E Se fosse verdade?
14 Mato uma Jardineira
Notas iniciais
– Vamos! – gritou Annabeth, quando o nosso ônibus finalmente havia chegado.
Tínhamos esperado a manhã inteira e nada de ele chegar. Mais pessoas se juntavam a nós na parada de ônibus. Para variar, o céu estava ficando nublado e escuro, ameaçando chover.
Quando o ônibus finalmente chegou, o caos foi total. Todos queriam entrar de uma vez. Grover e eu estávamos sendo espremidos no meio da multidão. Percy pegou a mão de Dandara e a puxou para dentro do ônibus.
– Socorro! – gemeu Grover no meio de várias pessoas.
– Pegue na minha mão. – falei. Estendi meu braço para ele, mas era tanto empurra-empurra que tive sorte de o meu braço não ser deslocado. Grover estava ficando totalmente espremido, quando ele gritou:
– Chega! – ele tirou seus tênis converse, e seu casco de bode apareceu. – Vejam isso!
No momento em que ele ergueu sua perna peluda, as pessoas que estavam ao redor dele gritaram de medo e correram.
– Existe um mutante entre a gente! – berrou um enquanto corria.
– Eu sabia que existiam ETs! – gritou uma mulher.
Grover suspirou aliviado.
– Bem melhor.
– Vamos, antes que o ônibus saia! – puxei a mão dele e entramos no exato momento em que as portas se fecharam.
Grover colocou de volta seus tênis. Sorri para ele e disse que foi uma boa ideia.
Passamos um dia e meio viajando de ônibus, e meu estômago não gostou muito. Nesse um dia e meio, tive somente um sonho, o que achei muito ainda.
Sonhei que estava de volta ao navio de Luke. Aquele não era o meu lugar preferido para passar as férias, nem para sonhar, mas fiquei um pouco aliviado de estar de volta, pelo menos eu poderia ver o que estava acontecendo com Israel.
Estava de noite. O navio estava um pouco iluminado. Andei procurando Israel por toda a parte. Cada vez que um monstro passava, eu me escondia. Atrás de uns botes, de um guarda-sol. Mas eles pareciam não me ver. Mesmo assim não relaxei. Andei e andei, até ouvir uns risos monstruosos vindos a minha direita. Caminhei ate lá. Quanto mais me aproximava, mais medo sentia.
Olhei para baixo, para os sons que vinham de lá, e meu coração deu um salto.
Havia um circulo de monstros misturados com garotos normais de armadura. E Israel estava lá, no meio do circulo, com mais alguns garotos. Todos com uma expressão de medo e pavor. Um jovem estava ajoelhado no meio, e Luke, o cara filho de Hermes, estava em pé ao lado dele. Ele sorriu e disse:
– Você vai passar para o nosso lado? Aceita se juntar a nós para dar um fim ao Olimpo e aos deuses? Ou deseja viver como um animal?
O garoto olhou para cima. Sua expressão era de raiva.
– Não aceito! – ele gritou. – Não sei quem são vocês. Por que não me deixam em paz?
Luke riu.
– Que pena semideus. – ele se virou para o restante dos garotos. – Isso é o que vai acontecer se vocês não escolherem se aliar a nós. – Ele chamou um cão infernal. – Pode se alimentar.
O cachorrão preto rosnou perto da cabeça do garoto, e numa mordida, ele a arrancou. O sangue se derramou pelo chão completamente. O corpo do jovem semideus ficou caído no chão. Os monstros gritavam e rugiam de prazer. Israel e os outros garotos recuaram de medo, mas uma dracaenae os empurrou para frente.
Eu fiquei tão apavorado que saí dali correndo. Olhei para trás, e por azar, tropecei em algo e caí do navio. A água negra do mar veio em minha direção velozmente.
– Ah! – acordei com um salto.
– Aaaaa! – gritou Grover.
– O que foi? – gritou Dandara.
Os passageiros do ônibus nos olhavam seriamente.
– Ele me assustou. – disse Grover.
– O quê? – eu disse. – Eu estava tendo um pesadelo horrível!
– Mas me assustou.
– Tudo bem. – disse Dandara. – Chega. Veja o que fizeram, acordaram o restante das pessoas.
Fiquei em silêncio. Não queria dormir mais. Aquele sonho terrível me desesperava. Lembrei-me de quando eu era pequeno, quando eu tinha sonhos ruins. Minha mãe vinha, e me abraçava com força, e dizia que tudo estava bem. Ela passava a mão em minha cabeça, e cantava enquanto eu dormia.
Senti muita saudade dela nesse momento. Será que eu voltaria a vê-la? Eu estava indo para outro país, e ela, em nossa casa sozinha. Tive vontade de chorar. Queria voltar até ela.
***
Finalmente, nossa viajem chegou ao fim. Estava louco para sair daquele ônibus. Descemos e fomos à procura de algo para comer. Não comemos nada durante a viagem. Verifiquei a sacola da Vovó-Fúria. Havia pouco dinheiro sobrando, não dava mais para uma viagem.
– Gente. – falei. – Se formos comer, não teremos mais dinheiro. Vai acabar de vez. Tem certeza de que precisamos comer?
Percy olhou pra mim.
– Se você quer ficar só o osso por não comer, fique só. Eu prefiro comer.
– Hã... desculpa ignorante. – murmurei.
– Ignorante? Você é que faz perguntas bestas.
– Igualmente.
– Meninos! – disse Annabeth. – Da pra parar?
Olhamos para ela. Quando Annabeth falava, todos ouviam. Acho que é por causa do jeito que ela fala. Com firmeza. Mas outra coisa fazia com que eu desse atenção a ela. Eu não sei por que, mas... eu estava começando a gostar dela. Gostar realmente. Mas eu não poderia falar isso pra ninguém. Não queria que alguém soubesse que eu estava afim de Annabeth, Hã... não foi isso que eu quis dizer.
– Estou vendo um restaurante no fim da rua. – disse Dandara.
– Graças aos deuses. – murmurou Grover. – Já estava morrendo de fome.
– Tomara que lá não tenha outra garçonete abusada. – resmungou Percy.
– Vamos. – chamou Annabeth. – Vamos comer.
***
– Ainda estou com fome. – reclamou Dandara.
Tínhamos comido naquele restaurante pensando que a comida fosse boa, mas ficamos decepcionados quando pedimos uma pizza. Ela era bem fininha, e com pouco recheio. Comer aquela pizza foi o mesmo que comer o vento. Não senti nada de diferente.
– Pelo menos a gente comeu. – Falei.
– Ótimo. Agora como vamos chegar à Flórida? – disse Grover. – Sem dinheiro, e sem carona...
– Temos que dar um jeito. – interrompeu Dandara. – Não podemos ficar de braços cruzados.
Percy descruzou seus braços.
– Hehe. – ele sorriu.
– Afinal, onde estamos? – perguntei, me sentindo totalmente perdido.
Annabeth olhou ao redor. Parecia que ela estava tentando detectar alguma coisa.
– Acho que estamos na Geórgia. – ela apontou para um enorme edifício branco, com uma cúpula no alto. Em cima dela havia uma estátua que eu não pude distinguir muito bem. Parecia uma mansão de um ator famoso. Com janelas compridas por toda a parte.
– O que é isso? Alguma casa de um ator famoso? – perguntou Percy.
– Não. – disse Annabeth. – Isso é o capitólio da Geórgia. É muito lindo. – disse ela com os olhos brilhando.
– Bem, isso vai resolver na nossa viagem? – resmungou Percy. Annabeth olhou para ele.
– Vamos passear um pouco. – murmurou Dandara. – Se nós formos entrar em outro ônibus, acho que vou passar mal.
– Concordo com ela. – disse Grover. – Vamos dar uma volta por ai. Observar coisas interessantes.
Nós concordamos.
Fomos andando pelas ruas de Geórgia observando cada prédio e hotel. O céu estava tão nublado e escuro, que parecia que estava anoitecendo. Eu me impressionava com cada edifício que via. Estavam todos iluminados. Alguns com luzes piscando, outros tão grandes e compridos que eu sentia tontura só de olhar para cima.
Passamos por um lugar estranho que eu nem sabia o que era. Por sorte, tínhamos Annabeth, que falava e nos contava sobre fatos e historias da cidade e de construções antigas. Por azar, começou a chover. Uma chuva pesada e forte. Fomos correndo loucamente a procura de abrigo.
Depois de alguns minutos correndo e escorregando em asfalto molhado, encontramos uma construção baixa e antiga onde, por incrível que pareça, havia um belo jardim, decorado com vários anões de plástico. Havia flores muito bonitas e com um aroma indescritível. Havia também aquelas bolas de vidro de jardim que as pessoas colocam.
A chuva caía torrencialmente lá fora. Adentramos mais ao lugar em que estávamos.
– Olá? – disse Grover. – Tem alguém aqui? – Nenhuma resposta. Percy colocou sua mão em seu bolso, onde estava contracorrente. O ambiente estava silencioso quando Dandara exclamou:
– Olhem!
Ela apontou para o fundo do local. Havia um tipo de armazém. A porta estava aberta, e um cheiro de Hambúrguer veio em nossa direção. Respirei o ar com gosto. Percy lambeu os lábios. Dandara passava a mão na barriga.
– Isso é cheiro de... – sussurrei.
– Sim. – disse Percy. – Comida gordurosa.
– Vamos lá! – chamou Dandara indo em direção ao armazém.
– Espere! – sussurrou Annabeth para Dandara. – Vamos fazer um teste para ver se não há ninguém aqui mesmo.
– Que tipo de teste? – perguntou Percy.
Annabeth pegou um dos anões do jardim e jogou no armazém. O coitado do anão entrou pela janela. Só ouvimos o barulho de coisas caindo e se quebrando. Esperamos uns minutos. Ninguém apareceu.
– Não tem ninguém. – falei. – Se tivesse, já teríamos visto. Vamos logo comer.
Entramos no armazém. Estava uma bagunça, mas no fundo dele havia um balcão e uma mesa com batatinhas fritas, cheeseburger e Milk-shakes. Achei estranho. Quem faria isso tudo e deixaria na mesa sem nem ter comido?
Sentamo-nos, e começamos a comer. Estava uma delicia. Enquanto isso, Grover comia o papel encerado.
– Cara. – disse eu de boca cheia. – Como você consegue comer isso?
– Hum... é uma delicia. Muito mais gostoso do que isso que vocês comem.
– Só sendo um sátiro mesmo pra comer isso. – riu Dandara.
De repente ouvimos um barulho. Alguma coisa se arrastando no lado de fora do Armazém.
– O que foi isso? – falei.
Crack! Alguma coisa havia se quebrado.
– Eu sabia que havia alguém aqui. – sussurrou Annabeth. Um ruído veio de algum lugar. Percy tirou a tampa de sua caneta.
– Vou ver o que é. – disse ele, e foi para a porta do armazém. Dandara armou seu arco. Peguei meu mini celular. Percy andou mais um pouco, e alguém apareceu do lado dele.
– Percy cuidado! – gritei. Ele desferiu um golpe para o lado. Ouviu-se um grito agudo, e depois uma voz dizendo incrédula:
– O quê? Meu Deus! Como você é louco? – era a voz de uma garota. Percy recuou.
– Ahn... me desculpe, eu... queria...
– Me matar? – gritou a garota. – Bem, felizmente pra mim, e infelizmente pra você, não deu certo. Você sempre anda armado? E o que é que você está fazendo aqui?
Percy ficou sem saber o que dizer. Saímos ao encontro deles.
– Opa! Calma ai. – disse Annabeth. – Foi um mal entendido.
A garota olhou para ela. Tinha os olhos claros e cabelos também claros. Pele parda e estava vestindo calça jeans e uma blusa regata rosa.
– Ah, ta certo. Ele querer me matar foi um mal entendido? Não. Foi um Péssimo entendido. – Ela estava tremendo e ao mesmo tempo irritada. Não sabia por que. Ela olhava ao redor muito nervosa.
– Está tudo bem? – perguntei. Ela me olhou com raiva, mas depois relaxou.
– Não, não está. Por favor, me ajudem! – ela estava em pânico. Sua expressão era de medo absoluto.
– Calma. O que houve? – perguntou Annabeth.
– Sigam-me! – ela correu em direção ao fundo do jardim.
– Espere! – gritei.
Juntos, corremos atrás dela. Na medida em que nós adentrávamos mais o local, mais coisas apareciam. Havia estátuas por toda a parte, e de todo o jeito.
Vi uma em que um homem estava com os braços abertos e sorrindo. Outra em que estava um grupo de pessoas posando para uma foto. Eu fiquei me perguntando: Quem será que fez essas estátuas? Quem as esculpiu? Elas eram incríveis. Todas bem feitas com os detalhes perfeitos.
Aproximei-me de uma estátua e fiquei observando. Parecia que a pessoa mesmo havia sido transformada em estátua.
– Hã... – fez Percy. – Eu estou com um pressentimento ruim.
– Eu digo o mesmo. – murmurou Annabeth.
A garota que a gente seguia, estava tremendo e ofegante.
– Me ajudem! – ela implorou. – Eu estava aqui com a minha mãe vendo as estátuas. A mulher desse jardim nos disse que poderia fazer uma estátua de nós duas para colocar em nosso jardim. Mas antes tinha que tirar uma foto.
Ela soluçou.
– Então, fomos para cá para tirarmos a foto. Mas quando ela estava tirando seu véu da cabeça, apareceram cobras. Eu gritei e corri, mas minha mãe ficou paralisada no lugar. Quando eu voltei, a mulher havia sumido, e minha mãe – ela apontou para uma estátua do seu lado. – estava assim.
Ela chorou, pondo as mãos no rosto. Eu estava atônito. Sentia muita pena daquela menina.
– Ah meus deuses, eu sabia que esse lugar era estranho. – tremeu Annabeth. – Rápido, venham! Vamos sair daqui!
– Estou com você! – disse Percy.
– Esperem. O que está acontecendo? – falei. Quando de repente, alguém apareceu na porta do jardim. Percy e Annabeth pararam. Dandara mirou com sua flecha na estranha pessoa.
– Que bom. – disse uma voz feminina, andando em nossa direção. Tinha um véu preto cobrindo toda a cabeça – Mais visitantes. Bom trabalho garota.
– É ela! Socorro! – a menina agarrou o braço de Grover.
– Quem é você? – perguntei.
– Você logo irá descobrir. – disse a mulher. Ela olhou para Percy e Annabeth. – Vocês de novo? Ótimo! Assim poderei me vingar.
Ela riu cruelmente. Percy sacou sua espada.
– Para trás, ou eu corto sua cabeça outra vez.
– Vamos ver. – disse ela, e ergueu as mãos para tirar o véu da cabeça.
– Não olhem! – gritou Annabeth. Todos nós desviamos o olhar enquanto ela arrancava seu véu. Sons sibilantes de serpentes apareceram. Forcei-me a não olhar. Agora eu sabia quem era a tal mulher.
– É a medusa! – gritei.
– Não acredito! – disse Dandara. – E agora, como vamos vencê-la?
Os sons ficaram cada vez mais perto.
– Olá novamente Perseu Jackson. – disse a medusa. Ela riu. – Que bom vê-lo!
Do meu lado, Grover sussurrou:
– Olhe, eu posso distraí-la. Assim que eu fizer isso, salve os outros e saia daqui.
– Mas e você? – perguntei.
– Eu vou ficar bem. Apenas faça isso!
Ele se dirigiu a medusa.
– Ei! Está sentindo falta das galhadas que eu lhe dei? – ele riu. – Se quiser, eu posso fazer isso de novo.
A Medusa rosnou.
– Quer bancar o herói sátiro. – os sons de serpentes estavam agora bem perto. – Por que não abre o olho? Vai ser tão bom para mim.
– Agora! – gritou Grover. Eu saí correndo com os olhos ainda fechados e por azar, esbarrei em uma estátua. Abri os olhos e vi Grover com os olhos ainda fechados dando um chute na canela da Medusa. Ela berrou, e Grover a empurrou para o chão.
– Vão! – gritou ele. Percy pegou o braço de Dandara e a puxou. Annabeth tentou puxar o braço da menina, mas a medusa derrubou ela no chão com uma rasteira.
– Não abra os olhos! – gritou Annabeth, mas foi tarde demais. A menina abriu os olhos com a medusa em cima, e em um instante, se transformou em estátua.
– Não! – gritou Grover. Ele pegou uma bola de vidro do jardim, e a jogou nas costas da medusa.
– Aaarrgghh! – berrou ela.
– Corram! – gritou Annabeth para nós.
A Medusa levantou-se e avançou. Fomos para dentro do armazém, e nos escondemos. Annabeth e eu entramos num lugar apertado onde havia uma porção de caixas de papelão. Fechamos a porta. Ficamos em silêncio. Dava para ouvir nossa respiração. Escutei os passos da Medusa ecoando dentro do armazém.
– Se ela abrir a porta – sussurrou Annabeth para mim. – Vamos nos jogar contra ela. Entendeu? Vamos derrubá-la.
– E se ela nos matar? – perguntei tremendo. – Não podemos nem olhar para ela. Como vamos derrota-la?
– Estou ouvindo. – sibilou ela em frente a nossa porta. Fechamos nossos olhos, abrimos a porta, e nos jogamos totalmente contra a Medusa. Os três, Annabeth a Medusa e eu, fomos ao chão. Eu tentei me levantar mas ela cravou suas garras na minha perna. Eu gritei de dor.
– Você não vai escapar de mim. – rosnou ela. A cabeça dela devia estar próximo da minha perna, por que as pequenas serpentes de seu cabelo me mordiam constantemente. Peguei meu mini celular e puxei a antena. Pude sentir a transformação do celular para uma espada. Minha perna estava latejando, e pude sentir o meu sangue escorrendo. Estava ficando difícil manter os olhos fechados. Desesperado, dei um golpe com a espada para baixo, e ouvi um plof! Que me fez querer vomitar.
Alguma coisa liquida empapava meu sapato. Uma secreção morna.
– Ah! Eca! – gritou Dandara.
– O que foi? O que é isso que esta sujando meu sapato? – perguntei ainda tremendo de medo.
– Espere, fique ai. – disse Grover. – Não se mexa.
Depois de alguns minutos, Percy disse:
– Pode abrir os olhos.
Quando abri, vi Grover com um saco preto. Dentro havia alguma coisa.
– Muito bem. – disse ele.
– O que eu fiz?
– Você degolou a Medusa. – disse ele erguendo o saco.
Eu estava em choque. Minha perna estava sangrando. O sangue seco grudava em minha calça.
– Onde está o corpo dela? – perguntei.
– Se desintegrou. – disse Annabeth vindo até nós. – Quando você a mata, o corpo se desintegra, mas a cabeça não. Ela é tida como um troféu de guerra. Mas não vá olhar para dentro do saco. Ela ainda pode petrifica-lo.
– Ai. – gemi. – Alguém pode me dar umas coisinhas daquelas que sara rapidinho?
– Ambrosia. – riu Percy. Ele me deu uma parte.
– Coitada da menina. – fungou Grover. – Ela poderia ter tido uma chance de sair daqui.
Todos nós ficamos em silêncio. Já era ruim o bastante a gente ter encontrado a Medusa. Para variar, a garota é transformada em estátua.
Estávamos nos sentindo infelizes, mais tínhamos que prosseguir. Ainda tínhamos mais uma viagem para fazer, para que enfim, pudéssemos encontrar o navio de Luke.
– Vamos. – disse Annabeth tristemente. – Vamos sair daqui.
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