ou não.

Notas finais
iai o que acharam? mereço reviews? hehe