E Se fosse verdade?

40 Recebo uma visita inesperada


Notas iniciais
Iaaiiii galeraa!! oo/ Quanto tempo. Me desculpem por demorar para postar, mas é que, novamente, minha CPU teve que ser levada para consertar. Sim, de novo. Eu sei, eu odiei isso. Maass... estou de volta! ^^ Então, aproveitem o capitulo. Boa leitura. o/

Na manhã seguinte, acordei com alguns murmúrios e conversas perto da porta do meu chalé.

Abri os olhos, achando estranho toda aquela movimentação. Me espreguicei, sentindo-me ótimo por dormir mais uma vez em uma cama, e depois prestei atenção aos que eles falavam.

­— O que será que eles fizeram? — perguntou um garoto.

—... Então não pode ter acontecido isso. — murmurou a voz de uma menina.

— Será que eles se mataram? — perguntou outra garota.

Franzi a testa. A curiosidade estava aumentando cada vez mais. Tentei me levantar, mas senti uma dor bem no meu lado. Olhei, e vi um pano branco amarrado a minha cintura, em cima do local da ferida. Eu quase havia me esquecido do que tinha acontecido ontem.

Luke havia me atingido com a sua espada, e ia matar o Percy quando eu o acertei bem no seu ponto sensível. Depois disso, com a ajuda de Igor, o jogamos para fora do chalé bem quando as Harpias estavam sentindo o cheiro de "campista-desobediente-fora-do-chalé.”.

Após isso, Percy pegou um pano úmido e o amarrou em minha cintura para tentar parar o sangramento no meu lado. Só então nós dormimos.

Alguém bateu na nossa porta, me tirando de meus pensamentos sobre a noite anterior. Andei até ela e a abri.

Assim que abri a porta, uma multidão de campistas estava a minha frente. Eles recuaram assustados quando me viram abrir a porta. Olhei para eles confuso.

— Oi?

Ninguém respondeu.

— O que houve?

Nenhuma resposta.

Já estava me sentindo envergonhado com tanta gente olhando para mim, quando eu olhei para baixo, e um arrepio percorreu o meu corpo.

A grama perto da porta do chalé estava tingida de vermelho. Pedaços de roupas estavam espalhados por toda a parte. Um pedaço de um dedo estava perto da janela.

— Ah meu... — olhei para o lado, e recuei atônito. O lado de fora da porta estava salpicado de sangue seco.

Aquelas Harpias são mesmo selvagens. Pensei.

— Raphael?

Olhei para cima, e vi Israel.

— O que aconteceu? — perguntou ele.

—Hã... Eu não sei. — menti.

Atrás de mim, Percy bocejou, desceu do beliche, e veio até mim. Olhou para a multidão e franziu a testa.

— Por que todo mundo está aqui? É meu aniversário?

— Olha para o chão. — murmurei.

Ele olhou.

— Pelas barbas de Poseidon.

Os campistas começaram a sussurrar uns para os outros.

— O que vocês fizeram? — perguntou alguém entre a multidão.

— Não fizemos nada. — falei.

Alguém atravessou a multidão de curiosos.

— Por que tem tanta gente aqui? — perguntou Annabeth.

Percy sussurrou em meu ouvido:

— Não podemos contar nada a eles.

— Eu sei. — sussurrei de volta.

— Então inventa alguma desculpa.

— Eu? Inventa você.

— Percy. — chamou Annabeth. — O que aconteceu aqui?

Ele olhou para ela.

— Hã... Eu não sei. Quando eu vi, isso já estava assim.

— O que está havendo aqui? — perguntou Quíron abrindo espaço por entre os campistas.

Ah, pra variar, Pensei.

— Quíron, podemos falar sobre isso na Casa Grande? — sugeri.

Ele me olhou meio confuso.

— Claro. Bem, bem, todos vocês de volta as suas atividades normais.

Os campistas se dispersaram. Quíron colocou a mão em meu ombro.

— O que realmente aconteceu aqui?

— Por favor. — murmurou Israel. — Me diga que isso que está no chão é ketchup.

— Acho que não. — respondi.

— Pois bem. — suspirou Quíron. — Se troquem, comam e depois falamos nisso.

***

Quando todos estavam na Casa Grande, Quíron perguntou:

— Então, como aquilo aconteceu?

— Bem, foi assim: Ontem, depois daquela nossa reunião, fui para o chalé 3. Mas de repente, a ponta de uma espada encostou-se a minha garganta.

— Parece uma picada de abelha, não é? — interrompeu Igor. — Isso já aconteceu várias vezes comigo. Eu me lembro de uma vez...

— Continuando. — murmurei. — Ai, quem estava junto comigo dentro do chalé era Luke.

— Luke? — Annabeth franziu a testa.

— Sim, Luke.

— Mas como ninguém o viu entrando? — perguntou Igor.

— Não sei. Mas ele me enforcou contra a parede, e me atingiu bem aqui.

Apontei para a minha ferida.

— Então Luke esteve aqui ontem. — Quíron alisou a barba.

— Pois é, e se eu não estivesse lá, o Raphael teria virado picadinho. — murmurou Percy.

— Então o que é aquela mancha vermelha na grama e na porta? — perguntou Annabeth.

— É sangue. — respondeu Igor como se fosse normal. — É que eu estava fugindo daquelas coisas horríveis ontem, ai pegamos Luke e o jogamos para fora e fechamos a porta. As Harpias fizeram o resto.

— Meus deuses, que horrível. — disse Annabeth fazendo uma careta.

— Isso não foi uma atitude sensata. — censurou Quíron. — Mas o importante é que vocês estão bem. Agora, venha Raphael, que eu vou cuidar do seu ferimento. Os outros podem ir embora.

***

Após isso, fiquei andando pelo o acampamento observando tudo ao redor. Tudo estava de volta ao normal. Nenhum monstro para nos atacar. Mas eu sabia que lá fora do acampamento ainda havia mais e mais monstros nos esperando para nos comer no almoço.

Olhei para cima, e vi alguns campistas em cima de pégasos sobrevoando os campos de morango. Annabeth havia me dito que amanhã eu iria aprender a montar e a voar em um desses cavalos-alados.

Observei os campistas que trabalhavam para reconstruir os chalés destruídos. Fiquei tentado a ajudar, mas de repente fiquei com preguiça. Vai saber por que.

Procurei alguém com quem conversar, mas todos os meus amigos estavam em suas atividades de treinamento.

— Oi! — disse alguém atrás de mim.

Virei-me e vi uma menina vindo em minha direção. Senti que eu a conhecia.

— Oi. — falei. — Quem é você?

— Sou eu, Cybele.

— Ah.

Havia me esquecido completamente. Era a garota que ficou com a gente quando o Manticore nos atacou em Virginia. Depois disso, nós a enviamos para cá através de Blackjack.

— Ah, sim. Eu lembro. — falei. — Hã... Então, como você está?

— Bem. — respondeu. — No inicio eu fiquei apreensiva com esse lugar, mas o diretor de atividades foi bem simpático comigo. E... Eu fui... Como se diz? Aclamada? Aprisionada?

— Reclamada?

— Isso. Eu fui reclamada como filha de Deméter.

Ela franziu a sobrancelhas.

— Isso ainda é estranho. Mas agora está explicado por que eu ficava mais a vontade na natureza. E por que eu fazia algumas coisas absurdas.

— Pois é.

— Olha só quem está de volta.

Olhei para trás e me deparei com Clarisse.

— Bem, eu já vou. — murmurou Cybele. — Foi bom ver você... Hã...

— Raphael.

— Isso. Tchau!

Clarisse chegou e cruzou os braços.

— Então o metido a Herói voltou vivo? — sorriu ela com desdém.

— Pois é. — assenti. — Por quê? Está alegre com a minha volta?

— Você nem faz ideia. Agora tenho alguém com quem importunar.

— Oh, que interessante. — coloquei a mão no queixo.

— Mas, soube que meu pai ajudou na sua missãozinha. — resmungou ela. — Então... Deixarei você ter um pouco de paz.

— Obrigado! — sorri, fingido estar emocionado. — Eu não podia viver em paz sem você deixar. Eu lhe agradeço.

Ela me deu um ultimo olhar de desprazer e saiu.

***

Ao entardecer, eu estava andando sozinho pela a praia do acampamento, depois de quase morrer no muro de escalada. Annabeth escalou com agilidade, mas se ela não tivesse me dado à mão para ajudar, eu teria virado Raphael em pó.

Inspirei fundo. O cheiro da maresia era confortante. Fazia-me sentir paz e tranquilidade. Quando de repente alguém falou:

— É bom ver que você também sente isso.

Eu me assustei e olhei para trás.

Havia um homem sentado na areia da praia. Ele era alto com um corpo bem atlético. A pele era bronzeada e os olhos verdes. Os cabelos eram pretos e a barba também. Usava um short claro da altura dos joelhos, e uma camisa com estampas de coqueiro e papagaios.

Na mesma hora fiquei em alerta. Saquei meu mini celular. O homem simplesmente riu.

— Tenha calma, garoto. Eu não sou um monstro.

— Quem... Quem é você?

Ele fez aparecer um tridente enorme em sua mão.

— Sou Poseidon.

Meu coração deu uma tremida. Aquele era Poseidon? Como assim? Eu fiquei totalmente confuso.

— Você é...? Mas...

— Você está confuso? — perguntou.

Ele me convidou para se sentar ao seu lado.

— Eu sei que você não me imaginava assim.

— Acertou.

— Mas é assim que eu gosto de aparecer.

— Então... Você e... Minha mãe...

Eu juro. Juro que tentei. Eu tentei com toda a força. Mas eu não consegui ficar sem imaginar ele e minha mãe juntos na cama.

— Por falar em sua mãe, ela está de volta a sua casa.

— O quê? — exclamei. — Como assim?

— Eu a salvei de dentro do navio de Luke. — disse ele. — No momento das explosões.

Fiquei sem fala. Fiquei sem saber o que dizer. Minha mãe estava viva, e estava em casa. Mal podia acreditar. Olhei para Poseidon, e eu soube o que eu devia dizer.

— Obrigado.

Ele sorriu.

— Eu fiz outra coisa também. Quando vocês estavam no Brasil, eu fiz com que vocês conseguissem entender os seus amigos de lá. Bem, ia ser muito difícil se eu não tivesse feito isso. Vocês não conseguiriam se comunicar.

Eu fiquei perplexo.

— Então... O Stefferson e o Marcos não fizeram curso de inglês? Foi você quem...

— Não, não. — ele balançou a cabeça. — Eles de fato aprenderam a língua daqui. Agora os outros não.

Uma onda veio até os nossos pés. Eu estava me sentindo bem. Não sei por que, mas estava gostando de ficar ali com Poseidon.

— Oi? — disse alguém.

Virei-me e vi Igor.

— Olá filho. — saldou Poseidon. — Sente-se conosco.

— Filho? — perguntou Igor.

— Bem, este é Poseidon. — apresentei.

Igor arregalou os olhos.

— Hã...

Um trovão ecoou.

Poseidon suspirou e se levantou, batendo a areia do short.

— Bem, Zeus está me chamando. Tenho que ir. Foi bom estar com vocês. E Raphael... Cuidado com o que vem pela frente.

— O quê?

Ele se transformou em água, e foi levado pelo o vento.

— Nossa! — disse Igor impressionado. — Aquele era o nosso pai?

— Eu também achei estranho. — murmurei. Fiquei fitando o horizonte, pensando em mil coisas. Depois olhei para Igor. — Venha, vamos para o pavilhão. Ouvi dizer que vai ter pizza hoje.

Igor gritou: Uhhuu! E juntos, fomos para o pavilhão.

Notas finais
Qualquer erro que achar, pode avisar. ;) Até o próximo capitulo!