E Se fosse verdade?

19 Sem querer, derrubo uma idosa.


Notas iniciais
olá novamente galerinha! Novo capitulo. Ficou um pouco curto hehe, mas espero que gostem.

Concordamos que Annabeth era quem devia sair primeiro. Ela não gostou nada disso, mas como era ela quem tinha o boné de invisibilidade, a pressionamos para que fosse à frente e nos avisasse de alguma coisa.

Relutante, ela colocou seu boné e saiu. Depois de alguns minutos ela nos chamou para irmos adiante. Todos nós estávamos preparados para qualquer coisa ou qualquer ataque.

Ares devia estar brincando com a gente. Eu nunca havia visto um deus da guerra antes, e não gostei nem um pingo de ter tido essa oportunidade. Annabeth ia nos direcionando pelo o navio. Um momento, um cão infernal passou bem perto de nós. Annabeth nos empurrou para dentro de uma porta ao nosso lado.

Eu sabia que não poderíamos continuar dessa forma. Em algum momento teríamos que correr para sair dali. Mal conclui esse pensamento, um gigante lestrigão nos olhou de relance, e depois olhou de novo para ver se estava certo. Ele rosnou e avançou para cima da gente. Puxei a antena do meu celular, mas Dandara o fez virar poeira com a sua flecha. Infelizmente, isso atraiu a atenção dos outros monstros.

– Só lembrando – murmurou Igor. – você causou isso.

E corremos. Lanças e flechas passavam por nós rapidamente. Percy olhou para trás.

– Esperem! Cadê Annabeth?

– Estou aqui. – disse ela, e tirou o boné da cabeça. – Vamos, corram.

Desviamo-nos de turistas e garçons com bandejas. Em um momento, acabei derrubando, sem querer, uma senhora de bengala.

– Ah, seu selvagem! – berrou ela caída no chão. – Seu covarde, me ajude a levantar!

Eu voltei para ajuda-la. Rapidamente peguei a mão dela e levantei-a, mas vários monstros estavam correndo atrás de nós. Meu coração disparou e eu corri, mas esqueci que a senhora precisava de sua bengala para andar, então ela caiu novamente no chão.

– Me desculpe, eu... não posso. – gritei pra ela. – Sinto muito!

– Selvagem! Atrevido! Mal criado! – ralhava ela.

– Vamos logo! – ofegou Percy. – Podemos escapar com a ajuda da garrafa térmica não é? Está com ela?

Ele olhou pra mim. Acho que ele havia esquecido a nossa briga. Mas aqueles olhos verdes abriu um buraco em meu peito.

A garrafa térmica. Eu tinha recebido ela de Hermes, segundo Percy havia me dito, e que ela nos ajudaria em ocasiões como essa. Mas... eu não tinha nenhuma garrafa térmica. Não tinha nenhuma garrafa. Só se... eu tivesse esquecido ela no Acampamento Meio-Sangue.

– Está com ela? – perguntou Percy. Eu olhei pra ele atônito. – Eu não estou acreditando... Não. Você... Não trousse a garrafa?

– Foi mal. – tentei me desculpar. – Mas eu me esqueci no Acampamento.

– Ah! Ótimo! – resmungou Percy. – E agora, como vamos sair?

– Precisamos de um bote. – disse Annabeth.

– Tem bote para todo lado! – gritou Grover. – Peguem qualquer um.

Descobrimos um bote e o ajeitamos para nós subir. Uma dracaenae lançou uma lança e quase atingiu Grover.

– Vou ter que atrasa-los. – disse Percy. – Vocês ajeitem o bote, rápido!

– Eu também vou! – falei.

– Nós vamos! – corrigiu Igor.

Juntos, atacamos.

Eu não sabia que havia semideuses a bordo do navio. Por isso, quando vi vários deles vindo em minha direção, fiquei totalmente confuso.

Percy desviava-se de varias laminas e escudos de monstros, enquanto eu estava lá parado.

– Raphael, venha! – gritou Igor.

Eu me refiz da surpresa e ataquei. Um cão infernal pulou sobre mim e me derrubou no chão. Seus caninos enormes estavam a centímetros do meu rosto. Peguei minha espada e cravei a lamina ao seu lado. O pobre cão se reduziu a pelos.

Levantei-me, e na mesma hora um machado de um ciclope quase me parte ao meio. Rolei para o lado e atingi suas pernas.

– Rápido! – gritei para Annabeth.

– Estou indo. – disse ela. Grover cortava as cordas que prendiam o bote. Dandara ajudava-nos atingindo cada monstro com sua flecha.

– Venham! – gritou Annabeth. – É só jogar o bote pronto!

Bloqueei uma espada de um semideus e lhe empurrei. Não queria mata-lo. Igor avançava com suas espadas, fazendo um arco de destruição.

– Vão! – disse Percy. – A gente encontra vocês.

– Como? – perguntou Annabeth.

– Não se preocupe, vá!

O bote já estava fora do navio sustentado por algumas cordas. Grover cortou as ultimas e o bote despencou no mar.

– Agora, vamos! – gritei, e corri em direção à amurada do navio. Igor socou uma dracaenae e correu em minha direção. Percy ainda estava lá.

– Percy! – berrei. – Vamos, logo!

– Matem eles! – berrou um ciclope.

Por impulso, eu me joguei do navio em direção ao mar. Enquanto caia pensei: O que eu fiz? No minuto seguinte centenas de bolhas estavam ao meu redor. Cheguei à superfície. Vi Igor e Percy se jogarem e caírem bem ao meu lado. Lanças e flechas atingiam a água perto da gente.

– Vamos! – disse Percy. Mergulhamos e nadamos em direção ao bote, que estava a poucos metros dali.

– Venham! – chamava Grover. Ele nos ajudou a subir no bote. O homem peludo chamado Oreios, rugia do barco contra a gente. Dandara apenas o olhou com raiva e atirou uma flecha certeira que o atingiu no peito. Logo os rugidos cessaram.

– O que estão esperando? – falou Dandara. – Remem.

Ela estava com um humor muito estranho desde que fomos presos. Eu não sabia o que estava acontecendo com ela.

– Se nós tivéssemos a garrafa térmica – murmurou Percy. – Já estaríamos bem longe.

Fingi que não escutei. Estava mais preocupado em sair logo de perto daquele navio. Remamos e remamos. Bem... não remamos exatamente. Como não tínhamos pegado os remos, estávamos usando nossos poderes para controlar a água. Foi um pouco difícil, mas como havia três filhos do deus do mar, conseguimos fazer o bote sair navegando.

– Onde está Ares? – perguntei. – Ele disse que se saíssemos do navio, nos daria uma carona.

– Do jeito que ele é – resmungou Percy. – duvido que ele apareça.

De repente, um brilho luminoso surgiu na nossa frente, pairando sobre as águas.

– Alguém duvidou que eu aparecesse? – disse Ares com um sorriso malvado. Percy bufou.

Ele estava flutuando sobre a água, á nossa frente. Fiquei impressionado, mas não o suficiente para ficar admirando aquilo.

– Pronto. Saímos do navio. Agora é a sua vez. – falei.

– Bem, bem... vocês conseguiram não ser mortos. Uma pena. – ele riu. – Como disse antes, isso vai exigir muito de mim. Se eu não me preocupasse com esse meu filho, eu não gastaria minhas energias com vocês pirralhos tolos.

Cerrei meus punhos. Ele estava me deixando com raiva. Para mostrar que eu não tinha medo dele, disse:

– Soube que o Percy lhe furou no seu calcanhar quando tinha doze anos. – sorri. – Se até uma criança com doze anos pode fazer isso com você... imagine alguém com quinze anos.

Ares arreganhou um sorriso do mal. Percy deu uma risadinha.

– Meninos, parem! – disse Dandara. – Senhor Ares, ficaríamos muito gratos com a sua ajuda.

– Sim, muito gratos. – disse Percy sorrindo.

Ares começou a brilhar. Tive um medo tremendo. E se ele fosse revelar sua verdadeira forma? Mas quando olhei para as minhas mãos, elas estavam brilhando também. Todo o meu corpo estava brilhando. Assim também como os dos meus amigos.

– O que está havendo? – disse Dandara. Ares ergueu os braços. Seu rosto estava com uma expressão de dor.

Olhei para trás, para o navio, e ouvi um grito que me deixou apavorado. Era o grito da minha mãe, pedindo por socorro. Meus coração congelou.

No momento em que eu ia pular do bote, cinco colunas de luz nos cercaram individualmente. Um zumbido se ouvia. E em um segundo, tudo desapareceu.